sábado, fevereiro 17, 2007

Novas Leis de Inmigração nos Estados Unidos Pretendem Criminalizar Assistentes Sociais

Cá Estamos e não Vamos Embora !!!

Ao Grito de cá estamos e não vamos embora, centenas de milhares de inmigrantes desfilaram pelas prinicpais ruas de Chicago contra as novas leis de inmigração que pretendem criminalizar os ilegais nos Estados Unidos e que estão sendo discutidas no congresso dos Estados Unidos.

O projecto de lei, que fue submetido por James Sensenbrenner (Republicano de Wisconsin), transforma muitos inmigrantes indocumentados (e también a certos residentes permanentes) em “criminais perigosos”.

Esta legislação anti-imigrante pretende também criminalizar os assistentes sociais e os trabalhadores da saúde e a qualquer indivíduo ou organização de solidariedade que pretenda prestar assistência social e apoio à imigração indocumentada. Esta situação tem vindo a provocar um sério debate não só nos assistentes sociais americanos como nos mexicanos.

A Nova Lei que pretende ser mplementada (A lei de Sensenbrenner) não só da mais autoridade aos oficiales da policia estatais e locais para actuar como agentes de inmigración, como priva os tribunales federales o direito de fiscalizar os assuntos da inmigración.

Com um ambiente de greve geral, perto de 300.000 trabalhadores filiados ou não em sindicatos ocuparam as ruas, muitos deles com as suas fardas de trabalho, e ao som de cânticos se misturaram trabalhadores de muitas nacionalidades e de muitas religiões revindicando amnistias.

Nesta marcha na qual fizeram uso da palavra diferentes activistas e congresistas, falou Elvira Arellano ( vejahttp://en.wikipedia.org/wiki/Elvira_Arellano ) .
Alfredo Henriquez



Serviço Social Activista Mexicana Elvira Arellano Resiste à Deportação


Elvira Arellano, trabalhadora mexicana nos Estados Unidos emigrante clandestina, se encontra refugiada com o seu filho SAUL, cidadão estadounidense de 7 anos , numa igreja metodista para resistir à deportação. A onda de solidariedade tem transformado esta mulher num ícone da resistência dos milhões de trabalhadores hispano-americanos que enfrentam as políticas de BUSH contra os imigrantes.



sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Serviço Social Criationism Vs Evolution

Hoje tive oportunidade de assistir na TV2, leia-se tempo de antena da Igreja Católica, a um interesante diálogo sobre creacionismo por contraposição a Evolucionismo e me veio à cabeça o Spencer Tracy no seu melhor. Deixo esta sugestão ... Esta na moda importar debates dos Estados Unidos




quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Serviço Social:Da Formação Ao Reconhecimento Profissional


Serviço Social
Da Formação ao Reconhecimento Profissional

- Uma Acção Colectiva


Elementos Constitutivos da Profissionalização

O primeiro elemento é uma demanda social que, reconhecida, acaba por requisitar um certo tipo de intervenção profissional. Nós só podemos pensar uma profissão na medida em que ela atende, responde a demandas que são reconhecidas como tais.

O segundo elemento que me parece absolutamente indispensável para ser levado em consideração, é uma formação institucional específica e regulamentada, ou seja, não basta a existência de requerimentos, de requisições para uma intervenção profissional se simultaneamente não houver um sistema institucional que forme, que dê legitimidade à acção de certos quadros profissionais.


Em terceiro lugar, eu diria que é impensável um reconhecimento jurídico-legal de uma profissão se ela não dispor de organização profissional, se uma categoria profissional (no caso a categoria dos Assistentes Sociais – não se trata obviamente de uma classe mas de uma categoria profissional) não dispuser de organismos que expressem a sua vontade colectiva.

E finalmente, creio que é o tema central deste encontro, trata-se de discutir a regulamentação profissional. Eu diria portanto que pensar a profissionalização contemporânea é pensar estes quatro elementos:

§ Uma demanda Social Reconhecida;
§ Uma Formação Institucional Específica e Regulamentada;
§ A Organização Profissional; e
§ A Regulamentação Profissional.



A Demanda Social da Profissão

Não me vou deter no primeiro elemento, a questão da demanda social ou das demandas sociais, do complexo de demandas sociais que requer, que requisita a intervenção de um profissional como o Assistente Social, mesmo no quadro do 1º Mundo ( lembrem-se que eu sou um interlocutor que venho lá já não sei do terceiro, do quarto ou do quinto mundo dado o nível de profunda degradação das condições de vida das populações ao sul do equador ), mas mesmo numa sociedade num quadro nacional e de integração regional como o da União Europeia e mesmo considerando as situações específicas de Portugal, parece-me desnecessário qualquer observação acerca da demanda social deste quadro profissional que é o Assistente Social, portanto isto não vai ser objecto de minha reflexão, mas será objecto de minha reflexão a questão da formação profissional.

