quinta-feira, Outubro 02, 2008

O Significado Sócio-histórico dos Direitos Humanos e o Serviço Social. Comunicação Apresentada por Lúcia Barroco na FIITS 2008 (Bahia) Brasil

“O significado sócio-histórico dos Direitos Humanos e o Serviço Social”
Maria Lucia Silva Barroco [1]

Palestra apresentada na mesa Conflitos Globais e a violação dos Direitos Humanos: a ação do Serviço Social em 18/08/2008 – Conferência Mundial de Serviço Social da Federação Internacional de Trabalho –Salvador (Bahia)

Bom dia a todos (as). É uma honra estar participando dessa mesa com o Sr. Elis Envall e a Sra. Evelyn Balais –Serrano. Quero saudar também minhas colegas Elaine e Elisabete e agradecer ao Conselho Federal de Serviço Social e a FITS por me proporcionarem essa participação.
Este evento, que reúne assistentes sociais do mundo todo, é uma rara oportunidade de conhecermos de perto a diversidade cultural e profissional, em suas particulares expressões. Faz lembrar outros eventos, como, por exemplo, o festival internacional de cinema e o ciclo de cinema sobre direitos humanos: eventos que ocorrem anualmente no Brasil, que permitem uma apreensão privilegiada dos conflitos globais e das diferentes formas violação aos direitos humanos. Nesta conferência, no painel de Ética e Direitos Humanos, temos tido essa rica experiência.
Meus colegas situaram questões importantíssimas, sobre a intervenção profissional e sobre os conflitos globais, em sua relação com os Direitos Humanos. Vou falar sobre o significado dos DH no contexto da sociedade capitalista, assinalando a sua relação com a profissão Serviço Social.

A origem da noção moderna dos DH é inseparável da idéia de que a sociedade é capaz de garantir a justiça – através das leis e do Estado – e dos princípios que lhes servem de sustentação filosófica e política: a universalidade e o direito natural à vida, à liberdade e ao pensamento. Filha do Iluminismo e das teorias do direito natural, essa noção foi fundamental para inscrever os DH no campo da imanência, do social e do político.

De fato, com a sociedade moderna, tem origem a prática política de declarar direitos, o que não tinha sentido quando eles eram tratados de forma transcendente: concebidos como emanação de Deus. A prática da declaração assinala a busca de um consentimento social e político de algo que não é reconhecido por todos[2].

Ao mesmo tempo, as Declarações assinalam situações históricas precisas; que exigem esse consentimento – para assegurar grandes mudanças, para preservar a humanidade da violência, marcando situações revolucionárias - a exemplo das Declarações de direitos das Revoluções Inglesa (1640 e 1688), da Independência Norte Americana, das Revoluções Francesa (1789) e Russa (1917) -, assinalando momentos de grandes traumatismos - com os vividas na Segunda Guerra, com o fascismo e o nazismo, dando origem à Declaração dos DH de 1948 -, buscando assegurar transformações históricas significativas -como as das Conferências firmadas na década de noventa, marcadas pelo fim da das experiências socialistas, pela aceleração do processo de mundialização do capital conhecido como globalização neoliberal.

A configuração moderna dos DH representa um grande avanço no processo de desenvolvimento do gênero humano, pois ao retirar os DH do campo da transcendência, os coloca no patamar da práxis, ou seja, das ações humanas conscientes dirigidas à emancipação. Ao adotar os princípios e valores da racionalidade, da liberdade, da universalidade, da ética, da justiça e da política, incorpora conquistas que não pertencem exclusivamente à burguesia: são parte da riqueza humana produzida pelo gênero humano ao longo de seu desenvolvimento histórico, desde a antiguidade.

