sábado, julho 21, 2012

Trabalhadores Socias Brasileiros Defendem Serviço Social CrÍtico em Conferência Mundial

19/07/2012
CFESS defende Serviço Social crítico na Conferência Mundial
Estocolmo (Suécia) recebeu assistentes sociais de todo o mundo, inclusive brasileiros/as, para discutir o desenvolvimento social


 Se o Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais aponta a agenda política do Serviço Social brasileiro a cada três anos, a Conferência Mundial de Serviço Social, bienal, dá o tom dos debates em nível internacional, ainda que o faça de maneira pouco crítica. Entretanto, o evento continua sendo uma excelente oportunidade para assistentes sociais, especialistas e estudantes socializarem experiências e debaterem sobre a intervenção na área, a formação profissional e as políticas sociais.

A edição de Estocolmo (Suécia), realizada entre os dias 8 e 12 de julho, reuniu mais de 2 mil participantes. Cento e noventa brasileiros/as participaram do evento, que recebeu mais de duzentos trabalhos do Brasil, entre pôsteres e comunicações orais. O CFESS também marcou presença com cinco representantes, sendo duas com despesas pagas pelo Conselho e três por conta própria.

"Foi um espaço importante para reforçarmos nosso posicionamento em defesa da profissão de maneira crítica, diferentemente do que a Federação Internacional de Trabalhadores/as Sociais (FITS) vem apontando nos últimos anos", disse a presidente do CFESS, Sâmya Rodrigues Ramos.

As atividades do CFESS começaram nos dias 7 e 8 de julho, na Assembleia Geral da FITS, que teve participação de representantes das entidades de Serviço Social da África, Ásia e Pacífico, Europa, América do Norte e América Latina e Caribe, totalizando 38 países. No encontro, três importantes decisões: a primeira incluiu organização dos assistentes sociais de Porto Rico como entidade integrante da FITS, candidatura essa defendida pela grande maioria dos países, inclusive pelo Brasil, mas com posição contrária dos representantes dos Estados Unidos. "Este debate expressou concretamente o pensamento conservador presente na FITS. Ao mesmo tempo, a vitória na votação, depois da nossa intensa argumentação, foi histórica para as forças progressistas na entidade. Os países latino-americanos presentes vibraram, manifestação que não é comum nas assembleias da FITS", relatou Esther.

O segundo destaque está relacionado à definição mundial de Serviço Social. Na Assembleia Geral de Hong Kong (China), em 2010, a representação dos diferentes países não estava convencida da necessidade de se rever a atual definição. Depois do relatório sobre o processo de discussão até a presente data, apresentado por Nicolai Paulsen, representante da Europa na FITS, a assembleia aprovou a necessidade de sua revisão. "Desde a Assembleia de Montreal, em 2000, a América Latina e o Brasil não se sentem representados pela definição aprovada pela FITS, por considerá-la conservadora e não atender às especificidades da região", recordou Esther Lemos, da Comissão de Relações Internacionais do CFESS. Este debate foi, inclusive, tema central do Workshop realizado pelo CFESS em março deste, no Rio de Janeiro (RJ).

Outro ponto importante foi a apresentação de uma moção solicitando a inclusão da Língua Portuguesa como idioma oficial da FITS (como é o inglês, o francês e o espanhol), assinada pelo CFESS e pela Associação de Assistentes Sociais de Portugal e apoiada pela representação do Uruguai e Argentina. O documento não foi aprovado, mas a FITS acatou a solicitação da Assembleia de que seja realizado um estudo referente à viabilidade orçamentária para efetivação da proposta da moção.

Além disso, na Assembleia ocorreu a eleição das representações regionais da FITS. A atual presidente da região América Latina e Caribe, a argentina Laura Acotto, foi reeleita por mais dois anos. O uruguaio Rodolfo Martinez assumiu o posto de vogal, ocupado anteriormente por Ivanete Boschetti.
Agenda da América Latina e Caribe
Com o objetivo de traçar estratégias comuns para a região, foi realizada, no dia 10/7, uma reunião com a representação dos países presentes: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Cuba, Nicarágua, Peru e Uruguai. A representação dos/as assistentes sociais da Espanha também participou, para estreitar a articulação política com a América Latina.

No encontro, definiu-se pela continuidade da estratégia coletiva de investir no debate da definição mundial de Serviço Social, incluindo este tema nos congressos organizados por cada país. Ficou acertado também a organização do 3º Encontro Latino-americano e Caribenho de Organizações Profissionais de Serviço Social, agendado no primeiro semestre de 2013, no Uruguai. Além disso, o grupo reforçou a importância do próximo encontro do Comitê Mercosul, que será realizado dia 23/9, após o 26º Congresso Nacional de Trabalho Social, na cidade de San Miguel de Tucumán (Argentina). Como na última reunião do Comitê Mercosul foi deliberado sua ampliação, a reunião, durante a Conferência em Estocolmo, impulsionou a organização da categoria na região, especialmente por poder contar com colegas da Bolívia, Nicarágua e Cuba.

"Este encontro com os países da América Latina e Caribe foi central para o fortalecimento do processo que tem sido construído, além de dar legitimidade à nova gestão. Propiciou a troca de experiências, necessidades e a possibilidade de construir estratégias comuns diante do contexto de desregulamentação das profissões, precarização da formação profissional e perda de direitos trabalhistas, num contexto de governos considerados progressistas na região", avaliou a conselheira do CFESS Esther Lemos.
Serviço Social radical
Pelas palavras do presidente do Conselho Internacional do Bem-estar Social, Christian Rollet, que, em sua fala de boas-vindas aos/às delegados/as, reproduzida no site do The Guardian, afirmou que "a conferência trabalharia em direção a uma meta de desenvolvimento de redução das desigualdades sociais e econômicas", o tom dos debates seria bem diferente do que os/as assistentes sociais brasileiros/as estão acostumados/as, ou seja, baseados em um Projeto ético-político em defesa de uma sociedade emancipada.

Seria assim não fosse a participação de um movimento de assistentes sociais chamado Serviço Social Radical, articulado por profissionais do Reino Unido e que conta com a contribuição de outros países, além de estudantes e pessoas que "compartilham de uma visão crítica sobre o discurso dominante do Serviço Social". O grupo teve presença marcante na Conferência, criticando a forma como a profissão vem sendo abordada em vários países do mundo. Segundo o movimento, o Serviço Social vem sendo cada vez mais caracterizado pela redução de recursos, mercantilização, privatização, individualização, controle e medicalização. "A centralidade do movimento é trazer para o centro do debate a crise do capital e como ela se expressa nas particularidades regionais e locais", explicou Sâmya Ramos
O grupo se reuniu no dia 10/7, durante a Conferência. Representantes de aproximadamente 20 países participaram . E o Serviço Social brasileiro não ficou de fora deste espaço. Dos/as noventa participantes do encontro, trinta eram do Brasil. Durante a reunião, a presidente do CFESS relatou o processo de organização política e a direção anticapitalista das lutas desenvolvidas pelos/as assistentes sociais no Brasil. "Esse foi um momento marcante da Conferência, pois demonstrou que não estamos isolados/as na perspectiva crítica do Serviço Social no mundo. Temos aliados/as para construir um movimento de contraposição ao projeto societário capitalista e de fortalecimento de uma concepção crítica da profissão", ressaltou Sâmya.