Me parece, e isso foi uma conquista, eu diria, dos últimos 20 anos dos Assistentes Sociais Portugueses – o grau de licenciatura, a formação de mestres e a formação de doutores, eu diria que é impensável a formação profissional em nível académico, universitário se ela não reunir três dimensões essenciais.

A Formação Profissional

A primeira dimensão é o ensino, isto porque nós temos um know-how, um património, um acervo de saberes, e mais do que isto temos uma relação com as ciências sociais que nos dão um quadro de referências que é transmissível que é comunicável, esta é a dimensão específica do ensino, que não é o único constitutivo da formação profissional,
Existe ainda uma outra dimensão que é a dimensão da pesquisa, sem pesquisa, sem investigação é inconcebível a estabilização de um reconhecimento profissional hoje em qualquer área. Quem se dispõe a pensar uma profissão de nível académico e reconhecida como tal, não pode se ater quando pensar a formação profissional tão somente ao domínio do ensino, é necessário, é fundamental incorporar as actividades de investigação e de pesquisa, isso evidentemente não significa que todo o profissional de serviço social será necessariamente um investigador.

No âmbito da categoria profissional tanto mais ela amadurece tanto mais à diversificação e diferenciação, a pesquisa – a investigação, é um dos objectivos primordiais da instituição académica.

Entretanto, o profissional deve estar preparado, sensibilizado para a importância das actividades investigativas, mas a formação não envolve apenas, insisto, o ensino e a pesquisa, é absolutamente fundamental que ela envolva também a extensão – políticas de extensão, de experimentação que ponham o saber desenvolvido, articulado, processado no interior da instituição académica, que o ponham ao serviço de comunidades, colectividades para além dos muros universitários.

O circuito que permite a oxigenação da pesquisa do ensino é precisamente aquele que envolve a extensão universitária.
Níveis das Competências Profissionais

De toda essa maneira, eu gostaria de chamar a vossa atenção para o facto de que essa formação deve prover ao profissional 3 tipos de competências, que não competências autónomas, que constituem uma totalidade articulada e interligada mas, que dispõem de alguma especificidade.

A primeira competência é a competência Teórica, o Assistente Social é um profissional ao qual cada vez mais são necessários instrumentos de análise, instrumentos categoriais e conceptuais, pois isto faz parte da sua competência teórica. É necessário um quadro profissional que seja capaz no seu local de trabalho, no seu local de intervenção de reconhecer as múltiplas dimensões que trazem para esse local de trabalho as determinações sociais macroscópicas.

Nesse sentido, a formação deve oferecer competência teórica, mas nós não somos analistas sociais, nós somos interventores sociais, neste sentido há uma segunda dimensão de competência profissional que é a competência técnica.

O Assistente Social deve-se expor para além de referências teóricas que lhe permitam compreender analiticamente uma conjuntura dada, ele deve de dispor de instrumentos interventivos, de alavancas, de ferramentas que lhe propiciem a intervenção transformadora dessa conjuntura.

A essa dimensão Téorico-Técnica, eu agregaria um terceiro nível de competência, ou seja, a competência política. O que eu chamo aqui de competência política não é obter a carteira ou o cartão de pertença ao partido “A” ou “B”, mas de uma formação que qualifique o profissional para identificar o significado sócio-político da sua intervenção, que de uma vez por todas elimine os mitos da neutralidade, da imparcialidade frequentemente confundidas com a objectividade da intervenção.

A competência política é a competência que permite fazer análises institucionais, estabelecer leques de aliança, identificar aliados, adversários, inimigos e, em suma, detectar e prospectar a viabilidade de projectos de intervenção, eu diria que no âmbito da formação preservada a dimensão do ensino, da pesquisa e da extensão, e contempladas a competência teórica, técnica e política, com isso nós estaremos formando quadros aptos, a constituir uma categoria profissional com perfil próprio e capaz de servir a sociedade.


A Organização Profissionalizante

O segundo elemento que chama a minha atenção dentro daqueles quatro que mencionei anteriormente como constitutivos da profissionalização contemporânea, refere-se à organização profissional.


É impensável qualquer reconhecimento do profissional mais denso, mais sólido, a uma categoria profissional que não apresenta às outras categorias profissionais, aos movimentos e organizações da sociedade civil e as instâncias do Estado que não apresenta interlocutores legitimados.


