Este Blogue tem como objectivo divulgar o Serviço Social Português (SSP) e aceita colaborações e iniciativas escritas, notícias e fotografias dos profissionais e estudantes de Serviço Social de qualquer canto do mundo.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
SERVIÇO SOCIAL CONFERÊNCIA DE JOSÉ PAULO NETTO EM COIMBRA
sábado, fevereiro 03, 2007
Assistentes Sociais Portugueses Mobilizados Pela Ordem

Exmo. Sr.
Presidente da Assembleia da República Portuguesa
Dr. Jaime Gama
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Mandatária do Não Contra o Aborto Terapêutico em Caso de Violação
terça-feira, janeiro 30, 2007
Frei Bento Domingues Nem Mais nem Menos

Nem mais, Nem Menos
1. Eu incompetente me confesso para dizer aquilo que a sociedade civil – as famílias, as associações, as empresas, as escolas, as igrejas, os meios de comunicação social, os clubes, etc. –, assim como as diferentes expressões e poderes do Estado, devem fazer para criarem um ambiente cultural, social, político e espiritual que estimule a alegria de ter filhos e de os educar com gosto.
Eu incompetente me confesso para informar como é que isto seria possível, embora saiba que, enquanto ter filhos for um pesadelo, não adianta pensar muito no aumento da natalidade. O sacrifício pelo sacrifício é uma doença. Só o sacrifício que é fruto do amor possível é fonte de coragem. Mas é um exagero pedir às pessoas que desejam filhos viverem em permanente estado de heroicidade. Não adianta queixar-se da cultura hedonista pela falta de generosidade. Quando as empresas e as organizações, através de sofisticada publicidade, incitam aos prazeres mais imediatos e indeferíveis – casas de sonho, carros de sonho, férias de sonho – teremos uma minoria regalada e a maioria acumulando desejos e decepções e adiando sempre, por estas e por outras razões, a altura para ter descendentes.
Mas também incompetente me confesso para desenhar ou sugerir um modelo capaz de configurar uma outra sociedade viável.
2. Eu incompetente me confesso para sustentar que a hierarquia da Igreja fez bem, ao entregar, apenas, às leis da natureza a regulação da natalidade: «A continência periódica, os métodos de regulação dos nascimentos baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos são conformes aos critérios objectivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, estimulam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em contrapartida, é intrinsecamente má qualquer acção que, quer em previsão do acto conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação» (1).
João Paulo II repetiu até à saciedade esta herança: «As duas dimensões da união conjugal, a unitiva e a procriadora, não podem ser separadas artificialmente sem atentar contra a verdade íntima do próprio acto conjugal. (...) A Igreja ensina a verdade moral acerca da paternidade e da maternidade responsável, defendendo-a das visões e tendências erróneas, hoje, difusas». Está muito consciente de que o Episcopado , em união com o Papa, é acusado de ser insensível à gravidade dos problemas actuais e de perder popularidade e ver os fiéis a afastarem-se cada vez mais da Igreja (2).
Desde 1968, sobretudo por causa desta atitude perante os métodos contraceptivos, ouvimos com frequência um certo tipo de expressões: «sou católico, mas não sou praticante»; «deixei de ser católico ou não posso continuar a dizer-me católico, embora adira aos seus valores»; «Cristo sim, Igreja não». Mas também há muitos que se guiam pela sua própria consciência, que resistem, digam ou não, «nós também somos Igreja».
3. João Paulo II, na encíclica, Evangelho da Vida (nº 73), é peremptório: «O aborto e a eutanásia são crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. (...) Portanto, no caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto e a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela».
Parece-me que um Papa que estivesse de acordo com o aborto ou com a eutanásia devia pedir a sua demissão. No entanto, eu incompetente me confesso para, sob o ponto de vista jurídico, julgar se o Estado tem ou não direito a fazer leis que permitem o aborto.
É saudável, é normal que a Lei de um Estado laico não tenha que estabelecer o que é bem e o que é mal sob o ponto de vista religioso. Não desejaria ver os Estados europeus a adoptarem regimes equivalentes aos da Arábia Saudita ou do Irão: o Estado e a sociedade regidos pela lei ou pela ética religiosas. É por isso que talvez não seja um absurdo perguntar aos cidadãos, como agora, em Portugal, no referendo, se se deve responder "sim" ou "não" à despenalização da interrupção da gravidez, em estabelecimento de saúde, nas primeiras dez semanas, realizado a pedido da mulher. Não se trata de saber quem é e quem não é pelo aborto, neste prazo e nestas condições, mas quem é ou não pela penalização da mulher que aborta neste prazo e nestas condições.
É inevitável a pergunta: dentro das dez semanas, já existe vida humana, ser humano ou pessoa humana? Sobre o que é a vida, sobre o que é vida humana, sobre o que é pessoa, as linguagens do senso comum, das ciências, das filosofias e das religiões não são coincidentes. E, no interior de cada um desses ramos do conhecimento, o debate não está encerrado. Para o Padre Anselmo Borges, professor de Filosofia na Universidade de Coimbra, «a gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marcos" que não devem ser ignorados. (...) Antes da décima semana, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período» (3). A embriologia expressa no boneco chinês é uma pura fraude e uma obscenidade.