O movimento apresentou a proposta da publicação Critical and Radical Social Work, que discutirá a crise do capital, o impacto do neoliberalismo global sobre o bem-estar social; Serviço Social e movimentos sociais; violação de direitos; entre outros. Para saber mais sobre a publicação do Serviço Social Radical, os/as interessados/as devem acessar o site http://www.policypress.co.uk/journals.asp.
GT de definição mundial de Serviço Social
O Grupo de Trabalho que discute a definição mundial de Serviço Social também se reuniu durante a Conferência, no dia 11/7. Foi a primeira reunião presencial com o novo grupo, que tem como desafio articular as duas entidades internacionais que coordenam o exercício e a formação profissionais, a FITS e a Associação Internacional de Ensino em Trabalho Social (AIETS).

Participaram da reunião cinco pessoas pela FITS, dentre elas o CFESS, representado por Sâmya Ramos e Esther Lemos, e sete pessoas pela AIETS, dentre elas Cláudia Mônica e Elaine Behring, que representaram o Brasil e a América Latina (ALAIETS). A coordenação do GT foi definida e passa a ser constituída por Nicolai Paulsen (Europa) e Sâmya (América Latina) pela FITS. Pela AIETS, Jan Agten (Europa) e Vishanthie Sewlpau (África).

A reunião teve como pauta a organização do trabalho, a definição da estrutura do texto com respectivas considerações sobre o processo e a definição de cronograma. Ficou acertado que o novo GT terá até março de 2013 para apresentar a proposta de texto, que será encaminhado ao debate até o primeiro semestre de 2014, quando então deverá ser aprovada.

O CFESS distribuiu para os/as participantes do evento 3 mil exemplares da proposta de definição aprovada no Workshop realizado no Brasil e duzentos Códigos de Ética do/a Assistente Social na versão trilíngue (português, inglês e espanhol), possibilitando que assistentes sociais de todo o mundo pudessem conhecer mais sobre o Projeto ético-político do Serviço Social brasileiro.

Além disso, as conselheiras do CFESS apresentaram dois trabalhos. Um deles, da Comissão de Formação Profissional do CFESS, abordou "A incompatibilidade entre graduação à distância e Serviço Social", com o objetivo denunciar a precarização da formação profissional resultante da política de ensino superior brasileira. Segundo a conselheira do CFESS Esther Lemos, o pouco tempo para apresentação não permitiu aprofundamento do debate, porém foi possível deixar o registro desta problemática vivenciada no país. "A reação dos/as participantes foi de espanto, quando viram a relação entre o número de matriculados EaD num número reduzido de instituições privadas, e o número de matriculados em cursos presenciais públicos e privados em muito mais instituições de ensino. Estes dados demonstram como a educação, particularmente em Serviço Social, tem sido negócio lucrativo no Brasil", comentou.

A campanha "O amor fala todas as línguas", pela livre orientação sexual e pela livre expressão da identidade de gênero, lançada em 2006 pelo Conjunto CFESS-CRESS, também foi tema de pôster apresentado pela Comissão de Ética e Direitos Humanos. Cartazes com a arte da campanha também foram distribuídos e muito bem recebidos pelos/as participantes.

Além disso, a imagem chamada "Marcha LGBT", feita em 2011 pelo jornalista do CFESS Diogo Adjuto, durante a 2ª Marcha Nacional contra a Homofobia, em Brasília (DF), foi a vencedora do concurso de fotografia da FITS na categoria voto popular.
Melbourne, Austrália
A próxima Conferência Mundial de Serviço Social será em Melbourne, Austrália, entre os dias 9 e 12 de julho de 2014.

Veja a cobertura completa da Conferência Mundial de Serviço Social e leia as palestras dos/as conferencistas

Assista ao vídeo de encerramento da Conferência

Curta o CFESS no Facebook e siga-nos no Twitter
No Facebook: http://www.facebook.com/CfessOficial
No Twitter: https://twitter.com/#!/CfessOficial
No Youtube: http://www.youtube.com/user/CFESSvideos

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

sábado, junho 30, 2012

Pergunta de Um Milhão: Serviço Social Português e Corrupção Autarquica

La pregunta del millón: ¿Quién no tiene subsidio en la alcaldía de Molina?
Ahora descubren que hasta una jueza recibió el beneficio social.
 Policía incautó computadores

Por Teresa Frías K.

Una de las primeras acciones realizadas por la fiscalía fue la inacutación de computadores de la propia alcaldía. En una semana más podrían estar los resultados de la investigación del Ministerio de Desarrollo Social. El primer caso fue el de la alcaldesa Mirtha Segura (UDI) que recibió un subsidio para personas vulnerables, a pesar de ganar más de tres y medio millones de pesos. La polémica en la comuna de Molina en la Región del Maule, parece no acabar. A raíz del subsidio habitacional que obtuvo la alcaldesa de la comuna, Mirtha Segura (UDI) surgieron otros cinco casos más. Entre ellos está su secretaria y su jefe de gabinete, Hugo Guajardo quien figura como indigente pese a tener un sueldo superior al millón de pesos, además de poner en el registro de la ficha a su esposa como carga, quien posee tres propiedades.

Otro de los nombres que surgió fue Carlos Mira, el ex asistente social del municipio, quien fuera despedido esta semana por haber estado a cargo de realizarle la ficha social a la jefa edilicia, y quien figuraba como indigente, ganando más de 700 mil pesos.

Todos estos hechos fueron denunciados por Cambio21 (ver crónicas anteriores) y han tenido amplia repercusión tanto a nivel mediático como a nivel de ministros, donde el propio Joaquín Lavín (UDI) ordenó un sumario en la entrega de estos subsidios. En tanto, los tribunales iniciaron una investigación por oficio por estos irregulares hechos. Ahora, singularmente surge el nombre de Stella Maris Aguilera, quien es la jueza de policía local de Molina y a quien se le detectó irregularidades en su ficha de protección social. El documento fue obtenido en la comuna de Curicó y su puntaje es de 13.942. El sueldo de la abogada supera los 2 millones cuatrocientos mil pesos.
El Seremi de Desarrollo Social de la Región del Maule, Jaime Suárez, señaló que el organismo no estaba al tanto del caso de la magistrada, agregando que "yo me imagino que si hay un caso así se inhabilitará". Ante esta situación, el ministerio de Desarrollo Social decidió enviar tres fiscalizadores para investigar los hechos. Paralelamente la Fiscalía inició una investigación de oficio. "Los antecedentes que nosotros tenemos por el momento darían cuenta posiblemente de la existencia de un delito de obtención fraudulenta de subvenciones o de subsidios estatales", señaló el vocero del Ministerio Público del Maule, Roberto Navarro. Una de las primeras acciones realizadas por la fiscalía fue la fiscalización de computadores del recinto municipal.
 En una semana más podrían estar los resultados de la investigación del Ministerio de Desarrollo Social, y es probable que antes, ya se tengan antecedentes de las primeras irregularidades cometidas en este municipio en subsidios dirigidos a personas con vulnerabilidad social.
En el ámbito político, la UDI, el partido más afectado por estas irregularidades, evalúa no llevar a la reelección a la alcaldesa Mirtha Segura, debido al daño a su imagen que causó esta denuncia realizada por nuestro diario digital y que fue tomada por todos los medios nacional, incluida la televisión.