É preciso que a sociedade considerada nos seus vários níveis de articulação, que os seus movimentos sociais, os partidos políticos, as associações comunitárias e cívicas e também que as instâncias do Estado, os vários níveis de operacionalização desse campo de coerção e consenso que é o Estado, identifiquem entre os Assistentes Sociais, interlocutores representativos com quem o Estado vai conversar se quiser se dirigir aos Assistentes Sociais, com quem o movimento sindical conversará na categoria profissional dos Assistentes Sociais se não identificar interlocutores que sejam legitimados, por isso a organização da categoria profissional é absolutamente indispensável para qualquer passo no sentido da legitimação, inclusive legal e jurídica da profissão.

Eu entendo por organização profissional o conjunto de instituições, associações profissionais, sindicatos, organismos colectivos que representem as escolas, os centros de formação e de inestigação e que sejam capazes na sua polaridade de articular a vontade colectiva dos profissionais.

Uma categoria profissional jamais é um bloco homogéneo em todas as categorias profissionais, ha cortes, fracturas, clivagens, mas há uma identidade profissional, é essa identidade expressa numa vontade comum da categoria que pode configurar essa organização profissional, eu diria que essa organização é indispensável para a concepção de três tipos de interlocução.

Em primeiro lugar, a interlocução entre os centros de formação, os institutos, as escolas, as faculdades e os profissionais de campo – profissionais de terreno, é sempre muito grave quando se cria um fosso, um hiato entre a realidade da formação e a realidade da intervenção, é precisamente a sua organização de categoria que permite essa interlocução continua e fecundante.

Em segundo lugar, é através dessa organização que a profissão pode interagir organizadamente com outras categorias profissionais, estabelecendo alianças, projectos de intervenção comum, estabelecendo inclusive políticas profissionais comuns e colectivas.

Em terceiro lugar, eu diria é o campo que permite uma interlocução organizada, produtiva e eficiente, entre a categoria e instituições da sociedade civil e do estado.


A Regulamentação Profissional

Passo, enfim, ao último ponto daqueles quatro que eu referi inicialmente que é a questão da regulamentação profissional, eu diria que a base dos três elementos anteriores, a demanda profissional, a formação institucional e a organização da categoria profissional, só a partir desse chão, deste solo, deste piso, que se pode pensar no reconhecimento jurídico-legal da profissão. E aqui à dois níveis que devem ser mencionados como distintos mais interagentes.

O primeiro é um diploma legal que defina com clareza o estatuto profissional que é objecto, penso, deste encontro que se realiza aqui, mas é um suposto para que isto funcione além daqueles três itens mencionados anteriormente, e que fazem parte dessa regulamentação profissional, é a construção de um código de ética profissional.

Ora, essas duas dimensões da regulamentação profissional me parecem supor um elemento sem o qual todos os esforços por mais significativos que sejam podem se tornar a médio prazo esforços vãos e esforços baldados; qual é esse suposto! a falta de uma denominação mais precisa, eu diria que o suposto é a construção de um projecto profissional que tem uma dupla natureza, uma natureza ética e uma natureza política.

Essa natureza ética define-se pela explicitação dos valores que devem nortear a acção profissional, valores que devem contemplar garantias aos profissionais, portanto, um elenco de garantias ao sujeito da acção profissional, ao Assistente Social de que garantias ele dispõe, garantias laborais, de remuneração, de ascensão profissional, de coordenação e articulação com os seus pares, os seus companheiros, garantias que definam no âmbito da categoria profissional o seus deveres e atribuições, mas que também, e essa é a dimensão política, que defina claramente que tipos de sociedade nós queremos.

A categoria profissional dos Assistentes Sociais compromete-se com valores, essa é a sua dimensão ética, com valores como a liberdade, autonomia, emancipação, mas ela também tem que se comprometer com valores políticos sociais, em cada marco nacional esse compromisso está paramentrado pela constituição, pela carta magna, eu diria seus objectivos, mas há mais no caso do Assistente Social: eles não têm apenas um compromisso que eu diria que é factual - o compromisso com valores constitucionais, há aí algo mais do que essa vinculação factual, há também um programa, esse programa está determinado claramente porque, que sociedade queremos?.

Os Assistentes Sociais operam num marco do aqui e agora com todos os constrangimentos e limitações, mas para além dessa operação, qual é a nossa intencionalidade profissional, qual é a nossa teleologia, não enquanto profissionais tomados singularmente, mas enquanto categoria profissional ?

