Este Blogue tem como objectivo divulgar o Serviço Social Português (SSP) e aceita colaborações e iniciativas escritas, notícias e fotografias dos profissionais e estudantes de Serviço Social de qualquer canto do mundo.
sexta-feira, novembro 09, 2012
segunda-feira, novembro 05, 2012
segunda-feira, outubro 29, 2012
Assistente Social Isabel Almeida Homenageada Rotary Club de oliveira do Hospital
A técnica de serviço social, Isabel Almeida, foi homenageada pelo Rotary Club de
Oliveira do Hospital.
Um gesto partilhado por amigos, colegas e familiares
dirigido...
... à profissional que “todos
respeitam”.
Foram múltiplos os
elogios que, no jantar de homenagem ao profissional promovido, no último sábado,
pelo Rotary Clube de Oliveira do Hospital, foram dirigidos a Isabel Almeida. A
técnica de ação social que há mais anos se encontra no ativo no concelho de
Oliveira do Hospital assistiu ao reconhecimento de toda uma vida de dedicação
profissional, sem esquecer também a sua participação no grupo CPM – Centro de
Preparação para o Património.
“Se Oliveira do
Hospital, hoje, tem um serviço de ação social que valorizo e serve de exemplo
muito se deve a Isabel Almeida”, referiu a presidente do Rotary Club de Oliveira
do Hospital, valorizando todo o trajeto profissional da técnica de ação social
que iniciou atividade no Centro de Dia da Bobadela, passou pelo Centro Paroquial
de Solidariedade Social de Santa Ovaia e é hoje diretora técnica na Obra D.
Josefina da Fonseca, em Oliveira do Hospital.
Paula Mendonça aludiu
em particular ao modo como Isabel Almeida se relaciona com a comunidade e à
forma como se destaca entre os profissionais de ação social concelhios. “Quando
fala e da forma como fala, todos os colegas a respeitam”, registou Paula
Mendonça, notando estar em causa um “respeito pela profissional e pelo ser
humano”.
Uma homenagem que, no
entender do vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital primou
pela pertinência. “Hoje é o tempo da solidariedade social e em nome do município
quero agradecer o olhar atento do Rotary Club de Oliveira do Hospital”, afirmou
José Francisco Rolo que, também na qualidade de vereador da Ação Social na
autarquia oliveirense aludiu ao momento difícil por que passa o país e do qual o
concelho não se consegue alhear.
“No concelho há mais de
mil desempregados, 33 casais desempregados e mais de uma centena de jovens com
qualificações superiores sem acesso ao mercado de trabalho”, informou o autarca,
referindo que hoje não há ninguém que não tenha alguém por perto atingido pelo
drama do desemprego. Uma realidade que, referiu o vice-presidente, é bem
conhecida pela homenageada no âmbito das suas funções, à qual reconhece o mérito
de no imediato tentar encontrar solução para um problema que se lhe coloca.
“Sei que é uma boa
técnica de serviço social. Experiente, presente e em continuada aprendizagem”,
referiu José Francisco Rolo, revelando a gratidão do município por “tudo aquilo
que tem dado à nossa comunidade”.
Hoje um dos
responsáveis pela presença de Isabel Almeida no concelho, o padre António Borges
de Carvalho recuou no tempo para recordar o dia em que a jovem técnica lhe foi
apresentada e que em boa hora decidiu admitir. “Hoje a nossa Isabelinha é
reconhecida como profissional dedicada”, disse visivelmente orgulhoso.
“A sua dedicação,
empenho, sabedoria, humanismo que põe em tudo o que faz é o fundamento desta
justa homenagem”, afirmou também Maria José Freixinho, parceira no CPM, louvando
o Rotary Club oliveirense por “ao longo dos tempos mostrar que está atento à
sociedade e aos elementos que são dignos de destaque”.
“Tudo o que somos é muito do trabalho de Isabel Almeida”, sublinhou Clara Caçador, responsável pela Obra D. Josefina da Fonseca, instituição onde a homenageada desempenha funções de diretora técnica. “Ela é uma grande orientadora, está presente, estrutura e organiza”, enumerou a responsável que não dúvidas de que “as boas direções, não são mais do que o reflexo dos bons profissionais”.
“Gosto do que
faço”
Alvo de uma homenagem
sentida também partilhada pelo marido, Artur de Almeida – vincou a dedicação
total à profissão – e pela filha , Alexandra Almeida - “agradeço pela mãe que
és, pela profissional e pelo modelo que és para a sociedade”, referiu – a
técnica de serviço social disse ter consciência de que tem cumprido com o que se
propôs com “amor e dedicação”.
“A minha tarefa tem
sido facilitada porque gosto do que faço”, continuou a homenageada que, muito
grata pela homenagem que lhe estava a ser dirigida, recordou todos os que com
ela se cruzaram e que muito a enriqueceram. Uma “sorte” que, considera, tem a
mão de Deus que “tem sido muito generoso” para consigo.
Num olhar pelo passado,
Isabel Almeida tem a recordar “anos de trabalho desafiante”, admirando-se até de
“fazer tanto com tão poucos recursos” . Um trajeto que – não deixa de registar –
só foi possível com “o contributo da família”.
quinta-feira, outubro 25, 2012
Young Academy of Europe emphasises importance of sustainable research funding in Europe
Young Academy of Europe emphasises importance of sustainable research funding in Europe
By endorsing the open letter from numerous Nobel Laureates regarding the upcoming negotiations of the European Union budget 2014-20, the members of the Young Academy of Europe (YAE) wish to express their serious concerns regarding imminent cuts to the Horizon 2020 research funding programme and the related negative long-term consequences for securing economic, social and intellectual prosperity.