terça-feira, junho 26, 2012

segunda-feira, maio 21, 2012

Sobre a Origem da Universidade moderna Marlon Baptista


Marlon Baptista
Doutorando em Filosofia

O Conflito das Faculdades

Em 1794, o filósofo Immanuel Kant (1724-1804) publicou uma coletânea de textos escritos ao longo de alguns anos ao qual foi dado o nome de Conflito das Faculdades. Esse texto foi o início da reflexão sobre a universidade moderna e o marco para a mudança na determinação de seu sentido. Ele representa essa mudança por se contrapor ao modelo de universidade medieval, constituída pelas três faculdades superiores (Teologia, Direito e Medicina) e a faculdade inferior (a Filosofia). A hierarquia dessa organização refletia uma ordem decorrente das necessidades empíricas percebidas pelo Estado, pois a universidade lhe servia para formar indivíduos que teriam como tarefa simplesmente cumprir seu papel do modo como foi aprendido.



Assim, o teólogo assume a autoridade quanto às questões referentes a Deus a partir da leitura da Bíblia, sem colocar em questão a validade do discurso ou a veracidade da doutrina. O jurista aprende e segue o código de leis promulgado pelo governo sem ter o direito de colocar em questão a justiça dessas leis. O médico, apesar de ser mais livre – devido ao fato de que as leis de sua técnica não podem ser definidas por um legislador, pois são determinadas pela natureza –, ainda assim, ao ter conhecimento sobre o corpo e a saúde, age como polícia médica, também em conformidade com os interesses do Estado em relação ao bem-estar físico ou não de seus súditos. Nessa tríade das faculdades superiores estaria figurada a preocupação com três fatores elementares: o bem eterno, o bem civil e o bem corporal.



Assim, por meio do controle dessas faculdades, o Estado estabelece sua influência sobre o povo. À faculdade inferior fica relegado o cuidado com os interesses da ciência, sendo ela considerada inferior “porque pode lidar com suas proposições do modo como achar melhor” (Kant, 1964, p. 281). Em suma, Kant afirma que as faculdades superiores funcionam tendo como fundamento a autoridade do Estado na figura de um governante, ao invés de se alicerçarem no poder reflexivo e crítico da razão.



Kant parte do princípio de que a supremacia das faculdades superiores se identifica com uma ideia de bem-estar do povo que não reside na liberdade, mas, ao invés disso, o mantém atrelado ao poder irrefletido de forças superiores que estabelecem que o que deve ser garantido são os fins naturais residentes na felicidade após a morte e na felicidade terrena figurada nos direitos legais da vida civil e no gozo do corpo. Com a autoridade sobre essas três questões concedida a eruditos versados no assunto, o Estado mantém o povo somente acomodado e não esclarecido, de modo a não refletir sobre as doutrinas que lhe são impostas – nem mesmo aos eruditos é dado o direito de discutir questões referentes ao fundamento de certos conhecimentos que lhes são infligidos. Esse estado de coisas faz com que reine o estado de menoridade intelectual: o povo é dirigido pelo clero, pelos juristas e pelos médicos por leis que, ao invés de promanarem do puro discernimento dos sábios das faculdades, provêm dos interesses do governo, que, por meio de decretos e determinados hábitos impostos, exerce seu poder sobre o povo. Trata-se de um estado de coisas ilegal, segundo Kant, por incitar o povo a se manter na comodidade de suas inclinações irrefletidas.


Isso significa que as leis arbitrariamente impostas podem não se harmonizar com o que a razão entende por necessário. A razão propriamente dita reside na faculdade de Filosofia, que tem por obrigação exigir que o quer que seja afirmado seja verdadeiro. E, ao se falar em verdades, estas não podem ser impostas, devem ser julgadas de forma autônoma. O que, por consequência, quer dizer que a faculdade de filosofia não deve obediência alguma ao governo, mas somente à razão, tendo, assim, como função fazer das doutrinas das faculdades superiores seu objeto de crítica, visando “o benefício das ciências” (ibidem, p. 291). Com isso, Kant inverte o critério valorativo dos polos opostos que formavam a universidade para afirmar a sua existência como um campo de conflito entre as faculdades superiores por um lado, que são defendidas pelo Estado não pela sua verdade, mas pela sua vantagem, e que nunca vão renunciar ao desejo de continuar governando; e a faculdade inferior, por outro, que visa a verdade, colocando-se na posição de esquerda, de oposição à manutenção do estado de coisas vigente e exigindo o direito de se tornar superior como conselheira do governo, o qual, a seu ver, teria muito mais êxito em seus empreendimentos e mais fundamento em suas deliberações se fosse influenciado e determinado pela clara voz da razão, que exige o direito de expor suas dúvidas quanto a qualquer determinação dirigida às outras faculdades.



É essa inversão que marca a passagem da universidade medieval para a universidade moderna, de modo que a função da faculdade de Filosofia seria interrogar os juízos do senso comum e pensar nas condições de possibilidade da própria linguagem que constrói discursos e legitima governos.



A instauração da nova universidade constituída filosoficamente



Nesse momento, na maioria das universidades imperava a opinião pronta e acabada do velho caderno do professor, ao invés da troca de perspectivas e a prática de discussões e descobertas. Somente conhecimentos prontos eram transmitidos e não se praticava a elaboração crítica do saber; em suma, a Aufklärung (esclarecimento) não era praticada nas universidades. Na universidade inglesa, os frequentadores aristocratas eram alheios à investigação ou consideração de cunho prático, configurando um tipo de modelo medieval comandado pela Igreja, ou seja, tratava-se da transmissão de um corpo estático de conhecimentos num formato enciclopédico de obras reconhecidas pela sua autoridade, de modo que a criatividade não era algo bem-vindo, pois a verdade já estava estabelecida, era só questão de aprendê-la. Enquanto isso, a investigação era feita pela burguesia em associações privadas. Na França, por outro lado, as 22 universidades antigas se transformaram em escolas técnicas controladas pela instituição chamada Universidade Imperial, criada por Napoleão em 1806. Sob a influência da avassaladora expansão dos ideais iluministas franceses para todos os âmbitos da sociedade, deixou de haver preocupação com as disciplinas entendidas como teóricas, de modo que o objetivo dessas instituições passou a ser somente a ilustração do Estado, fazendo com que o caráter investigativo se tornasse alheio às universidades e que estas se tornassem centros de cursos de capacitação técnica sob o controle do Estado. Na Alemanha também, desde meados do século XVIII, intensificara-se a presença de escolas superiores voltadas para a especialização técnica e cada vez mais se abandonavam as instituições que não se vinculavam diretamente com a realidade em seu sentido pragmático e técnico.