Eu diria que da fusão dessa dimensão ética com essa dimensão política é que se constitui um projecto profissional que só pode ser resultado de um amplo debate da categoria profissional, de um debate que envolva todos os Assistentes Sociais, que os mobilize, que lhes permita e os incite a explicitar a sua visão de mundo, a sua concepção de sociedade, e mais do que isso, qual é o sentido da nossa profissão.

Eu diria que esse passo, a construção de um projecto profissional com essa dupla dimensão, é um passo fundamental para garantir conquistas jurídico-legais. O que eu quero afirmar, é que a conquista do reconhecimento jurídico-legal, através da regulamentação do estatuto profissional, é um passo fundamental e necessário para o reconhecimento social e jurídico da profissão, é um passo necessário, mas não é um passo suficiente, ele só será suficiente quando sustentado num código de ética que explicite e expresse o projecto profissional, ele dê um marco de referência para a intervenção dos diferentes Assistentes Sociais de Norte a Sul, em qualquer latitude, independentemente das suas convicções e dos seus valores, na medida em que fazemos parte de um corpo mais amplo, de um corpo que nos transcende enquanto profissionais tomados isoladamente.

José Paulo Netto


Conferencia de Coimbra 2000

Transcrição de Mario Afonso

Pintura da Assistente Social Gema Lobos Bahamondes

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Serviço Social Portugal Quais Direitos Humanos, Qual Independência Nacional ?

"O Parlamento Europeu (PE) aprovou, por larga maioria, o relatório que denuncia a utilização de Portugal e de outros países da União Europeia para voos ilegais da CIA de transporte de prisioneiros suspeitos de terrorismo.
A decisão final da assembleia parlamentar foi aprovada com 382 votos a favor, 256 contra e 74 abstenções.
No relatório, os eurodeputados criticam os Estados-membros por terem "negligenciado o controlo que devem exercer no seu espaço aéreo e nos seus aeroportos, fechando os olhos aos voos operados pela CIA" para o transporte ilegal de suspeitos de terrorismo.
O PE condena especialmente o facto de, "em várias ocasiões, os serviços secretos e as autoridades governamentais de alguns países europeus" tenham "aceite e dissimulado" as transferências secretas de prisioneiros, considerando "inverosímil" que alguns governos não tenham sabido de nada.
Os eurodeputados esperam que o Conselho Europeu, onde estão representados os 27 Estados-membros, "pressione todos os governos envolvidos a fornecerem informações completas e objectivas" e, em caso de falta de resposta, procedam "no mais breve prazo a uma investigação independente".
"Este é um relatório que não permite a ninguém fingir que não é nada consigo. Temos de ser vigilantes para que o que aconteceu nos últimos cinco anos nunca mais volte a acontecer", declarou o relator da comissão temporária que investigou os voos da CIA ao longo de mais de um ano, o eurodeputado socialista italiano Claudio Fava"

in Jornal de Noticias

Serviço Social Beatriz Potter WEBB


"Martha Beatrice Potter Webb, n. en 1858 en Standish House, Gloucester y m. en 1943 en Liphook, Hampshire. Economista y reformadora social inglesa.



Beatrice Webb era hija de un rico empresario de Liverpool, por lo que vivió siempre en la abundancia económica. Sin embargo desde muy joven tuvo inquietudes intelectuales y se mostró interesada por todo lo relacionado con las ideas socialistas y todo aquello que sirviera para acabar con la miseria y explotación laboral indiscriminada que era característica en la revolución industrial.



Tuvo siempre un carácter muy inquieto e independiente, y realizó actividades diversas. El trabajo durante un tiempo en las empresas de su padre le sirvió para conocer el mundo de los negocios, lo que le permitiría cuestionar el funcionamiento de estos y entender mejor el origen de la explotación. También en ocasiones se hizo pasar por una trabajadora manual para así entender mejor el funcionamiento de la economía industrial.
En Londres trabajó con su primo, Charles Booth, un reformador social con el que investigó las condiciones de la clase trabajadora en esta ciudad, especialmente en los muelles de East End y en los talleres textiles. Beatrice aprendió a combinar adecuadamente la observación personal con el método estadístico en el analisis de la realidad.
Se interesó por el cooperativismo y en 1891 publicó un libro titulado "El movimiento cooperativo en Gran Bretaña". También se ocupó de la economía política, pero apartándose de las ideas de Karl Marx, ya que ella no aceptaba la teoría del valor trabajo.


