terça-feira, agosto 28, 2007

Eduardo Prado Coelho

O professor e ensaísta Eduardo Prado Coelho faleceu, este sábado de manhã, aos 63 anos na sua residência em Lisboa, indicou fonte próxima da família.Este escritor, nascido em 1944, mantinha uma ampla colaboração em jornais e revistas e uma crónica semanal sobre literatura e um comentário político diário no jornal Público.Prado Coelho notabilizou-se ainda pela sua extensa obra literária, entre a qual figuram um estudo de teoria literária «Os Universos da Crítica», bem como vários livros de ensaios.Os dois volumes de um diário «Tudo o que não Escrevi» mereceram mesmo o Grande Prémio da Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores, em 1996.
Recentemente tinha publicado «Diálogos sobre a Fé», uma obra escrita com o actual Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.Eduardo Prado Coelho era licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorando-se pela mesma universidade em 1983.No seu currículo académico, destaque para a sua passagem pelo Departamento de Estudos Ibéricos, da Universidade de Sorbonne, em Paris, para onde foi ensinar em 1988.
http://www.tsf.pt/online/ocios/interior.asp?id_artigo=TSF183068

quarta-feira, agosto 22, 2007

Testemunho de Uma Assistente Social Revolucionária

Um Livro Recomendado para uma leitura Demorada


(...) III
Tanto quanto percebi, decide então ser assistente social por causa dessa grande paixão pelas pessoas, pelo ser humano...
Pelas pessoas. Porque as pessoas me interessavam muito e porque eu ainda estava naquela fase de ajudar as pessoas que precisavam. Olhe, fui um pouco talvez empurrada. Fui talvez um bocado empurrada pela Maria Leonor Correia Botelho que morreu há pouco tempo e que era assistente social, que era tam-jém noeiista. Entrei assim com uma nota de 19 valores ou coisa parecida...
Tinha que se fazer uma prova de admissão?
Exacto. Eu apanhei uma nota muito boa. Fui sempre muito boa aluna, fui até convidada a ficar no Instituto. Entretanto as minhas crises religiosas continuavam. Elas não sabiam, porque eu também não lhes dizia... Ia às aulas e vinha-me embora. Eu praticamente vivi, durante o curso, num lar feminino na Gomes Freire, n.° 5, onde havia raparigas a estudar para todas as profissões. E eu aí arranjei um grupo. Foi a primeira vez que tive um grupo
Foi então que fez as grandes amizades?
Foi.. Foi aí, no Instituto, que eu encontrei a minha amiga Mane [Maria Ma­nuela Antunes], que foi a minha... grande amiga. Foi uma irmã. Foi mais que uma irmã. Houve coisas em que ela foi quase uma mãe. Quando a minha mãe morreu, pelo apoio que me deu a mim, pelo apoio que deu aos meus filhos, foi mais do que uma irmã porque a minha irmã, sendo uma jóia, havia coisasque ela não fazia... não é porque não fosse capaz, se tomasse consciência, mas ela vivia num mundo à parte... parece que metade do mundo não lhe chegou. Não lhe tocou. Protegeu-a. Até na morte ela parece que foi protegida.
Sim?
Morreu com uma leucemia. Foi assim uma coisa muito rápida. Dois dias... quer dizer, esteve mal, eu tratei dela... voltou para casa a fazer a sua vida e de­pois em 24 horas morreu assim... Foi poupada. Até na morte foi poupada.
E, então, diz-me que entrou no Instituto um pouco por acaso...
Um bocado à toa. Era uma hipótese... tinha outras. Podia ter ido para Letras porque era realmente o que eu mais gostava. Mas, olhe, uma das coisas por que eu não fui para Letras foi porque odiava latim. Tinha uma péssima profes­sora de latim e naquele tempo exigiam latim. Foi uma coisa que me marcou pela negativa. E depois eu tinha sempre a possibilidade de ler... Continuei a ler daquela maneira desenfreada até nascerem os meus filhos. A partir daí é que... Porque eu quando lia podia cair Tróia que eu não estava nem aí... Ora, quem tem filhos...
Não pode, tem que estar com a cabeça no lugar.
Não pode. E era um desespero.
Então e a entrada para o Instituto de Serviço Social foi mais positiva do que a breve experiência no Técnico?
Muito mais. Foi uma fase muito boa da minha vida. Naquela luta, naquela coisa... Mas foi uma fase óptima... Aliás, ainda hoje, todos os anos, há uma reunião, um almoço das raparigas do lar. E eu, que não era do lar, mas pas­sava lá o dia... sou sempre convidada. Nem me deixam pagar o almoço. E eu vou todos os anos a pensar: será este o último ano que vou? É um grupo grande...

