quarta-feira, maio 19, 2010

Waris Dirie e a Mutilação Genital Feminina


Ex-modelo internacional, a somali Waris Dirie alerta sobre a Mutilação Genital Feminina - prática comum em vários países africanos, além de parte do Oriente e da Europa - em que meninas são cortadas como pré-requisito para arrumarem casamento. A ideia absurda é de que, com a mutilação, seus desejos sexuais fiquem reduzidos, assim como a possibilidade de adultério. Tudo em nome da falsa segurança machista em relação à fidelidade da esposa e à castidade da noiva.
Ela é uma mulher negra que venceu na vida como profissional em uma carreira pra lá de disputada. Ex-modelo internacional de muito prestígio, Waris Dirie, porém, traz uma certa tristeza no olhar, tristeza essa atrelada ao seu país de origem, a Somália, ao seu povo e costumes. Aos cinco anos de idade, ela e duas irmãs (que não sobreviveram) foram submetidas a umas das maiores crueldades ainda praticadas em vários lugares do mundo em nome das tradições e crenças dos ancestrais: a Mutilação Genital Feminina, remoção ou costura dos lábios vaginais ou clitóris para a diminuição do prazer sexual.

Muitos povos consideram a circuncisão feminina como um ato para manter a 'pureza' de uma jovem até o casamento. Muitos homens recusam-se a casar com uma mulher que não tenha passado pelo "ritual", podendo alegar que a mesma é impura para o matrimonio ou até mesmo mais propensa a traí-lo. Para piorar a situação, tais 'operações' são feitas sem a menor condição de higiene, com objetos cortantes como facas, pedaços de vidros, lâminas, troncos de árvores e espinhos que, muitas vezes, são feitas sem a menor condição de higiene, com objetos cortantes como facas, pedaços de vidros, lâminas, troncos de árvores e espinhos que, muitas vezes, são usados em várias meninas diferentes (com idades entre 3 a 15 anos ) sem nenhuma esterilização. As consequências são infecções graves que, se não levam à morte, provocam danos à saúde e levam a mulher à infertilidade, sem contar o dano psicológico. "Muitas dessas mulheres fazem tratamento psicológico pelo resto da vida", afirmou Waris, em recente visita ao Brasil


Modelo de luta

Nascida em 1965, na Somália, Waris Dirie teve uma trajetória atribulada: aos cinco anos, passou pela estúpida mutilação; aos treze, foi obrigada pelo pai a se casar com um homem de 60 anos. A então menina, com a ideia de liberdade correndo nas veias, fugiu. Cruzou a pé o deserto da Somália, enfrentando animais selvagens e areias escaldantes por 500 quilômetros até chegar à capital, Mogadíscio. Voltar para casa ela não poderia, pois na certa seria punida e escravizada pelo próprio pai. Saiu do país em busca de alguma oportunidade de sustento e, principalmente, para gritar ao mundo mais tarde a crueldade que acontecia naturalmente na Somália. Em uma dessas oportunidades, foi descoberta por um fotógrafo inglês quando trabalhava em uma rede de lanchonetes.

Ela tinha 18 anos. A partir daí, sucessso, fama e dinheiro passaram a fazer parte da vida de Waris. "Mas posso te contar um segredo? Por tudo que vivi e sofri, não pense que eu gosto de ficar em hotéis 5 estrelas. Sou de família simples e gosto de gente, de me comunicar, de ser realmente livre", diz a ex-modelo, hoje embaixadora da ONU para o combate à mutilação genital feminina e fundadora da ONG Waris Dirie Foundation que, desde 2002, luta para erradicar de vez essa prática do mundo. "Fico feliz em saber que com os trabalhos de divulgação e alerta, 16 países na África já aprovaram a proibição desse costume", comemora. Autora de vários livros, sua biografia, Flor do Deserto ganhou as telonas. Lançado na Alemanha no final de 2009, o filme deve chegar aos cinemas brasileiros no primeiro semestre de 2011.

Em nome do pai

Estima-se que 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas à Mutilação Genital Feminina em várias partes do mundo, tudo em nome da "tradição". A África lidera esse triste ranking. No continente negro mais de 20 países usam dessa prática para limitar o prazer feminino. Mas essa prática sem sentido não é feita apenas em nome de crenças, como conta Waris Dirie:

Pelas muitas frentes de combate, a Mutilação Genital Feminina é uma prática condenada em todo o mundo. Mas por que tal brutalidade ainda é tão praticada?
Uma das razões é que virou uma forma de comércio. Os pais vendem suas filhas em troca de dinheiro. É ele, na maioria das vezes, que ordena que sua menina seja mutilada. Elas são trocadas por dinheiro ou qualquer outra coisa do interesse paterno.

O problema, então, vai além do fator cultural?
Sim, a pobreza faz com que ele aconteça. É um problema terrível e acredito que se nos livrarmos da pobreza, da miséria, nos livramos também da Mutilação Genital Feminina.

Depois que você saiu da Somália e se tornou uma top model de sucesso, qual o seu grande objetivo?
Eu quero poder dormir e acordar livre para voar, sinto que estou só começando a luta. Quero poder abrir os olhos e ver homens, mulheres e crianças sendo respeitadas pelo que são e pelo que buscam. Descobri que faço parte do coro de mulheres que dizem NÃO quando o assunto é a violência.

Acredita que está conseguindo?
Estou aqui para falar da minha dor e do meu sofrimento, mas também para falar do resultado. Muitos acreditam que a mulitilação é certa, principalmente mães e avós. Elas acreditam que se suas lhas não forem cortadas nunca arranjarão um marido. É um absurdo! Não podemos permitir que tais costumes venham aterrorizar as nossas lhas. Percebo que meu sofrimento mudou a minha família, o meu bairro está mudando, consequentemente, o meu país, a Somália. O mundo em que vivemos também mudará. Eu tendo a oportunidade de dizer não à violência, eu direi, em qualquer lugar, em qualquer idioma. E quando não mais conseguir falar vou mostrar. Estou dando a minha parcela para tais mudanças.


Por Natanael Joaquim
Fotos Rafael Cusato e Shutterstock
Raça Brasil

CPIHTS PUBLICA TESE DE DOUTORAMENTO MARIA JOSE QUEIROS


Tese de Maria José Queiros Publicada na pagina do CPIHTS

na Revista Estudos & Documentos

wwww.cpihts.com

sexta-feira, maio 14, 2010

Uberaba Assistentes sociais têm data comemorativa neste sábado

13/05/2010 às 08:02
Assistentes sociais têm data comemorativa neste sábado

A ideia de que assistente social é somente aquele profissional que se preocupa em ajudar as pessoas a enfrentar questões delicadas da sociedade está totalmente equivocada. Do ponto de vista dos especialistas, o trabalho de assistência social consiste em garantir os direitos dos cidadãos, conquistados ao longo do tempo com a luta da classe trabalhadora. Como o Dia do Assistente Social, 15 de maio, está se aproximando, a equipe de reportagem do JORNAL DE UBERABA vai mostrar a importância deste trabalho.
Pela própria natureza da atividade, o assistente social enfrenta um dos lados mais cruéis da vida: o trabalho com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, em usuários de drogas, em um serviço que exige muita sensibilidade, o que os profissionais chamam de política da redução de danos. Segundo eles, é muito difícil conseguir retirar a droga da vida de um viciado, e, para ajudar de alguma maneira, se faz a opção pela redução de danos.
De acordo com a acadêmica em Serviço Social Lethícia Carvalho Silva, a profissão é pouco divulgada em Uberaba, porque não existe a preocupação de orientar as pessoas e, por isso, elas acabam confundindo o serviço social com assistencialismo ou caridade. "A assistência social é uma política bem diferente da profissão Serviço Social. O assistente social trabalha com a garantia dos direitos humanos dos cidadãos e com as desigualdades sociais geradas pelo capitalismo. É preciso analisar a situação de maneira ampla e totalitária para poder identificar a demanda que nos é posta e, a partir disso, apresentar soluções, orientando e posteriormente encaminhando o usuário para um programa em sua cidade que atenda à sua necessidade."
Ela ressalta que é fundamental esclarecer à comunidade a respeito do trabalho desempenhado pelos assistentes sociais, uma vez que muitos podem estar precisando e por preconceito ou, mesmo, desconhecimento ainda não buscaram os serviços, deixando de desfrutar de seus direitos.
Esses trabalhadores lidam diretamente com a questão da pobreza, uma vez que ela afeta a sociedade de um modo geral, e não apenas os desfavorecidos. Se há desemprego, a violência aumenta e o consumo diminui. "Mesmo quem trabalha em outra área, em alguma situação se vê na necessidade de ajudar alguém a resolver certo problema, acreditando estar fazendo o papel de assistente social", comenta Lethícia Carvalho.
Em Uberaba, este trabalho é feito pelo Núcleo de Assistência Social (NAS), que fica responsável pelo desenvolvimento do serviço em todo o município, e busca estar sempre atento a quem se encontra em situação de vulnerabilidade social, por meio de encaminhamentos ou na rede com outras entidades municipais, com o co-finaciamento do Estado e do Governo Federal, tendo suas ações sociais voltadas a atender os usuários embasados no Sistema Único de Assistência Social (Suas).
Para atender a baixa complexidade da comunidade uberabense, o Centro de Referência da Assistência Social (Cras) fica com a responsabilidade de dar a proteção social básica àqueles que estão em locais estratégicos da cidade, onde existe maior índice de vulnerabilidade e risco social e pessoal, prestando atendimento socioassistencial disponível na rede de proteção municipal, utilizando as políticas existentes e melhorando assim a condição das famílias. Hoje existem em Uberaba vários programas e serviços direcionados a atender à população, isso devido às exigências que foram surgindo ao longo dos anos, que são direitos conquistados pelas lutas sociais. (RV)

Dia 15 de Maio Assistentes Sociais em Luta




No dia 15 de maio é comemorado o Dia do Assistente Social, por conta disso as assistentes sociais em Sergipe realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira, 13, em frente à Assembléia Legislativa. Elas reivindicam o aumento do piso nacional para R$ 3720 e a diminuição da carga horária de trabalho de 40 para 30 horas semanais.