En 1890 conoció a Sidney Webb, otro intelectual socialista con el que se casó en 1892 y con el que realizaría sus trabajos a partir de ese momento. El domicilio londinense de los Webb se convirtió en un salón donde se reunían simpatizantes del ideario socialista. Entretanto, el tándem Beatrice-Sidney empezó a trabajar complementándose a la perfección. En 1894 publicaron su primer libro conjunto, titulado "La historia del sindicalismo", dedicado al origen y crecimiento de los sindicatos desde el siglo XVII hasta el presente.



Su siguiente trabajo "Democracia Industrial" de 1897, es el más importante que realizaron y uno de los libros clave para entender la evolución del socialismo no marxista en Inglaterra. En él se apostaba por un papel protagónico de los sindicatos en la negociación colectiva, y además introducía la idea de un Mínimo Nacional por ley y para todos los ciudadanos que incluyese aspectos como educación, sanidad, ocio e ingreso salarial.
La vida de Sidney y Beatrice estaría muy ligada a la Sociedad Fabiana, de la que fueron destacados dirigentes durante toda su vida. Los Fabianos eran socialistas que creían en que el socialismo no llegaría por una revolución sino por una evolución en la que poco a poco el Estado tendría cada vez mayor papel en la economía, para así evitar los abusos de los capitalistas burgueses. Es un socialismo no marxista, pero que también apuesta por la propiedad colectiva de los medios de producción como forma de evitar la explotación y los abusos del mercado.
Entre 1906 y 1929 los esposos Webb fueron publicando tomos de una obra monumental titulada "El Gobierno Local Inglés"


La Sociedad Fabiana, con los Webb a la cabeza, participó activamente en la constitución del Partido Laborista Británico, creado en 1906 y que rápidamente se convirtió en una fuerza muy poderosa. Ya en 1922 se convirtió en el segundo partido más votado, desbancando a los liberales, y configurándose como alternativa de gobierno. Sidney y Beatrice participaron en comisiones parlamentarias y elaboraron proyectos que sirvieron para hacer leyes de contenido social. Ambos compaginaban su actividad política con su actividad intelectual.



Otros de los escritos de Beatrice en esta época son "El trabajo y el nuevo orden social" (1918), "Los salarios de hombres y mujeres: ¿deberían ser iguales?" (1919) o "Constitución para el Estado Socialista de Gran Bretaña" (1920). En 1921 publicó con su marido "El movimiento cooperativo de consumidores", y en 1923 otro libro de gran impacto, "La decadencia de la civilización capitalista".
A partir de 1932, y tras una visita a la Unión Soviética, los Webb dan un giro importante, al darse cuenta del éxito soviético a la hora de mejorar los servicios sanitarios y los niveles educativos, además de haber conseguido la igualdad entre los sexos.
Sus últimas obras "Comunismo soviético: ¿una nueva civilización?" (1935) y "La verdad sobre la Unión Soviética" (1942) muestran la gran admiración que sentían los Webb ante los logros soviéticos.
Beatrice Webb murió en 1943, a los 85 años. Su esposo Sidney lo haría en 1947. Ambos fueron enterrados en la Abadía de Westminster a instancias del escritor George Bernard Shaw, y se les considera una de las mayores influencias en el posterior surgimiento del Estado del Bienestar en Europa después de la Segunda Guerra Mundial, plasmado en el famoso Informe Beveridge, de 1945.


Además Beatrice Webb fue escribiendo unos diarios a lo largo de su vida que también han sido publicados.

[editar] Enlace externo
Beatrice Webb y su influencia como economista
Obtenido de "http://es.wikipedia.org/wiki/Beatrice_Webb"




Bom, quem ganhou o livro foi a nossa colega sabina Jesus Ferreira

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Serviço Social Oferta de um Livro (2)

No Sentido de Incentivar o Gosto pela História Social

Oferto o excelente livro

da Profª. Manuela Coutinho




A Quem identifique o nome desta
mulher que se destacou na história mundial
pelo seu contributo para a Tranformação da Protecção social

mudando a filosofia do Estado nesta matéria


Serviço Social Alexandra Kollontai .. a Tirania do Amor



Alexandra Kollontai(1872-1952)

Por Flora Silva

A mais destacada dirigente feminina da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, responsável pela elaboração da legislação revolucionária do Estado Soviético que, pela primeira vez na história, reconheceu e impôs a igualdade de direitos entre os sexos.


De família abastada, cujo pai, o general ucraniano Michael Domontovich, a menina Chura Domontovich, nasceu em 31 de março de 1872, na Finlândia, na época incorporada ao Império Russo.