Para piorar, no que diz respeito à Alemanha, em 1806, com a invasão das tropas de Napoleão, foi perdida a sua principal instituição de ensino superior, a Universidade de Halle, que se encontrava na área ocupada. Numa tentativa de realizar uma espécie de contrapartida cultural frente ao desastre militar, viu-se a necessidade de criação de instituições adequadas para o desenvolvimento da ciência, num sentido distinto da mera produção de técnica, manipulação da natureza e aplicação positiva. O sentido de ciência aqui passou a se referir à compreensão da totalidade do saber humano de forma sistematicamente ordenada, de modo que todos os saberes configurassem um sistema de inter-relações e de dependência recíproca, ou seja, tratamos aqui do sentido de ciência entendido pelo idealismo alemão, o qual se apropria da Filosofia kantiana e se transforma num projeto filosófico cuja meta é a constante aproximação teórica e prática de um sistema que fosse capaz de ordenar e dotar de inteligibilidade todo o real, conceitualizando todos os seus âmbitos, determinando a lógica que estabelece o vínculo entre esses diversos campos, situando toda a multiplicidade da realidade em lugares específicos, de modo a constituir uma totalidade orgânica em que cada elemento ocupasse uma função específica e imprescindível. Foi neste sentido de unificação da multiplicidade do saber de forma sistemática, visando o saber pelo seu valor intrínseco por meio da pesquisa científica orientada pelo fundamento universalizante racional figurado na filosofia, que surgiu a universidade alemã moderna. Para além de uma reação cultural perante a realidade de uma nação derrotada, ou, nas palavras de Wilhelm Von Humboldt (1767-1835), de “um novo zelo e calor para o reflorescimento” da nação; entendia-se que seria a ciência que possibilitaria a conquista da liberdade, a qual, ao invés de se circunscrever ao cenário político, como na França revolucionária, proporcionaria o desenvolvimento completo do homem por meio da compreensão proveniente de um projeto filosófico que viabilizaria um tipo de formação em que a ciência – entendida no sentido alemão – mostrar-se-ia como o modo de determinação do saber e da moral dos homens em sua interioridade, de modo que eles tornar-se-iam muito mais aptos a buscar, por si mesmos, suas autênticas metas e ideais, além de poderem trabalhar como educadores da humanidade.

Humboldt desenvolveu o relatório Sobre a organização interna e externa das instituições científicas superiores em Berlim para a fundação de uma nova forma de instituição pautada no conceito de ciência do idealismo para constituir uma universidade filosófica. A ciência é apresentada por Humboldt como uma “pura ideia” que provém “das profundezas do espírito”, e que, por definição, não é realizável. Isso é muito importante porque é um fator essencial de diferenciação da universidade alemã em relação à escola e em relação às universidades de outras nações, pois, além de entender a ciência a partir da perspectiva do sistema idealista, a universidade alemã tem por fundamento – por coerência com o próprio idealismo – a impossibilidade do conhecimento da totalidade sistemática dos fenômenos, o que possibilita a ideia de progresso infinito do conhecimento das ciências e justifica a concepção de ciência como um processo de correção e aperfeiçoamento infinito, de modo a não ser possível estabelecer um quadro ou sistema de sua totalidade, mas, ao invés disso, um progresso no decorrer da história humana e das gerações que entende a ciência (enquanto compreensão unificada e sistemática de um todo) como processo em progresso, mas sem que seja possível uma última palavra definitiva. Trata-se do conhecimento como processo progressivo que nunca chega a abranger o conhecimento da totalidade, ainda que essa conquista deva ser mantida como ideal. É neste sentido que Humboldt afirma que “a ciência deve sempre ser tratada como um problema ainda não totalmente resolvido, e, por isso, mantendo-se sempre como pesquisa” (Humboldt, 1996, p. 256).



Isso assinala a particularidade do projeto de universidade alemã que entende a ciência como busca, sempre aberta a desenvolvimentos não trabalhados. Ou seja, o que marca o caráter distintivo das instituições de ensino alemãs é a separação bem clara entre conhecimento puramente científico e técnico. Na universidade, o aluno e o professor vivenciam um tipo peculiar de interação em relação à escola, pois, ao invés de o segundo ter como finalidade o primeiro, ambos têm como fim último a ciência por si mesma, ambos trabalham para e pela ciência, entendida “como algo ainda não totalmente encontrado e nunca totalmente descoberto” (ibidem, p. 257).

Nossa herança


Nesse sentido, podemos nos perguntar o que compartilhamos hoje, em nossa realidade brasileira, com o projeto da universidade moderna, criado na Alemanha. A pretensão de sistematização do todo por meio da Filosofia nunca foi posta em prática, nem aqui, nem na Alemanha, nem em lugar nenhum. Mas por quê? Devido à impossibilidade dessa sistematização? Mas o sistema é somente uma ideia, não é para ser consumado. Mesmo assim podemos constatar o fracasso deste projeto do idealismo. Um dos motivos talvez seja pelo fato de, já no século XIX, quando se deu a fundação da universidade que conhecemos hoje, as ciências já vinham conquistando tamanha autonomia que passaram a independer de qualquer maior abrangência que as vinculasse à necessidade de uma totalidade. Principalmente na segunda metade do século XIX, com o colapso dos sistemas idealistas e com o apogeu das ciências humanas, a Filosofia perdeu de vez o crédito milenar de conhecimento soberano, principalmente para as então recentes ciências históricas, a historiografia. Foi nesse contexto que surgiu a disciplina de História da Filosofia como estratégia para que a Filosofia não fosse excluída de vez das áreas de conhecimento no interior da universidade. Um tosco reflexo que ainda temos desse projeto de uma universidade fundada na Filosofia é a presença das disciplinas introdutórias à Filosofia em todos os cursos da universidade. E aí a filosofia passou a se restringir ao espaço universitário, tornando-se cada vez mais estéril no que se refere à sua efetiva participação e intervenção na realidade social e política, tornando-se algo restrito a iniciados, sem qualquer consequência prática.

O sentido da universidade como lugar de pesquisa é algo que mantemos (apesar de existirem sempre problemas), pois todo legítimo professor universitário deve ser acima de tudo um pesquisador; e não só ele, também os alunos, que são iniciados cientificamente desde a graduação. Isso significa que a presença, no interior da universidade, de professores que não estejam envolvidos com a pesquisa é um contrassenso em relação a uma das características mais fundamentais do sentido originário da universidade: a busca pela verdade num eterno projeto, a inquietação e a consciência da inexistência de um ponto final do conhecimento.