Parece-me exorbitante ameaçar os católicos, que votem "sim", com a excomunhão. Comparar o aborto ao terrorismo é fazer das mulheres aliadas da Al-Quaeda. A retórica deve ter limites.
Eu, agora, competente me confesso para afirmar: quando, em Portugal, o aborto for obrigatório, abandono o país. Nem mais, nem menos.
(1) Catecismo da Igreja Católica, nº 2370, citando a Humanae vitae, 14: AAS 60 (1968), 490.
(2) Carta às Famílias, nº 12.
Paula Nobre de Deus, Deputada e Assistente Social Vota SIM no Referendum

Por todas estas razões voto com firmeza “SIM”.
In “Notícias do Alentejo” Janeiro 2007
Abortam com Agulhas de Tricot Testemunha Assistente Social
"Ainda se enfiam agulhas de tricô" em pleno centro do Porto
"Tenho a consciência tranquila, sabe?
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Luis Moita e Braga da Cruz Opinam Sobre o Referendum
Luís Moita e Manuel Braga da Cruz cruzam-se em militâncias católico-progressistas no início dos anos 70. Hoje, Braga da Cruz é reitor da Universidade Católica, cuja forma de criação constituiu a causa próxima do abandono do sacerdócio por Luís Moita, vice-reitor da Universidade Autónoma de Lisboa.
Professor de Teologia Moral, no Seminário dos Olivais, em 1971, Luís Moita reage à intenção do cardeal Cerejeira de transferir os seminaristas para a Universidade Católica, em fase de arranque. A medida inviabiliza o projecto formativo de um novo tipo de padre, em que se empenha. Abandona o sacerdócio, com vários outros, pondo termo ao primeiro de três grandes ciclos da sua vida - o da Religião.
Segue-se o da Política - antes do 25 de Abril, em que chega a ser encarcerado em Caxias; e ao longo do PREC, no qual se envolve na defesa de causas e de projectos em áreas da esquerda revolucionária.
A partir dos anos 80, mantém-se crente (ainda que afastado da Igreja), continua activo politicamente (ainda que sem partido), mas mergulha num novo ciclo - o da Universidade.
De cada um deles, recolheu inspiração e experiências que lhe fundamentam a sua opção pública sobre o próximo referendo.
Os valores, mesmo aqueles que parecem absolutos, são sempre relativos, nota: pode matar-se em legítima defesa e legitimar-se como justas certas guerras; a pena de morte ainda hoje é adoptada "em duas grandes civilizações".
Revê-se na posição que tomou há 22 anos, num artigo no Expresso: mesmo alguém que, em sua consciência, seja contra o aborto, pode votar a favor da lei. "É errado este deslizar do problema para a zona da consciência. Tem a ver mais com o direito penal e a saúde pública. Não há, na sociedade portuguesa, um consenso ético em relação a este direito. O importante é que a lei não obrigue ninguém a violentar a sua consciência. Nem imponha à sociedade a perspectiva ética de alguns."
Um último argumento, mais da ordem do senso comum, ouviu-o de uma amiga, oriunda, como ele, da tradição católica: "Nunca vi fazer-se um funeral de um feto ou tratá-lo como se de pessoa humana se tratasse. Em boa verdade, até ia para o lixo." A razão parece-lhe óbvia: "Não o consideram ainda um ser humano."
Apesar destas convicções, sublinha que o aborto nunca pode ser uma solução de facilidade: "Defendo, nesta matéria, uma postura de grande exigência ética."
A esta componente biográfica não será alheia a forma como argumenta que a defesa de uma posição que contraria "a facilitação do aborto" - como chama às consequências de uma eventual vitória do "sim" - "longe de ser uma posição conservadora, é uma posição progressista". Em Portugal, "estamos a precisar urgentemente de políticas de apoio à natalidade, à fertilidade, à maternidade, à família. Estas coisas soavam, há 20 anos, a políticas conservadoras. Hoje, curiosamente, são muitas vezes forças políticas progressistas, até de esquerda, que reivindicam como bandeiras estes objectivos, cada vez mais partilhados nas sociedades ocidentais, face ao crescimento zero do ponto de vista demográfico".
A legalização, diz, não diminuirá o número de abortos, nem eliminará a clandestinidade, nem acabará, sequer, com a humilhação da mulher: "Mesmo que legal, o aborto vai continuar a ser alguma coisa de que a mulher vai sentir drama de consciência." "Muito sensível" à punição de quem aborta, acha que é possível manter a penalização "sem a associar à prisão. Há muitas formas de pedir a compensação a quem viola um valor da sociedade".
Admite a pertinência do exemplo aqui apresentado por Luís Moita e acrescenta-lhe até outro: "Não é por acaso que contamos os anos de vida a partir do nascimento." Observa, contudo: "São convenções sociais. Não tenho dúvida que estamos perante vida humana." Por isso, é contra o aborto. Em quaisquer circunstâncias, mesmo as previstas na actual lei.
