domingo, maio 17, 2009

Governo Disponibilizará 70 milhões de Euros para Financiar Mestrados Gratuitos

Presidente de Espanha anuncia subsídio de 70 Milhões de Euros para financiar mestrados gratuitos em Universidades Públicas. Esta medida pode beneficiar licenciados desempregados com mais de 25 anos e menos de 40 anos.
Consulte esta noticia de Cristina Delgado em www.elpais.com na secção de negocios, Carreiras e Capital Humano

sábado, maio 16, 2009

Assistentes Sociais Comemoram dia da Luta anti-manicomial


Franco Basaglia
na Ordem do Dia

quarta-feira, maio 13, 2009

terça-feira, maio 12, 2009

The Exploited Child Um Livro de Rosilene Alvim

Um Livr0 de Rosilene Alvim


Memoria Social A Memória Afetiva da Escravidão Na Feira do Livro de Lisboa

Ontem estive na Feira do Livro de Lisboa ,este ano dedicada ao Brasil.


Comprei alguns livros para mim e para as minhas reflexões ( Swift, de Rui Barbosa ).


Encontrei os meus amigos e patricios (Luis Sepulveda) e construi novas amizades para o CPIHTS.


Recebi os raspanetes da minha amiga Alice Viera por causa das demoras em entregar o livro infantil que escrevemos juntos.


Não sabia que alguns dos meus colegas esgotaram livros (Ezequiel ander Egg,Miryan Veras Baptista, Alcina Martins, Jose Paulo Netto, Josefina Figueira, Julia Cardoso) e que outras eram famosas sem querer querendo ( Rosa Tomé, Marlene Rodrigues).


No Pavilhão do Brasil encontrei uma revista excelente e que deixo o meu testemunho.


(...)




A memória afetiva da escravidão
Fotografias de Militão de Azevedo revelam a trajetória da relação ambígua entre as amas-de-leite e as crianças de seus senhores
Rafaela de Andrade Deiab
A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil. (...) Quanto a mim, absorvi-a no leite preto que me amamentou; ela envolveu-me como uma carícia muda toda a minha infância (...).” A frase de Joaquim Nabuco (1850-1910) mostra como a escravidão deixou marcas profundas naqueles que cresceram durante o período em que ela era vigente no Brasil, cerca de três séculos (até 1888). Em sua autobiografia, Minha formação, Nabuco revela o quanto sua experiência infantil no engenho pernambucano de Massangana, convivendo com os escravos, foi determinante para seu futuro como defensor da causa abolicionista.
No entanto, foram inúmeras as gerações que se formaram embaladas no colo das escravas domésticas, amas-de-leite, mães pretas. Essa relação social criada no cenário da escravidão imortalizou-se em inúmeros retratos por todo o Brasil. O fotógrafo Militão Augusto de Azevedo (1837-1905) fez muitas dessas imagens em seu estúdio em São Paulo. Ainda jovem, começou sua carreira de retratista como aprendiz no ateliê Carneiro & Gaspar, o qual veio a comprar em 1875, alterando-lhe o nome para Photographia Americana. Por esses dois ateliês passaram por volta de 12 mil pessoas, entre 1862 e 1885, cujos retratos ainda se preservam em seis álbuns, que funcionavam como catálogo dos negativos de Militão. Essa indústria de retratos, que se estabiliza no país na segunda metade do século XIX, trouxe certos padrões que se repetiam nas variadas fotografias, fosse em seus formatos (como no clássico carte de visite, com imagens colocadas em suporte rígido de cartão), nos paramentos (fundo, móveis, tapetes) e também nas posições dos clientes. No entanto, alguns desses esquemas que chegam junto com a técnica fotográfica, supostamente neutra, são relidos em diferentes contextos; e isso fica evidente nas imagens de amas com crianças.
A mãe segurando a criança junto ao rosto, apoiando-lhe a cabeça, ou mesmo as costas, com as mãos, era um padrão internacional da época para fotografias com bebês. Isso porque, em função da baixa sensibilidade do negativo, o tempo de exposição era muito longo (por volta de um minuto), sendo complicado manter as crianças imóveis. Aproximar as crianças junto ao rosto e segurá-las pelo dorso era a maneira de obter, portanto, uma postura estática. Mas esse modelo de pose, trazido da Europa juntamente com a fotografia e fotógrafos, foi absorvido segundo a cultura local, de modo que, em muitas imagens (como as apresentadas neste artigo), uma negra posa com a criança branca. Ou seja, em poses internacionalmente indicadas para unir nas fotos mães e filhos, na São Paulo de meados do século XIX, surgem mães pretas acompanhadas de filhos brancos, termos próprios de um contexto marcado pela escravidão doméstica, que promoveu múltiplas relações entre senhores e escravos.



alfredo henriquez

Research and Social Work In Urban Areas European Association of Schools for Social Work

You are striving for the best cooperation between social work practitioners and scientists in urban areas? for a better knowledge production in social work?

INVITATION
Evaluation of models of co-operation between research and practice -
a quest for cooperative models offering added value

Conference 24-26 September 2009
Antwerp (Belgium)

University of Antwerp - Artesis Hogeschool - Karel de Grote-Hogeschool

Master of Social Work
Antwerp

Limited number of external participants: 70

Eight teams of researchers, social workers and local/regional authorities based in six European urban areas present an evaluation of their collaboration. Most projects focus on young people.
Four key-note speakers:
Ian Shaw, University of York (UK)
Hugh McLaughlin, Salford University (UK)
Daniel Gredig, University of Applied Sciences Northwestern Switzerland, Olten (CH)
Hans Van Ewijk, Research Centre Social Innovation at Utrecht University of Applied Sciences
(NL), Tartu University (Estonia)

Supported as an innovative project by the EASSW (European Association of Schools for Social Work)

MORE INFORMATION and REGISTRATION:

website www.ua.ac.be/rswu
contact ward.govaerts@ua.ac.be

sábado, maio 09, 2009

A Publicidade Enganosa em Serviço Social O Caso Reiterado da Fundação Minerva

Os profissionais de Serviço Social continuamos preocupados com a utilização mentirosa do nome da APSS ( Associação do Profissionais de Serviço Social ) pela Fundação Minerva, hoje detentora, fraudulenta, do antigo ISSSL e do ISSSB e de outras licenciaturas, mestrados e doutoramentos que constituiam o seu patrimonio.
O seu director (actual) e secretário actual, co-responsáveis de uma mentira permanente ( ver caixa em baixo.