Alexandra Kollontai
A família descendia de linhagem nobre tendo entre seus antecedentes um famoso príncipe russo do séc. XVIII, Dovmont de Pskov, saudado em inúmeras canções, lendas e contos criados em honra a suas vitoriosas campanhas e que fora canonizado pela Igreja Ortodoxa como São Timofei de Pskov.


Juventude e casamento
Com larga dedicação aos estudos incentivada pela família em colégios da elite, aos quinze anos preparava-se para prestar exames no Liceu masculino o que lhe permitiria obter o título de professora e lecionar em escolas primárias. A adolescente sonhava então com "a possibilidade de tornar-se professora, e poder, algum dia, mudar-se para uma aldeia perdida, longe de São Petesburgo, longe dos parente e amigos". (in De minha vida e trabalho ).
Concluídos os estudos, porém, passa a estudar francês e dedica-se também, intensamente ao Estudo da literatura russa, sonhando, então em ser escritora.

Em 1893, apesar da oposição dos pais, casa-se com seu primo de terceiro grau Vladimir Kollontai, também oficial do Exército, advindo de família pobre cujos pais foram expulsos de suas propriedade no Cáucaso por autoridade czaristas e que fora educado pela mãe professora.
"Amava a meu belo marido e dizia a todos que era extraordinariamente feliz. Mas essa felicidade parecia que manter-me prisioneira. Eu queria ser livre. O que entendia eu por isso? Eu não queria viver como viviam todas as minhas amigas e conhecidas recém-casadas. O marido ia trabalhar e a mulher ficava em casa, dedicando-se à cozinhar, fazia as compras domésticas.”
Vê-se atraída pelo marxismo que naquele momento penetra com muita intensidade na Rússia, provocando discussões em círculos universitários e entre a juventude de um modo geral.

Dedica-se a escrever sua primeira novela. A mesma trata da igualdade de direitos entre homens e mulheres. Narra a vida de uma mulher solteira, próxima dos 40 anos que trabalhava e vivia sem amor e se paixões. A mesma apaixona-se de um rapaz mais jovem, que lhe propõe partir para o exterior, para onde ele viaja a trabalho. De uma forma que contrariava todos os costumes de então, o personagem propõe à sua amada que os dois estejam juntos enquanto durar a viagem, vivendo como "camaradas e queridos" e que, após regressarem quando continue livre e independente um do outro. O texto foi enviado ao escritor Korolenko, considerado o melhor conhecedor de literatura da época, que o reprovou por preconceitos morais.


Além dos cuidados com o filho Mikail, que chega no segundo ano do casamento e da atividade literária, Alexandra participa de grupo de um círculo literário - que realiza inúmeras discussões políticas - e realiza um trabalho educacional como voluntária entre pobres da periferia da então capital russa. Já em 1898 atua como simpatizante dos socialistas, realizando pequenas missões - como o transporte de documentos secretos - sem no entanto ingressar formalmente no Partido.

Revolucionária profissional
Resolve, então, abandonar o casamento por causa, segundo ela, da "tirania do amor" estabelecida pelo marido. Ingressa no Partido Social Democrata Operário Russo (PSDOR) e, pouco depois, parte para a Suíça, a fim de estudar marxismo.
Na Universidade, conhece a obra de Kautski e de Rosa de Luxemburgo e torna-se, a partir de 1899 propagandista do PSDOR, escrevendo artigos e fazendo palestras que expunham a política do partido.


No ano seguinte, dirige-se para a Inglaterra, interessada em estudar o movimento operário daquele país. Regressando à Rússia, após alguns meses, escreve inúmeros artigos e torna-se uma destacada militante socialista.
Em 1905, participa ativamente da Revolução, atuando no movimento de mulheres. Encontra-se com Lênin, pela primeira vez, em uma reunião clandestina, tornando-se amiga do dirigente bolchevique e de sua esposa.
Neste mesmo ano, encontra-se com a dirigente socialista Vera Zasulich, pedindo-lhe conselhos sobre como organizar o trabalho entre as operárias e por onde começá-lo.
No inverno de 1905-1906, além de realizar um trabalho de agitação entre as massas, trava um combate político com as feministas, "defendendo a idéia de que para a social-democracia não existia o problema feminino separado".

Dá uma série de palestras sobre o papel das mulheres na economia, a história das relações conjugais etc. difundindo as idéias socialistas em relação à questão da libertação da mulher. A partir de então e por cerca de 10 anos, participará da fração menchevique do PSDOR.