The budget of Eur 79.3 bn proposed for Horizon 2020 by the Commission
(cf. MEMO/11/848) is considered crucial for Europe to secure its place in the
world. Developing sustainable growth requires sufficient support for science
and innovation. This investment is a key factor for overcoming the current
economic crisis, and for tackling pressing societal challenges. The impact assessment report concerning
research and innovation funding (cf. document SEC(2011) 1428 final), recognizes
that it is critically important to generate breakthrough technologies and
translate them into new products, processes and services for boosting
productivity and growth.
These aims are jeopardized by independent actions taken by individual
Member States and cuts to national budgets which together lead to fragmentation
of EU policy. Therefore, restructuring European research and innovation activities
to achieve the necessary impact in a sufficiently broad range of technologies
must be implemented by the EU in terms of collaborative research and mobility initiatives.
Successful research in Europe depends significantly on coordinated European
activities.
The expressed aim of the twelve year old Lisbon Strategy to transform
Europe into "the most competitive and dynamic knowledge-based economy in
the world" can only be reached by attracting leading scientists willing to
perform research in an environment that fosters both curiosity-driven and
challenge-driven research. Competition for the best scientists calls for completion
of the European Research Area (ERA) in order to create a unified landscape for
research and innovation. This requires substantial long-term financial
commitment.
In particular, implementation of the European Research Council (ERC) in
2007 represents a key tool for providing the required infrastructure. With its
proposed 2014-20 budget of Eur 13.3 bn, the ERC will attract top scientists and
strengthen the scientific base making seminal contributions to address societal
challenges. It would be counterproductive to reduce funding for this instrument
now, when it has shown initial success in improving the global perception of
research in Europe. Successful implementation of the ERA and the ability to
attract and keep the best scientists is put at risk by reducing the financial
commitment, thus undermining the achievements of previous programmes.
Investments in the ERC and many other instruments within Horizon 2020 will
pay off after more than a decade. Although this programme represents less than
8% of the overall EU budget of Eur 1,025 bn, it will generate
disproportionately high downstream economic and competitive impact. It is
estimated in the above mentioned documents that this investment will generate
an increase of 0.92% of GDP by 2030.
In representing the next generation of European scientists, we wish to
point out that cutting the research and innovation budget will seriously
endanger Europe's ability to stimulate innovation and growth. As ERC funded
researchers we cannot emphasize enough the worldwide esteem for this
instrument. As YAE members and ERC Starting Grant holders we have benefited
from substantial international experience in different research environments, and
can testify to the need for programmes such as the ERC in order to provide competitive
conditions and sufficient perspectives for the next generation of scientists.
We therefore appeal to the political decision makers to realize the
critical importance of the Horizon 2020 budget and to adopt the budget proposed
by the Commission in full. Otherwise, there will be dramatic consequences and
Europe’s standing within the long term will be jeopardized. Can Europe afford
to risk losing a generation of talented scientists when science is of such
essential importance for the future?
quarta-feira, outubro 24, 2012
terça-feira, outubro 23, 2012
Rotary Club De Oliveira do Hospital Distingue Assistente Social Isabel Oliveira
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Rotary Clube
de Oliveira do Hospital distingue Isabel Almeida
Rotary Clube de Oliveira do Hospital distingue Isabel Almeida
... na habitual homenagem ao profissional.
Isabel Almeida, de 54 anos, vai assistir, no próximo sábado, ao reconhecimento público daquilo que tem sido o seu percurso profissional no concelho de Oliveira do Hospital.
Natural do concelho do Fundão, a profissional de serviço social que desde 1981 tem estado ao serviço do concelho oliveirense vai ser homenageada pelo Rotary Clube de Oliveira do Hospital. Um gesto que pretende reconhecer o mérito à profissional de serviço social “mais antiga do concelho” e, ao mesmo tempo distinguir esta área de atividade.
“Nunca tinha sido homenageado um profissional na área dos serviços sociais”, referiu ao correiodabeiraserra.com a presidente do Rotary Clube de Oliveira do Hospital, Paula Mendonça, que apesar de também ser profissional da mesma área clarifica que a escolha da homenageada nada teve a ver com aquele facto, mas antes com a intenção de o Rotary Clube distinguir aquele que entende como o profissional do ano.
Na hora de escolher o profissional a homenagear, explica Paula Mendonça, foi tida em conta a prestação no domínio profissional, mas também o contributo ao nível de toda a comunidade. “Isto é que é ser profissional”, explica a presidente do Rotary Clube oliveirense, considerando estar em face de uma escolha acertada, tendo em conta toda a carreira de Isabel Almeida quer no domínio institucional, quer no envolvimento com a própria comunidade.
Destaque em particular para a sua passagem por várias IPSS e pela participação ativa em várias ações numa lógica de proximidade com os oliveirenses. “Foi sempre uma profissional que se notabilizou no meio em que está inserida”, regista Paula Mendonça, considerando estar em face de uma “profissional de referência”.
