quarta-feira, dezembro 29, 2010

Vanesa LoboO Brasil está pronto para ter seu primeiro representante em uma liga de futebol americano nos Estados

O Brasil está pronto para ter seu primeiro representante em uma liga de futebol americano nos Estados Unidos. E já está garantido que o país vai fazer bonito. Se ainda não veremos um brasileiro na NFL, nossa bandeira será representada em breve na LFL, a Lingerie Football League, por Vanessa Lobo.

A bela brasileira, que trabalha na área de Serviço Social e já atuou como modelo, estreará na competição em 2011, no também iniciante time de Las Vegas (que ainda não tem nome ou cores). Há seis anos nos Estados Unidos, ela jogou flag football em Seattle antes de chegar à LFL.

- Eu sempre quero participar de esportes, vi que estava tendo peneira para um time de futebol americano em Seattle, onde morava, e fui participar. Entrei na liga e fui running back do time. Gostei muito de jogar lá, tive muitas oportunidades de viajar, apareci na televisão. Depois me mudei para o Arizona, perto de Las Vegas, e vi que ia ter esta equipe da Lingerie League. Como já jogava antes, acho que foi mais fácil entrar – disse Vanessa ao Overtime, em entrevista por telefone.

A carreira de running back foi ajudada pelos cinco anos que praticou atletismo no Brasil. Mas não foi só isso que fez Vanessa se destacar.
- Ganhei o apelido “Brazilian Boogie” (difícil traduzir, mas algo como “Embalo Brasileiro” ou “Ginga Brasileira”) por causa do jeito que corria, meio dançando – contou.


Vanessa Lobo, aliás, acredita que o gingado dos brasileiros pode ser justamente o grande diferencial para algum atleta do país chegar um dia à NFL.



- Antes eu não entendia o jogo, achava meio esquisito. Mas acho que o brasileiro tem uma chance a mais porque tem malícia na hora de correr. O pessoal dizia que com meu modo de correr você dominava o jogo, porque tem facilidade no drible. O brasileiro tem isso, está acostumado a driblar por causa do futebol, tem ginga – analisou a brasileira.



Apesar de a Lingerie League Football ser formada por mulheres inegavelmente bonitas (a quarterback do time da brasileira é uma ex-atriz do seriado Baywatch), Vanessa Lobo garante que beleza não é tudo na liga. De acordo com ela, não adianta nada ser linda sem saber jogar futebol americano.



- Acho que isso é um marketing, mais um jeito de vender o jogo. No dia da peneira foi muito competitivo, eles tendem a procurar um equilíbrio. Dá para ver claramente que se você for só uma carinha bonita, você não entra. No dia dos testes, vi meninas lindas saindo. E vi meninas que jogavam bem, mas não eram tão bonitas, saindo também. Eles tentam balancear.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Combate à MGF Secretaria-Geral da Agência ONU Mulher

SANTIAGO DO CHILE, 27 DEZ (ANSA) - A violência física e sexual contra milhões de mulheres, a pobreza feminina e a discriminação trabalhista são os três maiores problemas que Michelle Bachelet abordará desde 1º de janeiro, quando assumirá a Secretaria-Geral da agência ONU Mulher.



"Um tema particularmente dramático que vivem milhões de mulheres e crianças no mundo é relativo à violência. Há 89 Estados que têm alguma disposição legislativa contra a violência doméstica e 60 deles têm legislações específicas, mas a violência contra mulheres e crianças continua sendo um grave problema em todas as regiões e todos os países", sustentou a ex-presidente chilena.



Bachelet citou um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), efetuado em 10 países, que indicou que "entre 17% e 71% das mulheres denunciou ter tido violência física ou sexual de seu cônjuges ou namorados".



"Entre as mulheres de 15 a 44 anos, os atos de violência causam mais mortes e incapacidade que a soma das provocadas pelo câncer, a malária, os acidentes de trânsito e a guerra", detalhou Bachelet.



Ela explicou que, em 2006, as mulheres e crianças representaram 79% das vítimas de tráfico de seres humanos, "mais de 60 milhões de crianças são forçadas a se casar antes dos 18 anos e continua sendo praticada a mutilação genital feminina, estimando-se que entre 100 e 140 milhões de mulheres e crianças vivem atualmente com suas consequências".



A ex-mandatária ainda lembrou, em uma conferência sobre igualdade de gênero e trabalho, que "60% dos pobres do mundo são mulheres" e criticou que continuam existindo grandes diferenças de salários para trabalhos de igual valor desempenhados por pessoas dos dois sexos. (ANSA)





27/12/2010 16:40

http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/notiziari/chile/20101227164035196471.html

segunda-feira, dezembro 27, 2010

UFBP Cida Maria Aparecida Ramos de Menezes Mestre Em Serviço Social Apresenta Candidatura

Se as inúmeras atribuições dela à frente da secretaria de Desenvolvimento Humano do governador Ricardo Coutinho (PSB) não impedirem, a professora Maria Aparecida Ramos de Menezes (atualmente sem partido, na foto ao lado) deverá ser uma das mais fortes pré-candidatas ao cargo de Magnífico Reitor da Universidade Federal da Paraíba, onde ela também é professora vinculada ao departamento de Serviço Social e diretora do CCHLA (Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes), a partir do ano vindouro.