Apesar de representar esse avanço, os DH, na sociedade moderna, apresentam as seguintes contradições:

1) Os direitos humanos supõem a universalidade. A sua proposta universal esbarra com limites estruturais da sociedade capitalista: uma sociedade que se reproduz através de divisões (do trabalho, de classes, do conhecimento, da posse privada dos meios de produção, da riqueza socialmente produzida);

2) Os direitos humanos (civis, políticos, sociais, econômicos e culturais) supõem a democracia a e a cidadania, mesmo que seja a democracia formal, o que esbarra com limites reais: econômicos e sócio-políticos, dependendo de cada país e contexto;

3) No contexto da sociedade burguesa, os direitos Humanos supõem a propriedade como direito natural e o Estado e as leis como instâncias universais. Na medida em que a propriedade privada é fundamento da sociedade burguesa – logo, protegida por lei – quando ela é posta em risco o Estado deve protegê-la dos não proprietários. Ocorre que o Estado não está acima das classes, não é neutro; ao usar da violência para proteger a propriedade e – ao mesmo tempo - tratar todos os homens como iguais – afirmando que todos têm direito natural a propriedade em uma sociedade que exclui todos desse direito – evidencia a contradição entre o discurso abstrato da universalidade e a defesa de interesses privados. As Declarações, nesse contexto, ao afirmar a propriedade como direito natural, acabam por legimitimar a violência ao invés de combatê-la.

É nesse sentido que bem afirma Marilena Chauí (1989): as Declarações de DH afirmam mais do podem e menos do que deveriam afirmar.

5) Entretanto, mesmo preso a interesses privados, o Estado não pode se restringir ao uso da força e da violência; por isso, para garantir a sua legitimidade e hegemonia, incorpora determinadas reivindicações das lutas populares por direitos.

Dessa forma, é em nome da universalidade que os movimentos de defesa dos DH lutam pelo alargamento de seus limites burgueses ao longo da história. Com isso, vemos que a história social dos DH é o resultado da luta de classes, da pressão popular, da organização dos movimentos e dos militantes de DH, dos sujeitos políticos em face da opressão, da exploração e da desigualdade.

É uma história de lutas populares especificas progressistas que se intercruzam com outros tipos de luta: anticapitalistas, revolucionárias, de libertação nacional, etc, tendo por unidade a defesa da liberdade, da emancipação política e humana.

É uma história de luta na qual muitos homens e mulheres perderam a vida lutando pelos seus ideais, perderam a vida, mas não a dignidade, deixando como herança a defesa da causa, como Marti Luther King e Che Quevara. E o que dizer então de Nelson Mandela, com sua lição de vida em defesa da liberdade?

As Declarações assimilam tais avanços. como, por exemplo, a Declaração dos DH de 1948 que incorporou os direitos sociais, econômicos e culturais aos direitos civis e políticos, o que foi fruto das lutas do movimento operário nos séculos XIX e XX, objetivadas na Revolução Russa.

O Estado do Bem Estar Social, resultado da pressão organizada do movimento sindical e da esquerda, contribuiu para uma obtenção dos direitos sociais e econômicos aos trabalhadores, ampliando a presença do Estado e dos serviços públicos de saúde educação, habitação, trabalho, previdência, assistência social, etc.

Na década de 60, os movimentos de luta e de defesa de DH alcançaram várias conquistas no âmbito dos direitos civis e políticos: os chamados movimentos das minorias, de mulheres, negros, homossexuais, o movimento estudantil, desencadearam uma série de lutas específicas, dando visibilidade a diferentes aspectos da violência e da exclusão social.

Todavia, a Conferência Mundial dos DH de Viena, em 1993, já ocorreu em um contexto muito diverso. Apesar de ser marcada por avanços significativos em termos de sua representatividade, de suas recomendações pragmáticas e de suas formulações conceituais, entre outras, mais do nunca ficou evidente o seu descompasso em face da realidade: nas palavras de José Augusto Lindgren, membro do comitê de DH em Genebra:

“A universalização do discurso político dos DH, útil em qualquer circunstância, para popularização da idéia de tais direitos – não se coaduna... com o fenômeno da globalização em curso”[3].

Isto porque nos anos noventa estávamos vivendo o processo de mundialização do capital, caracterizado pela internacionalização dos mercados, pela derrubada de fronteiras para o livre transito de mercadorias que não encontra mais limites nem barreiras para a mercantilização de todas as relações sociais.

Neste contexto, a contradição entre a realização dos DH e as condições adversas do capitalismo se aprofunda, daí decorrendo as seguintes conseqüências para os DH:

1) O aprofundamento do abismo entre a desigualdade e a liberdade; a riqueza e a pobreza atinge níveis nunca vistos: a miséria de milhares em detrimento da riqueza de poucos.