Director:Prof. Doutor Joaquim Manuel Croca Caeiro
Secretário:Mestre Jorge Manuel Leitão Ferreira
( ...)
Efectivamente, desde 1935, ano da sua fundação como Escola Superior sob os auspícios da Associação de Profissionais de Serviço Social que o ISSSL foi consolidando a sua acção formativa naquele domínio e, assim, consubstanciando o seu património científico e cultural.
(...)
(...)
Algum erro informático?
Alguma gaffe?
Errado...
Mentir, Mentir, Mentir eis a expressão acabada desta equipe que deve responder em tribunal.
Alfredo Henríquez

Serviço Social em Angola ISSS de Luanda Será Inaugurado em 2010

08-05-2009 16:16

Anúncio

Instituto Superior do Serviço Social abre em 2010
Luanda - O Instituto Social Superior do Serviço Social de Angola (ISSSA) começa a funcionar a partir do próximo ano lectivo (2010), anunciou hoje, em Luanda, a directora nacional da Assistência e Promoção Social, do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS), Nilsa Batalha. Nilsa Batalha anunciou o facto durante uma Mesa Redonda sob tema "A Violência Contra a Criança", promovida pela Televisão Pública de Angola (TPA) e a Rádio Nacional de Angola (RNA), frisando estar-se, nessa altura, em preparação o programa curricular. Ao longo de vários anos, disse, o país não teve uma instituição de ensino superior para a formação dos assistentes sociais, pelo que ficou desprovido destes quadros. O ISSSA) foi inaugurado em Dezembro de 2008, em acto orientado pelo Presidente José Eduardo dos Santos. Por outro lado, Nilsa Batalha anunciou também estar em curso a construção de Centros Comunitários que visam oferecer um espaço de concertação e elevação do nível de desenvolvimento da própria comunidade. "Isso visa a que os seus efeitos e serviços possam reflectir na vida de cada um dos membros da comunidade", precisou.

Além do MINARS, participaram do debate, representantes da Direcção Nacional de Investigação Criminal, do Instituto Nacional da Criança (INAC) e do Julgado de Menores.


terça-feira, maio 05, 2009

Caso MINERVA CESDET ISSSL Resistir Para Construir o Futuro Uma Luta que continua


Exmº Senhor
Presidente do Instituto António Sérgio
R. D.Carlos de Mascarenhas, 461070-083 Lisboa
Senhor Presidente,
Vimos por este meio, e na qualidade de representante de docentes cooperantes da CESDET, solicitar a V.Exa todas as informações existentes relativas ao processo de liquidação da referida Cooperativa, entidade instituidora dos Institutos Superiores de Serviço Social de Lisboa e de Beja.
Este processo de extinção da Cooperativa foi objecto de deliberação na Assembleia Geral realizada em 3 de Maio de 2006, tendo sido registada em 5 de Dezembro desse ano a constituição da Comissão Liquidatária.
Tanto quanto nos é dado saber, da actividade dessa comissão Liquidatária não resultou até à data qualquer relatório intercalar, contrariando o compromisso então assumido pelos seus membros.
Aguardando as informações que nos venham a ser facultadas,

Com os melhores cumprimentos


A Direcção

João Cunha Serra
Coordenador do Departamento
do Ensino Superior e da Investigação
Data: 8/4/2009