Isabel Almeida iniciou a sua atividade como assistente social, em fevereiro de 1981, no Centro Paroquial de Solidariedade da Freguesia de Bobadela – primeira instituição concelhia a apoiar idosos em Centro de Dia - onde até Fevereiro de1986 trabalhou a tempo inteiro. Ao longo de 18 anos implementou e coordenou as respostas sociais de Centro de Dia e Apoio Domiciliário. Durante o mesmo período, Isabel Almeida destacou-se pelo empenho que teve na remodelação e ampliação do atual edifício, organizando a candidatura ao Programa de Idosos em Lar – PILAR.
Em 1986, Isabel Almeida iniciou, a meio tempo, atividade como Assistente Social, no Centro Paroquial de Santa Ovaia, até 1998. Aqui coordenou a resposta social de Centro de Dia e implementou o Apoio Domiciliário e mais tarde o ATL. Dinamizou e desenvolveu a resposta social de Lar, e a partir de janeiro de 1999 até setembro de 2005, ficou a tempo inteiro nesta instituição, com funções de directora técnica, dirigindo e coordenando o funcionamento institucional de todas as respostas sociais.
Há cerca de sete anos, Isabel Almeida foi convidada a trabalhar como Diretora Técnica na Obra D. Josefina da Fonseca, onde se encontra até hoje, desempenhando o conteúdo funcional, inerente àquele cargo. Nesta instituição tem desenvolvido e acompanhado alguns projectos, salientando-se a candidatura que fez ao “Qual-IS II Centro – Qualificar a Intervenção Social”.
Para além do percurso percorrido no âmbito daquela que é a sua formação profissional, Isabel Almeida tem-se distinguido pela participação, juntamente com o marido Artur de Almeida, na equipa do CPM – Centro de Preparação para o Património, de Oliveira do Hospital. Uma prática que mantém, convicta que está de que é possível ajudar jovens casais a reflectir sobre a constituição da família. Ao longo de vários anos, Isabel Almeida também integrou os órgão sociais da ARCIAL e Obra D. Josefina da Fonseca
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Rotary Club Distingue Isabel Oliveira
segunda-feira, outubro 22, 2012
Um em Cada Oito Australianos Vivem em Situação de Pobreza One in eight people living in poverty in Australia: new report
One in eight people living in poverty in Australia: new report
13 October 2012
The Australian Council of Social Service has today released a new report showing poverty in Australia remains a persistent problem with an estimated 2,265,000 people or 12.8% of all people living below the internationally accepted poverty line used to measure financial hardship in wealthy countries.
The report provides the most comprehensive picture of poverty in the nation since 2006 and shows that people who are unemployed, children (especially in lone parent families), and people whose main source of income is social security payments, are the groups most at risk of poverty.
"This report reveals that despite years of unprecedented growth and wealth creation, we have made little ground in combatting the scourge of poverty with 1 in 8 people overall and 1 in 6 children living below the poverty line," said ACOSS CEO, Dr Cassandra Goldie.
"In a wealthy country like Australia, this is simply inexcusable.
"Over a third (37%) of people whose main income is social security is living below the poverty line, including 52% of people in households on Newstart Allowance. The low level of this payment means that when unemployment goes up as it did last month, more people are thrown into poverty. The Newstart Allowance has not been increased in real terms since 1994 so households relying on it have been falling further behind community living standards and into poverty.
"Over a third (37%) of people whose main income is social security is living below the poverty line, including 52% of people in households on Newstart Allowance. The low level of this payment means that when unemployment goes up as it did last month, more people are thrown into poverty. The Newstart Allowance has not been increased in real terms since 1994 so households relying on it have been falling further behind community living standards and into poverty.
"Two thirds of people on Newstart have been unemployed for more than a year and they clearly need more help than they are getting now from employment services. The Government only funds Job Services Australia providers an average of $500 to $1,100 a year to invest in training and work experience for this group.
"The report also shows that there are almost 600,000 children living in families below the poverty line. About half of those children are in sole parent families, and one quarter of people in sole parent families are living below the poverty line.
"This makes the Federal Government's recent cuts to payments for sole parents all the more disturbing. Under the changes passed in the Senate last week over 100,000 sole parents on the Parenting Payment will be between $60 and $100 a week poorer from January 2013 when those with children over eight years of age are dropped to the lower Newstart Allowance.
"On the other hand the $32 per week increase in pensions (above inflation) in 2009 appears to have reduced poverty among older people (which is 13.2% for people over 64), though the single pension rate was still slightly below the poverty line. Unfortunately the increase to the Age and Disability Support Pensions was not extended to sole parents on the Parenting Payment and people on Newstart Allowance, which is an alarming $74pw below the poverty line.
"We urge the Commonwealth and state governments to take steps in their next Budgets to reduce poverty, by increasing income support for those in the deepest poverty, strengthening employment services for long-term unemployed people, and easing the high cost of housing for people on low incomes who rent privately.
"High priority should be given in the next Federal Budget to raising the Newstart Allowance by $50 per week for single people and sole parents, and the cuts to income support for sole parents should be reversed or at least delayed.
"Paid work is a key pathway out of poverty, and we need to see more investment in wage subsidies and training for people who are long term unemployed to make a difference to their job prospects. This should be implemented to stop recent increases in unemployment from becoming entrenched.