2) a pobreza não atinge somente os paises do sul; mas também em paises desenvolvidos; mais de 100 milhões de pessoas sofrem privações nas sociedades mais ricas,

3) O enxugamento do Estado, nos países onde o ajuste estrutural foi implantado, levou a uma diminuição dos gastos com os programas e serviços públicos de atendimento a necessidades como saúde, educação, habitação, previdência, etc. que passaram - ou a iniciativa privada ou a filantropia da sociedade civil;

4) a miséria é material (atingindo o trabalho e a vida em geral), e espiritual (reproduzindo formas de alienação na totalidade da vida social);

5) A desproteção social e a insegurança generalizam-se, fragilizando a vida, a saúde, gerando formas de violência;

6) observa-se o refluxo da organização política de classe dos trabalhadores, rebatendo na organização dos movimentos e reproduzindo uma descrença generalizada na política;

7) uma das políticas decorrentes desse contexto é o de criminalização da pobreza, ou seja, de culpabilização dos pobres pela sua situação social; o que caminha ao lado da naturalização da pobreza ( a idéia de que essa condição é natural, isto é, sempre foi assim e sempre será) e da tolerância zero, que segrega aqueles que a priori são culpados: os negros, os imigrantes, os homossexuais, os usuários de drogas, todos “os diferentes”.

8) esse contexto gera uma cultura de desigualdade e de violência cujos resultados para os DH se expressam sob a forma de um crescente processo de desumanização que expressa a miséria material e caminha ao lado da mais assustadora miséria espiritual. Por exemplo, se mostra na intolerância religiosa, nas limpezas étnicas, nos genocídios, nos estupros coletivos, nos crimes provocados por ódio discriminatório. Nos EUA, por exemplo, esses crimes por ódio, segundo dados estatísticos do FBI, de 1997, mostram que de 11 mil casos, 5.396 ocorreram em função de raça, 1.401, por religião, 1016 por orientação sexual e 940 por origem étnica[4]

9) a defesa dos DH perde o seu vigor, é acusada de se constituir na defesa de bandidos, marginalizando, também, os profissionais que prestam serviços e defendem determinadas populações segregadas socialmente.

Esse contexto em que vivemos desde as ultimas décadas do século XX tem uma ideologia que o sustenta e lhe fornece identidade: a ideologia pós-moderna, que nega a universalidade, a racionalidade, a perspectiva de totalidade, a história, a possibilidade de emancipação, quer dizer, que nega os princípios e valores que deram sustentação à sociedade moderna e aos DH.

Por exemplo, na avaliação de Lindgren, embora a ideologia pós-moderna enfatize o pluralismo e o direito à diferença, ao negar o universal e o político, acaba, muitas vezes, por produzir um enfoque tão absoluto que tende - favorecida pelo capitalismo contemporâneo - a fortalecer concepções e posicionamentos de rejeição ao diferente, como os ultranacionalismos, o neonazismo, as medidas antiimigratórias, a xenofobia, o racismo, etc.

Nesses casos, o grupo que se constitui como intolerante em face dos diferentes é que define os limites do humano tendo por parâmetros a violência, a discriminação, a alienação, a opressão o outro.

Existe uma idéia ética e política que vem de Aristóteles e que diz que - se o homem é criador responsável pelo seu destino ele também pode ser responsável pelo destino da humanidade[5]. Na sociedade moderna, essa idéia alcança o patamar da práxis histórica, dos projetos emancipatórios, o que é negada pela ideologia pós- moderna. Por isso, ela é parte de um projeto de sociedade: um projeto neoconservador que atende às exigências do mercado, na atual fase do capitalismo predatório.

O Serviço Social tem uma longa tradição de luta pelos DH: em todos os continentes e paises em que atua se caracteriza pelo compromisso ético com a dignidade humana, pelo respeito ao outro em todas as suas situações de vida e escolhas, sem discriminações e preconceitos de raça, etnia, religião, orientação sexual, etc. As diferentes concepções e tendências profissionais não estão acima dos valores e princípios éticos que unem internacionalmente os assistentes sociais em uma luta comum.