De acordo com a presidente do conselho Regional de Serviço Social, Lizandra Vieira, o projeto do piso nacional está em tramitação na Câmara dos Deputados. “Hoje a categoria trabalha entre 30 e 40 horas por semana e o salário varia entre R$ 1200 e R$ 1500 aqui em Sergipe. Nós queremos que as condições sejam melhoradas”, disse.

Em Sergipe, existem cerca de 1200 assistentes sociais registradas no conselho Regional. Segundo Lizandra, é importante que a sociedade reconheça a importância do trabalho dos Assistentes. “A nossa profissão vem trabalhando pelo bem do usuário e nada melhor do que nós reivindicarmos a melhoria na qualidade do nosso trabalho para melhor servir aos que necessitam”, falou.
Amanhã durante todo o dia serão realizadas discussões entre a categoria no auditório da OAB em comemoração à semana dos Assistentes Sociais. No período da manhã será realizada a palestra com o tema da semana ‘Trabalho com direitos pelo fim da desigualdade’, com a palestrante Elaine Bering, professora da UERJ, além disso, haverá debates com coordenadores dos cursos de Serviço Social do Estado.

No período da tarde, a professora doutora do curso de Serviço Social da URFJ, Yolanda Guerra, falará sobre a formação profissional e inovação no espaço ocupacional. Na segunda-feira, 17, haverá uma sessão especial na Assembléia dos Deputados em homenagem ao dia nacional das Assistentes Sociais.

Por Bruno Antunes

http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=98435&titulo=cidade

segunda-feira, maio 10, 2010

Assistente Social e Cooperante Em Bissau Africa


Estimado Professor
(....)
Estou neste momento em Bissaú, onde vim passar alguns dias de descanso. Depois de ter feito a ronda do mes, Ilha das Galinhas, Bolama e por fim Sao Joao, chegar a Bissaú é como chegar a um pais de primeiro mundo. Significa ter acesso a um conjunto de pequenas coisas das quais sinto verdadeiramente falta, ver pessoas diferentes, comer comida que nao seja apenas arroz e peixe, tomar um café e ver movimento.

Ontem, viveu-se um ambiente de grande ansiedade em Bissaú envolto numa atmosfera de falsa calma e sossego. Sai cedo do hotel porque queria ir á Embaixada do Brasil, onde pretendia tratar de alguns assuntos. Fui a pé até Benfica, uma das avenidas principais de Bissaú onde notei que havia uma grande movimentacao de carros, para ser honesta nao dei muita atencao porque uma das caracteristicas das cidades africanas é essa mesma a de uma agitacao constante de carros que partem em todas as direccoes sem qualquer norma de seguranca, pessoas que vao e vem, tudo envolto numa nuvem de calor, fumo e barulho. Quando estava á espera a Diana liga-me um pouco assustada a perguntar onde é que eu estava e sem explicar nada disse simplesmente “vem imediatamente para o Hotel, o primeiro ministro vai ser morto”. Percorri todo o caminho de volta a pé e de repente dei com as ruas cheias de pessoas, uma massa humana avancava contra mim e nao percebi muito bem para onde se dirigiam. Quando cheguei ao centro da cidade vi as lojas a fecharem as portas, as pessoas a correrem, carros das Nacoes Unidas a passarem de um lado para o outro e comecei a ver militares na rua. Quando cheguei ao hotel comecei a ouvir conversas que tinham havido tiros na sede das Nacoes Unidas que fica á frente do hotel depois de um descampado. Percebi que as coisas nao estavam famosas quando o Filipe que trabalha no Marques de Vale Flor me telefona a perguntar se estou em seguranca e para nao sair de casa e quando o Diogo, que já está em Bissaú há 7 anos, nos disse para irmos imediatamente para a pensao da Dona Berta e nao sairmos de lá.

A pensao da Dona Berta fica perto do Hotel onde estamos, as ruas já estavam desertas quando fomos. Ao chegar á pensao nao pude deixar de pensar que estava a viver um filme, uma daquelas realidades que pensamos que nunca vamos viver. A pensao da Dona Berta é um lugar muito especial aqui em Bissaú, existe mesmo uma Dona Berta, uma Cabo Verdiana que trocou Cabo Verde e Lisboa para viver em Bissaú. Uma senhora já com alguma idade que tem um sorriso terno e meigo. Mal entramos abriu-nos um largo sorriso e nos convidou a almocar. Quando entrei na sala, grande e fresca devido a uma varanda enorme com vista para uma larga rua que vai até ao Palácio, a sala é decorada com fotos onde podemos ver a Dona Berta com a Amália Rodrigues, com o Papa Joao Paulo II e o Presidente da República. A sala estava com vários portugueses agarrados aos telemóveis, foi nesse momento que percebemos que as noticias já tinham chegado a Lisboa. Felizmente tive o bom senso de ligar a minha irma a pedir para avisar a minha avó e dizer que estava tudo bem. O rádio ligado onde ouviamos o chefe do Estado Maior a dizer que se houvesse mais manifestacoes nas ruas iam abrir fogo sobre a populacao e a avisar que a partir das 17h havia ordem de recolher obrigatório, quem fosse apanhado nas ruas era morto. O estado de sitio estava dado e nao podiamos fazer nada, apenas esperar, esperar e deixar o pais entregue ao seu povo e ao seu poder.

Como sempre a Embaixada Portuguesa esteve no seu melhor esquecendo-se de avisar algumas ONG’s portuguesas da possibilidade de um Golpe de Estado, isto quando a Embaixada Espanhola antes de isto tudo acontecer ja estava a evacuar para casa todos os expatriados espanhois que estao em Bissaú.

Depois do almoco e de ouvirmos as noticias voltamos para o Hotel onde ficamos até termos ordem de saida, que aconteceu por volta das 19h da noite.

A verdade é que nao sei o que é viver num pais onde de um momento para o outro a minha seguranca, a minha vida pode estar em risco e toda a estabilidade que foi conquistada é posta em causa sem que eu possa ter voz sobre isso. Há um ano atrás o Presidente deste pais foi morto de uma forma violenta, quem nao se lembra das noticias que nos deixaram chocados. Aliás a Guiné – Bissaú a nivel internacional está no mesmo escalao de seguranca que o Iraque, só para verem a ideia que a comunidade Internacional tem deste pais (da qual nao partilho).

A verdade é que nao sabemos o que é ter a nossa vida ameacada. Os militares, sobretudo de etnia Balanta, sao conhecidos pela sua crueldade e capacidade de assinar sem piedade, abrem simplesmente fogo sem olhar a meios.



Hoje quando sai á rua encontrei o Senhor Marcelino um professor do Instituto Gamoes que trabalha em Bolama que mal me viu me disse “Ines temos de voltar para a nossa terra lá estamos em seguranca”, compreenda-se que nossa terra significa Bolama, já sou uma bolamense.

Tivemos de ir a uma rua ao pé da Presidencia e quando tentamos apanhar um taxi achamos estranho que nenhum táxi parou independentemente de estar vazio ou com poucas pessoas. Aqui andar de taxi é como andar num Toca – Toca (Transporte público) paga - se á cabeca e vai enchendo de acordo com o destino final do táxi. Quando desciamos a rua uma rapariga nos explicou que nenhum táxi iria parar porque estamos ao pé da Presidencia, depois disse que o povo estava cansado ao qual respondi que tinha ficado orgulhosa do povo guineense que tinha saido á rua, mostrou que tem voz e coragem ao qual ela respondeu “estamos cansados de ser um dos paises mais pobres do mundo, fartos de nao termos acesso a educacao, fartos de termos doencas, fartos de nao termos escolha, os politicos só querem dinheiro e poder e nós onde ficamos nisto”. Vivem uma vida de inseguranca e instabilidade.

Muitos de voces me perguntaram que trabalho estou a fazer na AMI. Pois bem o meu trabalho é fazer um reconhecimento/mapeamento da regiao sanitária de Bolama. Concretamente é conhecer o estado da educacao, saúde e condicoes de vida de todas as comunidades onde AMI trabalha. Eu percorro as comunidades, falo com as pessoas e apercebo-me que as pessoas nao tem escolha. A sua vida centra-se numa luta constante pela sobrevivencia que se pode traduzir pela luta diária de ter comida no prato nem que seja uma mao cheia de arroz e pela própria vida. Isto muda completamente o modo de viver e perceber a vida. A nós brancos, europeus faz-nos confusao como eles vivem a morte, mas o que dizer sobre isto quando uma mulher nos apresenta um boletim de vacinas dos filhos e numa das colunas o número de filhos mortos pode ser uma proporcao de 5 filhos vivos para 3 mortos?

As vezes estas coisas deixam-me pensativas e ainda mais quando o meu trabalho cria expectativas nas pessoas, eles sabem que o objectivo deste trabalho é conhecer a realidade para podermos elaborar mais projectos de intervencao comunitária, por isso muitas pessoas vem ter comigo a pedir ajuda. E acreditem que me parte o coracao quando vejo pessoas com capacidades e competencias que podiam ser desenvolvidas e nao sao porque simplesmente nao há escolha.

A par destes acontecimentos há momentos mágicos e pessoas que fazem a diferenca. Há algo de mágico nesta terra, as suas pessoas apesar do descontentamento, da miséria há sempre um prato de arroz que me é servido mesmo que haja pouco, há sempre uma crianca que sabe o meu nome e corre para mim quando me ve na rua, há sempre um sorriso que é oferecido com ternura, há sempre um bebe que nasce com boa saúde.