Não arrisca um prognóstico sobre o resultado do referendo. "Estamos perante clivagens culturais e morais e não perante opiniões políticas. Há muita gente que se sente incomodada a ter que definir-se." E quando isto acontece, "é meio caminho para a abstenção".
sábado, janeiro 27, 2007
Serviço Social Abbe Pierre Um Compromisso com os Pobres
Morre abade Pierre, fundador dos Emmaüs
O abade Pierre, fundador da Comunidade Emmaüs e defensor dos pobres, que participou da resistência aos nazistas na II Guerra Munduial e foi deputado, faleceu nesta segunda-feira aos 94 anos, no hospital Val-de-Grâce de Paris, anunciou o presidente da Emmaüs França, Martin Hirsch.
"O abade Pierre faleceu às 5h25 (locais) no Val-de-Grâce cercado por alguns amigos", disse Martin Hirsch. "A infecção pulmonar que motivou sua internação, depois de uma melhora ao longo da semana, acabou o levando", acrescentou. O religioso, cujo nome verdadeiro era Henri Groués, estava hospitalizado desde 14 de janeiro.
Fundou a primera Comunidade de Emmaüs em 1949. Em fevereiro de 1954, o abade fez uma convocação célebre, na Rádio Luxemburgo, a favor dos sem-teto. Foi por muito tempo a personalidade mais querida pelos franceses.
O presidente Jacques Chirac lamentou a notícia da morte do abade Pierre. Um comunicado divulgado pela presidência destaca que Chirac sentia "um imenso respeito e um profundo afeto" pelo religioso.
Com saúde frágil aos 94 anos, o abade Pierre vivia em Alfortville, nas proximidades de Paris, e era submetido a exames médicos com crescente freqüência. "Estava prevista uma hospitalização para um check-up, mas sua internação no dia 14 de janeiro em Val-de-Grâce foi antecipada por causa de uma pequena infecção", declarou na ocasião Hirsch.
Estudo com jesuítasHenri Grouès, o abade Pierre, nascido em 5 de agosto de 1912 em Lyon, em uma família numerosa, estudou com os jesuítas antes de entrar, aos 19 anos, para a ordem dos capuchinhos, a mais pobre das ordens mendicantes. Por motivo de doença, teve de abandoná-los pouco depois de sua ordenação, em 24 de agosto de 1938.
Destinado à diocese de Grenoble, foi vigário da Basílica de São José, capelão de um orfanato e mais tarde padre da Catedral da Cidade. Durante a ocupação alemã, passou à clandestinidade, ajudou os judeus, apoiou a resistência da região de Vercors, ao sul de Grenoble, e conseguiu promover a fuga de Jacques de Gaulle, irmão do general Charles de Gaulle. Detido em maio de 1944 pelos alemães em Cambo-les-Bains (Pirineus Atlânticos), conseguiu fugir e chegar a Argel.
Deputado entre 1945 e 1951, o religioso fundou em 1949 a primeira Comunidade dos Companheiros de Emmaüs, antes de lançar, em 1º de fevereiro de 1954, o célebre chamado por rádio em favor da "insurreição da bondade" no decorrer do terrível inverno de 1954. Esta passagem de sua vida motivou um filme de 1989, o Hiver 54 (Inverno 54), de Denis Amar, protagonizado por Lambert Wilson.
Quarenta anos depois, quando denunciava "o câncer da pobreza", lançou um segundo chamado aos franceses, dessa vez em favor dos 400 mil sem-teto e para defender o direito de alojamento para todos. Em 1996, um polêmico apoio do escritor revisionista Roger Garaudy arranhou sua imagem. O religioso retiraria depois suas palavras e se explicaria no livro "Memória de um crente" (1997).
Nomeado Grão-Oficial da Legião de Honra em 1992, se negou a receber a condecoração até 2001, para protestar contra a recusa do governo de atribuir alojamentos vazios aos sem-teto. Em 2002, pediu voto para Jacques Chirac no segundo turno das eleições presidenciais contra o ultradireitista Jean-Marie Le Pen.
Autor de vários livros, incluindo uma trilogia teatral, o abade Pierre publicou vários testemunhos sobre sua vida, como "Testamento" (1994) e "Deus meu... por quê?" (2005).
Segunda, 22 de janeiro de 2007, 05h55
in AFP
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Serviço Social em Coimbra ... Conferência da Mestre Dra. Esther Lemos
Política de Assistência Social
Como direito social no Brasil a partir dos anos 90
2 de Fevereiro 2007 - 14 h
Coimbra, Instituto Superior Miguel Torga, Rua Augusta, nº 46, Sala 1
sexta-feira, janeiro 19, 2007
quarta-feira, janeiro 17, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
COMEMORAÇÕES DOS 70 ANOS DO ISMT
Estudantes de Serviço Social do ISMT de Coimbra Prestam Homenagem a José Paulo Netto
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segunda-feira, janeiro 15, 2007
Serviço Social REITOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA NAS COMEMORAÇÕES DO ISMT
Instituto Superior Miguel Torga
Seabra Santos preconizou, na comemoração dos 70 anos do ISMT, a aposta nas relações interinstitucionais. Desafio traduz “dimensão do instituto”, diz Carlos Amaral Dias.