domingo, maio 03, 2009

O Serviço Social do Dia da Mãe

Uma Mãe de Coração

Lepra o Fim Da Maldição de uma doença estigmatizada

Fim da maldição
por Ricardo Fabrino Mendonça e Hilário Figueiredo

Justiça, ainda que tardia. Uma medida provisória, assinada no dia 24 de maio pelo presidente da República, garantiu pensão vitalícia, no valor de R$ 750 mensais, a todos os portadores de hanseníase mantidos em regime de internamento compulsório até 1986. Mais do que uma forma de ressarcimento, a decisão representou o reconhecimento público, por parte do governo, de que aquele internamento foi injusto e desnecessário, já que a cura da enfermidade é conhecida desde os anos 1940. A decisão de indenizar os hansenianos traz à tona a história de uma doença extremamente estigmatizada, cuja simples menção tem provocado medo, terror e asco ao longo dos séculos.
A temida lepra foi causa de segregação e marginalização em distintos contextos históricos, mas seria equivocado supor que isso se deveu somente à prevenção do contágio ou à necessidade de cuidar dos doentes. Não são essas as principais razões que justificam a expulsão de leprosos de suas comunidades na antiguidade, as incinerações públicas e enterros simbólicos na Idade Média, ou mesmo o internamento em “hospitais”, sem qualquer assistência médica, ao longo do século XIX. Imagens relacionadas à impureza, à sujeira, ao pecado, à doença vista como manifestação da ira divina e como obstáculo ao processo civilizatório e improdutividade se sobrepõem ao mal em si, recobrindo-o de significados que ultrapassam sua dimensão biológica.
Desde os primeiros relatos sobre a doença, no tratado de medicina hindu Susruta Samhita (escrito na Índia por volta de 600 a.C.), ela esteve ligada ao deslize moral, à poluição e a tudo aquilo que deveria ser desprezado. Nem as recentes vitórias da humanidade contra a moléstia foram capazes de eliminar a problemática do preconceito que a envolve. A hanseníase, nome que se tornou oficial no Brasil desde a lei 9.010, de 29 de março 1995, encontra-se hoje praticamente erradicada em todo o mundo. O tratamento gratuito e em regime ambulatorial foi fundamental para a redução do número de casos aos índices almejados pela Organização Mundial de Saúde (OMS): menos de um enfermo em cada dez mil habitantes. Somente seis países não atingiram ainda essa meta: Congo, Madagascar, Moçambique, Nepal, Tanzânia e Brasil (onde, segundo os dados do começo de 2006, o índice é 1,5 / 10.000).
Resta, contudo, o problema do estigma e, ligadas a ele, várias questões que permanecem invisíveis no nosso país: o que fazer com as pessoas que foram internadas compulsoriamente depois que o tratamento da hanseníase passou para o regime ambulatorial? Deve-se devolvê-las à sociedade? Como garantir a reintegração desses indivíduos? Para responder a essas indagações, faz-se necessário compreender a prática do internamento tal como implantado no Brasil.
Embora a segregação dos pacientes de hanseníase acompanhe a própria história da doença, a implantação de um regime de marginalização organizada e bem estruturada é bem mais recente. Data, sobretudo, do início do século XX a política de exclusão em massa dos então denominados morféticos (de morféia, sinônimo de lepra). Antes disso, a exclusão era feita em escala restrita e de modos individualizados: por meio da expulsão de pessoas da comunidade, da reclusão em casebres afastados das vilas ou, mesmo, em pequenos asilos de reduzida capacidade.
Desde a introdução da enfermidade nas Américas pelos colonizadores espanhóis, portugueses, holandeses e franceses, houve preocupação com a moléstia. Na Colônia portuguesa, data de 1697 uma das primeiras formalizações para um local reservado para a cura dos “lázaros” (assim chamados por analogia com o mendigo Lázaro, personagem bíblico). Na ocasião, a Câmara do Rio de Janeiro solicitou providências à Corte de Lisboa. No ano seguinte, o estabelecimento de um lazareto é recomendado, mas a ordem para a construção do asilo só veio no reinado de D. João V, quase meio século depois.
O leprosário foi estruturado no sopé de uma colina na área hoje correspondente ao bairro de São Cristóvão. Na inauguração, em 1741, cerca de 50 hansenianos foram transferidos para o local. Nos estatutos elaborados pela Irmandade da Candelária, que passou a administrar o lazareto na década de 1760, estavam previstos os confiscos de bens dos pacientes, para que a quantia arrecadada fosse direcionada para a manutenção do hospital. Passeios, visitas e divertimentos eram limitados a horários especificados. Aos poucos, outros asilos surgiram. Em São Paulo, providências para a construção de um lazareto tiveram início em 1770. Minas Gerais (1771), Bahia (1787) e Pernambuco (1789) também edificaram seus primeiros asilos.
Apesar da acentuada prevalência das práticas isolacionistas em relação aos doentes, havia profissionais da área que se opunham a esses procedimentos. Ainda no século XIX, no Brasil, há criticas à idéia de transmissibilidade da hanseníase no Brasil: em 1818 o físico-mor do Reino (o principal medico da Corte) negou a possibilidade da transmissão da doença, enquanto a Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1833, emitia parecer em que considerava a “lepra” moléstia não-contagiosa. Isso evidencia que a segregação não se fundava sobre o temor do alastramento da enfermidade.
O medo de que a doença viesse a se espalhar só ganhou mais força com a descoberta, em 1873, de seu agente etiológico, feita pelo cientista norueguês Gerhard H. A. Hansen. Contrapondo-se à tese da hereditariedade, o pesquisador comprovou a possibilidade do contágio, agora a partir de novas bases, interpretadas como racionais. Havia ainda a circulação de discursos eugenistas, que propunham uma purificação da raça e a formação de uma sociedade forte, asséptica e progressista. Aspirava-se, em suma, a uma sociedade capaz de se livrar de tudo aquilo que representasse entrave a projetos modernizadores. Os leprosos eram um desses entraves.
A comprovação da contagiosidade da hanseníase forneceu um poderoso argumento para a segregação massiva dos indivíduos por ela acometidos, prática que se apoiava, aliás, sobre os temores da população. Assim, entre as décadas de 1920 e 1930, o Brasil consolidou o modelo de internamento compulsório que levou ao isolamento de doentes em larga escala. Naqueles anos prevaleceu o discurso militarista, ou campanhista, que via a luta contra a enfermidade como uma guerra, e que acabou produzindo uma estrutura de saúde pública marcada pelo arbítrio. Coerentemente com a política getulista, essa postura autorizou a ação de forças policiais, em conjunto com agentes de saúde, para as caçadas e prisões dos enfermos. Em Minas Gerais, por exemplo, o conhecido hansenólogo Orestes Diniz criou, na década de 1930, uma espécie de "turma do choque". Composta por enfermos fortes e bem aparentados, esses integrantes recolhiam abruptamente aqueles que se recussassem ao isolamento nas colônias.
Interessante observar que, quando da internação, muitas pessoas atingidas pela hanseníase tinham seus bens e casas incineradas. As famílias precisavam, muitas vezes, mudar de cidade para fugir de perseguições e ocultar a “humilhação” de ser parente de um “leproso”. Os enfermos, por sua vez, depois de longas viagens em vagões ferroviários lacrados, em canoas rebocadas por embarcações maiores, em carrocerias de caminhão ou mesmo a pé, ainda encontravam forças para inventar um novo nome quando chegavam às colônias, de modo a evitar que os parentes fossem perseguidos.