Neste mes tenho diversificado o meu trabalho o que tem sido bom. Fiz umas accoes de formacao aos jovens e participei no programa de rádio que foi uma verdadeira cena do “Gato Fedorento” ao vivo e a cores. Demorei cerca de 3 dias para conseguir ter as condicoes favoráveis para a realizacao do programa depois de muita negociacao e uma grande dose de paciencia. Dei formacao ás matronas (parteiras tradicionais) e adorei. Há mulheres lindas nesta terra. Mulheres de sorrisos ternos, de fé forte e corajosas. Numa dessas formacoes conheci a Tia Cady que é uma mulher que nos passa uma serenidade e calma. Uma mulher de 74 anos que ainda ajuda as mulheres da comunidade a terem filhos, a sua experiencia, a sua sabedoria deixaram-me encantada.

Conheci a Teresa, a responsável pela Horta de Cassucai, uma das curandeiras mais conhecidas de Bolama que recebe o espirito do Iran. O Iran é uma identidade que tanto pode ser bom ou mau que faz trabalhos para as pessoas e fala uma lingua que poucos conhecem. A Teresa convidou-me para ir a uma cerimonia, estou ansiosa por ir ;)

Recentemente um dos meus passatempos preferidos tem sido ir ao Futebol. Vou com o Sérgio e o Bruno (enfermeiro e médico) e confesso que nunca me diverti tanto a ver futebol como aqui. Ao pé do Mercado de Cajú, o “grande” mercado de Bolama existe uma sala que tem antena e apanha alguns canais de televisao. Sempre que há jogos do Benfica a sala enche-se de homens (sou literalmente a única mulher que vai ver jogos de futebol, nao é de admirar que já seja uma pessoa famosa entre os benfiquistas), é um delirio. Imaginem uma sala meia escura com duas televisoes, cheia de pessoas o que inevitávelmente se traduz num calor insuportável, rádios sintonizados no jogo porque os relatos na televisao sao em frances e a par disso há todo um comentar dos jogos na sala. Voces nao imaginam o histerismo que é cada vez que o benfica marca um colo, é LINDO.

Assim me despeco na esperanca que esta calma que se vive hoje nao seja apenas uma camada de verniz pronta a estalar a qualque momento, mas sim que haja um esforco de todos para a reconstrucao de um novo pais, ele merece isso.


Peco desculpa pelos erros, o meu computador é ingles e nao tem correccao em portugues e nem acentos.

Obrigada,

Um abraco

Ines Ribeiro

domingo, maio 09, 2010

sábado, maio 08, 2010

Intervenção na Saúde Prevenção Sindrome Do Bebe Sacudido

É comum um bebê chorar até três horas por dia, afinal essa é a única forma que ele tem para se comunicar e informar que está com sono, fome ou incomodado com o barulho, por exemplo. Mas no interior de muitos lares essa manifestação é rebatida por adultos com violentas sacudidas.

Um ato condenável, que acontece com uma frequência muito maior do que se imagina. De tão recorrente virou alvo de um projeto internacional para preveni-lo.

A campanha, que teve início na Austrália, já está em mais de 150 países e acaba de ser lançada no Brasil.

O objetivo da campanha é chamar a atenção de pais, babás, outros cuidadores, educadores e médicos para o problema e suas consequências. No meio científico, ele é chamado de síndrome do bebê sacudido.

A violência pode provocar danos neurológicos, cegueira e até a morte do bebê. “Essa também é a causa mais comum de traumatismo craniano não acidental entre crianças menores de 3 anos”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, presidente do Instituto Zero a Seis, voltado para a promoção de ações em favor de crianças nesta faixa etária. A entidade e o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência da Universidade Federal de São Carlos são os responsáveis pela campanha no Brasil.

Os prejuízos ocorrem principalmente porque, no primeiro ano de vida, o organismo do bebê está em pleno desenvolvimento. Os nervos e vasos sanguíneos são mais frágeis, por exemplo, assim como as estruturas do pescoço. Até os neurônios estão desprotegidos – a membrana que os recobre ainda está em construção.

A cabeça de um bebê é grande e pesada em proporção ao resto do corpo. Entre o cérebro e crânio existe um espaço livre destinado ao crescimento e desenvolvimento; os músculos do pescoço do bebê ainda não estão desenvolvidos.

Quando se sacode um bebê ou uma criança pequena (geralmente abaixo dos 2 anos de idade), o cérebro ricocheteia contra o crânio, provocando contusão, inchaço, pressão e sangramento (hemorragia intracerebral). Isso pode resultar em dano cerebral grave e permanente, ou mesmo em morte.

O ato de sacudir um bebê ou criança pequena também pode provocar lesões no pescoço e na coluna vertebral. As hemorragias da retina podem resultar em perda da visão.

Quase sempre, esta síndrome é causada por trauma não-acidental (abuso infantil), provocado por um pai, mãe ou babá irritados, que sacodem o bebê para puni-lo ou fazê-lo ficar quieto. Em casos raros, esta lesão pode resultar, acidentalmente, de ações como arremessar o bebê para o alto ou correr com ele em um “baby bag” preso às costas.
Continue a lêr

http://www.maylu.com.br/2010/05/sindrome-do-bebe-sacudido.html

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sexta-feira, maio 07, 2010

Betty Cariño Dirigente Comunitária Mexicana


Lideraba la lucha de las comunidades de Oaxaca, México, en contra de las prácticas de las empresas españolas Endesa, Iberdrola y Gamesa. A Betty Cariño la balearon cuando intentaba llevar ayuda a un pueblo citiado por matones ligados al priísta gobernador local.
La dirigente indígena oaxaqueña Betty Cariño Trujillo fue asesinada en reciente día 27 junto a un observador finlandés, Tyri Antero Jaakkola, . “Ambos viajaban en la Caravana de Observación por la Paz que iba a traer víveres y a romper el cerco que rodea la población triqui de San Juan Copala desde hace 4 meses, cuando una treintena de hombres armados empezaron a disparar a los vehículos que la conformaban. Las 25 personas que viajaban intentaron escapar como pudieron, pero también resultaron heridos de bala dos activistas y un periodista de la revista Contralínea” cuenta el reportaje de María Josep Siscar, en periodismohumano.com.
Texto in the clinic

terça-feira, maio 04, 2010

segunda-feira, maio 03, 2010

Serviço Social Direitos Humanos e Ecologia

Serviço Social :Nova Publicação do CPIHTS, Veras e Editorial Progresso




Corazões Generosos :Assistente Social e Zambista

30/04/2010
Aos 87, ‘Dona Celinha’ é exemplo de vida
Célia Martins formou a primeira turma de serviço social da ITE e, há anos, reúne-se com um grupo de ex-alunas e amigas
Bruna Dias
Célia Martins, ou “dona Celinha” como ainda é chamada por suas ex-alunas e amigas, a assistente social aposentada é um exemplo de vitalidade e amor à profissão aos 87 anos. Bauruense nascida numa época em que os costumes eram extremamente diferentes da atualidade, dedicou toda sua vida com o objetivo de sempre fazer o bem e ajudar as pessoas.

Na década de 40, Celinha trabalhava no antigo Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários quando recebeu a possibilidade de ter uma bolsa de estudos para fazer faculdade de serviço social na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na época não existia o curso em Bauru.

A assistente social conta que ficou muito interessada pela proposta e resolveu seguir em frente com o seu propósito. “Naquela época era complicado para mulher estudar fora da cidade, mas eu sempre tive muito apoio da minha família. Uma tia foi comigo para São Paulo para eu não ficar sozinha no início”, conta Celinha.

Segundo ela, a cidade de São Paulo a assustava um pouco por ser muito grande, mas ela enfrentou o medo. “Às vezes eu pegava o ônibus errado e chegava atrasada na aula. Logo a professora falava: ‘Pegou o ônibus errado outra vez não é’”, conta aos risos.

Quando foi para a Capital, Celinha morou inicialmente na casa de parentes, depois em uma pensão, e a dona do local também era conhecida da família. “Tinha sempre que ser alguém conhecido da família”, acrescenta.

Concluiu o curso de serviço social em 1953, sendo a aluna com as melhores notas da turma. “Até hoje a professora Nadir Kifouri - uma referência no ramo - me liga para saber como eu estou”, conta.

Em 1963 foi convidada pelo fundador da Instituição Toledo de Ensino (ITE) de Bauru, Antônio Eufrásio de Toledo, para dar aulas para a primeira turma de serviço social da cidade. “Ele foi até a PUC de São Paulo para procurar um professor. Ele sabia que eu estava tão perto”, brinca Celinha.



Oração


Ela conta que teve muito medo de aceitar a proposta, apesar de ser experiente, pois trabalhava no período da tarde no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e teria que lecionar na faculdade pelas manhãs.

Mas enfrentou o medo novamente e foi professora do curso de serviço social da ITE por 11 anos, onde cultivou amizades eternas com suas alunas. “Eu fiquei com medo, mas escrevi uma oração, a ‘Oração da Mestra’, para me dar forças”, completa.

A oração dizia: “Eu agradeço, Senhor, a confiança que em mim depositastes, dando-me a orientação das almas jovens. Mas eu temo, Senhor, por preguiça, fraqueza ignorância, enfim, coisas humanas, que sabeis... Eu vos peço, Senhor, que eu possa pôr nas almas dos alunos a força do ideal, o gosto do saber, a humana da compreensão. Precisa o mundo de gente, que seja gente. Ajudai-me, Senhor, levar avante missão tão importante”. “Foi essa oração que me deu forças”, acrescenta.




Encontros


As 21 amigas e ex-alunas de Célia Martins se reúnem até hoje, uma vez por mês, com a assistente social para almoçar em diferentes restaurantes e trocar confidências. A professora deixou as salas de aula porque sua carga horária no INSS aumentou. “Eu deixei a faculdade com muita dor no coração”, conta.