Um fator que é problemático no caráter distorcido de nossa herança é a crescente indiferenciaçã entre escola e universidade. Pois é recorrente a experiência de graduandos e mesmo de pós-graduandos que vivenciam uma rotina universitária muito parecida com a escolar: assistindo a aulas em que é realizada chamada, assimilando conteúdo sem consequências, fazendo provas para demonstrar um conhecimento pronto, adquirido. Um dos motivos pelos quais isso acontece é por causa do modo como se entende a docência: a relação entre o professor e os alunos se dá simplesmente por meio da ideia de “aula”; tudo é resumido a essa ideia, sendo que, em sua origem, o funcionamento da universidade não era assim. Daí a diferenciação entre “conferência” (Vorlesung, vor = diante, em frente; lesen = ler, ou seja, a leitura diante de um público de estudantes) e “seminário”: a primeira teria caráter de produção de pesquisa do professor, que a apresenta sempre por meio de novos textos escritos por ele para um grande auditório; a segunda forma de interação seria a oportunidade de maior aproximação entre docente e discente, em que, com um número reduzido de estudantes, se realiza de forma conjunta a produção da pesquisa. Estamos mal acostumados com a cômoda posição de assistir a aulas expositivas, de forma passiva, como ouvintes, deixando ao professor toda a responsabilidade da lida com o conhecimento; poderia ser mais frutífero se houvesse a produção conjunta de ideias e de discurso a partir de um engajamento mais legítimo e consciente de que a universidade precisa garantir uma distinção em relação às outras formas de relação com o saber.


Bibliografia



HUMBOLDT, Wilhelm von. Sobre a Organização Interna e Externa das Instituições Científicas Superiores em Berlim. In: KRETSCHMER, Johannes; ROCHA João Cezar de Castro (orgs). Um mundo sem universidades? Rio de Janeiro, Eduerj, 1997.



HUMBOLDT, Wilhelm von. Über die Innere und Äussere Organisation der Höheren Wissenschaftlichen Anstalten in Berlin. In: Werke (Band IV). Stuttgart: J. G. Cotta’sche, 1996.



KANT, Immanuel. O conflito das faculdades. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1993.



SCHNÄDELBACH, Herbert. Filosofía en Alemania (1831 - 1933). Trad. Pepa Linares. Madrid: Cátedra, 1991.



Publicado em 19/01/2010.
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/

quinta-feira, maio 17, 2012

Um Exemplo a Seguir em Portugal : Sindicato dos Assistentes Sociais Debate Qualidade da Educação

Sindicato dos Assistentes Sociais debate Qualidade da Educação


O Sindicato dos Assistentes Sociais de Alagoas (SASEAL) debateu a qualidade da educação dos cursos de Serviço Social, em comemoração ao Dia do Assistente Social, nesta terça-feira (15). Lideranças do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), estudantes e educadores de diversas faculdades de Maceió, estiveram presentes no auditório do Colégio Marista, na manhã desta quarta-feira (16).

Durante o encontro, foi debatido a mercantilização dos cursos oferecidos em Serviço Social no Estado, tendo como foco os novos desafios do profissional. Na visão de Valéria Coelho, presidente do Conselho Regional de Serviço Social, doze escolas que ofertam o curso em Alagoas possuem um ensino precário por garantir a modalidade à distância.

“Não cabe para a formação do Serviço Social uma educação à distância. Pois a profissão é muito mais humanista e menos tecnicista, voltada para luta de direitos e busca pela cidadania”, destaca a presidente. O conselho atua como uma entidade fiscalizadora, analisando os estágios e atuações irregulares da profissão.

Para a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais, Vera Lúcia França, o encontro, que teve a participação de diversos professores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Faculdade Integrada Tiradentes (FITS) e Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC), garante um momento de reflexão para a categoria na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

“Nesse sentido o sindicato acompanha vários projetos de lei tanto do Estado quanto do Município. Algumas ações como o Plano de Cargos e Carreiras estão sendo discutidas e mostram a importância desse debate”, pontua Vera. O sindicato busca apoio da Câmara Municipal de Vereadores, para garantir a implementação do plano que garante renovação dos profissionais e melhores salários.

Uma outra luta do sindicato, envolve a esfera estadual. O Saseal busca junto à Secretaria Estadual de Educação a realização de concursos públicos na área da educação. “Existe uma luta para a ampliação desse espaço. A área da educação a partir dos anos 90 teve uma redução do assistente social, o que é um absurdo, pois ele cuida de questões importantes nas escolas, como a violência e as relações familiares”, destaca.

O evento seguiu com a oficialização de posse da nova gestão sindical do Saseal: “Avançar na Luta e Consolidar Direitos”. A gestão assume o sindicato por mais três anos de atuação.

quarta-feira, maio 16, 2012

Crise Nas Universidades Privadas Leva à Diminuição Salarial de Docentes


A crise económica e os atrasos nos pagamentos das propinas por parte dos alunos são as razões avançadas pelos responsáveis destas duas instituições, segundo a edição desta quarta-feira do Diário Económico (DE).

A Lusófona avançou com uma redução de 10% nas remunerações dos docentes este mês, uma medida que, segundo Manuel Damásio, presidente do conselho de administração desta instituição, se justificou aos “ajustamentos nos custos” devido à situação económica.

João Redondo, vice-presidente da Fundação Minerva, entidade que detém a Universidade Lusíada, admitiu também estar a proceder a “ajustamentos” para “manter a instituição estável e equilibrada, eficaz e eficiente no seu funcionamento”.

Em declarações o DE, o director da administração escolar da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), Reginaldo Almeida, admitiu também essa possibilidade.

Miguel Copetto, director-executivo da Associação Portuguesa do Ensino Privado, confirma que os atrasos nos pagamentos das propinas estão a criar dificuldades de liquidez nas instituições. “Existem centenas de alunos que não estão a pagar propinas porque não têm dinheiro para o fazer”, afirmou.

No caso da Lusíada, há “um aumento significativo de estudantes com dificuldades em pagar propinas, que em alguns casos acaba por conduzir ao abandono”, revela João Redondo.

No caso da Lusófona, “não se regista um aumento do abandono, mas os alunos têm reduzido os créditos em que se inscrevem”, afirma Manuel Damásio.