As colônias eram, geralmente, implantadas em locais de considerável extensão, afastadas dos centros urbanos e podendo abrigar centenas de internos. Nessas instituições, que se espalharam de norte a sul no Brasil, estruturavam-se espécies de cidade-fazenda, onde os pacientes precisavam reconstruir suas vidas, já que a probabilidade de que viessem a sair dali era tida como muito pequena. A chamada zona doente da colônia concentrava os pavilhões coletivos, hospital, prefeitura, casas de casais, igreja, salas de aula, cine-teatro, campo de futebol, delegacia, caixa-beneficente, bares, vendas, plantações, criações e toda a infra-estrutura para que se tornassem municípios autônomos. Esta idéia foi defendida por Belisário Pena, diretor do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) no início da década de 1930.
É interessante perceber que, se as metáforas militares foram importantes para a configuração da política de segregação massiva, também o foram dentro das próprias colônias regendo suas práticas e estrutura. Isso fica claro não só na circunscrição da área das colônias com cercas, muros e guardas, mas na disciplina rígida e hierárquica que marcava os asilos. Praticamente todas as facetas da vida desses sujeitos passaram a ser vigiadas e reguladas. O fato de muitas colônias serem geridas pela Igreja Católica deu à estrita vigilância exercida pelos dirigentes sobre os internos a feição de um zelo moral. Assim, reclamações, embriaguez, namoros, pequenos conflitos, furtos e fugas são alguns exemplos de atividades freqüentemente castigadas nos hospitais-colônia. As punições iam de advertências à reclusão, passando pelas transferências para outros asilos. Em caso de prisão, o interno não tinha um julgamento formal. Delegados e guardas eram, na maior parte dos casos, escolhidos entre os próprios pacientes.
Apesar de todas as tentativas de controle e vigilância, seria inadequado restringir os hospitais-colônia à condição das instituições totalizantes de que nos fala o filósofo Michel Foucault (1926-1984). As colônias eram, deve-se lembrar, um espaço de experiência: um lugar em que pessoas viviam, faziam amizades, freqüentavam bares, praticavam esportes, namoravam, assistiam a filmes, cantavam, casavam. A sociedade e a vida que lhes fora retirada por meio da reclusão era, de algum modo, como que reconstituída nas instituições asilares. Nessas micro-cidades, com direito a prefeitura, bailes de carnaval, concursos de beleza, poetas e grupos de teatro, edificava-se uma nova vida em sociedade.
Muitos egressos de hospitais-colônia narram que, paralelamente aos sofrimentos da segregação, vivenciavam, nesses leprosários, a felicidade de sentirem-se como iguais. Tinham a garantia de um lugar para viver, de alimentação e do convívio com seres humanos que não os humilhavam por causa da doença. Em um livro de memórias, Antônio Borges, ex-paciente da colônia de Águas Claras na Bahia, conta que a vida na instituição tinha muitas coisas boas: “água abundante, atendimento médico excelente, alimentação de primeiríssima qualidade, merenda, lanches, higiene, tratamento dentário, oftalmológico, clínicos diversos, enfim é um céu aberto a tanto santo carente de tudo e de todos”. Ações individuais e coletivas como festas, bailes, lazer nas cachoeiras e sessões de filmes compunham uma vasta rede de trocas de experiências de vida. No esporte, encontravam um modo privilegiado de socialização, que permitia até viagens a outras colônias por ocasião de campeonatos e jogos amistosos. O futebol ocupava um lugar privilegiado na vida das colônias.
Se muitos prazeres e atividades lhes eram negados, os pacientes encontravam táticas para burlar as proibições e a vigilância. Namoros às escondidas eram freqüentes, e a obtenção de bebidas alcoólicas revela a existência de contatos com o mundo exterior; contatos esses que as administrações das colônias buscavam impossibilitar. Até mesmo moedas de circulação interna eram criadas de modo a evitar não apenas uma suposta contaminação do dinheiro dos “sadios”, mas também as fugas de pacientes. Estes, no entanto, tinham suas artimanhas para obter o dinheiro oficial. Muitos internos simulavam compras no mundo externo, para que os dirigentes passassem os recursos deles para os supostos vendedores, que, por sua vez, entregar-lhes-iam o capital mediante a cobrança de uma comissão.
Movidos por vontades e escolhas próprias, esses pacientes souberam, enfim, recriar modos de vida a partir de situações adversas. Não queremos certamente negar a carga de sofrimento e de angústia dos pacientes que foram afastados de seus familiares e segregados contra suas vontades, mas propor um olhar sobre as colônias que não as restrinja à imagem do inferno.
A constituição de micro-sociedades no interior dos hospitais-colônia tem um valor que não é apenas simbólico, mas que pode nos ajudar também a compreender as políticas públicas elaboradas em relação às pessoas atingidas pela hanseníase. Nesse sentido, cabe lembrar, aqui, as diversas interpretações a que foi submetido o decreto federal nº 968, de 7 de maio de 1962, que pôs fim, oficialmente, ao internamento compulsório de hansenianos no Brasil. Assinado pelo então primeiro-ministro Tancredo Neves, o documento foi fruto de várias discussões acadêmicas e políticas que propunham a humanização do tratamento da doença. O decreto representou uma esperança de liberdade e de reconquista de direitos, e o que foi visto com maior entusiasmo pela maioria dos internos era a possibilidade de que pais e filhos não fossem mais apartados.
No entanto, o documento foi interpretado de muitas maneiras. Em alguns lugares as práticas segregacionistas mantiveram-se basicamente inalteradas até, pelo menos, o início da década de 1980. Em outros, iniciou-se um processo de reintegração forçada dos doentes à sociedade. O que, a princípio, parecia libertador, passou a ser visto por muitos hansenianos como um processo de dilapidação ou desativação precipitada, que serviria a outros tipos de interesses, não aos dos enfermos.
Reenviando-os à sociedade, segundo a crítica de muitos pacientes, o próprio Estado tentaria se desobrigar dos hansenianos. Grande parte das colônias, extremamente valorizadas com o crescimento dos centros urbanos, antes bastante distantes e, em alguns casos, pelos recursos ambientais de que dispunham, passou a ser alvo da especulação imobiliária. Com isso, teve início uma luta política que discute possíveis modelos para a reintegração dos pacientes de hanseníase. Há, hoje, certo consenso em torno da idéia de que os 33 antigos hospitais-colônia remanescentes não podem ser simplesmente extintos, mesmo porque eles se configuram como novas micro-sociedades criadas pelos internos. Retirá-los à força dessas sociedades seria repetir o erro do internamento compulsório que cortou os laços desses indivíduos com o mundo, obrigando-os a começar a vida da estaca zero.
À frente desse processo está o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), entidade criada em 1981 para lutar pelos direitos das pessoas atingidas pela hanseníase e pela efetiva reinserção delas na sociedade. Inserção esta, argumenta-se, que não pode repetir os equívocos do internamento compulsório ao simplesmente retirar as pessoas da sociedade em que vivem. Complexa, tal reintegração deve atentar para as dimensões econômicas, afetivas, simbólicas e legais do estigma que envolve a hanseníase e das práticas que marcaram sua história. A medida provisória, recém assinada, era uma das reivindicações do movimento. Teve início, com ela o reconhecimento público da dívida simbólica da sociedade brasileira com os hansenianos.
RICARDO FABRINO MENDONÇA É JORNALISTA E DESENVOLVE TESE SOBRE A LUTA POR RECONHECIMENTO DAS PESSOAS ATINGIDAS PELA HANSENÍASE.
HILÁRIO FIGUEIREDO PEREIRA FILHO É HISTORIADOR DO INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN).