Internacionalista

No sétimo Congresso da II Internacional, a Internacional Socialista, é a única delegada mulher da delegação russa. Juntamente com Clara Zetkin, propõe a realização de campanhas em favor dos direitos das mulheres trabalhadoras e o estabelecimento do dia 8 de março como dia internacional de luta das operárias, em homenagem às operárias norte-americanas queimadas durante uma greve.


Dois anos depois, organiza um clube de mulheres, sofre várias perseguições por sua atividade política, despertando particular ódio dos órgãos de repressão por sua origem burguesa e de família de militar. Foge o exterior onde ficará por mais de nove anos, de dezembro de 1908 até março de 1917. Durante este período atuou em defesa do socialismo e, particularmente, na luta das mulheres, na Alemanha, Inglaterra, França, Suécia, Noruega, Dinamarca, Suíça, Bélgica e Estados Unidos.


Neste período publicou Através do proletariado Europeu e aquela que é considerada sua mais importante obra A sociedade e a maternidade.
Primeiramente, ingressou Partido Social Democrata Alemão, trabalhando como agitadora, conferencista e escritora. Apenas em 1915, ingressou no Partido Bolchevique posicionando-se de forma definitiva em relação à divisão entre as duas alas principais do socialismo russo: bolcheviques e mencheviques.


Neste momentos políticos cruciais em que, a II Internacional dividi-se diante da posição majoritária no seu interior de apoio dos partidos operários às burguesias nacionais diante da II Grande Guerra, Alexandra Kollontai organiza, como uma das principais dirigentes socialistas internacionalistas, a delegação norueguesa para a Conferência de Zimmerwald. Escreve, então, a pedido de Lênin, o folheto intitulado " Quem necessita da guerra ".

Comissária do Povo
Regresando à Rússia, em 1917, após a revolução de fevereiro, Alexandra participará ativamente da luta do Partido Bolchevique pela conquista do poder pelo proletariado. Delegada do Soviete de Petrogrado edita o jornal A Operária e organiza o primeiro Congresso das Mulheres Operárias de cidade em que se organiza o combate do partido entre as operárias.

Após a Revolução de Outubro, será a única mulher a ter um cargo no primeiro escalão do governo, tornando-se Comissária do Povo (equivalente a ministro de Estado) do Bem Estar Social e participando ativamente da elaboração da novas leis do Estado soviético sobre os direitos da mulher, o casamento, a família etc., a mais avançada legislação em favor dos direitos da mulher de todos os tempos.


"Nomeada a 3 de novembro para o Comissariado da Assistência Social, foi saudada por uma greve dos funcionários (num ato de sabotagem da burocracia czarista ao novo governo soviético, NR). Só quarenta se conservaram os seus postos. Os pobres nos asilos estavam quase nus. Delegações de inválidos caindo de fome, órfãos com as faces encovadas e lívidas, assaltaram o edifício. Kollontai, com os olhos rasos de água, foi obrigada a mandar deter os grevistas para obrigá-los a entregar as chaves das salas e dos cofres. E, quando as recebeu, verificou que o antigo ministro, a Condessa Página, havia levado todo o dinheiro existente, negando-se a entregá-lo sem uma ordem da Assembléia Constituinte", descreve John Reed em seu famoso livro Dez dias que abalaram o mundo .


Nestes anos revolucionários escreve, Romance e Revolução , enfocando as dificuldades da vida dos revolucionários na após a vitória do proletariado em 17. Também neste período publica, entre outros, A mulher moderna e a classe trabalhadora, Comunismo e família, A nova mulher e a moral sexual . Dentre as novelas destaca-se Amor Vermelho, Irmãs e O amor de três gerações.

Diante do stalinisno
Aos 45 anos, casa-se pela segunda vez, com Pavel Dibenko, marinheiro e revolucionário de grande prestígio, que após a Revolução passou a exercer funções no Comissariado do Povo para a Marinha, 17 anos mais jovem do que ela. Esse segundo casamento irá durar por cinco anos.


Opondo-se aos tratados de paz em separado com a Alemanha, assinado por León Trotski, em nome do governo soviético, Kollontai vai renunciar ainda em 1918, ao cargo no governo.
Naquele ano, escreve O Comunismo e a Família e organiza o I Congresso das mulheres Operárias da Rússia, no qual é criado o Zhenutder, departamento de mulheres do Partido Comunista (novo nome do PSDOR), presidido, primeiramente por Inessa Armand.