Celinha não se casou e nem teve filhos, dedicou sua vida para o serviço social. Hoje participa do grupo da terceira idade da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru, onde desenvolve atividades de memorização e participa de grupos de vivência, além de fazer parte de um grupo de teatro. “Eu já escrevi uma peça que se chamava ‘Criatividade’. O professor de teatro adorou”, relembra Celinha.

A professora também é internauta e adora mandar e-mails para as amigas. Não bastasse todas essas qualidades, Célia não se cansa, adora escrever trovas e faz parte da União Brasileira de Trovadores, que tem uma sede em Bauru.

Como um bom exemplo de amor à vida, ela não fica parada. Adora viajar sempre que pode. “Eu não perco uma oportunidade de viajar. Já fui até para a Europa. Se a gente parar, enferruja”, completa, aos risos.




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Alunas e amigas


As ex-alunas e amigas de Célia Martins, que mantêm um grupo composto por 21 mulheres que foram alunas da assistente social na ITE há 13 anos, sempre se reúnem para encontrar com a “dona Celinha”.

Adélia Conte conta que a professora, além de muito amiga, é fiel. “Ela sabe guardar segredo. É uma pessoa em quem você pode confiar sempre”, completa.

Odaléia Rocha, assistente social aposentada que também foi aluna de Celinha, relata que sempre que precisou teve orientação especial dela. “Eu me recordo do primeiro caso em que atendi uma família. Eu estava com medo, mas ela me ajudou como seria a melhor forma do atendimento, e deu certo. Isso marcou muito a minha profissão”, recorda.

Brígida Sganzella, outra discípula dos ensinamentos de Célia Martins, relembra que a professora ensinava que elas deviam sempre respeitar a dignidade das pessoas. “Ela falava que essa era a base do serviço social”, completa, emocionada.

O amor de Célia Martins pela profissão ia além dos limites físicos da assistente social. “Eu estudava de manhã na ITE, depois dava aulas em outra cidade, retornava para Bauru de trem, ia para o estágio e fazia as supervisões do estágio comigo depois das 22h. Às vezes a mãe dela já estava até dormindo. Mas ela não tinha preguiça e abria as portas do seu escritório para me receber. Se não fosse dessa maneira, eu não poderia me formar com as minhas amigas, teria que esperar mais seis meses”, relata, emocionada, a ex-aluna Sandra Aiello.

in http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=181886

terça-feira, abril 20, 2010

domingo, abril 04, 2010

Serviço Social "O Futuro das Humanidades"

TRIBUNA: ADELA CORTINA
El futuro de las Humanidades


Hace medio siglo C. P. Snow, físico y novelista británico, pronunció una conferencia sobre Las dos culturas y la revolución científica, que produjo un gran revuelo. Distinguía en ella entre dos culturas, la de los científicos y la de los intelectuales, que venían a coincidir con dos ámbitos del saber: Ciencias y Humanidades. A juicio del conferenciante, los intelectuales gozaban de un mayor aprecio por parte del público y, sin embargo, eran unos luditas irresponsables, incapaces de apreciar la revolución industrial por no preo-cuparles la causa de los pobres.
Hoy las cosas han cambiado radicalmente. Jerome Kagan, emérito de la Universidad de Harvard, vuelve al tema en The Three Cultures y, amén de añadir la cultura de las Ciencias Sociales, diagnostica el declive de las Humanidades. Naturalmente, cabría discutir todo esto, porque es discutible, pero hay al menos dos afirmaciones que urge abordar: ¿es verdad que las Humanidades están en decadencia?, ¿es verdad que quienes las tienen por oficio son incapaces de interesarse por la causa de los menos aventajados y de apreciar el progreso científico? La respuesta no puede ser en ambos casos sino "sí y no".

En lo que hace a las razones del sí, serían al menos tres.

Por una parte, el harakiri practicado por sedicentes humanistas, empeñados en asegurar que cualquier ciudadano corriente puede ser historiador, filólogo, filósofo o crítico literario sin tener que pasar por un aprendizaje ad hoc, cuando lo cierto es que estos saberes cuentan con vocabularios específicos, con métodos propios de investigación, con un bagaje de tradiciones históricamente surgidas que es preciso conocer para dar mejores soluciones a los problemas actuales.

Una segunda razón para creer en el declive de las Humanidades procede del afán imperialista de algunos científicos, incapaces de asumir que hay formas de saber complementarias, empeñados en explicar la vida toda desde la comprobación empírica, sea desde la economía o desde las neurociencias. Los buenos científicos saben que sus explicaciones y predicciones tienen un límite, y que las interpretaciones son harina de otro costal, no digamos ya las orientaciones sobre cómo se debería obrar. Pero los otros prometen lo que no pueden dar y no dudan en instrumentalizar a su servicio el aprecio que ha conquistado la buena ciencia.

Y, por último: las Humanidades -se dice- contribuyen muy poco a la economía de un país. De donde se sigue que invertir en ellas no parezca ser rentable, sea en docencia o en investigación, que el I+D+i parezca ser cosa de ciencias y tecnologías. Si a ello se añade la dificultad de comprobar la calidad de la producción humanística, el futuro de las Humanidades se ennegrece. Y, sin embargo, esto es radicalmente falso, y aquí empiezan las razones del "no". A cuento de la crisis económica distintos foros se han preguntado qué hacer y una de las medidas en las que hay un amplio acuerdo es la necesidad de incrementar la productividad formando buenos profesionales, cuidando los recursos humanos, de los que siempre se ha dicho -aunque no sé si alguien se lo cree- que forman el más importante capital de un país. ¿Qué tipo de profesionales podrían ayudarnos a salir del desastre?

Podrían ayudarnos los auténticos profesionales, que son buenos conocedores de las técnicas, pero no se reducen al "hombre masa" del que hablaba Ortega, sino que tienen sentido de la historia, los valores, las metas; son ciudadanos implicados en la marcha de su sociedad, preocupados por comprender lo que nos pasa y por diseñar el futuro, marcando el rumbo de la evolución. A su formación pertenece de forma intrínseca ser ciudadanos preocupados por el presente y anticipadores del futuro: no es un "algo más" que se añade a su capacidad técnica, sino parte de su ser. Pero para formar a ese tipo de gentes será preciso cultivar la cultura humanista, que sabe de narrativa y tradiciones, de patrimonio y lenguaje, de metas y no sólo medios, de valores y aspiración a cierta unidad del saber. De esa intersubjetividad humana, de ese ser sujetos que componen conjuntamente su vida compartida.

Por si faltara poco, se van estrechando los lazos entre humanistas y científicos, practicando una auténtica transferencia del conocimiento, que no es sólo cosa de patentes. En comisiones, proyectos de investigación y publicaciones aumenta el trabajo interdisciplinar, porque los problemas desbordan las respuestas de una sola especialidad. Y en ese trabajo conjunto un tema estrella es, y todavía tiene que ser más, la causa de los pobres. Bueno sería que las universidades hibridaran su profesorado y especialistas de distintas culturas impartieran las clases de cada grado para lograr una formación integral.

De todo ello resulta que la necesidad de las Humanidades no decae, sino que aumenta, y no sólo porque nos ayudan a vivir nuestra común humanidad con un sentido más pleno, sino porque incrementan esa soñada productividad que tiene su peso en euros. Ojalá las Jornadas sobre las Humanidades en España y en Europa, que se celebran a cuento de la convergencia europea, sean un impulso en este sentido.

Adela Cortina es catedrática de Ética y Filosofía Política de la Universidad de Valencia y miembro de la Real Academia de Ciencias Morales y Políticas.

Publicado in El Pais

sexta-feira, abril 02, 2010

NASW EDITA CODIGO DEONDOLOGICO EM ESPANHOL


NASW EDITA CÓDIGO DE ÉTICA EM ESPANHOL

http://www.naswpress.org/publications/standards/codigo.html
(...)
Los trabajadores sociales deberían considerar que sumado a este Código, existen otras fuentes de información acerca de pensamiento ético que pueden llegar a ser útiles. Los trabajadores sociales deberán considerar la teoría ética y los principios generales, la teoría del trabajo social y la investigación, las leyes, las regulaciones, las políticas de l agencia, y otros códigos relevantes de ética, reconociendo que entre los códigos de ética los trabajadores sociales deberían considerar el Código de Ética de la NASW como su fuente principal. Los trabajadores sociales deberán ser conscientes del impacto en la toma de decisiones éticas de sus clientes y de sus propios valores personales y culturales; además de las creencias y prácticas religiosas. Deberían ser conscientes de cualquier conflicto entre valores personales y profesionales y manejarlos responsablemente. Para orientación adicional los trabajadores sociales deberían consultar la literatura relevante sobre ética profesional y toma de decisiones éticas y buscar una fuente de consulta apropiada cuando se vean enfrentados a dilemas éticos. Esto podría implicar la consulta con un comité de ética basado en una agencia o en una organización de trabajo social, un cuerpo regulatorio, colegas con conocimientos, supervisores, o consejo legal.
Pueden surgir instancias en las que las obligaciones éticas de los trabajadores sociales entren en conflicto con las políticas de las agencias o leyes relevantes o regulaciones. Cuando ocurran tales conflictos, los trabajadores sociales deberán realizar un esfuerzo responsable para resolver el conflicto de forma tal que sea consistente con los valores, principios y normas expresados en este Código. Si no se vislumbra una solución razonable al conflicto, los trabajadores sociales deberán buscar consejo adecuado antes de tomar una decisión.
El Código de Ética de la NASW debe ser utilizado por NASW y por individuos, agencias, organizaciones, y cuerpos (tales como oficinas de licencias y reguladoras, proveedores de seguros de responsabilidad profesional, tribunales de justicia, junta de directores de agencias, agencias gubernamentales y otros grupos profesionales) que eligieron adoptarlo o utilizarlo como marco de referencia. La violación de las normas de este Código no implica automáticamente una responsabilidad legal o una violación de la ley. Tal determinación sólo puede ser efectuada en el contexto de procedimientos legales y judiciales. Las presuntas violaciones al Código estarían sujetas a un procedimiento de revisión de los pares. Tales procesos son generalmente separados de procedimientos legales o administrativos y aislados de revisiones o procedimientos legales para permitir que la profesión aconseje y discipline a sus propios miembros.
Un código de ética no puede garantizar el comportamiento ético. Más aún, un código de ética no puede resolver todos los asuntos éticos o disputas o capturar la riqueza y complejidad involucrada en la puja por lograr elecciones responsables dentro de una comunidad moral. Más bien, un código de ética establece valores, principios éticos, y normas éticas a los que los profesionales aspiran y por los cuales sus acciones pueden ser juzgadas
(...)

paragrafos escolhidos por e sublinhados da minha responsabilidade
alfredo henriquez

Social Work ONU The International Day of Victims of Slavery


"Slavery is mutating and re-emerging in modern forms, including debt bondage, the sale of children, and the trafficking of women and girls for sex. Its roots lie in ignorance, intolerance and greed. We must create a climate in which such abuse and cruelty are inconceivable. One way is by remembering the past and honouring the victims of the transatlantic slave trade."
Secretary-General Ban Ki-moon
Message on the International Day of Remembrance
of the Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade 2010

The International Day of Remembrance of Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade for 2010 is being observed under the theme “Expressing Our Freedom Through Culture”.