Os assistentes sociais brasileiros, homens e mulheres, conquistaram avanços significativos, a partir do processo de redemocratização do país, pós-ditadura militar, nos anos oitenta do século XX. São conquistas teóricas, práticas, éticas e políticas, que – em termos do nosso posicionamento ético-político – sistematizado em nosso Código de Ética de 1993, afirma nossa defesa:
1) dos direitos humanos – civis, políticos, sociais, econômicos e culturais,
2) da democracia (socialização da riqueza e da participação política)
3) da liberdade – emancipação, autonomia;
4) da justiça social;
5) da não discriminação (raça, etnia, orientação sexual, religião, idade, etc).
6) do pluralismo (todas as correntes democráticas existentes.

Como categoria profissional nos orientamos por um projeto profissional que tem articulações com um projeto de sociedade posto no horizonte de construção de uma nova sociedade:

“Sem dominação, exploração de classe, etnia, gênero, uma sociedade que propicie aos trabalhadores o pleno desenvolvimento para a invenção e a vivencia concreta de novos valores o que evidentemente supõe a erradicação de todos os processos de exploração, opressão e alienação”[6] (CFESS: 1993).

A realização desses valores depende, no entanto, de condições objetivas que – como assinalamos, hoje, são bastante adversas. As questões éticas e políticas que estão vinculadas ao debate dos DH são inúmeras e complexas, especialmente porque elas não podem ser desvinculadas de suas determinações sócio-econômicas e ideo-políticas. Precisaríamos de mais tempo para debater. Por ora, gostaria de deixar alguns pontos para reflexão:

1. Pelo exposto, no meu entender, a defesa da universalidade é algo positivo: uma conquista humana valiosa que deve ser preservada, especialmente na atual conjuntura, pela dinâmica das relações sociais burguesas e pela força da ideologia pós-moderna ou neoconservadora. Estando em um evento internacional, pergunto: Como realizar a universalidade sem cair em dois opostos: no relativismo e no autoritarismo?

2. Uma das questões apontadas nesse debate refere-se aos dilemas e conflitos profissionais nas situações em que os direitos não podem ser objetivados por determinações institucionais e por relações de poder, etc. Pergunto: Considerando que o enfrentamento de tais conflitos não é um problema individual, seu enfrentamento não deveria ser objeto de debates e de decisões coletivas e estas não poderiam ser revertidas em estratégias legais e políticas, dando respaldo aos profissionais para que eles possam se contrapor às determinações institucionais para o atendimento das necessidades dos usuários? Por exemplo, o Código de Ética pode ser um instrumento de defesa profissional em face das normas institucionais, permitindo aos profissionais maior autonomia nas decisões.

3. Uma das maiores dificuldades de objetivação do conjunto dos DH reside na realização dos direitos sociais econômicos e culturais, pois, como já assinalamos, eles exigem maior enfrentamento da contradição entre os direitos e os limites da realidade burguesa. Pergunto se devemos continuar defendo esses direitos sem explicitar essa contradição fundante; sem dar uma dimensão política (ou melhor, sem explicitá-la) à defesa dos DH.

Se a vinculação entre os DH e suas determinações sócio-históricas torna evidente os limites de sua realização, isto coloca, ao mesmo tempo, a exigência de sua defesa, tendo em vista o contexto de desumanização em curso. Nesse sentido, no âmbito do Serviço Social, é possível eleger a liberdade e a democracia - como valor ético e princípio político –, contando, então, com um rumo ético e uma medida política – importantes instrumentos de um projeto profissional na defesa dos DH.
Obrigada.

Bibliografia

Alves, J. A Lindgren. Os Direitos Humanos na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2005.

Barroco, M.L.S. Ética: fundamentos sócio-históricos. São Paulo: Cortez, 2008 (Coleção biblioteca básica/serviço social; vol. 4).

____________Ética, direitos humanos e diversidade, in Revista Presença Ética; 03, GEPE, Recife: UFPE, 2003.

____________ “Direitos Humanos e Desigualdade” in As novas Faces da Barbárie Capitalista; desigualdade se combate com direitos (Conferências e deliberações do 31 Encontro Nacional CFESS/CRESS). Brasília, CFESS, 2003.
___________e Brites, Cristina M. “Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ética e Direitos Humanos”. In Temporalis, Ano III, nº 5, janeiro a junho de 2002. Brasília: ABEPSS, 2002.