"To tackle poverty we also need urgent action to ease housing cost pressures, particularly for low income people who are renting privately. People on social security and those in very low paid work receive Rent Assistance to help with housing costs, but at a maximum of $70 a week this is less than a third of typical rents for flats in capital cities and mining towns.
"At the start of Anti-Poverty Week, ACOSS is calling on the Federal Government to finally commit to a national development goal to reduce poverty in Australia. Prominent Australians such as Professor Fiona Stanley, Ms Janet Holmes a Court, philanthropist David Morawetz, The Reverend Tim Costello, and many others are joining us in this call. We need an agreed measure of poverty, such as the Australian National Development Index, and we need to annually measure our progress towards reducing poverty.
"It is simply unacceptable that so many people are still going without the basics and the sorts of opportunities the rest of us take for granted. A wealthy country such as ours can and should do better to ensure that everyone is afforded an adequate standard of living. It is a fundamental human right," Dr Goldie said.
Media Contact: Fernando de Freitas 0419 626 155
CHILE Trabajador Social e Dirigente Mineiro Analisa Tragedia dos Mineiros Chilenos
El sindicalista de 40 años, con formación universitaria de trabajador social, atribuyó la “invisibilidad” de los sindicatos en el rescate de los 33 trabajadores atrapados a un intento del gobierno y los empresarios de aislar a los mineros y sus familiares de los dirigentes, incluso de la misma mina San José. Encabezó esta actitud- según Cuevas- el propio ministro de Minería, Laurence Golborne, a quien acusa, además, de convertirse en “el primer lobbysta” de las transnacionales, con sus indicaciones a la normativa medioambiental por los relaves.
Presidente de la Confederación de Trabajadores del Cobre y encargado de Conflictos de la CUT, Cristián Cuevas casi no figuró en el proceso de búsqueda y rescate de los mineros de San José.
El sindicalista de 40 años, con formación universitaria de trabajador social, atribuye esta “invisibilidad” a un intento del gobierno y los empresarios de aislar a los mineros y sus familiares de los dirigentes, incluso de la misma mina San José.
Encabezó esta actitud- según Cuevas- el propio ministro de Minería, Laurence Golborne, a quien acusa, además, de convertirse en “el primer lobbysta” de las transnacionales, con sus indicaciones a la normativa medioambiental por los relaves. Del aprovechamiento de “los 33” y el olvido de “los 333”, pero también de los movimientos sociales en el país y de la cultura de la impunidad en que se cimentó Chile habló en la siguiente entrevista.
En la evaluación de lo ocurrido en la mina San José han surgido voces que culpan a los propios trabajadores por aceptar las condiciones inadecuadas en que se desarrollaban las faenas…
Eso lo dijo un señor del Instituto Libertad y Desarrollo. Lo que pasa es que los dueños de minas no tienen una política de seguridad en el trabajo, y si la tienen no la implementan. Hay también una relación fáctica con las mutuales, las que permiten la vulneración de los derechos labores. Y existe, además, el desconocimiento de los trabajadores de esos derechos y los impedimentos de los empresarios para que desarrollen sus organizaciones sindicales. Cuando ellas existen –aunque débiles e insuficientes-, acuden a mil artimañas para desarticularlas. El multi Rut es sólo una de ellas.
En este cuadro, los trabajadores se ven obligados a aceptar las condiciones que se le imponen, llevados por una situación de necesidad.
¿Y es por ese estado de necesidad que los mineros de la San José y sus familiares aceptaron ser parte del reality show del rescate?
Es más complejo que eso. Estos compañeros son instrumentalizados y objeto del blanqueo de la industria minera. No se señala que ahí hay un drama de trabajadores muy pobres, con mucha vulneración de sus derechos, pero no se usa el episodio para poner en movimiento en una nueva situación laboral.
Los medios de comunicación exprimen al máximo el morbo y por el rating hacen que esto se transforme en un producto, olvidando que son seres humanos trastrocados en sus valores y dignidad. Los patrones y el gobierno trataron de aislar a los líderes sindicales de la empresa, Javier Castillo y Evelyn Olmos, de las familias y de los trabajadores y de cortar el cordón entre ellos, para apropiarse ilegítimamente de los atrapados, a partir de una ayuda material y social que el movimiento sindical no puede darles. Evelyn Olmos fue al hospital y le dijeron: ”¡No los vimos a ustedes!”, pero ella y los otros dirigentes estuvieron todos los días, fueron aislados y no pudieron tener contacto con sus representados. Yo estuve varias veces en la mina y pude ver como desde el ministro Golborne para abajo invisibilizaron a los sindicalistas.
¿Cuál fue la actitud de los familiares de los trabajadores?
Algunos trataron de generar un vínculo, pero fueron los menos. La facilitación del diputado Carmona permitió hacer algunos contactos.
Lo destaca porque es de su partido. Pero, ¿y los otros parlamentarios, como la senadora Isabel Allende?
Lo digo porque fue así. Ese impedimento no debería darse en un Estado democrático. Fácticamente convierte a la democracia en un ghetto de espacios restringidos, no deberíamos tener esa situación. Sí, la senadora Isabel Allende estuvo, como los parlamentarios Robles, Prokurica y Vilches, cada uno trabajando para su propio rebaño o para su propia agenda. Hay que saber diferenciar entre ellos. El diputado Vilches pudo estar allí, pero a la hora de legislar ¿qué hizo con ese impuestito que llaman royalty? Vilches tiene acciones en la mediana y pequeña minería y debiera inhabilitarse para votar en el royalty.