sábado, maio 02, 2009

Trabalho Social nos Estados Unidos (Chicago)

Trabajo social con inmigrantes en Estados Unidos
deja de lado aspecto cultural
Chicago, 1 Oct (Notimex).- El trabajo social en Estados Unidos con la comunidad inmigrante deja de lado el ámbito cultural y se realiza de manera individual, por lo que invade el terreno del sicólogo, consideraron hoy aquí especialistas mexicanos.
Los expertos mexicanos consideraron que la falta de vinculación cultural entre especialistas estadunidenses dificulta los buenos resultados con la comunidad inmigrante.
Laura Ortega, secretaria académica de la Escuela Nacional de Trabajo Social de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), explicó -en entrevista con Notimex- que otro problema detectado en este país es la escasez de trabajadores sociales bilingues y biculturales.
Ortega y otros cinco trabajadores sociales mexicanos de la Ciudad de México, Durango y Jalisco, realizaron una visita de 15 días a esta ciudad como parte de un programa de intercambio interactuando con la comunidad inmigrante y colegas estadunidenses.
La especialista apuntó que el desconocimiento de la cultura del inmigrante mexicano impide a los trabajadores sociales estadunidenses entender su proceso de adaptación, que pasa por discriminaciones, estrés y depresiones.
"Los inmigrantes requieren que se les ayude a entender leyes, principios y normas de esta nación. Es más importante este proceso de educación por parte de los trabajadores sociales", enfatizó.
Mencionó como ejemplo simple y cotidiano la costumbre de los habitantes del Distrito Federal de atravesarse las calles a mitad de las mismas, que intentan repetir cuando llegan a Estados Unidos.
"Se requiere no sólo de personal que hable español, sino que los entienda culturalmente y los ayude a modificar sus conductas que les dificultan la convivencia en un lugar extraño para ellos", afirmó.
En tanto, Rafael León, profesor del Programa de Trabajo Social de la Universidad North Eastern, de Illinois, comentó que otra observación hecha por los trabajadores sociales mexicanos fue el enfoque.
"Se destacó que en México el trabajo social está más enfocado a la comunidad, y en Chicago las universidades preparan a los estudiantes a trabajar más clínicamente", expresó.
Al respecto, Pedro Hernández, asesor de la organización Fondo para Niños de México, explicó que el enfoque individual puede invadir el campo del sicólogo, mientras que el de comunidad ayudar a la integración social.
Otra diferencia que encontraron entre especialistas de ambos países, añadió, fue que en Chicago existe mucha relación con el gobierno, del cual reciben subsidio, y están agrupados en una asociación fuerte.
No obstante, consideró que si el trabajo en común continúa entre especialistas de ambas naciones, en el futuro podría ser de mucha ayuda para la comunidad mexicana inmigrante.
Bernardo Urzúa, director del Sistema Nacional para el Desarrolo Intregal de la Familia (DIF) en el estado de Durango, señaló que durante estos 15 días se intercambiaron ideas, prácticas y experiencias de trabajadores sociales de ambos países que buscarán aprovecharlas en México.
Felipe Valdez, director del DIF en Jalisco, informó que el gobierno mexicano, la UNAM y otros organismos, preparan un diagnóstico de la familia mexicana inmigrante, el cual será terminado en breve.
Angeles Paniagua, coordinadora de relaciones públicas del capítulo Chicago de la Asociación Nacional de Trabajadores Sociales (NASW) de Estados Unidos, dijo que este programa de intercambio empezó hace 11 años con Alemania e Inglaterra, y en los últimos años se incluyó a Sudáfrica y Marruecos.
"La experiencia con México fue muy enriquecedora debido a la cantidad de mexicanos que hay aquí. Esta es la primera vez que se trabaja con un país latino y se espera repetir el intercambio el próximo año", indicó.