Brandão, Adelino. Os direitos humanos: antologia de textos históricos. São Paulo, Landy: 2001.

Chaui, M. “Direitos Humanos e medo”. In Direitos humanos e.... São Paulo, Comissão de Justiça e Paz: Editora Brasiliense, 1989.
Chauí, M. Cultura e Democracia: o discurso competente e outras falas. São Paulo, Cortez, 2006.

___________ “Público, privado, despotismo” in Novaes Adauto (org), Ética. São Paulo, Companhia das Letras, Secretaria Municipal de Cultura, 1992.

Conselho Federal de Serviço Social (CFESS). Código de Ética do Assistente Social. Brasilia, CFESS, 1993.

Díaz-Salazar, Rafael. Justicia global: las alternativas de los movimientos del Foro de Porto Alegre. Barcelona, Espanha: Editorial Içaria, 2002.

Iamamoto, M. V. e Carvalho. R. Relações sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. São Paulo: Cortez, 1983.

Marx, K. A questão judaica. São Paulo, Editora Moraes: 1991.

Mészáros, I. “Marxismo e Direitos Humanos” In Filosofia, Ideologia e Ciência Social: ensaios de negação e afirmação. São Paulo, Brasil: Ensaio, 1993.

Netto,J. P. Capitalismo e reificação. São Paulo, Livraria Editora ciências humanas. 1981.

Pereira, T. M. Dahmer e Vinagre M. Ética e direitos humanos. Curso de capacitação ética para agentes multiplicadores, caderno quatro. Brasília, CFESS, 2007.

Trindade, J. Damião de L. História Social dos Direitos Humanos. São Paulo: Peirópolis, 2002.
[1] Assistente Social, Dr em Serviço social, Prof. de Ética e coordenadora do Núcleo de Ética e Direitos Humanos (Nepedh) da PUC-SP.
[2] Chauí, Marilena. “Direitos Humanos e medo”. In Direitos humanos e.... São Paulo, Comissão de Justiça e Paz: Editora Brasiliense, 1989: 20).
[3] Alves, J. A Lindgren. Os Direitos Humanos na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2005: 49).

[4] Alves, J. A Lindgren. Os Direitos Humanos na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2005: 17.

[5] Barroco, M Lucia S. Ética: fundamentos sócio-históricos. São Paulo: Cortez, 2008: 213.
[6] CFESS. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília, CFESS: 1993.

segunda-feira, Setembro 29, 2008

Contrariando O Conservadorismo no Ensino Superior Espanhol Foram Homenageadas as 10 Reitoras