This theme highlights the centrality of cultural heritage, passed down from generation to generation, as a medium for expressing and nurturing identity during the days of slavery, and ultimately for celebrating freedom from it after 400 years of relentless struggle to break free.

The event is held annually pursuant to General Assembly resolution A/RES/62/122 of 17 December 2007, which called, inter alia, for 25 March to be designated as International Day of Remembrance of Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade.

The resolution requested the Secretary-General, in collaboration with UNESCO, to establish an educational outreach programme to mobilize educational institutions, civil society and other organizations to inculcate in future generations the “causes, consequences and lessons of the transatlantic slave trade, and to communicate the dangers of racism and prejudice
The International Day of Remembrance of Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade for 2010 is being observed under the theme “Expressing Our Freedom Through Culture”.

This theme highlights the centrality of cultural heritage, passed down from generation to generation, as a medium for expressing and nurturing identity during the days of slavery, and ultimately for celebrating freedom from it after 400 years of relentless struggle to break free.

The event is held annually pursuant to General Assembly resolution A/RES/62/122 of 17 December 2007, which called, inter alia, for 25 March to be designated as International Day of Remembrance of Victims of Slavery and the Transatlantic Slave Trade.

The resolution requested the Secretary-General, in collaboration with UNESCO, to establish an educational outreach programme to mobilize educational institutions, civil society and other organizations to inculcate in future generations the “causes, consequences and lessons of the transatlantic slave trade, and to communicate the dangers of racism and prejudice

quarta-feira, março 31, 2010

quinta-feira, março 25, 2010

Mais Contratações de Técnicos para Combater a Pobreza Afirma Docente do ISMT Fátima Toscano

O Estado devia aproveitar a crise que o país atravessa para contratar mais técnicos de inserção social. A ideia é da socióloga Fátima Toscano que defendeu, esta quarta-feira, em Coimbra, que porque, «só assim, se conseguirá» combater a pobreza.

«O rendimento social de inserção, enquanto contrato para construção de um projecto (de vida), está muito bem, mas não se pode dar a um técnico mil famílias», criticou a especialista em «processos de requalificação sócio identitária», à margem do seminário «Como 'se sai' da pobreza?».

A docente do Instituto Superior Miguel Torga (ISMT) advoga que para se sair da pobreza é «fundamental ter em conta o percurso, a trajectória de vida» da pessoa, o que, na sua opinião, só é possível se a um técnico for atribuído «um máximo de cinco famílias», lembrou a socióloga que estudou casos de necessitados que conseguiram deixar de ser pobres.

A «receita» tem como ingredientes «o pobre ter consciência das suas carências, do que quer ser e do que pode fazer», para que se defina «um plano de reconstrução de vida», mas, frisa, para isso, um técnico «não pode ter tantas famílias (processos) a seu cargo».

«É preciso que haja técnicos a criar uma visão de futuro, que apanhem o percurso de vida da pessoa, os recursos sócio identitários que às vezes não se valoriza», disse a organizadora do seminário.

http://diario.iol.pt/sociedade/pobreza-assistentes-sociais-tvi24-coimbra/1148073-4071.html

sábado, março 13, 2010

Faleceu o Professor Nuno Rilo Dirigente da FENROF

Professor da FCTUC morre
no aeroporto de Lisboa
no regresso do Brasil

Nuno Ferreira Rilo, professor auxiliar do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), faleceu ontem ao final da manhã, subitamente, no aeroporto de Lisboa, enquanto aguardava pela bagagem. O docente, de 54 anos, regressava a Portugal depois de uma viagem ao Brasil, mais concretamente a Porto Alegre (Rio Grande do Sul), onde foi júri do doutoramento de um ex-aluno.

Natural do Caramulo, o investigador do CEMUC (Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra) era também coordenador regional do ensino superior do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC), membro do Conselho Nacional da Fenprof e da coordenação nacional do ensino superior. «Encontrava-se a acompanhar todos os processos de negociação em curso», adiantou ao Diário de Coimbra Luís Lobo, do SPRC, lamentando o desaparecimento de Nuno Rilo. «Faz muita falta», realçou.

O corpo do falecido foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Lisboa, onde se deverá proceder à autópsia, não estando ainda definida a hora do funeral – que seguirá para o Caramulo –, adiantou Bruno Trindade, director do DEM.

quarta-feira, março 10, 2010

Serviço Social Docentes Inteligentes e Corações Generosos

Serviço Social Português Contributos de Docentes Para Corações Inteligentes

Serviço Social Paulo Freire em Marcha

Serviço Social Saude Mental na Terceira Idade

Clinician, Senior—Substance Abuse #379

Full-time position to coordinate substance abuse services to clients in a short term residential treatment setting. This position provides both clinical work and staff supervision. Responsibilities include direct supervision of counseling staff, training, and evaluation of SA Counselors; coordinating services with Admissions, Medical, and Treatment staff as well as with referral sources and resources; develop/review behavioral treatment plans; psychotherapy and counseling; present substance abuse education lectures; facilitate in-service training program for staff.
http://jobs.socialworkjobbank.com/c/job.cfm?site_id=122&jb=6561566

segunda-feira, março 08, 2010

Serviço Social Português em Concurso de Fotografia



A Primeira Pessoa a Responder correctamente ( com a morada correcta de onde encontra este painel) recebe um Livro de Ezequiel Ander- Egg
Servicio Social e Alienação

Servicio Social Dia 8 de Marzo dia 8 de Março

Serviço Social e Arte O Século de Miguel Hernandes

domingo, março 07, 2010

Livros de Serviço Social CPIHTS Disponíveis Em Benfica

Livros de Serviço Social à Venda
Em Benfica Lisboa
Papelaria - Centro Comercial de Benfica
21.760.3724
Estrada de Benfica Nº688

MGF Investigadora Mafalda Santos Revela novos Dados

terça-feira, março 02, 2010

Serviço Social Delinquência na Academia: A Elaboração de Tese

Uma Moda que em Portugal Faz Furor
Não basta Roubar Património Universitário apresentando contas Fraudulentas. Depois de roubar ou alugar bibliotecas para avaliações, a outra moda é Teses de Mestrado e Doutoramento.
Casos de Universidades Públicas e privadas em Portugal começa a incomodar reitores.


Tesis “a medida”: un generalizado repudio y mayor control
Enviado por InforMateDigital. - Videos de noticias alternativas

domingo, fevereiro 28, 2010

Serviço Social Seminário Em Coimbra (Portugal) Sessão de Abertura



SEMINÁRIO
Produção do conhecimento para a intervenção profissional. Contributos do Mestrado em Serviço Social do ISMT
– 25 e 26 Fevereiro de 2010

Em nome dos professores do mestrado em Serviço Social e das comissões organizadoras do Seminário e da Mostra quero cumprimentar o Senhor Governador Civil do Distrito de Coimbra, a Senhora. Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra, a presidente da Delegação Regional do Centro da Associação de Profissionais de Serviço Socia e o Mestre Vasco Almeida em representação do Conselho Directivo do ISMT.
Quero dar as boas vindas a todos os presentes, professores e investigadores, mestres em Serviço Social, alunos do mestrado e da licenciatura, colegas Assistentes Sociais e convidados.
Começo por agradecer aos professores, investigadores e colaboradores, aos mestres e alunos das sete edições do mestrado em Serviço Social neste Instituto que ajudaram a construí-lo e a consolidá-lo.
As palavras que recebemos, a propósito deste Seminário, da Coordenação do Programa de de Estudos Pós Graduados em Serviço Social da PUC-SP, a Profª Doutora Carmelita Yasbeck, uma das professoras do 1º curso do mestrado no ISMTem 2001, constituem um reconhecimento institucional do empenho dos docentes deste Instituto em prol da qualidade da formação em Serviço Social no nosso país.
Passo a ler a mensagem:
“Caríssima Alcina,
lamento muito não poder estar em um momento tão significativo para o Serviço Social do ISMT (Instituto Superior Miguel Torga). Aproveito o ensejo para desejar muito sucesso neste evento que, sem dúvida expressa os esforços e conquistas do Serviço Social português, do ISMT e especialmente seus e dos docentes do Mestrado do Instituto.
Como a experiência brasileira demonstra, com a produção de conhecimentos e com o reconhecimento acadêmico da profissão, particularmente no âmbito da investigação, o Serviço Social profissional pode, efetivamente contribuir para o enfrentamento da pobreza e da desigualdade social, grandes desafios do tempo presente. Assim, cada investigação dos docentes, cada dissertação de Mestrado é um contributo inestimável para a construção de uma sociedade melhor.
Querida professora, cumprimento-a com muito reconhecimento e coloco-me, como sempre, à sua disposição para colaborar com esse projeto que muito deve orgulhar o Serviço Social português.
Atenciosamente
Maria Carmelita Yazbek
Vice Coordenadora do Programa de Estudos Pós Graduados em Serviço Social da
Pontifícia Unversidade católica de São Paulo- Brasil. "