sexta-feira, maio 01, 2009

Unha Rúa Para O Zeca Afonso em Santiago de Compostela

INAUGURACIÓN DA PRAZA DO ZECA AFONSO O PRÓXIMO 10 DE MAIO, DOMINGO, ÁS 12 DA TARDE, INAUGÚRASE UNHA PRAZA DEDICADA AO NOSO AMIGO, O CANTOR PORTUGUÉS, JOSÉ AFONSO. ESTÁ SITUADA NO BURGO DAS NACIÓNS, EN SANTIAGO DE COMPOSTELA. ASISTIRÁ O ALCALDE, JOSÉ SÁNCHEZ BUGALLO E ZÈLIA, A COMPAÑEIRA DO ZECA. ESTÁN CONVIDADOS TÓDOLOS AFONSIANOS QUE QUEIRAN ASISTIR
http://www.ghastaspista.com/novas/leenova.php?id=1145

What Are the Origins of May Day? Rosa Luxemburg

What Are the Origins of May Day?
Rosa Luxemburg
(1894)
The happy idea of using a proletarian holiday celebration as a means to attain the eight-hour day was first born in Australia. The workers there decided in 1856 to organize a day of complete stoppage together with meetings and entertainment as a demonstration in favor of the eight-hour day. The day of this celebration was to be April 21. At first, the Australian workers intended this only for the year 1856. But this first celebration had such a strong effect on the proletarian masses of Australia, enlivening them and leading to new agitation, that it was decided to repeat the celebration every year.
In fact, what could give the workers greater courage and faith in their own strength than a mass work stoppage which they had decided themselves? What could give more courage to the eternal slaves of the factories and the workshops than the mustering of their own troops? Thus, the idea of a proletarian celebration was quickly accepted and, from Australia, began to spread to other countries until finally it had conquered the whole proletarian world.
The first to follow the example of the Australian workers were the Americans. In 1886 they decided that May 1 should be the day of universal work stoppage. On this day 200,000 of them left their work and demanded the eight-hour day. Later, police and legal harassment prevented the workers for many years from repeating this [size] demonstration. However in 1888 they renewed their decision and decided that the next celebration would be May 1, 1890.
In the meanwhile, the workers’ movement in Europe had grown strong and animated. The most powerful expression of this movement occurred at the International Workers’ Congress in 1889. At this Congress, attended by four hundred delegates, it was decided that the eight-hour day must be the first demand. Whereupon the delegate of the French unions, the worker Lavigne from Bordeaux, moved that this demand be expressed in all countries through a universal work stoppage. The delegate of the American workers called attention to the decision of his comrades to strike on May 1, 1890, and the Congress decided on this date for the universal proletarian celebration.
In this case, as thirty years before in Australia, the workers really thought only of a one-time demonstration. The Congress decided that the workers of all lands would demonstrate together for the eight-hour day on May 1, 1890. No one spoke of a repetition of the holiday for the next years. Naturally no one could predict the lightning-like way in which this idea would succeed and how quickly it would be adopted by the working classes. However, it was enough to celebrate the May Day simply one time in order that everyone understand and feel that May Day must be a yearly and continuing institution [...].
The first of May demanded the introduction of the eight-hour day. But even after this goal was reached, May Day was not given up. As long as the struggle of the workers against the bourgeoisie and the ruling class continues, as long as all demands are not met, May Day will be the yearly expression of these demands. And, when better days dawn, when the working class of the world has won its deliverance then too humanity will probably celebrate May Day in honor of the bitter struggles and the many sufferings of the past.
Written: 1894. First published in Polish in Sprawa Robotnicza.
Published: From Selected Political Writings of Rosa Luxemburg, tr. Dick Howard, Monthly Review Press, 1971, pp. 315-16.Online Version: marxists.org April, 2002.
Proofed: by Matthew Grant.

quinta-feira, abril 30, 2009

CPIHTS na Feira do Livro de Lisboa 2009


Câmara Municipal da Póvoa de Varzim Promove Forum Saidas Profissionais

A 6ª edição do Fórum de Saídas/Formação e Opções Profissionais tem início na próxima segunda-feira, 4 de Maio. Do programa, que pode ser consultado aqui, destacamos a conferência "O acesso ao ensino superior em 2009", orientado por Acácio Baptista, director de Serviços do Acesso ao Ensino Superior do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e que vai realizar-se no dia 5 de Maio, terça-feira, às 15h00, no Diana Bar, e o Seminário "Factores que facilitam a inserção social", cujas inscrições decorrem até dia 5 de Maio. Saiba mais sobre este seminário e saiba como efectuar a sua inscrição aqui.
Salientamos, também, a Mostra Informativa sobre a temática "Saídas/Formação e Opções Profissionais ao longo da vida", em exposição de 13 a 17 de Maio, no Diana Bar, no Largo do Passeio Alegre e no interior do Porto de Pesca, nos seguintes horários: dia 13, das 14h00 às 19h00; dias 14 e 15, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h30; e dias 16 e 17, das 10h00 às 19h00. No dia 13, quarta-feira, às 15h00, no Diana Bar, irá decorrer a sessão de abertura da exposição com a participação do Grupo Coral e Instrumental dos Alunos da Escola EB 2/3 Dr. Flávio Gonçalves, Grupo de Hip-Hop da Escola Secundária Rocha Peixoto, Grupo Coral da Escola Secundária Rocha Peixoto e do MAPADI.
A 6ª edição do Fórum de Saídas/Formação e Opções Profissionais terminará no dia 17 de Maio.
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
4490-438 Póvoa de Varzim
Telefone: 252.090.026
Fax: 252.611.882
Email: grpc@cm-pvarzim.pt

