sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Serviço Social Corpos, Sexualidades e Violências Sexuais Jorge Cabral


Corpos, Sexualidades e Violências Sexuais
Jorge Cabral
Presidente do Instituto de Criminologia
Amavelmente coagido a estar aqui e a falar, desconheço em que qualidade a Profª. Marlene, me pretende, se enquanto Director do Instituto de Criminologia, seu antigo professor ou estudioso do tema. Prefiro porém pensar que a imposição – convite se dirigiu ao Amigo.

Mas ainda assim, foi corajosa ao assumir o risco, pois sabe, que não sou homem para palavras de circunstância ou panegíricos fáceis, antes me caracteriza o labor desconstrutivo, nunca hesitando a gritar quando o rei vai nu.
Corpo, Sexualidade e Violência Sexual, é a obra que eu intitularia Corpos, Sexualidades e Violências.

Do corpo Real, Do Corpo Imaginário, Do corpo Virtual, da Bio-sexualidade, da Psico-Sexualidade, da Sócio-Sexualidade, da Violência Lícita ou Ilícita, Visível ou Invisível, Explícita ou Implícita, trata a Autora, numa perspectiva vitimológica, fornecendo num vigoroso, lúcido e útil estudo, e apontando metas e estratégias aptas a uma mais fundada intervenção. Certamente que no futuro alargará o campo sob investigação, pois a quotidiana mutabilidade da violência sexual, impõe novas categorizações, ampliando aqui e restringindo ali, noções e conceitos, de delinquente, vítima, agressão sexual, licitude e de ilicitude, o que em primeira linha trará enormes dificuldades à Dogmática Penal.

Em quarenta anos o Direito Penal Sexual vem sofrendo profundíssimas alterações. Do valor protegido Honestidade da Mulher, ao bem jurídico Liberdade Sexual, os Códigos Penais tentam adaptar-se, à evolução dos costumes sexuais, não abdicando porém (e ainda) de exercer o controlo social, mas limitando a intervenção à defesa de bens jurídicos fundamentais, neste caso, a liberdade sexual, enquanto vector da Categoria Ampla Liberdade. Afastadas foram assim todas as alusões ao pudor, á honestidade, ao escândalo público, à moral colectiva. Um Código Penal não é um Código Moral. Aliás já em 1859, Stuart Mill, escrevia que “o único objectivo que legitima o exercício do poder sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a sua vontade, é evitar a ocorrência de um dano alheio. O seu próprio bem, quer físico, quer moral, não constitui justificação suficiente. Sobre si próprio, sobre o seu próprio corpo e espírito, o indivíduo é soberano”.

Crimes sem vítima devem ser evitados, mas também uma normativa vitimização, como acontecia no Crime de Estupro, e ainda acontece nalguns casos de adolescentes. Aliás o meu interesse por esta temática, surgiu através de um caso de estupro, ocorrido no início dos anos 70. A ofendida com 17 anos engravidara, vivia feliz com o autor da gravidez. Provado o desfloramento e o consentimento para a cópula, o homem foi condenado a dois anos de prisão. A denúncia partiu dos pais da rapariga, que entretanto haviam perdoado o que era na altura irrelevante face à Lei em vigor.
Que valores defenderam então aqueles Juízes? A Honestidade? A Moralidade? A Honra? A Virgindade?

Entre o Código de então e o actual a diferença é abismal. Obviamente que hoje o Homem não teria cometido nenhum ilícito criminal. As leis mudam! E a cabeça das pessoas? Da paisagem subjacente ao velho Código de 1886, do Homem – predador armado do pénis, caçando as mulheres, a este nosso tempo, que queremos mais igualitário, muito se modificou.

A assumida dissociação entre a relação sexual e a procriação, a luta das mulheres pela igualdade em todos os domínios da vida social, os progressos da Sexologia, a publicação de diversos relatórios sobre Comportamento Sexual, trouxeram uma maior compreensão da sexualidade alheia e própria, quebrando muitos tabus.

Mas teremos chegado no plano sexual, à igualdade entre Homem e Mulher? Conseguimos abater todos os mitos? Ou vivemos ainda numa Sociedade, eminentemente falocrática, na qual a sexualidade é só e apenas a genitalizada. Será que iremos passar do sexo, como coisa que os homens fazem às mulheres, para uma coisa que as mulheres fazem aos homens?
Quem conquista quem? E quem se rende?
Ou utilizando a linguagem vulgar – Quem come quem? O António comeu a Maria? Ou foi a Maria que comeu o António?
Serão ainda aplicáveis as lições que o meu avô me deu – A mulher para o dever e puta para o prazer, e “quando uma mulher diz não, quer dizer sim?”

Existe na relação sexual o activo e o passivo? Continuará a parecer mal a iniciativa da mulher?
Pois não ouvi já, clamores contra a denominada masculinização na Mulher?
A verdade é que coexistem diferentíssimas concepções da sexualidade. As miúdas, que como relata, a última Revista Sábado, têm relações sexuais na Escola, e as prostitutas – avós da Praça da Figueira, que criticam as jovens, pois elas não fazem porcarias, é só ao natural, pertencem a este nosso tempo, liberal, hiper-sexualizado, hedonista, e egocêntrico.
Também aqui e como sempre, só através da Educação, será possível edificar uma Cultura de Igualdade, entre Homem e Mulher, na qual o exercício da Sexualidade, constitua um factor determinante na auto-realização da Pessoa, compatibilizando o Afecto e a Dignidade.

Resta-me concluir. Já não interrogo!
Afirmo, constituir este Livro, da minha Amiga Marlene, um extraordinário contributo, para a compreensão da Vitima de Crimes Sexuais, razão porque me atrevo a aconselhar a sua leitura, não só aos Profissionais, mas a todos aqueles que teimam em sonhar, com uma Sociedade mais Saudável e Livre, logo mais Feliz.

Muito obrigado!
Prof. Jorge Cabral
Lisboa 2007

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

CRESS de S.Paulo ( BRASIL) iNFORMA



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Conjunto Cfess/Cress luta pelo concurso para Assistentes Sociais do INSS

Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social participará da mobilizaçãoNa manhã desta terça-feira (26), representantes do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e assistentes sociais do INSS reuniram-se com o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB/CE), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Social e sua assessora Márcia Regina Silva Gebara.
O encontro teve como objetivo articular com o parlamentar estratégias para a realização urgente de concurso público para 1.600 assistentes sociais no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O decreto de regulamentação do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC/LOAS) prevê a obrigatoriedade de avaliação social por parte desses profissionais antes da concessão do benefício para pessoas com deficiência, o que deve ocorrer até 31 de julho de 2008. Ivanete Boschetti, presidenta do CFESS destacou a importância da questão ser apresentada em uma audiência pública com a participação dos conselhos regionais de serviço social; assistentes sociais; organizações da sociedade civil e usuários (as). Para o deputado, é preciso uma mobilização urgente e a audiência pública é um dos caminhos para isso, desta forma irá apresentar ainda esta semana à Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados requerimento para o evento.
A previsão é de que em meados de março seja realizada a audiência pública para ampliação do debate e sensibilização de outras esferas do poder público e da sociedade.Entenda melhor a questão
A realização do concurso para assistentes sociais no INSS é fundamental para a operacionalização do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC/LOAS). Esse benefício está previsto na lei federal 8742/93 nos termos do decreto 6214, de 26 de setembro de 2007. O documento prevê que o benefício somente poderá ser concedido após avaliação social de assistentes sociais do INSS e perícia técnica.Em 2007, foram requeridos 421.924 Benefícios Assistenciais da Pessoa com Deficiência / BPC, sendo que no INSS hoje existem apenas cerca de 540 assistentes sociais e desses somente 270 atuam especificamente na área de Serviço Social. Atualmente, há 1.388.748 benefícios assistenciais de pessoas com deficiência em manutenção que necessitam ser revistos, periodicamente, devendo o/a assistente social participar do processo de revisão. Além disso, há mais de 30 anos o Serviço Social, no âmbito do INSS, não tem a necessária reposição do seu quadro pela realização de concurso público.O Ministério da Previdência Social, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, bem como o Ministério do Planejamento também analisaram a questão. Apesar de seus posicionamentos favoráveis à realização do concurso com 1.600 vagas para assistentes sociais, em dezembro de 2007, o INSS tornou pública a realização de concurso no qual não foram previstas vagas para a categoria.O Conselho Federal e os Regionais de Serviço Social juntamente com assistentes sociais do INSS e entidades parceiras como a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO) continuam reivindicando a realização do concurso público.
A publicação no Diário Oficial da União da divulgação pública da seleção precisa acontecer até junho de 2008 uma vez que o calendário eleitoral proíbe que seja feito após esse prazo.

Visite nosso site http://www.cress-sp.org.br/

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

CPIHTS Apoia Congresso Feminista 2008 Lisboa

Um Congresso Feminista em 2008:
para desafiar as estruturas patriarcais
Este Congresso pretende constituir-se como um acontecimento de carácter científico e interventivo, englobando as/os principais investigadoras e investigadores do campo dos estudos sobre as mulheres, dos estudos de género e dos estudos feministas em Portugal, bem como das e dos activistas que, no terreno, se envolvem na luta pela transformação de uma sociedade hierarquizada e desigual, muitas vezes, colonizadora e predadora do mundo social e natural, contribuindo para a construção de uma comunidade de activistas e cientistas que defendem um mundo mais igualitário, onde o respeito pelos direitos humanos e pela riqueza cultural sejam metas a atingir na corrida contra a violência.