Já na UAL, Reginaldo Almeida adianta que há um acréscimo de 10% das “mensalidades em atraso” e um “aumento dos pedidos de redução e isenção de propinas apresentados no gabinete de acção social, embora não se registe para já um aumento das desistências”.

terça-feira, maio 15, 2012

Jornal El Pais Divulga Polémica en Cataluña por el uso de ataduras en los ancianos ingresados

Luis, de 76 años, reposa sentado en una silla de ruedas. Un amplio cinturón de velcro lo inmoviliza. De noche también necesita estar sujeto. Padece demencia y tiene dificultades para caminar, pero hasta ahora no había necesitado sujeciones. Una gripe debilitó sus ya inestables piernas y corría el riesgo de caer, así que el médico le prescribió llevar la sujeción hace tres semanas. Al mejorar, el médico decidió retirárselas.
Una de cada cinco (el 21,5%) personas mayores que viven en residencias catalanas permanecen gran parte del tiempo con estas contenciones. El porcentaje sube hasta el 41,2% en los ancianos con demencia. Es lo que refleja el primer informe de la Generalitat de Cataluña sobre las contenciones, realizado en 2011 por los inspectores del Departamento de Bienestar Social tras visitar 164 residencias (el 16,3%).
El uso de contenciones en ancianos genera un acalorado debate. Los trabajadores sociales, inspectores, además de empresas y entidades que atienden a la gente mayor apuestan por la reducción de las contenciones, mientras que los médicos las defienden para prevenir males mayores, como lesiones por caídas. También hay debate social cuando se cae en el error de asociar contenciones con atar indiscriminadamente.
Existen dos tipos de contenciones, las físicas y las farmacológicas. Entre las primeras se incluyen cinturones anchos como el de Luis, arneses o medidas como la colocación de barras en las camas. Las segundas son medicamentos, como neurolépticos o ansiolíticos para ayudar a dormir o para evitar ataques de ansiedad. Josep Gasol, médico y propietario de una residencia en Barcelona, aclara que el “uso de las contenciones siempre es por prescripción facultativa, bajo supervisión constante y es temporal”. El consentimiento de la familia es imprescindible.
La Asociación Catalana de Directores de Centros y Servicios de Atención a la Dependencia Gerontológica incide en que las contenciones físicas permiten “la prevención de las consecuencias de un descontrol por parte del paciente que pueda implicar traumatismos o agresiones”. Gasol, que también es responsable de la coordinadora de médicos de residencias de la comarca del Barcelonés y presidente de la sección de residencias del Colegio de Médicos de Barcelona, echa mano de las estadísticas y explica que, de las personas mayores de 70 años con osteoporosis que sufren una caída, un 25% fallece al cabo de un año, mientras que el 50% muere en el plazo de dos. “Y todo por una rotura de fémur. Por esto son tan importantes las contenciones en estos casos. Les estás salvando la vida”, sentencia Gasol.
Pero los inspectores de la Generalitat no ven tan claro que las contenciones se utilicen siempre de forma correcta. En su estudio, los técnicos achacan el uso de estos métodos a una actitud de sobreprotección, a falta de recursos de las residencias, a malas prácticas adquiridas y a falta de formación de los profesionales.
En estos puntos coincide la coordinadora del Departamento Social de la Asociación Amigos de la Gente Mayor (Amics de la Gent Gran), Mònica Lucena, quien añade: “Se ponen contenciones a personas con demencia para que no molesten al resto de residentes”. Gasol defiende que hay que perseguir el mal uso de las contenciones. “Evitar que se usen para quitar trabajo al personal”, dice el doctor, que añade que los médicos ultiman un documento de buenas prácticas.
Las entidades sociales admiten que hay casos “puntuales” y “muy excepcionales” en que la contención es necesaria, pero consideran “excesiva” la proporción detectada en el informe. Hay voces del sector que apuestan por abandonar el sistema y ser conscientes de las limitaciones que implica la avanzada edad. La Federación de Asociaciones de la Tercera Edad de Cataluña pide que se minimice el uso de las contenciones. También la Asociación Catalana de Recursos Asistenciales (la patronal de servicios sociales), asegura que el sector camina hacia evitar la contención.
Una guía publicada por el Departamento de Acción Social en 2010 alerta de que un exceso de sujeción puede provocar síndrome de inmovilidad o ansiedad en los enfermos mentales. Los inspectores de la Generalitat y las entidades sociales apuntan alternativas a las contenciones: sillas ergonómicas (muy caras), estimulación física o ejercicio físico.

terça-feira, maio 08, 2012

terça-feira, maio 01, 2012

Centro Português de Investigação em História e Trabalho Social Saúda o 1º de Maio de 2012


Centro Português de Investigação em História e Trabalho

Social

Saúda o 1º de Maio de 2012




Os Investigadores e os Profissionais de Serviço Social, colaboradores e amigos do Cpihts, neste dia 1 de Maio de 2012, querem manifestar publicamente a necessidade dos profissionais reflectirem sobre a memória social e o significado para os trabalhadores sociais de Portugal e da Europa das datas simbólicas que marcaram a recente história da construção da Liberdade.

-O fim da ditadura do Estado Novo, acontecida na data de 25 de Abril de 1974, contribuiu de forma marcante para uma mudança significativa nas políticas socias e para a construção do Estado Social, possibilitando o reconhecimento progressivo de direitos até então sonegados.

-A construção da cidadania e o reconhecimento dos direitos fundamentais consagrados na Constituição Portuguesa em 1976, como baluarte da liberdade, são expressões da ruptura com as políticas isolacionistas deste Estado Novo que perpetua a velha ideia colonialista de um império belicista.

- Os casos paradigmáticos e contraditórios da queda das ditaduras de Portugal, Grécia e Espanha, num contexto planetário, representam uma palavra de esperança para o Mundo que se debate por estabelecer a ruptura com a guerra (veja-se o colonialismo na guerra de Indochina, Africa, América Latina, etc.) com a fome, com o antropocentrismo, especialmente com os direitos culturais, cultuais e económicos.

-Neste Primeiro de Maio de 2012, devemos evocar todos os cientistas e trabalhadores sociais que foram profundamente castigados pelas suas ideias e que marcaram presença nas velhas escolas de Serviço Social, convocando a ideia de utopia lusitana com imaginação para reforçar a liberdade de investigar, pensar e de agir de acordo com os preceitos éticos e deontológicos dos assistentes sociais a nível mundial.

A situação laboral dos trabalhadores sociais caracterizados pelo emprego precário, pelo desemprego, pelo subemprego e pelo emprego sazonal deve constituir um alerta, um repensar de estratégias de agir e de organizar; desde o desenho dos quadros académicos à formação profissional. Não podemos consentir o abandono escolar precoce quando ele representa um investimento social considerável.

Finalmente, devemos relembrar que esta sociedade produz e pode produzir riqueza suficiente para colmatar a situação de crise que afecta a comunidade em Portugal e na Europa, para concretizar os direitos socias e não dilatar os compromissos e as responsabilidades sociais. A gravidade da situação deve responsabilizar a quem de direito nas últimas décadas não tem sabido administrar e distribuir a riqueza.

O CPIHTS apela à participação crítica e criativa nesta data contribuindo com alternativas colectivas.

1 de Maio de 1012

Bernardo Alfredo Henríquez Cornejo
Presidente do CPIHTS

sexta-feira, abril 27, 2012

EEUU: Expertos encomian esfuerzos por despenalizar actos cometidos por desamparados

23 de abril, 2012 - Tres expertos de derechos humanos de la ONU dieron la bienvenida a un informe publicado por el gobierno de Estados Unido que condena la criminalización de los actos de personas sin hogar y que reconoce que esa medida puede violar sus garantías fundamentales.
Los relatores especiales sobre la extrema pobreza, vivienda, agua y saneamiento, afirmaron hoy en un comunicado conjunto que el estudio del Consejo Interinstitucional sobre Personas sin Hogar y el Departamento de Justicia puede generar una diferencia tangible en la vida de cientos de miles de desamparados en ese país.