Las mujeres no dirigen ninguna de las 172 áreas de conocimiento
La Universidad española se divide en 172 áreas de conocimiento y las mujeres, tras 800 años de historia, no lideran ninguna de ellas, o lo que es lo mismo, en ninguna de ellas existen más catedráticas que catedráticos, según los datos de 2006 proporcionados por el Ministerio de Ciencia e Innovación.
La Universidad española se divide en 172 áreas de conocimiento y las mujeres, tras 800 años de historia, no lideran ninguna de ellas, o lo que es lo mismo, en ninguna de ellas existen más catedráticas que catedráticos, según los datos de 2006 proporcionados por el Ministerio de Ciencia e Innovación. Empatan en dos disciplinas tan minoritarias que casi son una anécdota: Antropología Física (cuatro y cuatro) y Didáctica de la Expresión Musical (uno y uno).
En Humanidades hay un 21% de catedráticas, un 5% más que en Ciencias Sociales y Jurídicas. La desigualdad es más evidente en Ciencias de la Salud (12,2%), Ciencias Experimentales (13%) y de lejos en Enseñanzas Técnicas (5,4%). En Obstetricia y Ginecología, por ejemplo, había en 2006 37 catedráticos y ninguna mujer.
Las 10 mujeres que hasta el momento han ejercido de rectoras en las 45 universidades públicas coincidieron en señalar, tras el homenaje celebrado la semana pasada en la Universidad a Distancia (UNED), que el machismo se sufre al aspirar a una cátedra, no en el rectorado. "En los tribunales hay un componente masculino muy grande y funcionan con esa mentalidad de los méritos", opina Adelaida de la Calle, al frente de la Universidad de Málaga desde 2004. "En mi primer mandato había más hombres en el equipo porque sabía que sino no salía elegida. Y en este segundo no, porque hemos demostrado que las mujeres podemos gobernar".
Corría el año 1982 y Elisa Pérez Vera, recién elegida rectora de la UNED, era entrevistada en el telediario de TVE: "¿Qué ha sentido al convertirse en la primera mujer rectora de la historia de España?". "Pues lo mismo que si fuese un hombre, ¡que he ganado!", contestó. Hoy asegura que no ha sido consciente de su excepcionalidad hasta el emotivo acto. Sus compañeras en el cargo dicen compartir ese sentimiento. "A mí me dieron más problemas los sindicatos, las facultades de ciencias... No era una cuestión de género, o al menos era velado. La gente, como si hubiese dos bandos, dividía entre los josefinos y los no josefinos, masculinizándolo, claro", cuenta la geógrafa Josefina Gómez Mendoza, la segunda rectora de España, que ejerció en la Universidad Autónoma de Madrid en 1984 y 1985.
Con el paso de los años las mujeres han conquistado las aulas. Hoy el 80% de las chicas termina el bachillerato o la Formación Profesional de grado medio, según datos de la OCDE; mientras que sólo lo consiguen el 64% de los chicos. Y el 38,5% de los jóvenes tiene estudios terciarios -universidad o FP superior- frente al 56,8% de ellas.
Empatan en tesis leídas, pero los números femeninos decaen en la enseñanza universitaria: 10.200 profesoras titulares frente a 17.800 profesores. Y por cada 8,4 titulares femeninas hay una catedrática, mientras que por cada 2,3 hombres titulares hay un catedrático.
Podría alegarse que ellas tardaron en ingresar en las facultades, pero ni por ésas cuadran las cuentas. En el curso 1985-1986, las mujeres suponían un 25,8% de los titulares y 20 años más tarde, en 2006, eran el 36,5%, un 11% más. Un aumento que no se ha visto reflejado en las cátedras: en 1986 había un 7,6% de catedráticas y hoy no son un 18,6% -como cabría calcular por la progresión- sino un 13,9%.
"La mujer es menos ambiciosa y tiene que hacer un sobreesfuerzo porque tiene una carga familiar", explica Araceli Maciá, rectora de la UNED entre 2001 y 2005. "Desde hace años tenemos un plan de igualdad para que el parón maternal no signifique el fin. Hay que organizarse de otra manera", razona Anna Maria Geli, al frente de la Universidad de Girona desde 2005. "Hay que tomar medidas. Por ejemplo, que las becas Ramón y Cajal se puedan ampliar cuando alguien tiene un hijo o que cambie la fecha de unas oposiciones cuando se esté embarazada. Además, es difícil irse de posdoctorado y seguir una política de congresos cuando se tienen hijos", argumenta Montserrat Casas, rectora de la Universidad de Baleares desde 2007
(...)
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Deficiência que rompe barreiras nas universidades PIAUI

Deficiência que rompe barreiras nas universidades
Alunos vencem os próprios desafios e conseguem concluir cursos superiores.