Festival Islâmico em Mertola (Portugal)

Três continentes, representados pela cultura afro-árabe, o Oriente Próximo e Al-Ándalus, abraçam-se no encontro entre a música do sudanês Wafir Shaikheldin, o sírio Salah Sabbagh e a dança da espanhola Mónica Sadé.
Umeya oferecem-nos uma mistura de sabores, ritmos, danças e sons que fascinará a quem os contemplar.
Componentes: Wafir Sheikheldin - acordeón, ud, viola, percusiones y voz; Salah Sabbagh - darbuka, riq, daf; Mónica Sade – danza oriental.
Wafir Shaikheldin é um artista que, com a sua inspiração, versatilidade, conhecimento e virtuosismo, deu vida a numerosos projectos que podem viajar, por exemplo, do flamenco à música celta. Participou durante anos nos inesquecíveis Radio Tarifa, acompanha freqüentemente Eduardo Paniagua com o seu repertório de música antiga e colabora com os artistas mais diversos e conhecidos, como o asturiano Hevia, os galegos Luar Na Lubre, os castelhanos La Musgaña ou o projecto Klezmer Sefardí de recreação de músicas judias. É mesmo requerido por estrelas do pop como os Amistades Peligrosas, para além das suas outras e inúmeras aventuras musicais: a fusão afro-árabe-balcânica de Cherno More, o seu projeto pessoal "Nilo Azul" ou as sempre frutíferas colaborações com a sua irmã Rasha.
Salah Sabbagh, pela sua parte, é um percusionista sírio, nascido na cidade de Alepo, onde as tradições andalusis foram conservadas como um tesouro durante séculos. Experto na interpretação e na docência dos ritmos árabes, tem colaborado em projectos relacionados com as músicas clássicas árabes, andalusis e persas. Finalmente, Mónica Sadé, bailarina de grande técnica e expressividade, é especialista na prática e na didáctica da dança clássica oriental, da dança do sabre e outras modalidades.
in http://www.cm-mertola.pt/cm-mertola/default.asp?CpContentId=35&Style=amarelo.css

terça-feira, abril 28, 2009

Serviço Social Memoria Social Quatro Mulheres impulsionam Museu da Memoria e Dos Direitos Humanos


Cuatro mujeres impulsan el Museo de la Memoria y los Derechos Humanos

Para noviembre próximo, se espera que el edificio, una especie de linterna suspendida en dos espejos de agua, esté terminado.
No es casualidad que sean cuatro las mujeres que han estado, los últimos dos años, impulsando la creación del Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, una magna obra que recogerá el recuerdo de un periodo oscuro de nuestra historia patria: las violaciones a los derechos humanos hace 35 años.
El pasado 5 de diciembre la Presidenta Michelle Bachelet puso la primera piedra de la construcción del Museo. El anunció oficial lo había hecho la Mandataria en su discurso del 21 de Mayo del 2007. Pero, un año antes había comisionado a la Vicepresidenta de la Comisión de Derechos Humanos de la Presidencia, María Luisa Sepúlveda, a hacerse cargo de la puesta en marcha del proyecto. La tercera mujer clave en esta iniciativa es Marcia Scantlebury quien es la responsable de implementar los contenidos museográficos. Ella visitó varias instalaciones similares entre otros el Museo del Holocausto en Washington; el de la Cruz Roja en Ginebra, Suiza; el de Berlín, en Alemania y el Museo del Aparthied en Sudáfrica. Encargada de las obras en construcción está la arquitecta de la Dirección de Arquitectura del Ministerio de Obras Publicas, Verónica Serrano.
El Museo estará emplazado que una extensión de 5.600 metros cuadrados en la calle Matucana con Catedral, a un costado de la entrada al Parque Quinta Normal y a escasos metros de la Estación del tren subterráneo. A la licitación se presentaron más de 50 proyectos, y el elegido fue un equipo de arquitectos de Sao Paulo integrado por Mario Figueras, Lucas Fehr y Carlos Díaz.Verónica Serrano afirma que “la idea es proyectar la memoria, no como un castigo sino enfocada en el futuro como un espacio convocante”. Por lo mismo, dice, la arquitectura es de líneas simples y uno de los elementos que más se privilegiaron fue la visibilidad del Museo”. Su rasgo más notorio es un gran cubo de vidrio que tiene al menos cuatro niveles con algunos espacios en doble altura destinado principalmente a las exposiciones.María Luisa Ortiz, encargada de las colecciones que acogerá el Museo, señala que “hasta el momento se han recolectado 40 mil piezas documentales cuya base son los archivos de documentos de organismos de derechos humanos como la Fundación de Protección de la Infancia Dañada por los Estados de Emergencia (Pidee), la Vicaria de la Solidaridad, el Fasic y Codepu.
También, se incluirán objetos como artesanías y arpilleras confeccionadas por los presos políticos y sus familiares; audiovisuales, fotografías, recortes de prensa, expedientes jurídicos e informes oficiales y de organismos internacionales.
Para María Luisa Sepúlveda “esto es un proyecto país de ponernos de acuerdo para que nunca más se violen los derechos humanos en Chile, además de aprender de esta experiencia. Y este museo va a tener la suficiente fuerza para quedar instalado por muchas generaciones más”.