Primeira mulher: pioneira no cargo

Ela é casada com o também professor e cientista político Jaldes Reis de Menezes, com quem tem duas filhas, uma de 16 e a outra de 18 anos de idade. Se ninguém atrapalhar seus planos, com absoluto grau de certeza, eu acho que ela chega lá. Potencial eleitoral, garra e força de vontade Cida tem de sobra, para isso: tornar-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Reitora da UFPB.

Comunista desde criancinha

Cida iniciou sua militância política filiando-se ao PCdoB no início da década de 1980, quando tinha apenas 14 anos de idade e era uma simples estudante secundarista vinda da cidade de Sapé, a antiga “Capital do Abacaxi” e “Terra de Augusto dos Anjos”, onde nasceu, filha de um caminhoneiro (motorista de caminhão para transporte de cargas) e de uma doméstica (entregue as atividades diárias de costurar, lavar roupa, passar e cozinhar para uma família composta por sete filhas, incluindo a atual secretária de Estado).

Forte militante estudantil

Ela foi presidente de Centro Acadêmico do seu curso, presidente do DCE (Diretório Central dos Estudantes), aluna do mestrado em Serviço Social, professora do próprio departamento onde um dia estudou, presidente da Adufpb/JP (Associação dos Docentes da UFPB, campus da Capital) e uma das maiores figuras exponenciais dos tempos áureos do Partido Comunista do Brasil, na Paraíba.

Ex-petista sem partido

Já faz dez anos que ela deixou de ser filiada ao PT, legenda à qual se vinculou, após abandonar o PCdoB, tempos atrás. Não se sabe ainda, pois é muito cedo para qualquer pessoa tentar adivinhar como será sua passagem pelo cargo de auxiliar direta de Ricardo, se Cida optará dentro de mais alguns meses, pela nova filiação, agora ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), cujo diretório estadual é presidido pelo próprio governador diplomado.

Cuidado com o drible

Nos bastidores da Cidade Universitária, há até quem diga que o convite feito por Coutinho tem outra intenção, mais ampla: limpar a área de uma possível futura concorrente, colocando Cida numa secretaria estadual para – digamos – ocupá-la com outras tarefas deixando o caminho livre para outra pré-candidatura a Reitor, ou seja, a campanha do professor Lúcio Flavio de Sá Leitão Peixoto de Vasconcelos, designado para exercer logo duas pastas importantes no Palácio da Redenção, como a subchefia da Casa Civil e o cargo de secretário-chefe de Gabinete do governador.

Jogada política no Campus

Portanto, é bom lembrar sempre que a chapa liderada por Aparecida Ramos derrotou a sua concorrente, apoiada por Lúcio Flávio, quando estava em jogo a cadeira de diretor do CCHLA. Vasconcelos defendeu as candidaturas dos professores Sandra Moura (departamento de Comunicação Social, Jornalismo, Rádio & TV, relações Públicas e Turismo) e Giuseppe Tosi (italiano defensor dos Direitos Humanos e que leciona Filosofia no curso de bacharelado em Direito).

Mais três candidaturas

Correndo por fora, ainda existem – além de Lúcio Flávio – os nomes da atual vice-reitora da UFPB, Maria Yara Campos Matos (igualmente ex-diretora do CCHLA), apoiada pelo Magnífico Reitor Rômulo Soares Polari (cujo mandato terminará em 2012) e do professor Francisco de Sales Gaudêncio (PMDB, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ex-secretário de Educação do Estado, ex-presidente da Fundação Espaço Cultural e ex-presidente da Fundação Casa de José Américo).

Audiência ministerial em Brasília

No seu currículo de lutas estudantis, Cida tem dois fatos marcantes: o de ter sido a primeira mulher a conquistar o mandato de presidente do DCE da UFPB e a decisão inédita de viajar de ônibus, sozinha, para Brasília-DF, a fim de tentar – e depois conseguir – uma audiência com o então ministro da Educação, Marco Maciel (ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL e hoje Democratas, ex-vice-presidente de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB), obtendo as verbas necessárias para reabrir o Restaurante Universitário, depois de longos 80 dias de greve: coisa que nem o reitor da época, José Jackson de Carvalho, teve êxito, pois ainda estava em vigência a Ditadura Militar que governou o Brasil, de 1964 a 1985.


http://www.pbagora.com.br/coluna.php?id=20101226113932&cat=politica&keys=cida-ramos-reitoria