Aproveito esta sessão de abertura para relembrar o contexto e os desafios que motivaram a realização deste evento.
Por quê realizar uma iniciativa de natureza científica como esta, que envolve o esforço de largas dezenas de investigadores e, que, ao longo de nove anos de vigência deste curso de mestrado contou com a participação de milhares de assistentes sociais, investigadores, docentes e estudantes no âmbito das suas actividades, tantas delas abertas à comunidade académica e ao público em geral?
Na tentativa de resposta diremos:
1º No contexto da globalização e de crise do ensino superior, com precarização laboral e menosprezo generalizado das actividades docentes e de investigação, é com justiça que se coloca a valorização dos recursos humanos do ISMT e de todas as suas actividades de suporte: desde o esforço por produzir conhecimento, até ao trabalho às vezes invisível, de formiga, de “arrumar” fisicamente os livros na nossa biblioteca.
2º Num contexto de esvaziamento de conteúdos nos programas curriculares das licenciaturas e pós-graduações, o ISMT continua a sublinhar a necessidade de unificar um projecto académico sem se eximir de manter um debate aberto transparente nos seus espaços académicos e científicos. A multidisciplinaridade, como valor que acompanha a autonomia da disciplina de Serviço Social, suficientemente consolidada nas Ciências Sociais e Humanas. A construção do ISMT está suficientemente alicerçada na escola original: Escola Normal Social de Coimbra, fundada em 1937, sob a tutela da JBL, a actual Assembleia Distrital, constituindo-se em património das Ciências Sociais e Humanas em Portugal e na Europa. Por esta razão, reitero a filiação do ISMT à Associação Europeia de Escolas de Serviço Social.
3º No contexto das comemorações republicanas coincidente com as alterações significativas da cidadania da mulher, da criança e do idoso; as alterações à legislação em prol da igualdade, género e orientação sexual, a condição do doente psiquiátrico e as consequentes re-organizações institucionais e alterações ao Código do Trabalho.
4º As tragédias permanentes do foro da natureza levam a que as opções sobre as prioridades do planeta se desloquem do cimento para a protecção, prevenção e previsão dos riscos do planeta terra, como nave desgovernada.
5º A pobreza e as desigualdades no contexto do século XXI, o Ano Europeu de luta contra a pobreza e exclusão recolocam as reflexões sobre o objecto e os objectivos das profissões das Ciências Sociais e Humanas, em particular em Serviço Social e o projecto ético e político dos profissionais.
6º Este Seminário realiza-se ainda no contexto da produção do conhecimento resultante de cerca de meia centena de dissertações do mestrado em Serviço Social deste Instituto, procurando-se fazer a sua divulgação e debate.
Para tal convidámos um elenco de conferencistas que aceitaram o nosso convite e a quem queremos agradecer: a Senhora Secretária de Estado da Igualdade, Mestre Elza Pais que nos honra com a sua presença; o Prof. Doutor Fernando de Sousa, presidente do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, que entretanto, não poderá proferir a sua conferência “No centenário da República” em virtude de se encontrar doente e a quem desejamos rápidas melhoras. O Prof Doutor Carlos Montaño, professor da UFRJ e coordenador nacional de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), uma referência do Serviço Social latino-americano, que se encontra a desenvolver o seu pós-doutoramento, tendo o ISMT como instituição de acolhimento. O nosso colega Prof Doutor Manuel Menezes que integra a equipa de professores do mestrado – 2º ciclo em Serviço Social, com reconhecidas obras publicadas nas áreas da comunicação e Serviço Social.
Os agradecimentos vão também para os professores que irão comentar as comunicações dos mestres em SS, antigos ou actuais professores e colaboradores deste mestrado: as Prof. Doutoras Fernanda Rodrigues, Marília Andrade, Sónia Guadalupe, Luísa Pimentel e o Prof. Doutor Carlos Montano.
Seguem-se os agradecimento aos 20 mestres em Serviço Social formados por este Instituto, que constituem a razão de ser deste Seminário, à mestranda Susana Pires com defesa da dissertação já marcada, que irá apresentar o trabalho de investigação desenvolvido pelo grupo de mestrandos do NEI “História e Serviço Social Contemporâneo” e à doutoranda em Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Luana Siqueira que se encontra connosco a desenvolver a sua investigação doutoral que irá intervir na sessão de conclusões e encerramento do Seminário.
Ao Conselho Directivo, Científico e à Escola Superior de Altos Estudos do ISMT por terem criado condições para viabilizar esta realização
Quanto à “Mostra de Investigação em Serviço Social” é outra forma de forma de dar a conhecer a produção científica dos professores, investigadores e colaboradores dos cursos de mestrado e as 41 dissertações em Serviço Social defendidas até Dezembro passado. Foi produzido o CD “Recortes dos Cursos de Mestrado em Serviço Social” que intregra: os planos curriculares, os professores por curso, de 2001 a 2010; lista das obras seleccionadas e as capas das dissertações de mestrado para a exposição e os cartazes dos eventos científicos e seminários realizados entre 2007 a 2010. Aos participantes do Seminário será oferecido este CD.
Na sua produção contámos com o patrocínio do Governo Civil de Coimbra e o apoio nas lembranças/ofertas aos intervenientes. Queremos agradecer também a presença nesta Sessão do Sr Governador Civil do Distrito de Coimbra, Dr Henrique Fernandes.
Para a realização destes eventos muito contribuiu o apoio da Casa Municipal da Cultura com a cedência de instalações, queremos na pessoa da Senhora vereadora da cultura, Prof. Doutora Maria José Azevedo Santos expressar esse reconhecimento.
Agradeço a presença da Presidente da Delegação Regional da APSS Mestre Emília Santos por quanto sempre temos contado com a prestimosa colaboração e os contributos na divulgação dos eventos realizados no âmbito do mestrado.
Por fim agradecer aos elementos da comissão científica e organizadora dos eventos, ao grafista Cesário Damas, ao secretariado da ESAE Dra Alexandra Damas, D. Fátima Monteiro, D. Elisabete Marques, d. Vanda Lopes, à secretária da direcção Dra Lina Salgueiro e à Dra Andrea e ao aluno de comunicação empresarial Pedro Romano que dão apoio nas sessões de trabalho.
Uma última palavra para sublinhar a importância deste ISMT no panorama nacional na contribuição para a qualidade da formação dos profissionais, licenciados e mestres em Serviço Social a caminho de um projecto de doutoramento em Serviço Social.
Alcina de Castro Martins

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Portugal Contemporâneo Base de Dados Dirigida Por António Barreto

PORDATA - Base de Dados do PORTUGAL CONTEMPORÂNEO
Os últimos 50 anos em números...
http://www.pordata.pt/
Responsável: António Barreto

in Insistente Social

http://insistente-social.blogspot.com/

Marat


Marat-Sade
3/ 4/ 1982 - Porto Alegre/RS
Teatro Renascença


Histórico
Espetáculo dirigido por Nestor Monasterio e Juan Carlos Sosa, é a primeira encenação gaúcha do texto de Peter Weiss. A montagem, um musical - gênero incomum ao público gaúcho -, reúne um elenco numeroso para os padrões do teatro feito em Porto Alegre no período.

O texto de Weiss, A Perseguição e o Assassinato de Jean-Paul Marat Conforme Foi Encenado pelos Enfermos do Hospício de Charenton sob a Direção do Marquês de Sade, filia-se à tradição da dramaturgia épica de Bertolt Brecht. A peça trabalha com o recurso do teatro dentro do teatro e tem como referência uma situação histórica. A ação ocorre no dia 13 de julho de 1808, data do 15º aniversário do assassinato de Jean-Paul Marat por Charlotte Corday. Na obra de Weiss, o Marquês de Sade, que efetivamente realizou encenações em Charenton, é o autor da peça representada dentro do hospício. O crítico Yan Michalski salienta que o texto traz "o violento choque de duas reações diametralmente opostas: um profundo envolvimento emocional (horror, piedade, etc.) que a visão da demência desperta em todos nós, e o distanciamento crítico que caracteriza a nossa atitude diante daquilo que os loucos dizem e fazem. Em outras palavras: o teatro de crueldade de Artaud e o teatro épico de Brecht, de mãos dadas - um namoro aparentemente implausível, mas tornado possível através do engenhoso truque de Weiss".¹

O elenco une o grupo Teatro Cidade de Porto Alegre, de Nestor Monasterio, com alunos de Juan Carlos Sosa, dos Cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos. Juan Carlos Sosa havia já realizado uma montagem de Marat-Sade em seu país de origem, o Uruguai, onde enfrentou problemas com a censura governamental. Radicado no Brasil, Sosa decide encenar Marat-Sade em colaboração com o argentino Nestor Monasterio, também exilado em Porto Alegre após o golpe militar em seu país. O aspecto político é o principal motivo para a montagem do texto de Weiss, visto que em 1982 o Brasil, como outros países da América Latina, ainda vive sob o regime militar.