segunda-feira, abril 27, 2009

A Crise e os Socialistas Europeus Um Artigo de Mario Soares

Escribo este artículo en mi condición de portugués, de ciudadano ibérico y europeo. Después de una larga reflexión y con claro sentido de la responsabilidad. La crisis global que estamos viviendo es de una enorme gravedad, comparable únicamente a la crisis de 1929, sólo que está es peor, porque además tiene visos de duración. Como es sabido, el epicentro de todo se sitúa en Norteamérica. Sin embargo, de los Estados Unidos empiezan a llegar ahora ciertas señales positivas, por más que tenues todavía, de la lucha contra la crisis en un ámbito financiero, pero con repercusiones efectivas en la economía real.
La Unión Europea, por el contrario, gobernada por figuras del pasado, algunas de ellas amigos cercanos a Bush, no ha conseguido, hasta ahora, ponerse de acuerdo acerca de un plan común para combatir la crisis. Ese fue el resultado, desgraciadamente, de la reunión en Londres del G-20, celebrado el pasado 2 de abril. La mayoría de los dirigentes europeos, tanto de izquierdas como de derechas, parecen decididos únicamente a cambiar lo menos posible para que todo siga igual.
Ahora Barack Obama sostiene -y con mucha razón- que sólo podremos acabar con la crisis tomando medidas que las personas comunes puedan comprender, para atender sus necesidades y aspiraciones, lo que implica cambios sociales y ambientales profundos, castigos judiciales para los culpables de los grandes trapicheos, o lo que es lo mismo, iniciar una nueva era, en los comportamientos y en las acciones, que permitan combatir la crisis global.
El Partido Socialista Europeo ha tomado conciencia de ello y en una Declaración, firmada por los 27 líderes europeos, ha señalado siete condiciones para combatir la crisis. Son las siguientes (cito de memoria): mayores inversiones para salvar a las pequeñas y medianas empresas al borde de la quiebra; más crédito para apoyar de inmediato a los desempleados, cuyo número sigue aumentando; lucha contra la pobreza; auxilio a las familias en dificultades y también a los hogares monoparentales, que corren el riesgo de ahogarse económicamente y de perder sus casas; ayudas a todos los excluidos socialmente, a los emigrantes y a los jóvenes en busca de su primer empleo.
Por otro lado, es preciso acabar con los "paraísos fiscales", donde acaba por ocultarse todo el dinero robado, y oponerse al secreto bancario, para que los administradores y los gestores de las grandes empresas y los más ricos, así como quienes recibieron -y siguen recibiendo- bonus exorbitantes, puedan ser conocidos y llegue a alcanzarse una verdadera transparencia en todas las transacciones comerciales y especulativas sospechosas.
Como la crisis es global y múltiple (alimenticia, energética, ambiental, por no hablar de la especulación financiera que ha provocado un alejamiento de la economía real) es preciso que haya solidaridad entre los Estados, que se cree una nueva suerte de new deal global y que se reformen las instituciones financieras internacionales, ya obsoletas, precisamente para poder salir de la crisis.
Estas ideas tan sencillas fueron expuestas en la Declaración del Partido Socialista Europeo (PSE) del pasado 19 de marzo y coinciden con las propuestas que la Confederación Internacional de los Sindicatos sometió al G-20, que van en la misma dirección. Repito que todos los líderes socialistas europeos subscribieron la Declaración del PSE, pero pocos han sido quienes la han debatido en el seno de sus respectivos partidos o en las reuniones internacionales en las que han participado.
Y eso es gravísimo, porque estamos a poco más de un mes de las elecciones al Parlamento Europeo, que son decisivas para el futuro de nuestro continente. Las líneas políticas de actuación tienen que cambiar y los electores de Europa tienen que percibirlo claramente.
Lo que ocurre es que las elecciones europeas, hasta ahora, han suscitado una gran indiferencia entre los ciudadanos de los 27 países de la Unión, porque no se les han presentado propuestas convincentes de que exista una voluntad política de cambio consecuente que resulte eficaz para acabar con la crisis. Siendo esto así, ¿por qué razón habrían de acudir a votar?
Desde mi punto de vista, sólo la izquierda está en condiciones de resolver la crisis pues tiene, como ya ha demostrado el PSE, propuestas concretas y estructuradas para resolverla. No es el caso, por desgracia, de los partidos de derechas, sobre todo de los partidos que abandonaron el espíritu político de la democracia cristiana para transformarse en "partidos populares", en la línea de los republicanos norteamericanos y de George W. Bush, en particular.
Y, sin embargo, es el Partido Popular Europeo el que ha designado ya a su candidato a la presidencia de la Comisión Europea: el portugués José Manuel Durão Barroso, anfitrión de Bush en la Cumbre de los Azores, donde se dio la luz verde para la invasión y la guerra de Irak, invocando además motivaciones falsas.
Por su parte, ha habido tres líderes y jefes de gobierno, un laborista y dos socialistas, por quienes siento, además, gran consideración, que han anunciado que sus partidos están dispuestos a sumar sus votos al PPE para la elección de Barroso.
Y yo me pregunto: ¿cómo es eso posible? ¿Por razones de política nacional, por acuerdos personales o políticos? O en otras palabras: ¿es que las razones de partido e ideológicas no cuentan? Considero que tal circunstancia supondrá una especie de suicidio del PSE, pues de ella puede derivarse, probablemente, la derrota en las elecciones europeas.
Se trata de una opción que excede a mi capacidad de entendimiento. Y, como socialista, republicano y laico, con largas y antiguas responsabilidades de gobierno, ex diputado europeo y presidente honorario de la Internacional Socialista, siento como un deber el manifestar aquí mi protesta y mi alarma.
Está en juego el futuro de la Unión Europea, una efectiva cooperación con el Estados Unidos de Barack Obama y la lucha contra la crisis global, que está afectando a billones de seres humanos indefensos.
Tengamos el valor de ser socialistas coherentes, europeístas e internacionalistas. No dejemos que muera la esperanza en el socialismo democrático, negándonos a presentar a un candidato propio del PSE. Los hay, y son excelentes.
Mário Soares es ex presidente y ex primer ministro de Portugal.
Traducción de Carlos Gumpert