Escrito por Maria José Magalhães
Em Junho de 2008, celebram-se os 80 anos do último congresso feminista que se realizou em Portugal: o 2º Congresso Feminista e da Educação. Organizado pelo Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, coube a uma nova geração de mulheres da época fazer a abertura pela voz de Elina Guimarães.Tal como então, a necessidade de desafiar as estruturas patriarcais da sociedade que ainda mantêm as amarras das mulheres a situações de discriminação e opressão e a importância de construir um "outro mundo possível" também feminista constituem a essência deste impulso de criar um forte movimento que conduza à realização de um Congresso Feminista em 2008.No início do séc. XX, foi o direito de voto, o direito à educação e ao trabalho que mobilizaram intelectuais, progressistas e feministas (homens e mulheres) pelos direitos de igualdade entre homens e mulheres. O meio século do regime fascista foi um retrocesso imenso nesse caminho para a igualdade: regrediu-se em termos de educação (maior retrocesso para as mulheres, embora também tenha regredido para os homens), em termos do direito ao trabalho, à sua independência económica e aos direitos de participação política e cidadã (igualmente restringidos para os homens). Algumas organizações feministas resistiram ainda algumas décadas no fascismo como foi o caso do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e da AFPP ­ Associação Feminina para a Paz, mas o regime acabaria por proibir as suas actividades, fechar as suas sedes e perseguir as suas dirigentes.
O início da década de 1970 marca um avanço para as mulheres no que se refere à educação: é reinstaurada a coeducação e as raparigas vão fazendo [aliás desde a década anterior] um investimento na educação liceal e, mais tarde, na educação média e superior (esta já depois do 25 de Abril) e este investimento na educação formal abre portas às mulheres no trabalho nos sectores dos serviços, nomeadamente no ensino, enfermagem e função pública o que tem um enorme significado para a independência dos segmentos femininos de classe média. No entanto, os seus direitos de cidadania continuam significativamente cerceados dado que ela só pode trabalhar com autorização do marido, o marido pode ir receber o seu salário, a família constitui um reino patriarcal exacerbado, as mulheres não têm direito universal de voto, e a sua participação política só é possível se fôr em prol do regime.
O 25 de Abril abre portas à participação política e cidadã das mulheres e tem um enorme significado no que se refere ao direito ao trabalho para as classes trabalhadoras "a trabalho igual, salário igual" no apoio às mães trabalhadoras com o incremento de creches, infantários e outras medidas de apoio à maternidade.
Também na esfera doméstica e familiar, se verificam mudanças significativas: a alteração do código Civil significou o fim do chefe de família, se bem que a violência contra as mulheres na família só tenha entrado na agenda política nos finais do séc. XX.Em termos da vida afectiva e sexual, assistimos igualmente a um enorme avanço no que se refere ao planeamento familiar e contracepção, embora as questões dos direitos sexuais e reprodutivos ‹ aborto, educação sexual e orientação sexual ‹ não tivessem avançado.
O 25 de Abril significou um grande avanço dos sectores femininos das classes trabalhadoras mas a longa repressão do feminismo no fascismo e a ausência de uma consciência feminista na esquerda portuguesa significou uma grande paralisia em algumas dimensões da vida das mulheres, nomeadamente as da vida familiar, afectiva, sexual e reprodutiva.O início do séc. XXI mostra um grande avanço no que se refere à violência doméstica, com a sua definição jurídica como crime público e sete anos depois uma vitória esmagadora no SIM no referendo do aborto abrem uma nova etapa no feminismo português.
Assim, se a memória histórica dos feminismos se foi apagando ao longo da década de 1950 e o "feminismo" foi considerada expressão "mal-amada", acabando por deixar de fazer parte do vocabulário político, mesmo no Portugal democrático, algumas organizações pioneiras, mulheres protagonistas foram segurando o testemunho de levar por diante os ideiais e as causas feministas até aos dias de hoje. Também a conquista da paridade na política foi um avanço importante, já neste século, mas este avanço legislativo só poderá ter concretização se completado com a paridade em termos da vida privada e profissional.Uma nova etapa se abre às mulheres em Portugal com a vitória histórica do SIM no referendo da interrupção voluntária da gravidez enquanto uma das dimensões importantes na determinação dos nossos destinos enquanto mulheres. Esta vitória do SIM no referendo sobre a despenalização do aborto representou o alcançar de um direito de cidadania até aí vedado às mulheres: o de poderem decidir sobre a sua maternidade. O direito de opção das mulheres foi a questão que mais incomodou as forças conservadoras que estiveram pelo ³não². Quebrou-se, deste modo, um dos redutos da dominação sobre as mulheres e daí falarmos de um novo quadro político com melhores condições para que se dê expressão e maior visibilidade às lutas das mulheres pelos seus direitos e pela sua afirmação social.
Talvez possamos afirmar que, em termos sociais, o termo feminismo deixou de ser uma palavra maldita. Todavia, ainda não lhe é reconhecido o verdadeiro significado, na sua tripla dimensão, quer como perspectiva epistemológica (de investigação científica), quer como filosofia (conjunto de ideias e princípios de orientação da visão do mundo e do quotidiano), quer como perspectiva de intervenção política e activista. No entanto, o número cada vez maior de mulheres (e homens) que afirmam o seu feminismo na ciência, na literatura, na arte, no trabalho, na política, na intervenção, mostram que já não temos vergonha nem medo de nos denominarmos feministas. Para mais, com uma grande consciência e humildade que o feminismo é plural.
A realização deste Congresso vem também num momento em que é necessário colocar na ordem do dia que as mulheres ainda não atingiram os patamares da igualdade, apesar dos avanços que a sociedade já realizou. O patriarcado continua fortemente enraizado nas estruturas sociais (económicas, políticas, jurídicas, culturais, familiares, sexuais), assim como nas representações e nas estruturas e disposições simbólicas e mentais que proporcionam as condições para a sua continuada reprodução.Os eixos estruturais de discriminação situam-se:
no acesso ao emprego por parte das jovens que são preteridas face aos jovens mesmo com melhores médias e mais formação;
na persistência das discriminações salarais e mesmo incumprimento do preceito legal de ‘trabalho igual, salário igual’;
no agravamento das condições de vida das mulheres dos sectores em maior desvantagem social, sensivelmente a partir de 2002, com um maior desemprego e maior pobreza;
no acesso a cargos de chefia, ainda que com maior curriculum;
no acesso aos lugares de topo na política;
na enorme sobrecarga de trabalho que sobre elas ainda recai, sobretudo nas tarefas domesticas e do cuidar;
na aplicação dos direitos de maternidade, sobretudo no caso das profissões das classes trabalhadoras e nas de carreiras das classes mais eruditas, como as académicas, gestoras empresariais;
na desigualdade de acesso aos direitos gerais por parte das lésbicas e da subordinação em termos da orientação sexual;
em termos da socialização, devido aos estereótipos.
A UMAR sente ser seu dever histórico vir a dinamizar uma grande realização que contribua para a afirmação dos feminismos na sociedade portuguesa, convocando para tal amplos sectores sociais, culturais, associativos e políticos. Surgiu, assim, a ideia da realização de um Congresso Feminista, a 26, 27 e 28 de Junho de 2008.
(...)
Temas do Congresso
Temas, tópicos e orientações para a parte cultural e social, actividades simultâneas, etc.
Feminismos, cidadania e movimentos sociais
Feminismos e poder
Violência de Género e nas relações de intimidade
Educação, Género e Cidadanias
História das Mulheres e Correntes do Feminismo
Escrita de mulheres / Escrita feminista
Trabalho, sindicalismo e empoderamento das mulheres
Artes e feminismos (Arte de mulheres e arte sobre as mulheres)
Feminismos/Lesbianismo e movimentos lgbt
Prostituição
Famílias, casamentos e trajectos emancipatórios
Direitos Humanos e Igualdade de Género (Mutilação Genital Feminina, …)
Tráfico de Mulheres
Mulheres, Pobreza e Exclusão Social
Patriarcado e Guerra
Mulheres Migrantes
Feminismos e Religiões
Mulheres e Ciência
Direitos Sexuais e Reprodutivos
Mulheres e Média
Mulheres, Globalização e Ambiente
Identidade Social e Solidariedade entre Mulheres
Mulheres e Minorias Étnicas e Culturais
Representações do Feminino
Feminismos e História da Educação
Mulheres e Deficiências
Mulheres, Desenvolvimento e Economia
Mulheres, Desenvolvimento e Usos do Tempo
Mulheres e Saúde
Mulheres e Lideranças
Movimentos Sociais, Feminismos e Políticas Públicas
Género, Relações de Género, O Papel das Mulheres e dos Homens na Mudança Apoios


A Ventura Humana - Comunicação, Audiovisual e Multimédia
ACERT (Tondela)
ADRL- Associação de Desenvolvimento Rural de LafõesAJPaz - Acção para a Justiça e Paz
AMCV – Associação de Mulheres Contra a Violência
Amnistia Internacional
AMONET - Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas
APEM – Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres
APF – Associação para o Planeamento Familiar
APHIM - Associação Portuguesa de Investigação Histórica sobre as Mulheres
APMJ - Associação Portuguesa de Mulheres Juristas
Associação de Professores de História
Associação In Locco
CEMRI - Universidade Aberta
Centro Português de Investigação em História e Trabalho Social (CPIHTS)
CEPESE - Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade
CES – Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
CIEAM – Centro de Investigação e de Estudos Arte e Multimédia, Faculdade de Belas Artes de Lisboa
CIIE – Centro de Investigação e Intervenção Educativas, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
Clube Safo
CNAD - Cooperativa Nacional de Apoio a Deficientes
CRAMOL
Faces de Eva – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
Fundação Cuidar o Futuro
Fundação Mário Soares
Graal
mais informações in

Serviço Social Na Rota dos Feminismos 7, 8 e 9 de Março



Na "ROTA DOS FEMINISMOS" (7, 8 e 9 de MARÇO) 2008


Tal como Maria Lamas percorreu Portugal nos anos de 1940 para conhecer as alegrias, os trabalhos e as dores das mulheres do seu tempo, também a UMAR, nos dias 7, 8 e 9 de Março, na "ROTA DOS FEMINISMOS", ruma às cidades e vilas portuguesas, na demanda dos sentires e dos quereres das portuguesas do séc. XXI.


Avançaremos quilómetros de olhos e ouvidos ávidos de diálogo com mulheres e raparigas; de ouvir as suas vozes; de conhecer os seus quotidianos.Ouviremos o que significa hoje ser feminista no Minho, nas Beiras, no Alentejo, no Algarve, assim como em cidades como Coimbra, Braga, Porto, Setúbal e Lisboa.Questionaremos se a nossa acção como feministas tem eco nas suas vidas, se o feminismo tem sentido para elas, se faz alguma diferença.Procuraremos conhecer as suas aspirações, desejos e expectativas, trazendo, no banco da frente, valiosos contributos para pensar a agenda feminista dos próximos tempos.




No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher


vamos espalhar o feminismo!