Em 1920, depois de um ataque cardíaco sofrido por Inesa, Kollontai assume a direção do Zhenutder, juntamente com o Secretariado Internacional de Mulheres da Internacional Comunista - III Internacional, organizando uma intensa campanha nas fileiras do partido russo em defesa da mulheres.
Em 1922, integra a Oposição Operária e é destituída da direção do Departamento de Mulheres do PC.
Com a ascensão da burocracia comandada por Stalin, após a morte de Lênin, praticamente toda a velha guarda do partido Bolchevique vai ser afastada, primeiro, e eliminada, depois. A adaptação de Kollontai ao stalinismo, regime que reverterá boa parte das conquistas do regime soivético no terreno da família vai marcar a decadência da grande revolucionária e lutadora pelos interesses das mulheres.
Como parte do regime, foi a primeira mulher do mundo a ocupar o cargo de embaixadora: de 1923 a 1925, na Suécia, entre 19126 e 1927, no México, de 1926 e 1930, na Noruega e de 1930 a 1945, na Suécia.

A 9 de março de 1952, em Petrogrado, Alexandra Kollontai morre.

Fonte:http://www.pco.org.br/mulheres/personalidades/kollontai.htm


Serviço Social Quem diz que estava tudo dito ?

domingo, fevereiro 11, 2007

Serviço Social SIM nos Tempos Presentes: Preparar e Qualificar a Intervenção Social na àrea da Interrupção Voluntária da Gravidez


Aprovada em Referendum
a Interrupção Voluntária da Gravidez
Obriga Assistentes Sociais
a Uma Intervenção Qualificada
Os resultados do presente referendum sobre a questão da despenalização do aborto deve trazer algumas alterações significativas para as mulheres portuguesas, na medida em que pela primeira vez na história de Portugal é manifesta a vontade popular de terminar com as leis infames que puniam as mulheres que sofriam este problema.
De certeza que a elaboração da futura legislação exigira que os trabalhadores da saúde em geral tenham uma preparação mais especializada nesta área. Assim acreditamos que a legislação portuguesa acompanhará o melhor que exista na Europa e no mundo em termos de conhecimento científico para responder a este drama humano que tem contornos médicos, clínicos, e sociais.
Os seus problemas de ordem ético (que afloramos em documentos publicados neste espaço anteriormente) lançam novos desafíos para a intervenção social.
Devemos estar preparados para futuras tarefas e não será tarefa fácil investir nesta área chave que envolve uma qualificação mais especializada. Muitos colegas ja possuem a experiência que de certeza aprofundaram o seu conhecimento, mas devemos investir demoradamente para qualificar a nossa intervenção de forma a prestar um contributo qualificado aos utentes dos diferentes serviços.
No entanto, podemos motivar muitos colegas e estudantes finalistas a fazer pesquisas nas escolas e nos serviços sobre este drama social que afecta milhares de mulheres.
Também exigir uma séria reflexão sobre este assunto (mesmo nas escolas confessionais de Serviço Social) do ponto de vista do posicionamento ético a este respeito. Não podemos transferir as nossas dificuldades ou problemas gnoseologicos ou morais para quem ja tem um problema tão grave e que necessita o nosso aconselhamento.
Se esta área da intervenção é deixada ao abandono será um caminho errado e significará a perda de muitos postos de trabalho em benefício de outras profissões, mesmo no sistema no público.
Na história da nossa profissão sempre soubemos enfrentar este desafío chegou a hora de colaborar nas equipes multidisciplinares e sobretudo constituir equipes de trabalho que possam dar a sua opinião e construir pareceres sobre a futura legislação a este respeito.
Pode ser uma boa iniciativa na medida em que a esperiência de anos nos posiciona com um saber diferente dos outros profissionais da saúde.
alfredo henríquez

E Agora colegas ....... ?



Et maintenant que vais-je faire
De tout ce temps que sera ma vie
De tous ces gens qui m'indiffèrent
Maintenant que tu es partie

Toutes ces nuits, pourquoi pour qui
Et ce matin qui revient pour rien
Ce cœur qui bat, pour qui, pourquoi
Qui bat trop fort, trop fort

Et maintenant que vais-je faire
Vers quel néant glissera ma vie
Tu m'as laissé la terre entière
Mais la terre sans toi c'est petit

Vous, mes amis, soyez gentils
Vous savez bien que l'on n'y peut rien
Même Paris crève d'ennui
Toutes ses rues me tuent

Et maintenant que vais-je faire
Je vais en rire pour ne plus pleurer
Je vais brûler des nuits entières
Au matin je te haïrai

Et puis un soir dans mon miroir
Je verrai bien la fin du chemin
Pas une fleur et pas de pleurs
Au moment de l'adieu

Je n'ai vraiment plus rien à faire
Je n'ai vraiment plus rien ...