Quando Iraci Matos conseguiu entrar na universidade acreditou que tinha conseguido superar um dos maiores obstáculos de sua vida. O que é verdade. Vítima de uma cegueira congênita, conseguir estudar para ela sempre foi algo difícil. Mas ao ingressar na academia ela percebeu que teria que enfrentar mais dificuldades, pois não havia estrutura física compatível com sua condição e poucos professores estavam preparados para lidar com uma estudante cega.
“Eu ficava muito chateada porque meus professores não sabiam como agir quando eu estava na sala. Não tinham uma didática que pudesse me englobar e ao restante dos alunos”, recorda.Mais uma vez ela conseguiu ultrapassar os obstáculos e hoje é formada em Letras e em Serviço Social. Agora vê que a Universidade Federal do Piauí, onde estudou e que ainda freqüenta está melhor adaptada a receber alunos com deficiência.
A UFPI foi a primeira das instituições de ensino superior do Estado a se preocupar com a acessibilidade de sua estrutura e mesmo assim ainda com modificações bem recentes. A universidade hoje possui rampas de acesso a coorredores em todos os centros de ensino para facilitar a locomoção dos alunos que utilizam cadeira de rodas.Além disso, existem livros em braile e computadores adaptados para que os cegos possam manusear, com uma gravação que identifica as teclas que foram apertadas. “Sabemos o quanto é difícil para essas pessoas estudar no dia-a-dia, por isso é nossa obrigação fazer o máximo para que possam estudar de forma digna. Isso sem contar que essa é uma universidade federal e como tal devemos investir para que todos os segmentos de alunos possam se sentir contemplados”, disse o reitor Luiz Santos Júnior.
Para Iraci, hoje a situação é bem diferente do que viveu quando era estudante. “Faço minhas pesquisas aqui, onde tenho acesso ao computador e aos livros em braile. Acredito que ainda há muito a se fazer, mas aos poucos todas as faculdades e universidades vão se adaptando”, acredita ela, lembrando que a falta de adaptação é o que ainda faz muitas pessoas com deficiência desistirem da universidade ou então nem tentar ingressar nela.Algo por que Leonardo Pereira, de 34 anos, não vai precisar passar.Cego de nascença, ele está estudando para fazer o vestibular para Ciências Sociais na UFPI e já deu um circulada pelo campus do Ininga para ver a situação das instalações.
“Já percebi que não vou me sentir deslocado aqui. Percebi que vou ter acesso a livros em braile e isso nos motiva mais. Espero conseguir ser aprovado”, anseia. Fonte: Informações Jornal Meio-Norte Edição: Sávia Barreto
in

domingo, Setembro 28, 2008

Serviço Social da Universidade Lusíada ( Fundação Minerva ) Faz Utilização Abusiva e Mentirosa

Para Legitimar o seu Curso de Licenciatura em Serviço Social, os responsáveis da Universidade Lusíada (Fundação Minerva) utilizam argumentos pretensamente históricos para justificar o processo actual de decadência que vive. Argumentação mentirosa e afirmações abusivas sobre alguns dos seus antecedentes institucionais pretendem esconder um processo cujo pano de fundo está marcado pela falta de limpidez.
Um dos exemplos que pretendem perpetuar é este :
( ...) Efectivamente, desde 1935, ano da sua fundação como Escola Superior sob os auspícios da Associação de Profissionais de Serviço Social que o ISSSL foi consolidando a sua acção formativa naquele domínio e, assim, consubstanciando o seu património científico e cultural.
(...)
Ao longo da construção da informação via net, dirigida e centralizada pelos seus responsáveis, têm vindo a tentar consolidar uma pretensa autoridade junto dos estudantes candidatos à licenciatura de assistentes sociais pouco precavidos culturalmente.
Argumentação manhosa, fruto da construção dos seus responsáveis, ocultam o passado histórico recente do ISSSL de Lisboa, para colmatar o vazio de ideias, de autoridades credíveis a nível científico em Serviço Social e o mercantilismo no ensino superior, tutelado por este tipo de fundações que se apropriam indevidamente do património dos assistentes sociais.
Como é do conhecimento público, esta instituição mencionada Assoçiação de Profissionais de Serviço Social APSS, da qual sou membro activo, jamais teve qualquer tutela nem iniciativa com este curso publicitado, de responsabilidade da Universidade Lusíada ( Fundação Minerva ).
A Associação de Profissionais de Serviço Social só surgue ha questão de Três Decadas e não nos Anos 30 ( 1935) como pretende sugerir o texto enganador.
alfredo henríquez