E alguma delas teve actividade política ou não?
Não. Há uma delas que depois casou com um tipo que é do Partido Comu­nista, ela suponho que também é comunista. Uma delas. O resto mais nada. Vluita gente até era de direita... Bem... e há a Mane. A Mane também um oocado por minha influência... aderia. Aderia. E teve actividade política no Por­to... ainda esteve presa. Ainda esteve presa por minha culpa. Por minha culpa, não. Por culpa de quem a denunciou porque eu nem que me matassem.
Lá chegaremos. Mas o curso de assistente social não era, na época, muito controlado ideologicamente?
Aquilo era da Igreja, era do Patriarca. Entre as várias cadeiras, algumas completamente ridículas, tínhamos teologia, tínhamos sei lá o quê... estudá­vamos as Encíclicas, por exemplo, com o padre Abel Varzim... Mas também tínhamos Direito, também tínhamos Medicina...
Sim, sim...
Quer dizer, nós estudávamos pelos livros da Faculdade, havia coisas em que se era muito exigente... Era um espanto, porque a gente ia desde Direito Civil, Constitucional... Direito Ultramarino, que naquele tempo ainda havia colónias. E havia o Acto Colonial, ou como é que eles lhe chamavam... que nós tínhamos que estudar... Eu fiquei a manejar os compêndios todos, como qualquer aluno de Direito.
Mas também tínhamos toda a parte médica. Tínhamos anatomia, tínhamos fisiologia, que eu adorava também...
Era uma coisa um bocado ecléctica, não é?
Era muito vasto... Tínhamos ainda costura, culinária... Misturado isto tudo com filosofia. Tínhamos montes de cadeiras...
E entre todos esses professores...

Tínhamos alguns incríveis. Por exemplo, o Castro Fernandes. Nunca ouviu falar no Castro Fernandes?... Era o tipo que presidia ao Instituto Nacional de Trabalho. Era o maioral. Era um tipo nojento, repugnante... Incrível. Nós tínhamos aulas com ele sobre corporativismo. Mas com aquele homem, por muito bonito que ele quisesse fazer o corporativismo... nada entrava, nem a mim nem às minhas colegas. Tínhamos ainda professores como o Paulo Cunha, o Marcelo Caetano. Eu por acaso não o apanhei, porque no meu ano, quem estava era o Paulo Cunha. E o Silva Cunha, que foi depois ministro do Ultramar... também foi meu professor,
Portanto, tinha de facto uma componente ideológica fortíssima.
Fortíssima. Bem, evidentemente, no Direito Civil, quando chegou à altura das mulheres, eu, que já era feminista, fiquei superfeminista porque realmen­te... as barbaridades que eles diziam... E nessa altura não era só eu. Éramos todas. Quer dizer, realmente era uma coisa inacreditável que se passava com as mulheres.
Desse conjunto destoava certamente a figura do Padre Abel Var-zim...
Um professor. Um homem excepcional. Ele tinha tirado o curso de Econó­micas e não sei que mais em Lovaina, na Bélgica.

(...)

Norberto Alayon Serviço Social e Reconceptualização

ESPACIO EDITORIAL de Buenos Aires acaba de publicar la 2da. edición aumentada del libro de NORBERTO ALAYÓN (organizador) “Trabajo Social Latinoamericano – A 40 Años de la Reconceptualización”.

El libro incluye 25 artículos, de 30 autoras y autores, de 20 países (18 de América Latina, más España y Portugal).