Informações


Companheiros e companheiras,
O prazo de inscrição foi alargado até 4 de Março.
Já existem também locais de actividades confirmados e outras informações - que podem ser vistas abaixo.
Se vos for possível, agradecemos que enviem para os vossos contactos.
Esperamos poder contar com o vosso apoio!
Um abraço,
Salomé
Contactos: Artemisa Coimbra: 967512334/ ascoimbra@netcabo.pt; Ilda Afonso: 918139163/ umarporto@sapo.pt

PROGRAMA DA ROTA DOS FEMINISMOS:Dia 7 (sexta-feira):
7:00 PORTO Início do 1º dia da Rota;


8:30 VALENÇA; (passagem por Monção)


9:30 MELGAÇO Paragem para café; (passagem por Monção)


10:30 VALENÇA;


11:00 CAMINHA;


12:00 às 13:00 VIANA DO CASTELO Actividade;


14:00 às 17:00 BRAGA Almoço + actividade na Universidade do Minho;


18:30 VILA NOVA DE FAMALICÃO;


20:00 PORTO Jantar e dormida (Companheiras do Porto disponibilizam alojamento nas suas casas)


Dia 8 (sábado) – DIA INTERNACIONAL DA MULHER
7:00 PORTO Início do 2º dia da Rota;


9:00 às 10:00 VOUZELA


Actividade;


11h às 13h45 VISEU Actividade + Almoço;14h30 ou 14h45 às 16:00 COIMBRA Actividade (da Praça 8 de Maio até Parque verde da cidade);17:00 às 18:00 SANTARÉM Actividade (Escola Superior de Educação);20:00 ÉVORA Jantar + actividade;BEJA Dormida Pousada JuventudeDia 9 (domingo) - 9:30 BEJA Início do 3º dia da Rota;10:30 SERPA Actividade;12:30 às 15:00 ALMODÔVAR Actividade + almoço;17:00 às 18:00 S. BRÁS DE ALPORTEL Actividade;19:30/20:00 às 23:00 SETÚBAL Actividade + jantar (UMAR Lisboa);23:00 REGRESSO AO PORTO.
Local do Porto para as partidas dos dias 7 e 8 de Março: parte lateral da Câmara Municipal do Porto, em frente ao edifício dos Correios.Nos vários locais de paragem, ao longo da Rota, podem entrar participantes. Deverão apenas assinalar na ficha de inscrição onde pretendem entrar.Preço por pessoa (transporte por dia): €15. Cada pessoa pode inscrever-se no/s percurso/s que quiser.Preço da dormida na Pousada da Juventude em Beja, dia 8 de Março: €13,50 c/ peq alm.Inscrição e pagamento do transporte e dormida (PJ Beja) até dia 04 de Março, por transferência bancária (pode ser feito através do Multibanco), para o NIB: 0036 0046 9910020185718


Divulga

Serviço Social Crianças Vítimas - o Caso Madeleine Prof Jorge Cabral



Crianças Vítimas
- Especial Referência ao Caso de Madeleine


Prof. Jorge Cabral
Presidente do Instituto de Criminologia
Universidade Lusófona



Muito Boa Tarde!

Agradeço aos meus Amigos, Professores Juan Carlos Ferre Olivé e Miguel Ángel Nuñez Paz, o convite para aqui estar, dando-me a oportunidade de partilhar tão importante reflexão sobre a violência exercida contra as crianças.
Da forma como hoje, as tratarmos, as defendermos e as protegermos, depende o Futuro, pois só nas Mulheres e nos Homens de amanhã podemos depositar a Esperança num Mundo Melhor.

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Introdução
A história da criança ao longo dos tempos, tem sido dramática. O abandono, o espancamento, o infanticídio, a escravatura, a prostituição, caracterizaram durante séculos a forma brutal de encarar a Infância.
Bordéis de Crianças existiram em Roma e na Grécia, mas também na Pérsia, na Índia e na China.
Os maus-tratos físicos, apenas no final do século XIX, começaram a merecer alguma atenção, e quanto aos abusos sexuais, só praticamente nos nossos dias, suscitaram estudo, preocupação e uma específica abordagem jurídico-penal.
Toda a gente conhece, o caso da pequena Mary Ellen, que aos nove anos, era espancada e vivia amarrada com correntes, em 1874, na Cidade de Nova York. Levada a situação a Tribunal, e não sendo considerado crime, foi necessário recorrer á Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais, argumentando-se que uma criança merecia pelo menos tanta protecção como um cão.
E quem ler o grande romancista português Eça de Queiroz, falecido em 1900, deparará com a alusão às “tecedeiras de anjos”, mulheres às quais eram entregues as crianças indesejadas, para as fazerem desaparecer.

Eu próprio ainda conheci pessoas cujo apelido Exposto, indicava que tinham sido abandonados nas chamadas Rodas, locais existentes nas igrejas e nos conventos, onde os filhos ilegítimos eram deixados, vindo grande parte a morrer.

Falo da História, é certo!

Ninguém hoje afirmará como Aristóteles, que os filhos são propriedade dos Pais, pelo que nada que eles fizerem contra esses será injusto.
E no entanto, apesar de todas as Declarações, Convenções, Resoluções, Directivas, as violações dos Direitos das Crianças, acontecem diariamente.
Crianças mortas, maltratadas, prostituídas, vendidas e compradas, mutiladas, escravizadas, são milhões e milhões, neste nosso tempo contraditório no qual se uniformizaram comportamentos, mas simultaneamente se agigantaram as desigualdades entre Pessoas e as Nações.

O gravíssimo problema das crianças – vítimas deve ser encarado numa perspectiva global, passando pela consciencialização dos Fundamentais Direitos da Criança – Pessoa – Cidadão, na sua inalienável Dignidade. Tal tarefa tem que ir muito além da aprovação de simples quadro-legais. São necessárias Políticas Sócio-Económicas integradas, da Família, da Parentalidade, da Infância, da Saúde e da Educação.

Em Portugal existe, desde 1999, a Lei de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo, que dando cabal cumprimento ao estipulado na Constituição, acolhe todas as determinações da Convenção dos Direitos da criança, erigindo o interesse superior da mesma, como cerne e meta de qualquer intervenção. Considerando situações de perigo, o abandono, o mau-trato físico e psíquico, o abuso sexual, a falta de cuidados e afeição, o trabalho excessivo ou inadequado, a violência indirecta, a toxicodependência, o alcoolismo e a prostituição, é aplicável até aos 18 anos.

Traça uma intervenção a três níveis, entidades com competência em matéria de infância e juventude; comissões de protecção de infância e juventude, e tribunais, só podendo as primeiras agir de forma consensual e as segundas com o acordo dos Pais e consentimento do menor com idade superior a 12 anos. Algumas, das situações de perigo, constituem também crimes, pelo que teremos a par da protecção da criança, o processo criminal, tornando-se necessário articular ambos os procedimentos, garantir a recuperação da criança, sem descurar a punição dos agressores.

A maior parte das situações que chega às Comissões, é atribuída a condutas negligentes, motivadas pela ignorância, desinteresse ou egoísmo. Há muitos anos, defendo uma efectiva e maior responsabilização dos pais. Aliás a própria denominação “poder paternal” (a pátria potestas do direito romano) é equivoca. O que os Pais devem assumir são responsabilidades parentais, cujo exercício impõe, certamente sacrifícios pessoais, mas que só podem ser assumidas em plenitude, com Atenção, Cuidado e fundamentalmente com Amor.

Logo no Art.º 1º da Lei, se destaca como seu objecto, a Promoção dos Direitos da Criança. Promover, significa Fomentar, Difundir, Propagar e implica a mobilização de todos, para uma maior consciencialização da Comunidade. Se é verdade, que se nota uma acrescida sensibilização, face ao abuso sexual infantil, o mesmo não sucede no que concerne ao mau-trato físico, muitas vezes aceite como castigo educativo. E sendo embora, a denúncia em regra facultativa, torna-se obrigatória para qualquer pessoa, quando nos termos do N.º 2 do Art.º 66º, tenha conhecimento de situações que ponham em risco a vida, a integridade física ou psíquica ou a liberdade da criança. Assim, se alguém tem conhecimento que um bebé, ou uma criança pequena, é deixada sozinha em casa, está obrigado a comunicar às entidades competentes. Trata-se obviamente de situação que põe em perigo a criança!

Como crimes específicos contra Menores, o Código Penal Português, apresenta toda a Secção II, do Capítulo V, intitulada – Crimes contra a Autodeterminação Sexual, da qual constam – Abuso Sexual de Crianças, Abuso Sexual de Menores Dependentes, Actos Sexuais com Adolescentes, Recurso à Prostituição de Menores, Lenocínio de Menores e Pornografia de Menores, e ainda os Crimes de Infanticídio, de Subtracção de Menor, e de Utilização de menor na Mendicidade, aparecendo-nos enquadrada no crime de Tráfico de Pessoas, a compra e venda de crianças, mesmo para a adopção.

Naturalmente, que a circunstância da vítima ser menor, constitui agravante modificativa em muitos outros delitos, como no Homicídio, no Sequestro, no Rapto, ou na Violência Doméstica. Por outro lado, existem outros ilícitos criminais que embora, admitam diferente tipo de vítimas, são pela sua origem direccionados à protecção da criança, como a “Exposição ou Abandono”, os “Maus-Tratos”, ou a “Ofensa à Integridade Física Grave”, pela excisão, que é praticada em crianças do sexo feminino.

Se compararmos o actual Código, com aquele que eu estudei na Faculdade, o de 1886, podemos concluir, que a nível penal, a preocupação com as crianças – vítimas, constitui hoje uma realidade, o que não quererá dizer, que todos os crimes cometidos contra crianças, cheguem aos Tribunais.

Obviamente que não! Muitos abusos sexuais, maus-tratos físicos e psíquicos, negligências graves, passarão impunes. Basta pensar na mutilação genital feminina, que é praticada em meninas, no maior sigilo, ou então durante as férias nos países de origem. Sabemos todos que o Direito Penal Substantivo, não resolverá por si, os problemas da violência contra as crianças, pois inúmeros factores, designadamente económicos, sociais, culturais e sanitários, estarão na sua génese, e contra esses certamente, as armas da repressão penal são ineficazes.



Desaparecimentos

Muitas pessoas desaparecem.
O Desaparecimento só por si, não indicia a existência de crime.
A maioria dos velhos desaparecidos sofria de doença de Alzheimer, a qual ocasiona confusão e desorientação. Perdem-se, e quando em meio rural, acabam por ser encontrados mortos.
A fuga de Adolescentes acontece frequentemente. Raros serão os casos de não descoberta.
O rapto de bebés em Hospitais e Maternidades é cada vez mais raro.
Praticado por mulheres que fingiram a gravidez e o parto, às vezes são de difícil solução, pois as raptoras conseguiram enganar vizinhos, amigos e familiares e até os próprios maridos.

Chamado pelos “Media” impropriamente rapto, a subtracção de crianças levada a efeito por progenitores, no âmbito de um conflito familiar, consubstancia no Código Penal Português o Crime de Subtracção de Menores. Dado o acréscimo significativo do número de divórcios, tal prática tem vindo a aumentar.

Madeleine desapareceu no dia 3 de Maio de 2007, pelas 22h40 do Ocean Club, Praia da Luz, onde passava férias com os Pais. Este é único facto assente. Tudo o mais, e não se conhecendo com rigor, o teor das diligências investigatórias, até porque o processo permanece em segredo de justiça, é constituído, por palpites, teorias, meio-verdades, interpretações, especulações e até simplesmente invenções.