-El propio ministro de Minería se convierte en gran lobbysta de las trasnacionales al introducir indicaciones a las normativas que rigen las políticas medioambientales en relación con los relaves.
¿Las grandes compañías aportaron financieramente o sólo prestaron o arrendaron sus recursos?
El gran esfuerzo fue de Codelco; los rescatistas en su mayoría pertenecían a esa compañía estatal y los trabajadores que ayudaron eran de la misma mina. Las empresas privadas aparecen siempre como las que financian: hacen negocio con el drama. Controlan el Parlamento y financian a sus miembros para que vayan a Shangai, como lo hizo Aguas Andinas; practican la política del buen vecino en su entorno y comparten en apariencia la lucha de grupos identitarios, cooptando permanentemente los movimientos sociales, para controlar la política. La Escondida financia Santiago a Mil, patrocinando a actores de la cultura que no pueden crear libremente ni desarrollar su intelecto y capacidades, a fin de crear una nueva estética para las próximas generaciones. Algunos sobreviven en espacios de independencia, a través de la autogestión. Con perseverancia se enfrentan, muy precariamente, a los monopolios de las comunicaciones.
En este contestatario discurso contra la cultura dominante, ¿cómo encajan los anuncios de Piñera sobre un “nuevo trato laboral y el “new chilean way”?
Cuando Piñera plantea que las cosas se hicieron en la San José “a la chilena” está reconociendo las capacidades de los trabajadores y los técnicos del país, pero trata de generar un énfasis algo distinto en la eficiencia. ¿Qué cosa es la eficiencia? Poner a disposición todos los variados recursos nacionales nos parece saludable, pero no es la realidad de todos los días en todas partes.
Para ir a “un nuevo trato laboral” hay que partir ratificando el convenio 151 sobre salud y seguridad en el trabajo acordado en Ginebra en 1981, y el 176 sobre seguridad en la minería, además del convenio 8798 sobre libertad sindical y negociación colectiva. Algunos parlamentarios han negado sus votos favorables, mientras se agudizan conflictos en Monticello, Fasa y el hospital de Puerto Montt. Necesitamos saber sus nombres, para representárselo cuando vayan a sus regiones a hacer discursos sobre el “nuevo trato laboral”.
Creemos que es un anuncio mediático, lo que necesitamos es una nueva actitud, una cultura que no ponga el lucro por sobre la dignidad humana, y en eso no se avanza con anuncios gubernamentales, sino con el desarrollo del movimiento sindical.
El año 2007 alcanzó gran resonancia el movimiento de los trabajadores subcontratados del cobre que usted lideró ¿Qué avance hubo desde entonces hasta ahora?
La huelga de los subcontratados del cobre es parte de un proceso de acumulación de fuerza que puso en la agenda la situación del 70 por ciento de los trabajadores de esa industria, y que alcanza una cifra similar a nivel de la actividad nacional, especialmente en las grandes empresas y en industrias como la del salmón. Un tema que estaba invisibilizado lo recogió la Iglesia Católica al plantear el obispo Goic un ”salario ético”.
¿Cuánto se ha avanzado orgánicamente? Son procesos lentos, pero también dinámicos, que van construyendo esta nueva emergencia sindical, jalonada con muertes como la del compañero Rodrigo Cisternas, de la industria forestal. En Agrosur los trabajadores también trataron de adelantarse. Pero el gran capital no sólo deteriora el medio ambiente, sino también aplasta el movimiento sindical e impide –con una estructura que abarba también a los medios de comunicación- que la gente se sienta convocada a formar parte de un gran movimiento social.
En la próxima década se van a ver los frutos y un nuevo contingente de dirigentes sindicales se va a hacer cargo de reemplazar –con un cierto choque- el sindicalismo corporativista que ha estado conduciendo por años el movimiento sindical.
Con los anuncios legislativos de la ministra Merino y los homenajes a los mineros pasa colada la situación de los 361 trabajadores de la empresa afectada. ¿Qué se hará para evitar la impunidad respecto de los dueños de la mina?
La ministra Merino generó un comité de expertos, en una puesta en escena más, con declaraciones que se diluyen en cuestiones semánticas, en vez de normar la distribución del ingreso y el cumplimiento por las mutuales de un servicio de formación y capacitación de los trabajadores en seguridad en el empleo y negociación colectiva.
El caso de los más de 300 empleados que quedaron en el aire debe ser resuelto políticamente. No me vengan con cuestiones administrativas y de Contraloría. Lo de Camarones no se resolvió en forma leguleya y frente a la huelga de hambre de los mapuches se actuó finalmente con voluntad política.
Entonces, ¿el gobierno no está actuando con la misma eficiencia en el rescate de los 333 trabajadores?
Está actuando torpemente, se va en una defensa leguleya que no hace sentido a los trabajadores que se han quedado sin sus “chirlitos”, como llamamos a las indemnizaciones. Basta que libere recursos de la Enami y no quiere hacerlo.
Pero eso significa que el Estado pague por la irresponsabilidad de los dueños…
Debe haber una normativa para que los empleadores que incumplan, que no tengan un comportamiento civilizado y pongan en riesgo la vida de sus empleados reciban una sanción ejemplarizadora.