ÍNDICE

Nota para la Segunda Edición
Introducción
1. Norberto Alayón (Argentina)
2. Nora Aquín (Argentina)
3. Natalio Kisnerman (Argentina)
4. Norah Castro Ortega (Bolivia)
5. Vicente de Paula Faleiros (Brasil)
6. José Paulo Netto (Brasil) NUEVO TEXTO EN CASTELLANO
7. Jeanette Hernández Briceño – Omar Ruz Aguilera (Chile)
8. Liliana Patricia Torres Victoria (Colombia)
9. Ma. Lorena Molina M. (Costa Rica)
10. Odalys González Jubán (Cuba)
11. Luis D. Araneda Alfero (Ecuador)
12. Zoila Silva (El Salvador)
13. Montserrat Feu (España)
14. Tomasa Leonor de León Cabrera (Guatemala)
15. Elsa Lily Caballero Zeitún (Honduras)
16. Silvia Galeana de la O (México)
17. Domingo Rito Maldonado R. (México) NUEVO ARTÍCULO
18. Iris Prado H. – Martha Cecilia Palacios (Nicaragua)
19. Teresa Gabriela Spalding Brown (Panamá)
20. Stella Mary García (Paraguay) NUEVO ARTÍCULO
21. María Helena Reis – Cezarina S. Mauricio (Portugal)
22. Nilsa M. Burgos Ortiz – Raquel M. Seda Rodríguez (Puerto Rico)
23. Luis Acosta (Uruguay) NUEVO ARTÍCULO
24. Teresa Porzecanski (Uruguay)
25. Egleé Vargas Acosta – Mairely Nuváez de De Armas (Venezuela)

Año 2007 – 351 páginas
ISBN 978-950-802-256-1

Espacio Editorial: espacioedit@ciudad.com.ar
www.espacioeditorial.com.ar

sexta-feira, agosto 17, 2007

Encontro de Mulheres Negras Promoção da Igualdade Racial


Maringá vai sediar 3º Encontro de Mulheres Negras

Com o objetivo de discutir políticas públicas e assuntos como discriminação, inclusive de mulheres negras no mercado de trabalho, a Secretaria da Mulher – SeMulher e Instituto de Mulheres Negras "Enedina Alves Marques", realizam no próximo dia 26 (domingo), o 3º Seminário de Mulheres Negras de Maringá.
O encontro será realizado no salão social do Serviço Social do Comércio – Sesc, localizado na rua Professor Lauro Eduardo Werneck, 531, com abertura às 8 horas. Segundo a secretária da Mulher, Terezinha Pereira, a intenção é reunir mulheres negras de Maringá e região para compartilhar experiências e despertar a consciência dos direitos e deveres da classe. Para proferir a palestra durante o Seminário, Terezinha Pereira, convidou Raimunda Luzia de Brito, mestre em direito e serviço social pela Universidade Estadual Paulista – Unesp, que abordará o tema: Mulheres Negras e o Mercado de Trabalho. Durante todo o dia o público terá acesso a palestras, apresentações culturais e mesas de debates sobre os assuntos abordados.
O evento é aberto a toda comunidade, com entrada gratuita. O Seminário conta com apoio da Assessoria de Promoção da Igualdade Racial, Associação União e Consciência Negra de Maringá, Coletivo de Promoção de Igualdade Racial – APP Sindicato e Conselho Municipal da Mulher de Maringá.
Redação Bonde

quinta-feira, agosto 16, 2007

Feira de Comercio Justo 18 de Agosto Economia Solidária


Feira de
COMÉRCIO JUSTO

18AGOSTO_07
Feira
10h ››16h Largo D. Lourenço Vicente
Debates Temáticos
14h30 Esplanada café Belmar