Não foi este o primeiro caso ocorrido em Portugal. Sete crianças nunca foram encontradas, e algumas desapareceram, há mais de 10 anos (como o Rui Pedro).
Não há dúvida porém, que o caso Madeleine, devido à sua mediatização planetária e a diversas peculiaridades, impõe uma análise, que ao menos, acautele mais correctos comportamentos no Futuro.
É o que com brevidade, até porque tenho mais dúvidas do que certezas, tentarei fazer.


A) E começo pelos Media

Ainda hoje, decorridos 9 meses, os Jornais continuam a noticiar. E se num dia a investigação está parada, logo no dia seguinte comunicam-se novas diligências. Ao longo deste tempo, a informação, a contra-informação e a desinformação, confundiram a opinião púbica.

Os pais da menina passaram de vítimas a autores nunca se tendo clarificado, de que crime. Depois recuperaram a posição de vítimas.
A Polícia afinal cometeu erros…
Os cães ingleses eram infalíveis.
Os exames laboratoriais que confirmavam, mais tarde foram inconclusivos.
Os ingleses criticam a Polícia Portuguesa e o nacionalismo vem ao de cima…
O Director da Polícia Judiciária, diz que houve precipitação, e logo se pede a sua demissão…
As preocupações não são já com a pequena Mad. O que se discute é a competência da Polícia Judiciária, do Ministério Público, do Ministro.

A Televisão organizou Programas, escrevem-se livros, toda a gente falou. Toda a gente sabe, opina, conclui. Um Professor Espanhol, afirmou que a mãe, tem cara de culpada! Centenas afirmam ter visto a criança, desde a Suécia a Marrocos. O retrato robot do pretenso raptor é divulgado e logo dezenas o identificam. Os detectives garantem. Os videntes aparecem.

Tudo isto ajudou ou prejudicou a Investigação?
Mas estando o Processo em segredo de Justiça, como foi possível, a Comunicação Social ter acesso. Parece óbvio que lhe foram transmitidas informações… E mais não digo.

A Publicação do retrato da Menina por todo o Mundo trouxe vantagens?
A pequena Mad, é uma menina loira, parecida com milhares… Tem porém, sinais particulares, um olho verde e azul, e uma mancha escura no outro. A divulgação de tais sinais, pode ter sido fatal…


B) Diferentes Culturas,
Diferentes Normas Processuais

Estamos na Europa, espaço comum, com diversos costumes, hábitos e formas de estar. Quanto ao Processo Penal, não há qualquer semelhança entre as normas britânicas e as portuguesas…

A Kate, mãe, é uma médica inglesa, que não reagiu, da mesma forma de qualquer não portuguesa. Não chorou em público. Manteve uma pose serena…
O Ex-Coordenador da Investigação é gordo, sua muito, tem almoços demorados nos quais bebe vinho…
Os ingleses são os nossos mais antigos aliados. Sempre nos ajudaram militarmente, contra os Mouros, contra os Espanhóis, contra os Franceses. Na 1ª Guerra Mundial, combatemos juntos.
Porém no fim do século XIX, lançaram-nos um ultimato por via das possessões africanas (o chamado Mapa Cor de Rosa)
Foi então, e contra eles, que foi escrito o Hino Nacional. Onde agora se canta “Contra os canhões, marchar…marchar…”, cantava-se “contra os bretões, marchar…marchar…”.
Por outro lado, não podemos esquecer, certos períodos de domínio económico, parte do comércio do vinho do Porto, os transportes públicos de Lisboa, os telefones de Lisboa e Porto, já lhes pertenceram.
Ora, os ancestrais ódios, as velhas desconfianças, hoje apenas corporizadas no futebol, estão sempre prontas, para vir ao de cima, num patrioteirismo caduco e irracional.

C) As temidas e eventuais consequências

Nunca a Investigação de um desaparecimento, contou com tantos meios, ou foi discutida a tão alto nível. O Algarve vive do Turismo, a comunidade britânica é a maior.
Desaparecer uma criança inglesa, de um Apartamento turístico, podia prejudicar. Os interesses económicos assumiram mais uma vez, a fundamental preocupação…

D) Investigação Criminal
As Polícias
O Ministério Público

De acordo com a Lei Portuguesa, o Ministério Público, dirige a fase de Inquérito, assistido pelos órgãos de Polícia Criminal, acrescentando, o N.º2 do Art.º 263º do C.P.Penal, que estes actuam sob a directa orientação daquele (M.P.) e na sua dependência funcional.
A competência para a investigação nos casos de desaparecimento, pertence em exclusivo à Polícia Judiciária.
Face à letra da Lei, não oferece dúvida, que é ao M.P., que cabe a responsabilidade, e não à Polícia que no terreno investigará, sob orientação…

A minha longa experiência como Advogado Criminal, permite-me constatar, que esta coabitação entre o M.P. e a P.J., é muitas vezes difícil e geradora de conflitos.
Não sei se neste caso existiram, mas o certo, é que foi nomeado um Procurador de Évora, mantendo-se o de Portimão.


E) Constituição de Arguido

No decorrer do Processo, a Lei mudou. A partir de 15 de Setembro de 2007, embora tal acto continue a poder ser praticado pelas Polícias, é exigida uma fundada suspeita, e a constituição tem que ser apreciada e validada no prazo de 10 dias pela Autoridade Judiciária.
Os Pais foram constituídos arguidos, antes das alterações. Quando o Senhor Director afirmou há dias, ter havido precipitação, parece-lhe que lhe assiste alguma razão.
Num País, onde não se encontra interiorizado o Princípio da Presunção de Inocência e num caso como este, ser arguido equivale na prática à declaração de culpabilidade.

F) Caso Joana

No dia 12 de Setembro de 2004, a pequena Joana desapareceu de sua casa, sita a 20km, da Praia da Luz. Investigado o caso pela P.J. foram a Mãe e o Tio, acusados, julgados e condenados pelo crime de Homicídio Qualificado. O corpo da Criança nunca apareceu.
Subindo em recurso o Processo ao S.T.J., a decisão confirmatória, resultou do voto do Presidente, após empate. Pendente encontra-se a acusação a 5 Inspectores da P.J., que alegadamente terão agredido Leonor, a Mãe, com o objectivo de obter a confissão. Segundo o M.P. terão praticado os crimes de tortura, omissão de auxílio e falsificação. Um dos acusados foi o Coordenador da presente Investigação.

Claro que estes antecedentes influenciaram toda a questão, tendo sido recuperados e aproveitados …


G) Que terá acontecido à Mad?
Existem Crimes Perfeitos, ou Investigações Imperfeitas?
Partiu a Polícia da teoria para os indícios, e não destes para a conclusão? Desprezou alguma pista, como parece ter acontecido na Áustria no rapto de Natacha?

Se foi rapto foi fácil passar a Espanha e daí a outro País.
Se foi homicídio, não podemos ignorar, a localização junto ao mar.
Predador Sexual Isolado, Rede Pedófila Internacional. Que pensar?
Uma certeza temos! Madeleine foi deixada sozinha em casa. Há oito dias uma criança, foi retirada aos Pais, porque a Mãe, enquanto foi visitar o marido ao Hospital, a deixou com o irmão de 16 anos, que entretanto resolveu sair, para tocar bombo.
Nos apartamentos da Praia da Luz, funcionam Serviços de Babysitter, com guardadoras inglesas. Custo – 15 Euros á hora.


***********************

Num quotidiano de violência, a tutela da criança, impõe com certeza, uma Perspectiva Mundial, com normativos uniformizados e uma eficaz colaboração Internacional.
Mas também e talvez principalmente será necessária uma consciencialização profunda dos Direitos das Crianças, as quais em primeira linha deverão ser defendidas, acauteladas e protegidas pelos próprios Pais.
Muito Obrigado!

Professor Jorge Cabral,
Huelva, 22 de Fevereiro de 2008
Niños Victimas, Comunicação apresentada ao IX Congresso Internacional de Justiça Penal, Violência e Menores na Universidade de Huelva

Serviço Social Os Mais Pobres de Lisboa afirma REAP

Lisboa/Pobreza: Envelhecimento, sem-abrigo e crianças são "problemas sérios" - Agostinho Jardim Moreira
Lisboa, 26 Fev (Lusa) - O presidente da Rede Europeia Antipobreza Portugal, Agostinho Jardim Moreira, classificou hoje o envelhecimento da população, os sem-abrigo e as crianças de rua como "três problemas sérios" de Lisboa.
Em declarações aos jornalistas à margem da abertura de um seminário organizado no âmbito do Observatório de Luta contra a Pobreza em Lisboa, Agostinho Jardim Moreira disse que no que respeita ao envelhecimento da população o que se encontra são "armazéns de recolha de pessoas" e que estas precisam "muito mais de ser amadas e acarinhadas".
"Deve criar-se uma cultura de atenção para com os idosos", defendeu este responsável, sublinhando que não basta arranjar "armazéns" para os depositar.
No que respeita aos sem-abrigo, o responsável da Rede e do Observatório Antipobreza escusou-se a quantificá-los devido à inexistência de números objectivos, mas admitiu que podem ser "centenas".
Já sobre as crianças de rua defendeu que, além de terem que ser pensadas respostas para abolir este fenómeno, é "tão ou mais importante" conseguir saber quais as causas, alegando que se existem crianças de rua "é porque existem famílias que não têm capacidade para as educar".
Os imigrantes são, segundo Agostinho Jardim Moreira, outro dos problemas de Lisboa, porque quer venham de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), do Leste ou outros, são seres humanos "com culturas e hábitos próprios, com dificuldades de integração e que por isso mesmo podem ser alvo de fenómenos de exclusão social".
"O que é necessário é que todos estejamos preparados para fomentar uma sociedade multicultural baseada no amor e na justiça porque só assim teremos uma sociedade democrática", disse.
Agostinho Jardim Moreira considerou que a tarefa cabe à sociedade civil, mas também aos políticos que têm de deixar de se nortear por princípios de "capitalismo selvagem", muitas das vezes "impostos" pelos poderes económicos.
Na abertura do seminário participaram ainda o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Rui Cunha, a directora do Centro Distrital de Lisboa do Instituto de Segurança Social, um representante do Governo Civil de Lisboa e uma representante da Rede de Luta Antipobreza da Catalunha.
Na sessão da tarde será divulgado um relatório do Observatório de Luta contra a Pobreza em Lisboa que aponta as freguesias de Marvila e do Castelo como as "mais vulneráveis" a fenómenos de pobreza.
Questionado sobre esta questão, Agostinho Jardim Moreira sublinhou que pelos dados existentes "não se pode dizer que estas freguesias sejam as mais pobres de Lisboa", mas apenas que são as que apresentam "mais vulneravibilidade" face aos dados objectivos existentes.CP.
Lusa/Fim
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-02-26 13:10:05

domingo, fevereiro 24, 2008

Medico António Melic Cerveira evocado pelo CPIHTS no seminario Internacional de Coimbra