Este país se ha construido sobre cimientos de impunidad, que ha favorecido incluso al Presidente de la República. Recuérdese el caso del Banco de Talca. Este es un país que vive de las apariencias del reality show, donde no sólo se hace figurar a los mineros atrapados y luego rescatados, sino que también concurren a él las autoridades y los dirigentes políticos. Ahora se prometió al mundo hacer las cosas a la chilena, pero esto se puede convertir en un boomerang.
domingo, outubro 21, 2012
quinta-feira, outubro 18, 2012
Seminário MDM A Governação Local no Feminino Portugal Moita
O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) tem o prazer de vos convidar a estar presente e participar noSeminário Mitos e Realidades no âmbito do Projecto “A Governação Local - no Feminino”, no dia 25 de Novembro de 2011, sexta-feira, das 14:00 H às 17:30H, que tem lugar na Biblioteca Bento de Jesus Caraça na Moita.
O Seminário conta com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal da Moita, e ainda com Amélia Pardal (Vereadora do Urbanismo da CM de Almada), Anabela Soares (Chefe de Divisão de Acção Social da CM do Seixal), Corália Loureiro (Vereadora das Áreas Sociais e Recursos Humanos da CM do Seixal), Felícia Costa (vereadora da Educação e áreas sociais da CM de Sesimbra), Joana Monteiro (Chefe Divisão Recursos Humanos da CM de Palmela, Teresa Nunes (Presidente de Junta de Freguesia de Arrentela) e Vivina Nunes (Vereadora da área da Educação da CM da Moita).
Neste Seminário Mitos e realidades pretende-se uma discussão aberta em torno da obra realizada por mulheres eleitas e com cargos de decisão, conhecer a sua eficácia e dificuldades.
No território das competências politicas onde actuam as autarquias, procura-se que as políticas geradoras de igualdade, formal ou informalmente, sejam consentâneos com as experiências e vivências das mulheres que exercem o poder, nos papéis que desempenham e no estilo que são capazes de imprimir nas políticas públicas.
Temos a noção de que persistem lugares comuns que vincam a mulher ao espaço privado, aos cuidados, às tarefas e valores ligados à família e valorizam pouco o seu contributo no espaço público.
No Seminário Mitos e Realidades contamos com a presença de mulheres com cargos de decisão neste território que queremos conhecer e valorizar. Elas são realidade (s) com práticas que se contrapõem aos mitos.
Mas na verdade, a realidade mesmo com os seus mitos insere-se na sociedade que construímos todos os dias e que precisa da nossa acção mobilizadora e transformadora para que as mulheres sejam cada vez mais reconhecidas como actoras da igualdade num mundo que desejamos sempre melhor.
Num momento tão crítico na vida do povo português, obrigado que está a fazer sacrifícios com perda de direitos, tudo faremos para que não seja mais uma vez à custa da condição da mulher e da sua possibilidade de emancipação ou do retrocesso dos seus direitos como trabalhadora, mãe e cidadã.
Com a Revolução de Abril, as mulheres conquistaram direitos sociais e políticos incomensuráveis, que jamais poderemos deixar voltar ao passado.
Por tudo isto vos convidamos a partilhar connosco as múltiplas experiências, os mitos e os medos, as realidades diversas e as suas várias facetas, que se colocam ao exercício das mulheres nos centros de decisão no poder local.
terça-feira, outubro 16, 2012
Canada :Greve de Assistentes Sociais das Comunidades Aborigens
Aboriginal service workers endorse strike, job action likely in coming weeks
26 Sep '12
Community social service workers in Aboriginal Services have voted strongly in favour of job action, with an 86% yes vote. Strike action in the entire Community social services sector is likely in the coming weeks, unless the government mandate regarding monetary issues changes significantly.
“Our Aboriginal services members have given their bargaining committee a strong strike mandate. The government must address the needs of the caring professionals who care for the most vulnerable in our province. It’s time for a fair and reasonable contract - including a wage increase - for the lowest paid in the broad public sector,” says BCGEU President Darryl Walker.
Contract negotiations on issues specific to Aboriginal Services workers broke off on August 17. The primary issues identified by members are wages, benefits, sick leave and reimbursable expenses. Negotiations broke off when the representatives of the affected Aboriginal Services agencies insisted that our bargaining proposals be dealt with at the main community social services table. Your union believes that the bargaining process must reflect the specificities of the sector.
The BCGEU represents around 200 members at five different Aboriginal Services agencies, including Vancouver Aboriginal Child and Family Services Society, La société de les enfants Michif (Métis Family Services), Island Métis Family and Community Services Society, Interior Métis Child and Family Services Society, Haida Child and Family Services Society and Northwest Inter-Nation Child and Community Service Society.
In July, the Community Social Service workers in the two other sectors (General Services and Community Living Services) voted strongly in favour of strike action as well.
Israel Assistentes Sociais Protestam contra a Violência
Social workers go on strike to protest violence against them
Welfare bureaus throughout the country will be closed on Monday
Three brothers arrived at a social worker’s home on Saturday and attacked her family with clubs, metal bars and stones. The woman had helped remove the men’s sister from their family home following multiple instances of domestic violence.
The brothers planned to attack the social worker, who had placed their sister in an emergency shelter, but when she wasn’t home, they proceeded to violently assault members of her family, sending three of them to the hospital. Her husband’s hand was broken.