MADRID, 16 (EUROPA PRESS)
Las ventas de comercio justo en los hipermercados y grandes superficies aumentaron un 37% en el último año al pasar de los 695.000 euros de 2005 a los 950.000 euros de 2006, según datos de Intermón Oxfam (IO).
Pese a este incremento, las tiendas de IO siguen siendo los principales canales de venta ya que el año pasado alcanzaron casi los 4 millones de euros, un 6% más que en 2005. De cualquier modo, independientemente del punto de venta, Intermón Oxfam facturó durante todo el año 2006 cerca de 7 millones de euros en productos de comercio justo, lo que supone un aumento del 14% con respecto al año anterior.
También conviene destacar el aumento experimentado por las ventas en otras tiendas solidarias independientes de Intermón Oxfam, cuya facturación pasó de 715.000 euros en 2005 a 849.000 euros en 2006 (19%).
El comercio justo es una alternativa al comercio tradicional en la que se combinan los criterios económicos con los valores éticos, abarcando tanto aspectos sociales como ecológicos. Gracias a este tipo de comercio, se contribuye a que las poblaciones más empobrecidas del planeta tengan acceso a una vida digna

in http://www.eleconomista.es/mercados-cotizaciones/noticias/262538/01/70/RSC-Las-grandes-superficies-aumentaron-casi-un-40-las-ventas-de-comercio-justo-en-2006-segun-Intermon-Oxfam.html

Mexico Historia da Insurreição de Oaxaca



L'état d'Oaxaca (Mexique) connait depuis mai-juin dernier une situation quasi-insurectionnelle. La répression lancé par l'état contre les 70 000 instituteurs en grève occupant la ville à déclenché début Juin une véritable révolte populaire.

En deux heures la population avait chassé de la ville les 3000 policiers envoyé par le gouverneur de l'état Ulises Ruiz et repris le contrôle de la capitale de l'Etat. La ville d'oaxaca, ses batiments publiques et ses médias (radio et TV officielle) sont depuis lors sous contrôle de l'APPO (Assemblée Populaire des peuples d'Oaxaca – créé début Juin). L'organisation collective de la vie sociale se fait sur des bases bien souvent autogestionnaires. Toutefois la fin du mois d'octobre à été dur à Oaxaca : Attaque des policiers et des membres de la PFP (Police militarisé anti-émeutes) soutenue par des paramilitaires et par les membres du parti PRI (ancien parti unique du mexique) au pouvoir dans l'état d'Oaxaca. Plusieurs morts sont à déplorer du coté des insurgés dont un membre d'Indymedia New York ainsi que de nombreux disparus et des arrestations violentes et arbitraires. La situation n'est toutefois par désespérée : Un peu partout au Mexique des syndicats se mettent en grève et rejoignent Oaxaca tandis que les mobilisations de soutiens se multiplient, à Mexico comme ailleurs. Le silence médiatique sur la situation au Mexique est effarant. Aucun média Européen ne relaye ce qui se passe sur place en dehors des médias alternatifs. Soutien à nos camarades anarcho-syndicalistes du CIPO-RFM. Solidarité avec le peuple d'Oaxaca ! Retrait des forces armées et démission d'Ulises Ruiz ! Plus d'information sur http://mexico.indymedia.org/oaxaca


quarta-feira, agosto 15, 2007

Amnistia Internacional em Confronto com o Vaticano Por Causa do Aborto em Casos de Estupro