António Melic Cerveira, Médico oftalmofologista, psiquiatra,especialista em medicina comunitária, que se evidenciou com os seus trabalhos de medicina comunitária na reagião de Alentejo ( Alcacer do Sal ) e na zona de Sintra e Lisboa; faleceu em 2007. Os seus últimos compromissos como activiva, fue participar na luta da cidade de Coimbra por recuperar o seu património cultural e por defender os movimentos ecológicos contra contra a instalação de queima de residuos tóxicos na cidade de Coimbra.
O CPIHTS apresentou a sua homenagem no seminário Euro Brasileiro de Serviço Social por todos os contributos que deu a esta organização

Serviço Social Basta de Moralismos um Texto de Ernesto Fernandes

BASTA DE MORALISMO SOCIAL
Este viver habitualmente
Ernesto Fernandes *
Prof. do ensino universitário

É sobejamente conhecido, deprimente e agónico, o des-amor entre discursos e práticas na cultura portuguesa. Questão não exclusiva do carácter português. Contudo, em Portugal, à semelhança da Espanha, Itália e Grécia, o campo do ideo-cultural de cariz católico demarcou-se da cultura protestante da Inglaterra, Suécia ou Holanda. Lutero decifrou, contra o papismo, que a fé sem obras é morta. Esta máxima bíblica alentou o capitalismo industrial contra o capitalismo feudal ou mercantil em que andamos religiosamente acorrentados. Os portugueses, mesmo na era do império das descobertas e da colonização, são especialistas em comprar e vender a riqueza produzida por escravos, indígenas e pobres, daqui e d’além fronteiras.

Seja feita honra a certos poucos intelectuais e políticos que se expuseram em denúncia do paraíso português, por exemplo: D. João II, Marquês de Pombal, Bento de Jesus Caraça, António Sérgio, Maria de Lourdes Pintasilgo. Sobre a rainha Santa Isabel, casada com o rei D. Dinis, deixou-nos o milagre da compaixão-piedade-misericórdia, estruturante desta desordem ideológico-cultural do Portugal de agora. Nem Abril em sua mocidade alterou a mocidade portuguesa de Salazar, em tempo de hoje, socraticamente governado.

Sócrates, o filósofo, segundo a tradução de Platão e Aristóteles, interroga-nos sobre o divórcio entre filosofia e política. No tempo da globalização, a separação é radical: temos filósofos sem política (anjos) e políticos sem filosofia (tiranos). A polis, enquanto mundo entre os homens, expõe-se em deserto (Nietzsche), em ignorância (Camus), em cegueira (Saramago), em castelo (Kafka).

Retomo, contra este circo espasmódico e agonista, a palavra de Sophia de Mello Breyner Andresen em seu poema Esta Gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre


Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada

Meu canto se renova
E recomeço a busca
Dum país liberto
Duma vida limpa
E dum tempo justo

Certas categorias profissionais – assistentes sociais, médicos, educadores e professores, psicólogos, diferentes em género e iguais na cultura dominante – são convocadas a mudar o seu olhar-lidar com Esta Gente. Não se trata de imitar Madre Teresa de Calcutá ou o Padre Cruz. Trata-se de romper com a indignidade pessoal e técnica de tratar a dignidade humana do “utente”, ou seja, aprender a defesa e o cuidado da liberdade humana contra o fenómeno totalitário (Cf. Arendt, 2007). Em registo reflexivo idêntico, escreve Boaventura de Sousa Santos, quando retoma o conceito de fascismo social em A Gramática do Tempo. Para Uma Nova Cultura Política (2006).
Pior que a dor sentida pela reflexão é a dor consentida pela distracção-alienação das dores, algumas sem nome, que minam o coração da vida (Cf. Fleming, 2003).

Quando esta procissão ainda não partiu do adro, basta de moralismo do viver habitualmente (Salazar), antes a palavra de Maria Rosa Colaço em Maria Tonta Como Eu (1983):

Agora, só falta o ramo de flores! Eu olhava para mim como se me quisesse guardar no seu enlevo. O ramo é feito de papoilas, malmequeres, rosa, cravos, espigas de trigo e Maios azuis, as pequenas flores perfumadas que só neste mês abrem ao sol e sem as quais um ramo de Maia não teria sentido.
Pego no ramo.


Almada, Fevereiro de 2008





Nota Bibliográfica

Acreditando na terapia da reflexão e da escrita, recomendo como leitura:

ARENDT, Hannah (2005), A Promessa da Política, Lisboa, Relógio D’Água, 2007.
COLAÇO, Maria Rosa (1983), Maria Tonta, Como Eu, Lisboa, Distri editora.
ROSA, Honorato (1968), A Dignidade Humana: As Coisas Têm Preço. O Homem Dignidade, in Ernesto Fernandes (org.), Honorato Rosa, Escritos e Depoimentos: A Dignidade Humana, Lisboa, Instituto Superior de Serviço Social e Multinova, 1996.
SANTOS, Boaventura de Sousa (2006), A Gramática do Tempo. Para Uma Nova Cultura Política, Porto, Edições Afrontamento.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Coimbra : Seminário Internacional Euro.Brasileiro de Serviço Social com Propostas para o Futuro


SERVIÇO SOCIAL - Docente brasileiro e alemão marcaram presença
Seminário debateu qualidade de formação

A criação recente de licenciaturas em Serviço Social no ensino público veio relançar de novo o debate sobre a qualidade da formação.Alcina Martins, directora da licenciatura em Serviço Social do Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), disse que nos últimos anos se assistiu a um crescimento exponencial de ofertas de ensino nesta área, o que levou a “uma desregulamentação” da formação. Para a docente, “não há parâmetros e padrões de formação de referência” para as licenciaturas que já existiam no privado e as que foram criadas nos últimos anos no ensino público. Daí que é chegada a hora de “proceder a uma análise sobre esta matéria” com o objectivo de, como referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS, “encontrar os dispositivos e a produção de documentos que venham a sustentar esse patamares de qualidade no ensino”. Para tal, a licenciatura do ISMT convidou as associações profissionais representativas dos profissionais desta área – até ao final de 2006/2007, existiam 11.811 assistentes sociais licenciados em Portugal –, de forma a se “vislumbrarem os problemas” e começar a encontrar soluções para uma profissão com altos níveis de empregabilidade. Os dados da avaliação externa, divulgados ontem num seminário realizado em Coimbra, apontam para a não existência de grandes dificuldades em encontrar emprego, mas que devido ao aparecimento de novos licenciados já começa a sentir o “drama” da oferta ser maior que a procura.As declarações de Alcina Martins foram realizadas à margem do seminário euro-brasileiro de Serviço Social intitulado “Serviço Social, Formação, Investigação, Qualidade&Desenvolvimento”, promovido pela licenciatura em Serviço Social do ISMT. Durante o dia de ontem, assinale-se a presença no auditório do Instituto Português da Juventude de José Paulo Neto, docente da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da representante da European Association of School of Social Work (EASSW), Christine Labonté-Roset, da presidente da Associação de Profissionais de Serviço Social, Fernanda Rodrigues, e do presidente do Centro Português de Investigação em História e Trabalho, Alfredo Henríquez. O seminário teve como principais objectivos analisar o desenvolvimento da formação e investigação em Serviço Social num contexto internacional, promover o debate sobre a qualidade da formação em Serviço Social, analisar a acção das organizações de Serviço Social para a regulação da formação e da profissão e estimular a cooperação e intercâmbio para a formação e investigação na área.



O ESTADO ACTUAL DA FORMAÇÃO EM
SERVIÇO SOCIAL EM PORTUGAL

Profas. Dras Alcina Martins e Rosa Tomé do ISMT com
Uma proposta de reforço da organização profissional
Questões e desafios que se colocam à formação em Serviço Social
(...)

Depois do estudo que realizámos sobre o estado actual da formação em SS é hora de colocar algumas questões e desafios a enfrentar.
1º - A Relação entre crescimento, desenvolvimento e qualidade da formação
Se esta relação, inicialmente, resultou do papel crescente do ensino universitário privado, nos últimos anos, e de forma galopante foi também assumido pelo ensino público, universitário e politécnico. Toda a trajectória da área, incluindo a adequação ao processo de Bolonha foi sendo realizada sem regulamentação. A autonomia das escolas foi quase total, não tendo existido directrizes gerais próprias da profissão para a definição dos planos de estudo.
2º - A relação formação- profissão
As profissões, como a de SS, que têm uma “missão” ético-politica de defesa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, não devem ficar sujeitas às contingências do mercado, e por isso têm de se propor garantir uma auto-regulamentação, quer para a formação quer para a profissão.
A expansão de diplomados com diferentes graus, tipos e duração de formação, juntamente com os problemas decorrentes das alterações do mercado de trabalho e do exercício profissional, o crescimento do desemprego, da precarização e as respectivas consequências no trabalho em prol da efectivação dos direitos das populações, tornam urgente o reforço da organização da categoria.
As organizações internacionais têm produzido documentação, veja-se o trabalho de referência da AIESS e a FIAS, em Adelaide - Austrália, 2004, relativo aos padrões globais para a educação e formação na profissão de Assistente Social.
Assim consideramos que um dos principais desafios é a formação em SS voltar de novo às prioridades da agenda das organizações profissionais.
Decorridos 2 anos, sobre a proposta no âmbito da formação em SS e Bolonha,das organizações da profissão (APSS, Sindicato Prof SS, CPIHTS, AIDSS e CISSEI) “para o estabelecimento de uma norma base de regulamentação da formação”, propomos que sejam retomados os trabalhos.
Nesse sentido, é urgente que estas organizações dinamizem a constituição de um grupo de trabalho que integre AS responsáveis pela área científica de SS de cada curso e que de forma articulada promovam o debate, definam e produzam atempadamente a documentação sobre padrões, orientações e recomendações para a qualidade da formação, a ser presente às autoridades científicas e se constitua como referência, para a avaliação e a acreditação dos cursos.