Los expertos subrayaron que la penalización de actos de la vida como dormir, comer, hacer necesidades fisiológicas y acciones de higiene personal, así como ejercer la mendicidad en los espacios públicos, puede violar las leyes internacionales de derechos humanos.

En los últimos años Estados Unidos ha visto la proliferación de medidas de ese tipo que han dido adoptadas por las autoridades locales en sus intentos por difundir un enfoque de tolerancia cero a los desamparados y reducir la visibilidad de esas personas en sus comunidades.

Los relatores instaron tanto al gobierno federal como a las autoridades estatales a tomar las medidas adicionales necesarias para derogar esas leyes y reglamentos y a aprovechar los recursos disponibles para convertir en realidad las alternativas constructivas propuestas por el informe.

Según la ONG estadounidense Coalición Nacional para las Personas Sin Hogar, cada año 3.5 millones de estadounidenses pierden sus viviendas y que cada noche unas 730.000 personas utilizan los albergues de la red de apoyo del Estado para los desamparados.
in
 
 

quarta-feira, abril 25, 2012

quarta-feira, abril 18, 2012

Serviço Social Português informa Paulo Freire e a Pedagogia do Oprimido

O educador Paulo Freire (1921-1997) é oficialmente o Patrono da Educação Brasileira. A homenagem, proposta originalmente pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira (13) como a Lei 12.612/2012. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte Senado (CE) aprovou o projeto (PLC 50/2011) em março deste ano.
Paulo Freire nasceu no Recife em 1921, numa família de classe média, mas devido à crise econômica de 1929 e à morte do pai em 1934, viveu uma adolescência difícil. Apesar disso, conseguiu concluir os estudos e, em 1943, aos 22 anos, ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Ele se formou, mas não chegou a exercer a profissão, preferindo dar aulas de língua portuguesa numa escola de segundo grau.
Em 1947, Freire assumiu o cargo de diretor de educação do Serviço Social da Indústria (Sesi), no Recife, quando passou a se interessar pela alfabetização de adultos e pela educação popular. Na década de 1950, foi professor universitário e concluiu o doutorado em Filosofia e História da Educação.
Nos anos 60 trabalhou com movimentos de educação popular e, no governo de João Goulart, coordenou o Plano Nacional de Alfabetização, com objetivo de tirar 5 milhões de pessoas do analfabetismo. Seu método, conhecido como “pedagogia da libertação”, tinha como proposta uma educação crítica a serviço da transformação social.
Em 1964, depois da ascensão dos militares ao poder, Paulo Freire foi preso e exilado. Morou na Bolívia, Chile, Estados Unidos e Suíça. No Chile, em 1968, escreveu sua obra mais conhecida, A pedagogia do oprimido. Ao longo da década de 70, desenvolveu atividades políticas e educacionais em diversos países da África, Ásia e Oceania. Ele só retornou ao Brasil em 1980 com a Anistia.
Filiado ao PT, atuou em programa de alfabetização de adultos do partido. Em 1989, com a eleição de Erundina para a Prefeitura de São Paulo, foi nomeado secretário de Educação, cargo em que permaneceu até 1991. Freire morreu em maio de 1997.

terça-feira, abril 10, 2012

segunda-feira, abril 09, 2012

Mario Vargas Llosa Escreve La caza del gay

La caza del gay
PIEDRA DE TOQUE. Lo más fácil e hipócrita es atribuir el asesinato de Daniel Zamudio a cuatro bellacos que se autodenominan neonazis. Ellos no son más que la avanzadilla repelente de nuestra tradición homófoba
La noche del tres de marzo pasado, cuatro “neonazis” chilenos, encabezados por un matón apodado Pato Core, encontraron tumbado en las cercanías del Parque Borja, de Santiago, a Daniel Zamudio, un joven y activista homosexual de 24 años, que trabajaba como vendedor en una tienda de ropa.
Durante unas seis horas, mientras bebían y bromeaban, se dedicaron a pegar puñetazos y patadas al maricón, a golpearlo con piedras y a marcarle esvásticas en el pecho y la espalda con el gollete de una botella. Al amanecer, Daniel Zamudio fue llevado a un hospital, donde estuvo agonizando durante 25 días al cabo de los cuales falleció por traumatismos múltiples debidos a la feroz golpiza.
Este crimen, hijo de la homofobia, ha causado una viva impresión en la opinión pública no sólo chilena, sino sudamericana, y se han multiplicado las condenas a la discriminación y al odio a las minorías sexuales, tan profundamente arraigados en toda América Latina. El presidente de Chile, Sebastián Piñera, reclamó una sanción ejemplar y pidió que se activara la dación de un proyecto de ley contra la discriminación que, al parecer, desde hace unos siete años vegeta en el Parlamento chileno, retenido en comisiones por el temor de ciertos legisladores conservadores de que esta ley, si se aprueba, abra el camino al matrimonio homosexual.
Ojalá la inmolación de Daniel Zamudio sirva para sacar a la luz pública la trágica condición de los gays, lesbianas y transexuales en los países latinoamericanos, en los que, sin una sola excepción, son objeto de escarnio, represión, marginación, persecución y campañas de descrédito que, por lo general, cuentan con el apoyo desembozado y entusiasta del grueso de la opinión pública.
Lo más fácil y lo más hipócrita en este asunto es atribuir la muerte de Daniel Zamudio sólo a cuatro bellacos pobres diablos que se llaman neonazis sin probablemente saber siquiera qué es ni qué fue el nazismo. Ellos no son más que la avanzadilla más cruda y repelente de una cultura de antigua tradición que presenta al gay y a la lesbiana como enfermos o depravados que deben ser tenidos a una distancia preventiva de los seres normales porque corrompen al cuerpo social sano y lo inducen a pecar y a desintegrarse moral y físicamente en prácticas perversas y nefandas.
Esta idea del homosexualismo se enseña en las escuelas, se contagia en el seno de las familias, se predica en los púlpitos, se difunde en los medios de comunicación, aparece en los discursos de políticos, en los programas de radio y televisión y en las comedias teatrales donde el marica y la tortillera son siempre personajes grotescos, anómalos, ridículos y peligrosos, merecedores del desprecio y el rechazo de los seres decentes, normales y corrientes. El gay es, siempre, “el otro”, el que nos niega, asusta y fascina al mismo tiempo, como la mirada de la cobra mortífera al pajarillo inocente.
En semejante contexto, lo sorprendente no es que se cometan abominaciones como el sacrificio de Daniel Zamudio, sino que éstas sean tan poco frecuentes. Aunque, tal vez, sería más justo decir tan poco conocidas, porque los crímenes derivados de la homofobia que se hacen públicos son seguramente sólo una mínima parte de los que en verdad se cometen. Y, en muchos casos, las propias familias de las víctimas prefieren echar un velo de silencio sobre ellos, para evitar el deshonor y la vergüenza.
Aquí tengo bajo mis ojos, por ejemplo, un informe preparado por el Movimiento Homosexual de Lima, que me ha hecho llegar su presidente, Giovanny Romero Infante. Según esta investigación, entre los años 2006 y 2010 en el Perú fueron asesinadas 249 personas por su “orientación sexual e identidad de género”, es decir una cada semana. Entre los estremecedores casos que el informe señala, destaca el de Yefri Peña, a quien cinco “machos” le desfiguraron la cara y el cuerpo con un pico de botella, los policías se negaron a auxiliarla por ser un travesti y los médicos de un hospital a atenderla por considerarla “un foco infeccioso” que podía transmitirse al entorno.
Estos casos extremos son atroces, desde luego. Pero, seguramente, lo más terrible de ser lesbiana, gay o transexual en países como Perú o Chile no son esos casos más bien excepcionales, sino la vida cotidiana condenada a la inseguridad, al miedo, la conciencia permanente de ser considerado (y llegar a sentirse) un réprobo, un anormal, un monstruo. Tener que vivir en la disimulación, con el temor permanente de ser descubierto y estigmatizado, por los padres, los parientes, los amigos y todo un entorno social prejuiciado que se encarniza contra el gay como si fuera un apestado. ¿Cuántos jóvenes atormentados por esta censura social de que son víctimas los homosexuales han sido empujados al suicidio o a padecer de traumas que arruinaron sus vidas? Sólo en el círculo de mis conocidos yo tengo constancia de muchos casos de esta injusticia garrafal que, a diferencia de otras, como la explotación económica o el atropello político, no suele ser denunciada en la prensa ni aparecer en los programas sociales de quienes se consideran reformadores y progresistas.