LONDRES, 13 AGO (ANSA) - A Anistia Internacional (AI) decidiu apoiar o aborto em casos de estupro, determinação que oporá a entidade defensora dos direitos humanos ao Vaticano.
O jornal inglês The Independente noticiou hoje que a AI tornará pública, durante uma reunião de organizações de direitos humanos no México, sua determinação em apoiar a realização de aborto por mulheres que tenham sido violadas. Uma porta-voz da Anistia, consultada pela ANSA, declarou em Londres que a organização "não fará comentários no momento". A decisão, que contempla também casos em que a gravidez apresente risco à gestante, foi tomada pela ONG principalmente devido ao grande número de casos de estupro em Darfur, na África. Segundo o jornal londrino, a Anistia enfureceu o Vaticano. Este ano, o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício de Justiça e Paz, ameaçou pedir à congregação católica para boicotar a AI, a menos que o grupo mude suas políticas. "Se, de fato, a Anistia Internacional persistir nesse curso de ação, indivíduos e organizações católicas poderão retirar seu apoio, porque ao decidir promover o aborto, a Anistia Internacional está traindo sua missão". Delegados de organizações católicas presentes na conferência internacional desta semana no México debaterão tema e, ao que tudo indica, a maioria é favorável à postura da entidade humanitária. A Anistia foi fundada em 1961 pelo advogado britânico convertido ao catolicismo Peter Benenson para fazer campanha por presos políticos. Desde então, a entidade é apoiada pelo Vaticano, e conta hoje com cerca de 1,8 milhões de membros em todo o mundo. Em 1977, a ONG, com sede central em Londres, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Segundo a secretária geral da Anistia Internacional, Kate Gilmore, "nossa organização apóia vítimas e sobreviventes de violações de direitos humanos. Nossa política reflete nossa obrigação de solidariedade como movimento de direitos humanos, por exemplo, no caso de uma sobrevivente de violação em Darfur, que ficou grávida como resultado de um ataque inimigo, o que provocará seu afastamento da comunidade".
Ainda de acordo com ela, a AI "é um movimento dedicado a defender os direitos humanos, e não teologias específicas. Nosso objetivo invoca a lei e o Estado, não a Deus". Para o Vaticano, a Anistia é incoerente, já que se opõe à pena de morte em todas as circunstâncias mas, em alguns casos, apóia a morte de crianças ainda por nascer.
"O aborto não é solução para nada. O que deveriam é lutar para dar ajuda adequada às mães que engravidam depois de serem violadas", afirmou Luke Coppen, editor do jornal Catholic Herald, principal publicação católica da Grã-Bretanha. Ele sustenta que "é profundamente incorreto que a Anistia apóie abortos. Está traindo a luta dos direitos humanos". Em sua opinião, a Anistia usa os exemplos de mulheres violadas em Darfur, "porque são muito sentimentais e emotivos". E completou: "É uma tática. A realidade é que não se pode ser favorável ao assassinato de crianças".
(ANSA) 13/08/2007 14:44

Serviço Social Premio Parcerias Em Saúde Para Ovar


Prémio Parcerias em Saúde-Publico Social para Ovar

2007/08/14
O Núcleo de Redução de Danos do Instituto da Droga e da Toxicodependência, com a colaboração das Equipas de Rua, que integra o Serviço Móvel de Apoio à Comunidade, com a parceria da Câmara de Ovar, foi «considerada a melhor iniciativa, arrecadando o prémio Parcerias em Saúde – Público-Social», segundo uma nota da autarquia.
O Núcleo candidato aos Prémios Hospital do Futuro 2006/2007, promovido pelo GroupVision Saúde - prémio Parcerias em Saúde – Público-Social foi conquistado através do relatório: «A importância do trabalho de proximidade junto da população toxicodependente”, por ser considerada a melhor iniciativa de articulação entre sectores, nomeadamente, entre o sector público e o social». Recorde-se que a Câmara Municipal de Ovar é, desde 2003, entidade parceira do projecto de equipas de Rua – SMACTE, cujo promotor é o Centro Social de Paramos (sedeado no concelho de Espinho), e que tem vindo a ser co-financiado pelo IDT.
O objectivo deste serviço é «minimizar danos e reduzir os riscos inerentes ao consumo de substâncias psicoactivas, em especial nos consumidores de heroína e cocaína e à prática de prostituição de rua».Dois técnicos de Serviço Social, um técnico de Educação Social, dois técnicos de enfermagem e um técnico de psicologia percorrem o concelho de Ovar duas vezes por semana realizando um trabalho de proximidade com o público-alvo.Informação da autarquia : «A candidatura aos Prémios Hospital do Futuro 2006/2007 permitiu reforçar o trabalho preconizado pelas equipas de rua. Exemplo disso é o Programa da troca de Seringas que se estima, durante o período 1993/2001, ter evitado mais de sete mil novas infecções de VIH, com um benefício económico superior a 1700 milhões de euros.Este benefício resulta da diferença entre os custos associados ao tratamento de pessoas infectadas com VIH e o custo destas estratégias de prevenção. De salientar ainda o decréscimo em 26% na percentagem de consumidores e em 17% no consumo de heroína e sua frequência, bem como do consumo via endovenosa. Foi ainda registada uma diminuição dos utentes residentes na rua e uma diminuição do material de consumo deixado na via pública».