Mais informações, documentos e e imagens in http://www.insistente-social.blogspot.com/

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Governo Australiano pede Perdão pelo genocidio

O governo da Austrália fez seu primeiro pedido formal de desculpas à população aborígine por injustiças cometidas no passado.
Durante mais de uma década o ex-premiê australiano John Howard se recusou a fazer este pedido de desculpas.
Mas o sucessor de Howard, o primeiro-ministro Kevin Rudd, fez o pedido no Parlamento australiano por leis e políticas que "causaram grande dor, sofrimento e perda" aos aborígines.
"Pela dor, pelo sofrimento destas gerações roubadas, seus descendentes e por suas famílias que ficaram para trás, nós pedimos perdão", disse o premiê.
A chamada "geração roubada" ou a "política de assimilação" permitia que crianças aborígines fossem tiradas de suas famílias para viver com famílias brancas.
Milhares de crianças aborígines foram vítimas dessa política, adotada pelo país desde o século 19 até 1969.
O pedido de desculpas, transmitido em rede nacional pela televisão da Austrália, foi recebido com comemoração.
Mas alguns aborígines afirmam que este pedido deveria ter sido acompanhado por uma indenização por todo o sofrimento.
Valores europeus
A chamada "política de assimilação", que separou crianças aborígines de seus pais por tantas décadas, tinha como objetivo inicial civilizar as crianças, passar a elas valores europeus.
"Pedimos perdão pelas leis e políticas de Parlamentos e governos sucessivos que causaram profunda dor e perda a estes australianos", disse o primeiro-ministro Kevin Rudd.
A reação inicial ao discurso de Rudd no Parlamento foi positiva. Ao final do pronunciamento, todos os presentes no Parlamento levantaram e aplaudiram e houve comemoração do lado de fora, pois milhares de aborígines foram a Canberra participar do evento.
Mas, líderes tribais e organizações de defesa de direitos de aborígines defendiam o pagamento de bilhões de dólares a estas populações.
Os aborígines são atualmente 450 mil pessoas e este grupo étnico é considerado o mais pobre da Austrália



http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080213_australiaperdaofn.shtml

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Centenas de estudantes e Profissionais participam em Cpnferencia de Jose Paulo Netto em BEJa

No auditório do Instituto Politécnico de Beja realizou-se na na tarde de ontem, a conferência "Os desafios para o serviço social na actualidade" a cargo de José Paulo Netto.
“Os desafios para o serviço social na actualidade” é o tema de uma conferência que decorre esta tarde, a partir das 15.30 horas, no auditório do Instituto Politécnico de Beja.
Esta conferência, proferida por José Paulo Netto, é organizada pela Comissão Coordenadora do Curso de Serviço Social da Escola Superior de Educação. Adelaide Malainho, da organização desta conferência, afirmou que esta acção é importante para que os alunos possam conhecer o pensamento de José Paulo Netto um dos grandes peritos na área do serviço social. Ainda segundo Adelaide Malainho o tema da conferência vai estar em destaque, mais tarde, num seminário que já está a ser preparado.
Inês Patola

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

José Paulo Netto Desafios do Serviço Social no IPB em Beja

Área Departamental de Ciências Sociais - A Comissão Coodenadora do Curso da Serviço Social convida a participar na CONFERÊNCIA PROFERIDA PELO PROFESSOR DOUTOR JOSÉ PAULO NETTO SUBORDINADA AO TEMA
OS DESAFIOS P ARA O SERVIÇO SOCIAL NA ACTUALIDADE
DIA 14 DE FEVEREIRO DE 2008 PELAS 15H30 AUDITÓRIO DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE BEJA
Entrada Livre

domingo, fevereiro 10, 2008

Serviço Social A Rebelião de EUFROSINA Cruz Mendoza



Eufrosina Cruz Mendoza, de 27 años, se ha convertido en el referente de la lucha de las mujeres indígenas del Estado mexicano de Oaxaca que reclaman el derecho a participar en la vida política. Desde el 4 de noviembre, esta joven de la etnia zapoteca libra una batalla desigual que ha puesto sobre la mesa los abusos de la tradición ancestral de usos y costumbres en las comunidades indígenas.


De los 570 municipios de Oaxaca, 418 se rigen por esas prácticas milenarias, y en un centenar la palabra mujer no existe en las leyes comunitarias, lo que le impide votar y participar como candidata en las elecciones municipales. Contra viento y marea, Eufrosina quiso ser alcalde de Santa María Quiegolani, un municipio donde el poder político está exclusivamente en manos de los hombres. Lo intentó, inscribió su candidatura al margen de la asamblea del pueblo, y sus papeletas acabaron en la basura. La mujer no tira la toalla y ha puesto en pie el Movimiento Quiegolani por la Equidad de Género, que crece como una mancha de aceite en tierras indígenas de Oaxaca y amenaza con extenderse a otros Estados.


En México existen 62 pueblos y comunidades indígenas, aunque en el país se hablan más de 85 lenguas y sus respectivas variantes. La población indígena asciende a 13 millones de personas, que representan el 12% de todos los mexicanos. La mayoría se concentran en Oaxaca, Guerrero y Chiapas, los Estados más pobres y con los índices de desarrollo humano y social más bajos de toda la república. En Oaxaca hay más de 15 grupos étnicos, como los zapotecos, chontales, mixtecos y triquis, y se hablan 16 lenguas indígenas.




Un municipio de 1.300 habitantes, oculto en el mapa, que está a seis horas de la capital del Estado a través de una pista de tierra que se encarama por la Sierra Sur, es hoy noticia en México. La atención de los medios de comunicación aumentó cuando el pasado 18 de enero el gobernador oaxaqueño, Ulises Ruiz, realizó una visita histórica a Quiegolani. Era la primera vez que la máxima autoridad del Estado se dejaba ver por aquellas tierras olvidadas. Eufrosina Cruz no desaprovechó la oportunidad. Ni corta ni perezosa se plantó ante el señor gobernador, y en tono firme le anunció que no reconocería jamás la autoridad del alcalde que ganó la dudosa elección de noviembre. "No respeto al alcalde, porque sería darle la razón a los abusos y costumbres. Le dije al gobernador que vigilaré la actuación de las nuevas autoridades y estaré atenta a que no se violen los derechos de mi gente".
El jefe del Gobierno estatal exhortó al alcalde a impulsar la participación activa de las mujeres en las elecciones municipales, y de regreso a Oaxaca promovió una iniciativa de ley en este sentido, que la diputada Sofía Castro, del Partido Revolucionario Institucional (PRI), presentó el jueves pasado en el Congreso del Estado. Las autoridades se empiezan a dar cuenta de que algo se mueve en las comunidades indígenas oaxaqueñas, y ya hay quien habla de la revolución de los alcatraces (denominación local de las flores calas), símbolo de las mujeres indígenas de Quiegolani. Las puertas de los despachos oficiales ya se abren para Eufrosina, que empieza a recibir promesas e invitaciones a participar en foros internacionales.
"No me convertiré en uno de ellos, no traicionaré a mi gente", dice con voz firme junto al fuego, mientras su madre prepara tortillas de maíz. "Tengo a mis padres que viven allí, veo la tristeza, la injusticia en las caras de las mujeres, veo sus manos endurecidas... Las tengo grabadas en mi mente". El origen de la historia de Eufrosina Cruz tiene que ver con la vida que le espera a toda mujer en esta aldea zapoteca: levantarse a las tres de la madrugada, ir al campo a buscar leña, moler maíz, preparar las tortillas, atender a los hijos y limpiar la casa. Y así, día tras día. "Yo no quería vivir eso, por eso salí del pueblo". Tenía 11 años. "Vi por primera vez un autobús, llegué a una comunidad desconocida, y luego a una ciudad gigantesca. Escuché por primera vez hablar español".
Obtuvo una beca a base de dar clases en una comunidad muy pobre y pudo terminar una carrera universitaria. Cuando volvía a su pueblo de vacaciones veía la misma situación. El reloj seguía parado en Quiegolani. "Mi hermana no paraba de tener hijos. Tuvo nueve, aunque murieron tres. Mi mamá seguía levantándose a las tres de la madrugada, y mi papá caminaba dos horas para ir al ranchito". Quiso ser alcaldesa con la esperanza de que las cosas podían cambiar. Pero aquel 4 de noviembre tropezó con la dura realidad. "Ahí me di cuenta de que las mujeres somos como una pared blanca. Nadie se arriesga por nosotras, empezando por los maridos, los políticos y mucho menos las organizaciones. Somos una pared blanca en la que nadie se atreve a escribir. Yo me arriesgué y me estoy enfrentando a una cantidad inmensa de obstáculos que no sé cómo derribaré".
Sus enemigos en el pueblo difunden toda clase de chismes, dicen que la china está loca, que sus padres no le hablan, que anda como perra rabiosa y que hay que pararla como sea, con un balazo si es preciso. Y doña Guadalupe Mendoza, 67 años, madre de Eufrosina, no logra conciliar el sueño, porque el miedo se apodera del cuerpo. Sabe bien cómo las gasta la gente mala. Al caer la noche, unas 50 mujeres se reúnen en una casa de una vecina. Es la guarida. Asisten también algunos hombres que apoyan el movimiento. "Queremos hacer ruido para que nos hagan caso como mujeres", dice Eva Olivera, maestra chontal. "Sí se acuerdan de nosotras cuando hay elecciones presidenciales, cuando los partidos necesitan votos, pero no para elegir a nuestras autoridades".
"Este movimiento empezó en noviembre", recuerda Eufrosina, a quien todos los asistentes escuchan con devoción. "Quizá no hemos logrado muchas cosas, pero ahí vamos. Los usos y costumbres no pueden estar por encima de la Constitución". Una de las mujeres cuenta las amenazas de muerte que ha recibido, y Eufrosina recuerda que ha presentado denuncia ante la fiscalía de la nación.
En la sede del Ayuntamiento, Eloy Mendoza, el nuevo alcalde que asumió el 1 de enero, habla de una costumbre milenaria en el municipio. "Para la señora Eufrosina, todo mi respeto", dice con un tono que suena a sarcasmo. "Lamentablemente, sólo pudieron votar los hombres. En esta ocasión, ella quiso competir y fue aceptada por un grupo de ciudadanos, pero el detalle es que no vive en la comunidad. Uno de los puntos de los usos y costumbres es que todo candidato debe vivir en la comunidad". "Yo comparto mucho la idea de una participación activa de las mujeres en las cuestiones políticas", añade. ¿No es hora de que los usos y costumbres empiecen a cambiar? "Bien, muy bien, estoy de acuerdo", responde el alcalde. "El cambio es un proceso gradual que tiene que desembocar en la máxima autoridad, que es la asamblea del pueblo, que determinará qué hacer". Las mujeres tienen prohibida la entrada en dicha asamblea.