sábado, abril 07, 2012

domingo, abril 01, 2012

quinta-feira, março 29, 2012

segunda-feira, março 26, 2012

Serviço Social Invoca Embaixatriz Leila Ramos na Luta Contra a Seca

The most beautiful woman in the world will help raise awareness about the degradation of dry lands, a problem that affects more than a billion people world-wide.
Miss Universe 2011, Leila Lopes has been appointed Drylands Ambassador for the UN Convention to Combat Desertification (UNCCD).
Speaking in New York on Monday, Lopes says drylands are not wastelands as they can be saved:
"If we can address the dilemma, we can tackle poverty in a meaningful way because every minute we lose 23 hectares of land to degradation. I want us to agree on a goal that will help us to reduce land degradation; rehabilitate more land than is being degraded." (Duration: 24″)
Leila Lopes, who is from Angola, will also participate in activities leading up to the Rio+20 Conference on sustainable development to be held in Brazil this June.
In http://www.unmultimedia.org/radio/english/2012/03/ms-universe-2011-to-raise-awareness-about-drylands/

sábado, março 24, 2012

Allende Filho de Valpataíso


Allende de Valparaiso al Mundo por enmemoria2009

Dia Mundial do Serviço Social assinalado com uma palestra e uma exposição

Uma palestra e uma exposição marcam as comemorações do Dia Mundial do Serviço Social em Beja. Duas iniciativas que dedicam atenções ao tema da pobreza.

No auditório da Escola Superior de Educação de Beja realizou-se hoje de manhã, uma palestra para assinalar o Dia Mundial do Serviço Social.

Uma iniciativa que teve como objectivo divulgar o conhecimento técnico, teórico e prático das diferentes problemáticas sociais de combate à pobreza e exclusão social. Aprofundar as novas necessidades emergentes, conhecer os novos e os velhos actores sociais e partilhar o conhecimento foram os outros objectivos traçados.
viaRádio Voz da Planície 104.5 FM
Paralelamente, foi inaugurada a exposição de fotografia “Olhando a Pobreza no Baixo Alentejo”. Esta mostra resultou de um concurso de fotografia promovido pelo Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza com o chamar a atenção para a pobreza e para as diversas questões que lhe estão ligadas e para a emergência da sua erradicação, no âmbito geográfico do Baixo Alentejo.

viaRádio Voz da Planície 104.5 FM

segunda-feira, março 19, 2012

domingo, março 18, 2012

sábado, março 17, 2012

domingo, fevereiro 26, 2012

terça-feira, fevereiro 21, 2012

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

domingo, fevereiro 19, 2012

Antigos Professores do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa Continuam a Vencer Universidade Lusíada Fundação Minerva



Antigos docentes que foram vitimas das arbitrariedades da Fundação Minerva Universidade Lusíada, continuam a vencer no Tribunal de Trabalho.
Apesar da demora das decissões, o Tribunal de Trabalho tem vindo a dar razão aos professores nos casos que demandaram justiça.
Decorrem acções noutros tribunais e na Policia Judiciaria investigações que devem apurar o desaparecimento e não prestação de contas do património dos Instituto Superiores de Serviço Social Lisboa e Beja, bem como de licenciaturas e  mestrados"desaparecidas" 

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Escola Belga de Serviço Social celebra 90 Anos Instituto Cardin Louvain-la-neuve


Cardeal
Berretta cardinalizia.png
Josef-Léon Cardijn

da Igreja Católica
[[Imagem:Imagem de Josef-Léon Cardijn]]
título
Cardeal-diácono de São Miguel Arcângelo a Pietralata
Brasão de Josef-Léon Cardijn
Evangelizare Pauperibus
Nascido emSchaerbeek,18 de novembro de 1882
Data de nascimento
Local de nascimento
FalecimentoLovaina, 25 de julho de 1967 (84 anos)
Data de falecimento
Local de falecimento
Ordenado
sacerdote
22 de setembro de 1906, em Mechelen
Consagrado
bispo
Elevado
arcebispo
21 de fevereiro de 1965 como arcebispo-titular de Tusuros
Nomeado
patriarca
Funções
exercidas
Proclamado
cardeal
22 de fevereiro de 1965, pelo Papa Paulo VI.
Cardeais · Todas as dioceses
Projeto Catolicismo · uso desta caixa
Monsenhor Josef-Léon Cardeal Cardijn (Schaerbeek,18 de novembro de 1882 - Lovaina, 25 de julho de 1967)[1] foi um cardeal belga, que trabalhou pelo compromisso social da Igreja Católica no início do século XX.
Foi ordenado sacerdote em 1906. Em 1912, foi coadjutor da paróquia de Laeken, iniciando sua obra pastoral entre os jovens obreiros belgas[1]. Foi Diretor de Obras Sociais de Bruxelas e capelão dos sindicatos cristãos (1915), agrupando aos jovens da chamada Juventude Sindicalista (1919), que se tornaria (1924) a Juventude Operária Cristã (JOC).
Fundou em 1920 a Ação Católica, que agrupa a todos os dirigentes operárioss católicos, atualmente, em todo o mundo. Foi prisioneiro tanto na Primeira Guerra Mundial como na Segunda Guerra Mundial[1]. Pela sua obra social, foi nomeado cardeal em 22 de fevereiro de 1965[2], com o título de Cardeal-diácono de São Miguel Arcanjo, recebendo o barrete cardinalício em 25 de fevereiro[1]. Participou do Concílio Vaticano II[3].
Morreu em Lovaina, Bélgica, em 1967 e está em processo de beatificação