In light of Saturday’s incident and the steep rise in violence against social workers in recent years, employees of the nation’s welfare bureaus will go on strike Monday in order to attend a special session with the Knesset’s welfare committee to address the dangers now inherent in their profession.
According to data presented to the Knesset by Haifa University at the end of last year, a social worker is violently attacked every 1.5 days on average in Israel. According to researchers, the actual rate is much higher, since an estimated 50% of incidents go unreported. The data showed that between 2010 and 2011, instances of physical violence against social workers had risen by approximately 40%.
segunda-feira, outubro 15, 2012
quinta-feira, outubro 11, 2012
Pobreza e Desigualdade em Espanha 2012
Siempre ha habido ricos y siempre ha habido pobres en España. Pero nunca en los últimos años la distancia entre unos y otros fue tan grande. Ni la diferencia de ingresos tan amplia. La tasa de paro ha hecho mella en los ingresos de las familias. Más de 1,7 millones de hogares españoles, según la última Encuesta de Población Activa, tiene a todos sus miembros en paro. Y solo el 67% de los registrados en las oficinas de empleo reciben alguna ayuda o prestación del Estado. Como resultado, España ocupa una de las posiciones más preocupantes en las estadísticas que miden la desigualdad social y se ha convertido, por primera vez, en el país de los Veintisiete con mayor distancia entre las rentas altas y las bajas.
En España la brecha económica ha superado siempre la media de los socios del euro, al menos desde que arrancan las series estadísticas de Eurostat, en 1995. Pero se mantenía estable. Hasta que la crisis atacó con virulencia y la brecha comenzó a crecer hace cinco años. El llamado coeficiente Gini, que mide la diferencia de ingresos de un país, es una clara muestra de ese cambio. Si la estadística arrojara un cero, significaría que en ese país hay una igualdad perfecta. El 100 sería la desigualdad más absoluta. España sacó en 2011 un 34. El nivel más alto desde que hay registros.
De momento solo 16 países han facilitado sus datos para la estadística Gini de 2011. Pero de entre los que lo han hecho, solo uno supera a España: Letonia, con un 35,2. Cada vez más lejos queda Alemania, con el 29 (y donde además la distancia de ingresos se ha reducido en los últimos años) o Noruega, con el 22,5.
Y no es esta la única estadística que muestra que la desigualdad está creciendo en España. Otro de los indicadores recogidos por Eurostat, el llamado ratio 80/20, establece una relación entre el 20% de la población que más ingresa y el 20% de la que menos ingresa. Los valores más altos indican mayor desigualdad. Y aquí España bate récord: saca un 7,5. Es la nota más alta de los Veintisiete, que obtuvieron de media un 5,7. Ni Letonia en este caso supera a España, ya que se quedó en 2011 en el 7,3. Alemania tiene un 4,6. En Noruega baja al 3,3.
La losa del paro y los recortes salariales
La destrucción de empleo, el fin de las prestaciones y las rebajas de sueldos han castigado las ganancias. “Hay países como Lituania o Letonia que, aunque también tienen índices de desigualdad elevados, al menos remontan en 2011. España no se beneficia de ese avance”, lamenta Antonio Márquez, profesor de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social de la Universidad de Málaga. Apunta, sin embargo, a que al menos el crecimiento de los indicadores se ha frenado, ya que el escalón fue más amplio entre 2009 y 2010. “Pero lo preocupante es el desastre que puede llegar en unos años. Veremos el efecto del enorme desempleo juvenil actual y de los problemas de formación que arrastra España. Eso puede hacer que el escalón sí sea tremendo”, advierte
El aumento de la brecha social es un fenómeno global sobre el que la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE) encendió las alarmas a finales del año pasado: la distancia entre ricos y pobres se encontraba en 2008 (últimos datos analizados) en el nivel más alto de los últimos 30 años debido sobre todo a la cada vez mayor diferencia salarial.
No se trata siempre de una consecuencia de las crisis, las desigualdades también crecen en la bonanza debido, según el organismo, a que desde mediados de los 90 las políticas correctoras como los impuestos y los servicios sociales han perdido poder de redistribución de riqueza.
La riqueza de los hogares españoles baja un 18,4%
EP
Las familias españolas han sufrido hasta mediados de 2012 una pérdida de riqueza del 18,4% respecto al año anterior, lo que representa la caída más acusada registrada entre las economías de la zona euro, especialmente perjudicadas por las adversas condiciones económicas producto de la crisis de la deuda soberana y la apreciación del dólar respecto al euro, según refleja un informe sobre la riqueza mundial elaborado por Credit Suisse.
En términos absolutos, el importe agregado del empobrecimiento de los hogares españoles sumó 177.000 millones de euros, sólo por detrás de la pérdida de 286.000 millones de los hogares italianos y por delante de la caída de 148.000 millones de Francia y de 50.000 millones en Alemania.
terça-feira, outubro 09, 2012
sábado, outubro 06, 2012
Carta a Tom Olsen (UNICEF) do Colégio de Assistentes Sociales de Chiles
Declaración pública
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CARTA A TOM OLSEN, REPRESENTANTE DE UNICEF EN CHILE
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Santiago, 10 de agosto de 2012
Sr. Tom Olsen Representante de UNICEF para Chile Presente
Nos dirigimos a usted en forma pública con la intención de contribuir a destrabar la situación creada por la permanencia de mujeres de la Alianza Territorial Mapuche (ATM) y una niña de origen mapuche en las dependencias de la agencia de Naciones Unidas que Ud. representa.