La peruana Katya Salazar es la directora de programas de la Fundación para el Debido Proceso Legal (DPLF, por sus siglas en inglés), con sede en Washington. Desde hace tres años desarrolla una intensa actividad en México, particularmente en el Estado de Oaxaca. "Es el único lugar del mundo en que la ley reconoce la elección por usos y costumbres", dice. "El código electoral de Oaxaca no prohíbe la participación de las mujeres, son las propias reglas de algunas comunidades las que lo prohíben". Salazar subraya que los usos y costumbres son Derecho indígena. "Hay costumbres que tienen que cambiar, de igual modo que hay leyes que tienen que cambiar", dice al recordar que "en América Latina, la justicia formal, los poderes judiciales no llegan a todos los rincones. Ni llegarán. No por mala fe, sino porque el poder judicial no tiene capacidad suficiente. ¿Qué ocurre cuando se comete un delito? Aparecen mecanismos espontáneos en el interior de las comunidades para resolver conflictos. Lo que diga una autoridad comunal tiene más peso que lo que diga Juan Pérez, que viene de la capital, que está a ocho horas".


La antropóloga Margarita Dalton, con un doctorado por la Universidad de Barcelona, tiene documentados más de 30 casos de obstáculos y amenazas a mujeres alcaldes o candidatas al cargo en municipios regidos por los usos y costumbres, y en aquéllos gobernados por los partidos políticos tradicionales. Tomasa de León, alcaldesa de Yolomecatl, en la Mixteca, se vio obligada a renunciar ante la presión de los hombres. En la costa oaxaqueña, Lupita Ávila Salina, del Partido de la Revolución Democrática (PRD), prometió durante la campaña hacer transparentar el uso de los recursos por parte del alcalde saliente, del PRI. Después de ganar las elecciones, Ávila fue asesinada por su antecesor, que sigue en libertad.


Eufrosina Cruz tiene ahora otro sueño: ser abogada "para poder interpretar la ley como la interpretaron los diputados, y defenderme de nuestros adversarios con sus mismas herramientas".

http://www.elpais.com/articulo/internacional/rebelion/llama/Eufrosina/Cruz/elpepuint/20080210elpepiint_1/Tes

domingo, fevereiro 03, 2008

Serviço Social Crianças Interditas de Frequentar Touradas

En España mueren más de 11.000 reses bravas todos los años en el albero. Arte centenario para unos, sangría gratuita para otros. La tauromaquia genera posturas irreconciliables. En los últimos años las voces que piden su supresión se hacen oír con más fuerza que nunca. A los ecologistas se les han unido algunos partidos nacionalistas. Su activismo coincide, sin embargo, con un momento dulce para los taurinos. Tras una larga travesía por el desierto, una nueva generación de toreros ha devuelto la ilusión a los aficionados y ha atraído la atención de los medios de comunicación. El último pulso entre ambos bandos tiene su campo de batalla en la protección de la infancia. ¿Es lógico que los niños puedan asistir a un espectáculo donde la muerte está presente? ¿Hay estudios científicos que avalen su alejamiento de las plazas?
El Gobierno francés, a propuesta de las asociaciones protectoras de animales, ha anunciado que estudiará prohibir el acceso a los menores de 16 años a las corridas de toros. Eso sí, Nicolas Sarkozy, aficionado taurino confeso, ha querido dejar claro que este paso no supone compromiso alguno y que la tauromaquia no será eliminada sin consenso. "Nosotros le debemos el mismo respeto a las convicciones tanto de los opositores como a las de los defensores de las corridas", han señalado desde el Elíseo. La propuesta que ahora se estudia en Francia está vigente desde hace varios años en Cataluña. En esta comunidad los menores de 14 años no pueden ir a los cosos ni acompañados. Además, en el País Vasco, se aprobó el pasado mes de octubre el proyecto del nuevo reglamento taurino que dice que los menores de 16 años sólo podrán asistir a los cosos acompañados de un adulto.
El sur de Francia se ha convertido en un santuario para los taurinos. En localidades como Nimes, Bayona, Mont de Marsan, Arles, Dax, Béziers y Ceret hay devoción por la fiesta. Allí las plazas tienen fama de duras por las ganaderías seleccionadas, pero las primeras figuras torean allí cada vez con más frecuencia. Por este motivo, el anuncio del Ejecutivo francés ha sido acogido por las organizaciones contrarias a los toros como el primer paso para su prohibición. "Los padres tienen derecho a educar a sus hijos. El problema es que los menores no tienen capacidad para decidir si quieren asistir a un espectáculo donde se contempla la agonía de un animal. Esta actividad no es un síntoma de civilización sino de barbarie", argumenta Nicolas Biscaye, portavoz de la Société Protectrice des Animaux.
Los empresarios franceses se defienden. Simón Casas gestiona desde hace 27 años la plaza de Nimes. Cuando tomó las riendas de este antiguo coliseo romano sólo había una feria con cinco corridas; actualmente hay dos ferias anuales con un total de 15 festejos. "Tengo dos hijas de seis y siete años que a veces me acompañan a la plaza. Observo su comportamiento y si notase en ellas el más mínimo rechazo no necesitaría una ley para que dejaran de acudir inmediatamente a los toros. Se lo prohibiría yo", razona.
Como suele ocurrir en todo debate, las dos partes esgrimen estudios y opiniones de expertos. Hasta la fecha, uno de los análisis más minuciosos fue encargado en 1999 por el entonces defensor del menor de la Comunidad de Madrid, Javier Urra, a diferentes profesores universitarios y psiquiatras. Las conclusiones finales corrieron a cargo de Enrique Echeburúa, catedrático de la Universidad del País Vasco. "Con los datos actualmente disponibles, no se puede considerar como peligrosa la contemplación de espectáculos taurinos por menores de 14 años. (...) No hay bases suficientes para sustentar científicamente una medida como la prohibición de su entrada en las plazas", asegura este experto. Sin embargo, Echeburúa matiza que deben ir acompañados de un adulto y que no se debe llevar nunca a la plaza a niños con una patología clínica específica (depresión, trastornos de ansiedad).
Las organizaciones contrarias a la fiesta de los toros opinan que prohibir la entrada de menores será insuficiente si no está acompañada de otras medidas como la erradicación de las corridas televisadas en horario infantil. "¿Cómo va a ser bueno para un niño asistir a un evento que supone el máximo ejemplo del maltrato animal, donde además la gente disfruta con ese daño y pide más sangre?", se pregunta Theo Oberhuber, de Ecologistas en Acción.
Los taurinos, por su parte, aseguran que en el ruedo los niños pueden aprender valores positivos. "Yo soy padre y me preocupa mucho más que mis hijos vayan a un campo de fútbol donde hay todos los días muestras de violencia masiva", argumenta Luis Francisco Esplá, matador de toros. "En la plaza, en cambio, no se necesita protección ni se separa a los partidarios de un torero de los del otro. Además, interviene el orden, el rito, lo que inicia a los niños en una serie de pautas y valores que ya no existen en la sociedad", añade Esplá.
Parece evidente que lo que subyace tras el debate sobre la infancia y los toros es una discusión sobre el sentido de la fiesta en el siglo XXI. Los grupos contrarios a las corridas creen que en la sociedad ya no tienen cabida. En octubre de 2006, una encuesta de la empresa Investiga (antes Gallup) concluyó que el 72,1% de la población española afirmaba no tener ningún interés por los espectáculos taurinos y sólo el 26,7% decía sentirse interesada. Estos datos indican una caída del interés por los toros, ya que en 1999 los aficionados alcanzaban el 38% de la población.
Joan Herrera, portavoz de Iniciativa per Catalunya-Verds en el Congreso durante la última legislatura, considera que la tauromaquia debe sufrir una "profunda reforma" para adaptarse a una sociedad con mayor sensibilidad a los temas de maltrato. "Matar a un animal nunca debe ser objeto de un espectáculo público. Las corridas constituyen una tradición desfasada en la que hay elementos sádicos", opina.
En los últimos años, el movimiento contrario a los toros ha trascendido el ámbito de los ecologistas y de los defensores de los animales, dando el salto a la política. Así, el Ayuntamiento de Barcelona, en una decisión sin precedentes, declaró en 2004 la capital contraria a las corridas y a favor de los derechos de los animales. Aunque la medida no es vinculante -las competencias son autonómicas-, es bastante sintomática de la fuerza que están adquiriendo las posturas contrarias a los toros.
Pero también se ha creado una Plataforma en Defensa de la Fiesta en la que además de gentes del gremio y aficionados hay intelectuales como Mario Vargas Llosa y Albert Boadella. La llegada de una nueva generación de toreros -los franceses Sebastián Castella y Juan Bautista, o los españoles Cayetano Rivera Ordóñez y Alejandro Talavante-, y el regreso de José Tomás, escenificado precisamente en la plaza de Barcelona, quizá explica por qué, en contra de la encuesta que habla de declive, el número de festejos taurinos (incluyendo novilladas y rejones) en 2006 fue de 1.989, un 2,15% más que el año anterior. Asimismo, el número de espectáculos taurinos televisados en 2006 subió un 16,5%, según las cifras del Ministerio del Interior. "No hay pretensión de proteger a la infancia. Lo que se busca es cortar la transmisión de la afición de una generación. Entre los 7 y los 14 años se conforman los hábitos de ocio y las costumbres culturales", asegura Luis Corrales, presidente de la Plataforma en Defensa de la Fiesta, sobre la prohibición del acceso de menores a la plaza. Además, asegura que las reformas que se proponen para la fiesta, como la de no matar al toro en la plaza, no tienen fundamento: "Está comprobado que el toro sufriría mucho más si se le mata a posteriori, en frío".
Una hipotética abolición de las corridas de toros tendría consecuencias económicas. El sector factura cerca de 1.500 millones de euros al año y da trabajo directo e indirecto a 200.000 personas. Además, un millar de ganaderías especializadas en la cría de reses bravas ocupan una extensión de 400.000 hectáreas en España, y los taurinos consideran que la supresión de las corridas supondría el fin de un "paraíso ecológico" que quedaría al albur de la especulación.
"El tópico de que la prohibición de los toros destruiría muchos empleos es falso", señala Joan Herrera. Este parlamentario considera que hay que abordar la reconversión del sector. "Sólo basta preguntar a los agricultores en Andalucía lo poco productivo que es dedicar tantas hectáreas de terreno a la cría de toros", concluye.
Las posturas de unos y otros parecen irreconciliables y el debate llega a extremos como el que sufrió Javier Urra cuando, como defensor del menor de la Comunidad de Madrid, encargó el estudio acerca del impacto de la tauromaquia en los menores. "Me llegaron a insultar por la calle e incluso se negaron a servirme un café en determinados bares", recuerda.
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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Aluna de Servico Social da Capes ( Brasil) Laureada com Premio CAPES 20007

Solange Maria Teixeira, foi eleita a melhor
autora na área de Serviço Social




Por: Ascom UFMAData de Publicação: 31 de janeiro de 2008
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A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação) divulgou os nomes dos vencedores da edição do ano de 2007 do Prêmio Capes de Tese. A estudante do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFMA,, entre concorrentes de todo o país.Para obter o título de doutora, ela realizou uma pesquisa com o tema: “Envelhecimento do trabalhador no tempo do capital: problemática social e as tendências das formas de proteção social na sociedade brasileira contemporânea”, sob a orientação da professora da UFMA Marina Maciel Abreu, doutora em Serviço Social.Os prêmios concedidos incluem diploma, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de um ano para Solange Teixeira e auxílio equivalente a uma participação em congresso nacional para a orientadora.A iniciativa da Capes visa destacar as melhores teses de doutorado defendidas e aprovadas nos cursos reconhecidos pelo MEC, considerando os quesitos de originalidade e qualidade. Ao todo, foram inscritas 417 teses.
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMA, Fernando Carvalho Silva, explicou que a Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade receberá uma distinção da Capes. “Esse prêmio deve ser comemorado. Devemos valorizar nossa produção científica”, comentou.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Cpihts Publica Tese de Mestrado sobre Processo de Realojamento e Apropriação do Espaço num Bairo Multi-Étnico


Processo de Realojamento e apropriação do Espaço
num Bairro Multi-étnico


Hélia Augusta Correia Carneiro

Palavras Chave: Realojamento, Apropriação do Espaço, Satisfação Residencial, Etnia e Cultura.
A presente pesquisa apresenta o estudo de uma amostra de nove agregados familiares de diferentes grupos étnicos: africanos, indianos e lusos, provenientes do Bairro Quinta da Vitória, concelho de Loures, realojados no contíguo Bairro Social na Av. Alfredo Bensaúde, em Lisboa.