Num período de escassez de público para os espetáculos em cartaz, o processo de ensaios passa a ser um foco de atenção e atrai, a cada reunião, de trinta a quarenta pessoas interessadas em assisti-los. Mesmo a definição do elenco é resultado do entusiasmo dos atores em participar da montagem. Nestor relembra que era comum chegar ao Círculo Social Israelita, onde ensaiavam, e se surpreender com um novo integrante no início do aquecimento: "E era tanta gente que aconteceu comigo, como éramos dois diretores, de repente chegar ao palco, estar aquecendo para começar e ver uma pessoa que eu não conhecia. ´O que é que o senhor está fazendo?' - ' É que o fulano não vai mais fazer e eu entrei e falei com o...' As pessoas entrando e saindo do espetáculo e eu nem conhecia. [...] Foi uma experiência única. Tinha aquela cena muito forte do final, a pantomima da copulação. Tinha vinte e cinco pessoas nuas e rolava uma coisa assim: se tu chegasses às onze horas da noite no Renascença, podias roubar o que quisesses dentro do Centro de Cultura, porque estava todo mundo lá dentro vendo aquela cena. Lotado de gente, todos os guardas, todo mundo assistindo! Era uma maravilha aquilo".²

A montagem de Marat-Sade provoca uma divisão na crítica teatral gaúcha. Cláudio Heemann considera o grupo imaturo para a empreitada de encenar o texto de Weiss. Já Antônio Hohfeldt escreve: "A respeito do espetáculo Marat-Sade que o Teatro Cidade de Porto Alegre vem apresentando no Teatro Renascença, com mais do que merecido sucesso, deve-se dizer, antes de tudo, que alcançou plenamente o que se propôs, ou seja, simultaneamente ser um espetáculo, no sentido de encher os olhos do espectador, e, ao mesmo tempo, manter a fidelidade ao texto. [...] E este foi o grande acerto de Marat-Sade: impressiona, desde o primeiro momento, a extrema competência com que a dupla de diretores foi capaz de movimentar o grupo, por sua vez símbolo da massa em cena".³

Com mudanças no elenco, a encenação cumpre diversas temporadas em Porto Alegre em 1982 e 1983. No último ano, o espetáculo apresenta-se no Uruguai, onde recebe o Prêmio Florencio de Melhor Espetáculo Estrangeiro dado pela Sección Uruguaya de la Asociación Internacional de Críticos Teatrales. Sosa remonta Marat-Sade em 1992, desta vez sem a parceria de Nestor.

Notas
1 MICHALSKI, Yan. Reflexões sobre o teatro brasileiro no século XX. Rio de Janeiro: FUNARTE, 2004, pp. 92-93.
2 ALABARSE, Luciano. Alguns diretores & muita conversa. Porto Alegre: SMC, 2000, p. 343.
3 HOHLFELDT, Antônio. Marat-Sade: trabalho de um grupo teatral que atinge o seu objetivo. Correio do Povo, Porto Alegre, p. 15, 15 abr. 1982.




Atualizado em 02/02/2009

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Mutilação Genital Feminina: o flagelo do século XXI






Mutilação Genital Feminina: o flagelo do século XXI







Mafalda Santos é Licenciada em Comunicação Social, pós graduada em Criminologia e colaboradora do CPIHTS






A mutilação genital feminina compreende todos os procedimentos cirúrgicos que impliquem a remoção total ou parcial dos genitais femininos externos ou quaisquer outros danos no órgão genial feminino por motivos culturais não terapêuticos (OMS).
Desde a clitoridectomia à infibulação este é um ritual de transição das meninas e mulheres para a adultícia e dá-se por volta dos 4 aos 15 anos.
Pratica-se em 28 países do continente africano mas os movimentos imigratórios fizeram com que este passasse a ser, também, um problema europeu.
As consequências para estas crianças e mulheres dividem-se entre físicas (imediatas, a médio e
longo prazos) e psicológicas (também estas a curto, médio e longo prazos).
De salientar que a curto prazo a morte é muitas vezes uma realidade mas também as hemorragias, o choque hipovolémico ou séptico (Countdown 2015 Europe – Campaigning for universal access to reproductive health) e a longo prazo o aparecimento de quistos, a infertilidade e as complicações durante a gravidez e o parto são frequentes (Countdown 2015 Europe – Campaigning for universal access to reproductive health).
Psicologicamente estas crianças e mulheres enfrentam problemas como a ansiedade, a depressão, disfunção sexual, dispareunia entre outras.
A Unicef (Unicef - FACTSHEET: FEMALE GENITAL MUTILATION/CUTTING) fala em razões que levam à perpetuação deste tipo de flagelo. Atenuar o desejo sexual da mulher ou manter a castidade e virgindade antes do casamento, e a fidelidade depois do mesmo, são motivos psicossexuais. Sociologicamente surge a importância do legado cultural e a integração e coesão sociais e, em termos de higiene e estética, a MGF mantém-se porque os órgãos genitais femininos são considerados sujos e inestéticos.
As razões religiosas, apesar de não fundamentadas por textos religiosos, levam a que muitas mulheres se sujeitem e sujeitem as suas filhas por crerem que a MGF é exigida pela religião que seguem.
A MGF pratica-se essencialmente entre populações islamizadas mas também entre judeus, cristãos e muçulmanos (Yasmina Gonçalves; Mutilação Genital Feminina – para a APF - 2004).
Quem continua a perpetrar tamanha atrocidade a estas mulheres e crianças? As chamadas matronas, fanatecas ou excisadoras. São mulheres que gozam dum elevado estatuto social e recorrem a facas, pedaços de vidro, lâminas de barbear ou outros instrumentos, muitas vezes não esterilizados, para o procedimento (Unicef-FACTSHEET: FEMALE GENITAL MUTILATION/CUTTING).
A medicalização desta prática começa a ser uma perigosa realidade na medida em que as matronas começam a ser substituídas por pessoal médico que garante procedimentos indolores (durante o acto, embora as consequências físicas se mantenham) e consegue garantir o uso de equipamento esterilizado contornando doenças como o HIV.
Há cerca de 500.000 mulheres a viver na Europa com as consequências da MGF e, apesar das leis vigentes, não consegue controlar a prevalência nem a incidência da prática. A falta de medidas transfronteiriças e de controle leva a pensar que este não é um problema europeu (Poldermans, Sophie ; Combating Female Genital Mutilation in Europe; 2005-2006).
As campanhas de sensibilização vão-se multiplicando e juntam-se a Organizações Não Governamentais bem como a outras mulheres como Waris Dirie ou Khady numa tentativa de divulgar esta problemática que já não se cinge ao território africano.
Estudos da OMS e outras Organizações revelam uma diminuição da prevalência da MGF em que mulheres começam a optar por não sujeitas as suas filhas às consequências vitalícias desta prática (Female genital mutilation/cutting: a statistical exploration. New York, NY: UNICEF; 2005).
Em França um médico humanitário desenvolveu uma técnica de reconstrução do clitoris dando a mulheres vítimas duma prática milenar uma melhoria significativa na sua vida.
A chamada cirurgia contra a excisão é a reconstrução anatómica e funcional do clítoris que implica um internamento de 24 horas e 10 dias de cicatrização mas apenas um mês e meio depois três em cada quatro mulheres apresentam um clítoris com um aspecto normal. A reparação nervosa e sensorial demora três a seis meses e 80% das vezes o resultado anatómico é satisfatório (O livro negro da condição das mulheres, organização de Christine Ockrent).
Para Khady a cirurgia de reparação não deve substituir a erradicação tal como é importante “Nunca parar de falar, nunca parar de explicar o porquê se deve parar esta prática”.

domingo, fevereiro 21, 2010

Tragedia em Portugal Universidade da Madeira Suspende Aulas

Universidade da Madeira suspende aulas
Por causa da tempestade mortal que ocorreu na Madeira, as escolas vão estar fechadas pelo menos nos próximos dois dias, bem como a a Universidade da Madeira. A informação foi avançada pelo reitor Castanheira da Costa, que anuncia a suspensão das aulas, pelo menos ao longo desta semana.

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Universidade-da-Madeira-suspende-aulas.rtp&headline=46&visual=9&article=321050&tm=8

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Serviço Social A Paixão da Maria Bethania

RESTAURANTE TRILHOS URBANOS E UMA SENHORA CHAMADA MARIA

No dia 6 de Fevereiro de 2010, voltei a Santo Amaro da Purificação na Bahia, na hora do almoço eu e Isabelle resolvemos almoçar no restaurante da cidade chamado Trilhos Urbanos, por ser um lugar com comida típica da Bahia, por ser um lugar que faz homenagem a cultura bahiana e por ser um lugar acolhedor e com comida caseira, onde a gente se senta para comer e pensa estar na nossa própria casa.
Quando entrei no restaurante, havia uma senhora almoçando e me perguntou se podia falar comigo, no que eu respondi que sim. Na minha cabeça veio uma imagem de alguém religioso que me quisesse catequizar, ou alguém que precisava de ajuda, não sei porque razão pensei isso. Mas prontamente me dirigi a senhora e ouvi o que ela me tinha a dizer.
Então ela falou: desculpe se a importuno, mas tenho te visto pela cidade, te vi na igreja, na novena e na procissão, você gosta de Maria Bethânia? Eu respondi: Amo!
E ela continuou: eu tenho um livro que algumas pessoas que admiram ela, fizeram e queria dar a uma pessoa especial, você se incomoda se eu lhe der? Eu disse: claro que não fico até muito feliz.
Ela disse que o livro estava em na sua casa, no que respondi que não era da cidade e estava indo embora no fim da tarde, ela disse se eu esperava ela ir buscar o livro em casa, eu disse que sim.
Ela terminou de almoçar e foi a casa pegar o livro.
Quando Iza entrou eu contei-lhe a conversa que estava a ter com a senhora, que nem sequer havia perguntado o nome, e Iza ficou comovida.
Minutos depois a senhora voltou com o livro na mão,
MARIA BETHÂNIA, A DONA DO DOM,

Eu então lhe disse que havia um texto meu no livro, e perguntei se ela também havia escrito algum texto no livro, no que ela respondeu que não.