Al mismo tiempo, por nuestra participación en los Colegios Profesionales desde la mirada de los derechos humanos, hemos adoptado una posición. Comprendemos que esta acción de protesta altera el desarrollo de las tareas de UNICEF, entidad que como profesionales valoramos y respetamos, dada su trayectoria en Chile y en el mundo. Sin embargo, estimamos que la forzada alteración del espacio normal de trabajo de UNICEF no es razón suficiente para desatender las demandas de estas madres mapuche, en representación de otras madres y niños mapuche.
Cuando un país invisibiliza la violación de los derechos humanos de familias mapuche y de sus niños y niñas, o acepta como normal la permanente ocupación por fuerzas policiales del territorio de comunidades que demandan recuperación de sus tierras ancestrales, a quienes viven esta realidad no se les deja otra alternativa que buscar formas directas de entregar su verdad. En estos mismos días, niños y jóvenes mapuche en edad escolar, están siendo baleados, perseguidos o bien condenados en juicios desarrollados sin respeto al debido proceso, por hechos relacionados con sus reivindicaciones territoriales o sus reacciones de autodefensa ante allanamientos policiales. La presión a la que están diariamente sometidas estas comunidades, a través de los recintos de carabineros instalados a metros de sus hogares, constituye una alteración cotidiana de su vida a la que se suman allanamientos de madrugada por fuerzas especiales, propios de tiempos de dictadura, y vuelos rasantes con helicópteros, generando una sensación de cerco militar. Es sabido desde tiempos remotos que una población o ciudad cercada sin salida, frente a la amenaza de su destrucción material, patrimonial y cultural, reacciona con la fuerza de la desesperación y opone una inusitada resistencia a la ofensiva de quienes apoyan o sostienen el cerco. Como profesionales, encontramos en ese axioma una explicación a las complejas reacciones de los afectados por la violencia en un conflicto en que los actores son el Estado, las comunidades y las empresas forestales que ocupan el territorio por ellas demandadas. Sin territorio, no hay pueblo mapuche, y esa es su demanda central. Los hechos recientes de represión y tortura denunciados por el Instituto Nacional de Derechos Humanos, la Comisión Interamericana de Derechos Humanos , la Fundación de Apoyo a la Niñez y sus Derechos, el Observatorio Ciudadano y la Comisión Etica Contra la Tortura, entre otras entidades chilenas, no han terminado con estas prácticas ni sensibilizado a las autoridades. Por ello la impotencia de las familias afectadas da como resultado acciones por medios no habituales, que a su vez pueden llegar a alterar o perturbar la tranquilidad o espacios de otras personas.
Le saludan atte. Es en ese marco que nos dirigimos a Ud. para solicitarle que tenga a bien visitar a las comunidades afectadas por la violencia en la comuna de Ercilla, Región de la Araucanía, y conocer la real situación de los niños y niñas para – en su condición de representante de UNICEF – observar e interactuar con el gobierno y el Alto Comisionado de la ONU respecto del cumplimiento o no de las obligaciones respecto de los derechos del Niño. En la web leemos que “UNICEF fomenta los ámbitos protectores que ayudan a prevenir y dar respuesta a la violencia, la explotación, el abuso y la discriminación, así como la protección de los niños y niñas que han quedado en estado de vulnerabilidad debido a las situaciones de emergencia.” Los niños mapuche de las comunidades citadas viven una situación de emergencia que amerita desde UNICEF una urgente intervención de carácter propositiva en terreno. En el mundo cambiante en que vivimos, la legitimidad de las instituciones de Naciones Unidas está ligada a la capacidad que muestren para abordar los problemas que les competen aceptando la participación de los involucrados y no sólo la de los gobiernos, escuchando las necesidades y propuestas de los representantes locales del pueblo mapuche y sus familias, con el diálogo y el respeto como componentes esenciales de esa intervención. Sabemos que la ATM ya generó junto a CEPAL el estudio Desigualdades Territoriales y Exclusión Social del Pueblo Mapuche en Chile. Situación en la comuna de Ercilla” , por lo tanto no se requiere un nuevo diagnóstico sino propuestas concretas, en conjunto con el Alto Comisionado de la ONU para los Derechos Humanos, de acciones orientadas al retiro de las fuerzas policiales de la zona y aseguramiento de los derechos de los y las niñas. Desde nuestras respectivas competencias profesionales y sobre la base del compromiso con el respeto a los derechos humanos que guía nuestro accionar como Coordinador de DDHH de los Colegios Profesionales, nos ponemos a disposición de UNICEF para acompañar los esfuerzos a realizar en el sentido señalado. p. Coordinador de Derechos Humanos Colegios Profesionales de Chile Luis Astorga J. Contador Público
Capítulo de Derechos Humanos Colegio de Asistentes Sociales de Chile, Comisión de Derechos Humanos del Consejo Regional Metropolitano del Colegio de Contadores de Chile, Departamento de Derechos Humanos del Colegio de Periodistas de Chile, Comisión de Derechos Humanos del Colegio Médico de Chile, Colegio de Matronas de Chile, Comité de Derechos Humanos y Ciudadanos del Colegio de Arquitectos de Chile, Fernando Alvarez C., Médico Veterinario
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Etiquetas:
carta à UNICEF,
direitos humanos
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