Com este trabalho pretende-se compreender o processo de realojamento e apropriação dos novos espaços habitacionais pelas famílias pertencentes a diferentes grupos étnicos. Analisa-se, pois, o modo como se traduz esta mudança na melhoria das condições de vida e de bem estar destas famílias, quando confrontadas com uma nova realidade residencial e habitacional, nomeadamente a forma como estes agregados se apropriam dos espaços domésticos e envolventes, influência nas redes familiares e referências religiosas, o modo como os diferentes grupos culturais se relacionam entre si, em suma: a satisfação residencial dos novos moradores, dirigida à casa e ao bairro, compreendendo a forma como estes avaliam e percepcionam o seu espaço habitacional.
Os resultados apurados indicam que as famílias revelaram uma satisfação bastante elevada relativamente ao novo espaço privado, a casa. Por outro lado, as vantagens dos novos espaços domésticos, como a melhoria de condições de habitabilidade, confrontam-se com a aquisição de novas responsabilidades, tais como as despesas correntes e a relação e os compromissos com os vizinhos.
ABSTRACT


Key -Words: Relodgings, Appropriation of the Space, Residential`s Satisfaction, Ethnic group and Culture.
The research now presented focused on the study of a sample of nine families of different ethnic groups: Africans, Indians and Portuguese, from Bairro Quinta da Vitória, Loures, reinstalled in the adjacent Bairro Social, in Av. Alfredo Bensaúde, Lisbon.
The main objective was to understand the modus operandi of reinstallation and appropriation of new residential spaces by the families belonging to different ethnic groups. We studied the way this change translates in the enhancement of life conditions and well­‑being of these families, when faced with a new residential reality, namely the way these family groups get hold of the domestic and adjacent spaces, the influence in the family networks and religious references, the way the different groups interrelate, in a word: the residential satisfaction of the new inhabitants, directed towards the house and the quarter, understanding the way they judge and evaluate their residential space.
The results seem to indicate a considerable satisfaction concerning the new private space, the house. On the other way, the advantages of the new domestic spaces, such as the habitability conditions, are faced with the acquisition of new responsibilities, such as current expenses and relations and commitments with the new neighbors.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

HUMILHAÇÃO Alvorecer do Assistencialismo

HUMILHAÇÃO
Alvorecer do assistencialismo



Os cravos vermelhos de Abril, símbolo e inspiração da liberdade contra a oligarquia, andam a ser engolidos, devastados ou substituídos por bolacha Maria, queijinhos triangulares, arroz, cuja marca é Ajuda CE – Programa 2007, Intervenção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social – Execução e Controlo do IFADAP/INGA e certificação Venda Proibida.

São público-alvo, segundo a gíria técnica, os utentes do RSI, pensionistas, reformados idosos, pobres. Por azar do destino, alguns dos produtos referidos já me foram oferecidos, no intervalo de um mês, por um casal de octogenários que me tratam como filho. Sinto-me privilegiado por esta abundância, bafejado enquanto criatura que trabalha as políticas sociais como professor de técnicos superiores. Senhoras e senhores assistentes sociais e outros licenciados da intervenção social e cultural, a humilhação imposta ao cidadão justificaria o vosso despedimento por justa causa, segundo a Constituição da República de Abril. É conhecida, desde há muito, a vossa defesa que tem barbas: os ditos são porcos, maus, feios e ingratos face a tanta excelsa consagração dos seus direitos sociais.

Regresso do assistencialismo que, segundo os ideólogos da ditadura, a assistência é a distribuição da esmola, a previdência é a satisfação dos direitos devidos ao trabalhador. Reemergência da “caridade” como feito de um Estado de direito democrático, quando a banca explode em lucros e a bolsa global distribui equitativamente a miséria por milhões, em actos mediaticamente exibidos. A liberdade enruga-se. A tirania engorda-se.

Se o Cristo, na cruz crucificado, fosse entrevistado pela TVI, que posição tomaria?
Tendo-o particularmente consultado, aconselhou-me: leia o Rio das Flores, do filho de Sophia de Mello Breyner Andresen, na página 543, que reza o seguinte:

A caridade é um luxo de ricos, um prazer exclusivo de quem nasceu rico. A consciência de quem nasceu pobre não se apazigua com essa facilidade, pelo contrário, só desassossega.

O Cristo prosseguiu, em seu jeito socrático: apesar dos dissabores e da violência e das macias vozes que escuta, a caridade é anti-democrática, é desumanização. Escute, caro concidadão, a justiça é o primeiro dever da caridade como os meus discípulos escreveram e como disse, no século dezanove, passados quarenta anos sobre o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, Leão XIII, chefe de uma religião de nome católica, em Rerum Novarum. Nesta carta foi lúcido, em parte, apesar de cumpliciar com a canalhada do capitalismo selvagem, para utilizar a sua expressão. Papa, qual papalvo!

Com votos de Bom Ano, deixo-o entregue ao Rio dos Cravos, cravos que bem senti em minha escultura de morte.


Almada, 27 de Janeiro de 2008
Ernesto Fernandes

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Vencer a Humilhação: Assistente Social Ilda Gois Vence em Tribunal

Comissão de Trabalhadores Repudia "atentado contra a Lei"
Assistente social demitida em Setembro de 2004 regressou ao trabalho a 2 de Janeiro deste ano. Presidente do Sindicato dos Bancários do Norte nega qualquer falha
Ana Cristina Pereira
Publico 15/1/2008 p8

A O tribunal forçou o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) - Serviços de Assistência Médico Social (SAMS) "a reintegrá-la no seu posto de trabalho sem prejuízo da sua categoria e antiguidade". A assistente social Ilda Góis regressou ao seu antigo gabinete, mas sente-se privada da sua actividade.
O presidente do SBN, Mário Mourão, não vê razão para queixa. Despedida em Setembro de 2004, Ilda intentou uma acção contra o SNB. O Tribunal de Trabalho do Porto deu-lhe razão em Julho de 2005 - sentença confirmada pelo Tribunal da Relação (Dezembro de 2006) e pelo Supremo Tribunal (Outubro de 2007). "A justiça vai até aqui. A partir daqui, quem defende o trabalhador?", questiona Alberto Pinto, da comissão de trabalhadores (CT).
Era preciso continuar a atender, encaminhar e acompanhar idosos, portadores de deficiência ou dependentes de drogas. O serviço não podia parar, como diz o presidente do conselho de gerência, Sá Coutinho. E o sindicato não tardou a integrar nos quadros a assistente social que contratou em 2004. Ela "também tinha expectativas", salienta Mourão.
A 2 de Janeiro de 2008, como lhe fora ordenado, Ilda apresentou-se ao serviço e encontrou no antigo gabinete a outra assistente social. Com a secretária ocupada, sentou-se na mesa de reuniões. A meio da manhã, instalaram ali um computador portátil. Elevada a coordenadora, "a colega nem bom dia nem boa tarde, faz atendimento noutro andar, bloqueia o telefone cada vez que sai". Ilda perdeu autonomia técnica. "Não se pode dirigir aos corpos gerentes" sem ser através da colega, nem tem "acesso directo às estruturas departamentais", acusa Pinto. "Estou das 9h30 às 17h30 a olhar para a parede", enfatiza a jovem de 33 anos. "Não posso atender. Se tivesse de tratar de um internamento de um toxicodependente, não podia ligar ao colega das comparticipações."Num comunicado emitido quarta-feira, a CT afiança que foram atribuídas a Ilda Góis algumas tarefas de "humilhação e restrição" do quadro funcional, como "organizar e manter actualizadas as bases de dados do serviço social, acompanhar e gerir as reclamações dos beneficiários, conceber e desenvolver propostas de actividades que tenham por objectivo assinalar datas relevantes, despachar assuntos cuja resolução não se enquadre no âmbito das suas funções, mas que lhe sejam solicitadas pela responsável". Instruções "violadoras da decisão do tribunal". Não faltarão entidades patronais a "fazer a vida negra" a funcionários que o tribunal obrigou a reintegrar, comenta Pinto. Tais acções, porém, "são praticados por pessoas sem escrúpulos - que não têm os princípios éticos que devem presidir um sindicato". "O sindicato tem obrigação de defender os interesses dos bancários em particular e dos trabalhadores em geral", enfatiza. Ilda "está a secretariar a colega". E "isso é para ela se chatear e se ir embora". O responsável hierárquico, o director administrativo e financeiro, Pedro Vaz, nega qualquer boicote ao regresso de Ilda: ela "tem acesso às aplicações informáticas" e "pode fazer chamadas profissionais". Mesmo não estando "presente para escrutinar" o modo como ela e a colega se relacionam, Sá Coutinho recusa precipitações: "A funcionária apresentou-se a 2, veja bem quantos dias de trabalho efectivo tem para já tipificar uma situação dessas."Mourão aconselha a CT a recorrer ao tribunal, caso encontre alguma ilegalidade na reintegração. "Ela desrespeitou o conselho de gerência, o tribunal decidiu que não merece despedimento, mas não decidiu: "Vocês têm de confiar nela."" No entender de Mourão, foram-lhe atribuídas tarefas que Ilda Góis já antes desempenhava. "O serviço tem de ser repartido pelas duas." Mas haverá serviço social para ambas? "Não, o melhor era despedir uma, mas o sindicato não vai fazer isso", retorque.