Fiquei comovida com a cena, meus olhos encheram de lágrimas, quis registar a cena, mas, a máquina fotográfica de Iza ficou sem bateria, eu disse a ela que isso não era o mais importante, porque iria guarda-la no meu coração. Ela me abraçou e então perguntei-lhe o seu nome: e ela disse: me chamo Maria e vivo aqui perto, almoço aqui todos os dias, e foi embora me dizendo que já que eu tinha o livro, que não foi o acaso que fez ela me encontrar e que então eu desse o livro a alguém especial que eu encontrasse no meu caminho.
Abracei-a novamente e beijei o livro, sentei-me para almoçar com vontade de chorar.
Resolvi então, pedir a todas as pessoas que estavam participando do congresso que tinham feito parte do livro que assinasse no seu texto, pois aquele livro era especial e eu iria guardá-lo com muito carinho e doaria o que tinha comigo em Portugal a alguém especial.
Lilia Trajano

Livro que reúne artigos do Curso de Serviço Social Especialização à Distância está a venda no CRESS



Livro que reúne artigos do Curso de Especialização à Distância está a venda no CRESS
Já se encontra à venda na sede do CRESS-RJ o livro "Direitos sociais e competências profissionais". Com 760 páginas, a publicação reúne artigos utilizados ao longo do curso de especialização lato sensu à distância promovido pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), em aliança com a Universidade de Brasília (UnB) e com o Centro de Educação à Distância (CEAD).

Os artigos estão organizados em 7 unidades, conforme previsto pelo referido curso. São elas:

Unidade 1: O significado sócio-histórico das transformações da sociedade contemporânea

Unidade 2: O Serviço Social no contexto das transformações societárias

Unidade 3: Produção e reprodução da vida social

Unidade 4: O significado do trabalho do assistente social nos distintos espaços sócio-ocupacionais

Unidade 5: Atribuições privativas e competências do assistente social

Unidade 6: Pesquisa e produção do conhecimento na área do Serviço Social

Unidade 7: Monografia final

A publicação pode ser adquirida na secretaria do CRESS-RJ, de segunda a sexta-feira, de 09 a 18 horas, ao custo de R$ 70,00. Aquisições que impliquem em envio do material pelo correio terão as taxas postais cobradas do solicitante.


sexta-feira, fevereiro 12, 2010

O Blogue das Alcunhas Alentejanas

Sendo eu Professor do ISSS de Beja, hoje ao abandono, conhecí um celebre Professor Doutor que tinha como Objecto de Investigação o tema acima descrito. Fica o registo de um outro blog onde existem muitas sufestões para a investigação,
Alfredo Henríquez
(....)
Coça nas virilhas - O alcunhado apanhou sarna e as mulheres puseram-lhe essa designação

Colchão das ciganas- Alcunha Aplicada a um sujeito que é gordo e que assedia jovens de etnia cigana.

Dez Réis - O visado no tempo da miséria andava só com dez-réis e então puseram-lhe esta alcunha

Jaburu - Alcunha outorgada a um homem que anda muito bem disposto

Já Lá Vai - O visado e taberneiro e sempre que lhe perguntavam algo respondia Já La Vai

Invisível - sujeito que tinha a mania de se esconder debaixo dos moveis

Ladravona - É uma alcunha aplicada a uma pessoa gorda que prima pela falta de higiene

Lambão - aplica se a um homem que come muito

Mata mulas - aplicado a um homem que matou uma mula

Mau governo - atribuída a um sujeito que gasta dinheiro de uma forma desastrada

Mis fitinha - alcunha atribuída a uma mulher magra e vaidosa

Farsolo- O receptor tem os olhos tortos e usa óculos

Cavalo cigano - Alcunha atribuída a um sujeito que se agita muito ao andar

Caga tosse - O alcunhado adquiriu esta designação porque tosse e deita gases ao mesmo tempo

Coca - homem que gosta muito de ficar em casa e que é pouco dado a convívio

Papanotas - Isto porque comeu uma nota de 20 escudos quando era pequeno.

Caga no Torreiro - Porque "cagou" em cima de um torrão de formigas
(...)


http://www.gforum.tv/board/1033/266177/alcunhas-alentejanas.html
ps
Outra sugestão do meu colega Francisco Martins
http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte56k.htm

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Parlamento aprova propostas da FENPROF reparando injustiça

A Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República aprovou esta manhã, na especialidade, alterações ao D.-L. nº 207/2009 (artº 6º) que consagram um regime bastante mais justo para a transição dos docentes equiparados para a nova carreira, tendo a votação da transição dos assistentes sido adiada para dia 4/2.

Em síntese, é o seguinte o conteúdo das normas aprovadas que correspondem a propostas apresentadas conjuntamente pelo PSD e pelo CDS, e que recolheram também a aprovação ou a abstenção do PCP e do BE que tinham apresentado propostas em sentido idêntico:

1. Os actuais equiparados a professor coordenador e a professor adjunto, já doutorados e em regime de tempo integral ou em dedicação exclusiva há mais de 10 anos, passam a um contrato por tempo indeterminado, sem período experimental, nas categorias de professor coordenador (com tenure) e de professor adjunto, respectivamente. [a favor: PSD, CDS, BE e PCP; contra: PS]

2. Os actuais equiparados a professor coordenador e a professor adjunto, já doutorados e em regime de tempo integral ou em dedicação exclusiva há menos de 10 anos, passam a um contrato por tempo indeterminado, com um período experimental de 5 anos, nas categorias de professor coordenador e de professor adjunto, respectivamente. [a favor: PSD, CDS, BE e PCP; contra: PS]

3. Os actuais equiparados a assistente, já doutorados e em regime de tempo integral ou em dedicação exclusiva há mais de 3 anos, passam a um contrato por tempo indeterminado, com um período experimental de 5 anos, na categoria de professor adjunto. [a favor: PSD, CDS, BE e PCP; contra: PS]

4. Os contratos dos actuais docentes equiparados, em regime de tempo integral ou em dedicação exclusiva há mais de 5 anos, que em 15/11/2009 estavam inscritos num programa de doutoramento, validado por avaliação externa:

a) serão automaticamente renovados até perfazer um período total máximo de 6 anos;

b) obtido nesse período o doutoramento, passam a um contrato por tempo indeterminado, com um período experimental de 5 anos, na categoria de professor adjunto, ou de professor coordenador se forem já equiparados a esta categoria.

[a favor: PSD, CDS; abstenção: BE e PCP; contra: PS]

5. Os actuais docentes equiparados, em regime de tempo integral ou em dedicação exclusiva há mais de 15 anos, podem requerer provas públicas, no prazo de 1 ano, e, sendo nelas aprovados, passam a um contrato por tempo indeterminado, sem período experimental, na respectiva categoria.

Estas provas constarão de apreciação e discussão curricular, e da apresentação de uma lição de 60 minutos.

[a favor: PSD, CDS, BE; abstenção: PCP; contra: PS]

O texto completo do artigo aprovado, bem como um quadro resumo dos efeitos por categorias das propostas apresentadas conjuntamente pelo PSD e pelo CDS (as já aprovadas e as que se presume que em 4/2 serão aprovadas) encontram-se no endereço: www.fenprof.pt/superior/

O Parlamento contribui assim decisivamente para corrigir as injustiças do período de transição que levaram a FENPROF a recusar a assinatura de qualquer acordo com o Ministro.

Recorda-se que o Ministro sempre se recusou a admitir outras formas de transição para a carreira, propostas pela FENPROF em representação da vontade dos docentes, que não fosse através de concursos, independentemente da situação de cada docente quanto a: formas de recrutamento; tempo de serviço; regime de prestação de serviço; qualificações adquiridas e avaliações a que se submeteram com êxito.



Cordiais Saudações Académicas e Sindicais

Pel’O Secretariado Nacional da FENPROF

João Cunha Serra

Coordenador do Departamento do Ensino Superior e Investigação

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Serviço Social em Coimbra: Professores do ISMT Queixam-se das Condições Salariais

ISMT – Docentes versus Conselho Directivo

Professores queixam-se das condições salariais

Alguns docentes da maior instituição de ensino privado da cidade estão contra os seus órgãos de direcção, sobretudo desde a recusa do processo negocial. O conselho directivo nega as acusações.

No Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), os professores querem negociar os salários e progredir no escalão da carreira. Mais, querem negociar o acordo de empresa, em vigor desde 1993, e adequá-lo ao tempo presente. Querem também constituir uma comissão paritária para iniciar a discussão de outros problemas, ao nível das condições e horários de trabalho.
Do lado dos docentes o verbo é o querer. E o advérbio é o não – da recusa negocial, por parte da direcção.
Do lado da direcção, a posição é outra. Primeiro, o “Acordo de Empresa” – um documento que data de 30 de Abril de 1993, esclarece o conselho directivo do ISMT – “não cumpriu os requisitos legais exigidos para a entrada em vigor dos instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho”, o que implica “legalmente a não produção de efeitos jurídicos”. No entanto, o Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) diz, em comunicado, que o acordo tem sido aplicado desde 1993. Por isso, os docentes querem clarificar o “instrumento regulador do trabalho em que se tem baseado para as condições salariais, de carreira, de trabalho, contratuais e de horário”.
O conselho directivo do ISMT garante que tem cumprido sempre as “suas obrigações”. Aliás, tem, “nalgumas ocasiões, sido excedido o que seria exigível, nomeadamente em face da particular natureza do estabelecimento”. Mas as críticas do SPRC continuam. Em causa, a crescente instabilidade laboral, violação dos acordos estabelecidos quanto a horários e regime de emprego e receio de despedimentos. A resposta não se faz esperar: “os aumentos salariais são, em percentagem, superiores aos respectivos aumentos aprovados para a função pública”. Ao certo não se sabe quantos professores vivem a situação de instabilidade, que fala o sindicato. Contudo, o conselho directivo do ISMT garante que o número é “bastante reduzido”.
http://www.asbeiras.pt/?area=coimbra&numero=79676&ed=29012010