Socrates Recebe Chavez em Lisboa


Hugo Chávez, presidente de Venezuela, culminó en Lisboa una gira que le ha llevado por La Habana, Pekín, Moscú y París. Le recibió el primer ministro portugués, José Sócrates, del Partido Socialista, con quien se reunió por cuarta vez en los últimos 10 meses. Tres veces en la capital portuguesa (noviembre, julio y septiembre) y una en Caracas (mayo pasado). ¿Qué ve el líder venezolano de interesante en Portugal, una nación que poco tiene que ver con Cuba, Libia, Irán, China o Rusia, donde Chávez aparenta sentirse muy cómodo? ¿Cuál es el atractivo de Venezuela para Sócrates, más allá del petróleo?
Formalmente, los acuerdos que ambos países han firmado en las reuniones bilaterales anteriores tienen un marcado carácter económico y comercial. Pero no hay duda de que hay más. Para empezar, una buena sintonía política. Los socialistas portugueses, puede que no todos, sienten debilidad por el ex coronel venezolano. Chávez se refiere a los actuales dirigentes portugueses como "amigos políticos". Un peso pesado del socialismo luso como el ex presidente Mario Soares, que entrevistó a Chávez recientemente para un programa de la televisión pública RTP1, dice rotundo: "No hay duda de que no es un dictador. En Venezuela hay partidos políticos y elecciones libres".

Ministro da Saúde Contesta dados da OMS

Os Compromissos Políticos em Serviço Social & Perguntas ao candidatos em Santos

(...)
Gostaria de saber onde fica a tal universidade pública federal que a senhora diz que conseguiu para Santos.
João Ramos

R: Não me espanta ver que ainda muitos santistas não têm conhecimento de todas as conquistas que fazem valer a pena ter dedicado 18 anos de minha vida às políticas públicas. Por isso, entendo que este canal com o eleitor é de suma relevância. Convido você a encontrar a Unifesp, visitando todos os seus prédios e andares nos seguintes endereços: Avenida Ana Costa, 95 (prédio de cinco andares); Avenida Saldanha da Gama, 89 e Rua Silva Jardim, 133/136, que está em construção, cuja inauguração está prevista para o início de 2009.

Foi de minha autoria a idéia de trazer Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para Santos, o que consegui em apenas um ano e meio de mandato na Câmara Federal. Realizei todas as articulações com a reitoria da Unifesp, que definiram os cursos e suas expansões - os primeiros, já instalados em Santos em 2004: Gerenciamento em Saúde Pública e Educação em Saúde Pública, atendendo à extrema necessidade de formação qualificada, tão fortemente reclamada pela população de nossa cidade e região.

Em 2005, novos cinco cursos foram criados no campus de Santos: Psicologia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Educação Física (voltado para a Saúde) e Fisioterapia, em tempo integral com metodologia de cursos inédita no País, que após apenas três anos foram campeões, no Brasil, na prova do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Por ser em período integral, temos hoje oitenta professores doutores concursados nacionalmente morando em Santos.

No jornal A Tribuna saiu a chamada para o vestibular de um novo curso para 2009: o de Serviço Social (segundo curso público do estado de São Paulo). Não bastasse tudo isto, o Ministério da Educação (MEC) já autorizou o vestibular para o início dos cursos de Ciências do Mar em 2010: Engenharia Portuária (primeiro do Brasil), Engenharia de Pesca (primeiro do estado), Engenharia de Meio Ambiente e Oceanografia. Informe-se: Este é um direito e dever de todo cidadão.

( ...)

veja mais promesas in
http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=376671&opr=685

Palestra de Gisele Almeida Tamarozzi :O Processo e Trabalho do Assistente Social e Estágio Supervisionado CRESS -BAURU



No último dia 18, a FSP – Faculdade Sudoeste Paulista -, sediou a II Nucleação do CRESS – Conselho Regional de Serviço Social na cidade de Avaré.
A palestra foi proferida por Gisele de Almeida Tamarozzi Lima, sobre o tema – “O Processo e Trabalho do Assistente Social e Estágio Supervisionado”.
O CRESS da cidade de Bauru desenvolveu junto aos municípios um projeto de capacitação e atualização de profissionais assistentes sociais, possibilitando também aos alunos do curso de serviço social, reflexões sobre temas atuais e de extrema relevância.
O evento, foi realizado sob coordenação da professora Miriam Malacize Fantazia, juntamente com a equipe formada pela coordenadora do Curso de Serviço Social, Flávia Almeida Ramos, e a assistente social, Andréa da Silva, da Secretaria do Bem Estar Social.
A nucleação é um evento regular, que ocorre trimestralmente e que em nosso município e região vem ganhando espaço e prestígio junto aos assistentes sociais. O evento contou com a presença de 50 participantes de Avaré e Região.

in http://www.folhadeavare.com.br/manchetes/260920083.html