sábado, agosto 11, 2007

Serviço Social Procuradora Angolana Exorta à Promoção de Debates Sobre Situação da Mulher Angolana


Procuradora exorta promoção de debates sobre a Situação da Mulher

Luanda, 31/07 - A promoção de debates públicos sobre a situação das mulheres, violência doméstica e VIH/Sida devem constituir ferramentas indispensáveis na criação de legislações que visam melhorar a condição das mulheres no continente africano. A afirmação foi proferida hoje em Luanda, pela procuradora provincial da sala de crimes, Maria Teresa Manuela durante a palestra sobre " a mulher africana ", promovida pelo grupo Desportivo e Recreativo das Edições Novembro em alusão ao 31 de Julho.


Segundo a procuradora, as mulheres do continente apesar das dificuldades enfrentadas são caracterizadas como tendo um perfil forte, determinado, representando uma mais valia para a maioria das famílias e mão de obra, principalmente no meio rural. No domínio legislativo Teresa Manuela considera ser necessário além da elaboração de leis a criação de condições de aplicabilidade das mesmas, bem como a protecção das mulheres vítimas de violência. Apesar das conquistas que vão desde um maior acesso à educação, emprego fora do lar, afirmação social e profissional, alguma independência financeira a mulher africana ainda é muito descriminada. A descriminação movida por aspectos histórico- culturais, religiosos e em alguns casos políticos remete a mulher a uma situação de vulnerabilidade exposta as mais diversas formas de violência (psicológica, física, sexual e económica), que chegam a resultar em morte. Teresa Manuela apontou como causas de violência as razões histórico-culturais, desemprego, ciúme, dependência económica, desemprego, alcoolismo e em algumas regiões as guerras. A procuradora lamentou o facto de em África as mulheres continuarem a ser submetidas a rituais com a excisão (amputação total ou parcial do clitores), infibulação (corte e costura dos lábios genitais, deixando apenas uma abertura muito pequena para urina e fluxo menstrual). A circuncisão feminina e mutilação genital é um factor cultural, cujo valor varia de sociedade a sociedade. Este ritual é frequentemente praticado como uma garantia de virgindade ou como um precursor para o matrimónio, ou prova de pureza sexual e higiene. Paticiparam no evento mulheres afectas aos órgãos de comunicação social.


O dia da Mulher Africana foi instituído a 31 de Julho de 1962 em Dar es Salaam, na Tanzânia, este ano a data é celebrada sob o lema " A pauperização do continente que desenvolvimento económico para a África? Desafios e estratégias?".

*gravura albano neves de sousa " rapariga angolana "

sexta-feira, agosto 10, 2007

GRINAPSS Grupo de Relações Internacionais da Associação de Profissionais de Serviço Social Informa


RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA APSS


As Relações Internacionais na APSS estão a cargo do GRINAPSS (Grupo das Relações Internacionais da APSS) tendo como principal objectivo: Promover e fortalecer internacionalmente as relações profissionais a nível profissional e académico.

Em 2006 a equipa do GRINAPSS passou a ter a seguinte constituição:
. Alfredo Henriquez- contacto para a América Latina em todas as áreas
. Cristina Martins – responsável pelo Grupo e contacto para a FIAS Europa e Global e Membro do Comité Executivo da FIAS Europa (First Deputy Member)
. Graça André- contacto para os Direitos Humanos da FIAS e ligação com as Escolas sobre as questões do Ensino em Serviço Social – Europa

O GRINAPSS tem vindo a desenvolver as acções a que se propôs no seu plano de acção para o triénio 2005-2007, tais como:

1.recebendo e divulgando a informação sobre Serviço Social a nível internacional
A criação dum blog em 2006 revelou-se como um importante veículo para atingir esse objectivo.
2.mantendo activa a comunicação internacional
Respondendo aos emails que nos chegam com pedidos de informação de diversa ordem.
3.mantendo um correspondente oficial na FIAS
Neste contexto foram divulgadas diversas iniciativas promovidas em Portugal, tais como as acções de formação organizadas pela APSS e todo e qualquer evento realizado no âmbito da promoção da profissão e com importância na área do Serviço Social.
4.participando nas reuniões de delegados da FIAS (europeias e globais)
A Colega Cristina Martins do GRINAPSS participou como delegada da APSS na reunião de delegados da FIAS Europa, realizada de 26 a 28 de Maio de 2006 em Sofia, Bulgária, bem como na Assembleia Geral da FIAS, realizada em Munique, Alemanha, de 27 a 29 de Julho de 2006.
Este ano de 17 a 19 de Março participou com a Colega Graça André na Reunião de Delegados da FIAS Europa, que se realizou em Parma, Itália e onde foi eleita como First Deputy Member do Comité Executivo da FIAS-Europa.
5.participando em grupos de trabalho internacionais
Foi constituído em 2006 o Grupo do Sul da Europa e Mediterrâneo da FIAS – Europa, com o objectivo de estimular a troca de informação entre as associações que integram o grupo (Portugal, Malta, Espanha, França, Itália e Chipre) sobre educação, prática, métodos, etc., apoiando a participação activa dos seus elementos no seio da FIAS.
Como acções planeadas (algumas já em curso), destacam-se:
• Envio de informação em forma de artigos/fotos para publicação nas newsletters, sites, blogs, etc. das associações dos países que integram o grupo;
• Realização de reuniões de trabalho paralelas, por ocasião das reuniões da FIAS;
• Organização de Encontros, Conferências, etc. em parceria.





6.participando nas actividades promovidas pela FIAS (comemorações, projectos, documentos, etc.):

-Dia Mundial d@ Assistente Social
A FIAS decidiu em 2004 celebrar o primeiro Dia Mundial d@ Assistente Social em 27 de Março de 2007, tendo o GRINAPSS iniciado a sua colaboração em 2006, através da promoção e divulgação da iniciativa.
A APSS promoveu uma Jornada Nacional para a Comemoração do Dia Mundial d@ Assistente Social, que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Matosinhos, numa iniciativa conjunta com a Associação de Investigação e Debate em Serviço Social (AIDSS).

-Projecto da FIAS Europa “Serviço Social Promovendo a Coesão Social”, com os seguintes objectivos:
. Fortalecer a voz do Serviço Social na Europa;
. Desenvolver uma política e estratégia comum sobre a prática do Serviço Social no contexto dos Direitos Humanos;
. Criar coerência ao nível da região europeia.

O Projecto contou com a participação de 19 países/associações membros da FIAS-Europa, incluindo a APSS-Portugal e teve as seguintes fases:

• Realização dum questionário aos membros da FIAS-Europa
• Apresentação dos Resultados
• Elaboração de Relatórios Nacionais
• Realização de 3 Workshops Sub-regionais em Paris*, Áustria e Birmingham
• Relatórios dos 3 Workshops
• Relatório Final, aprovado na Reunião de Delegados europeia realizada em Parma de 17 a 19 de Março de 2007
O Relatório será em breve amplamente divulgado.

*A Colega Cristina Martins do GRINAPSS representou a APSS no Workshop Sub-Regional realizado em Paris de 17 a 18 de Março de 2006.

7.incentivando e promovendo intercâmbios associativos internacionais
Neste contexto estão a ser desenvolvidos contactos tanto a nível europeu como a nível global, nomeadamente pelo Colega Alfredo Henriquez, com os países da América Latina.

O GRINAPSS está a desenvolver um protocolo com uma agência de viagens para assegurar uma grande participação portuguesa na próxima Conferência Mundial dos Trabalhadores Sociais que será no Brasil de 16 a 19 de Agosto de 2008 na cidade de Salvador, do estado da Bahia.

Entretanto no ano de 2008 a APSS vai acolher na cidade do Porto a próxima reunião de Delegados da FIAS Europa, que decorrerá de 16 a 18 de Maio.

Convidamos todos os Colegas a participar activamente, visitando o nosso blog e enviando contributos. www.grinapss.blogspot.com/

Foto: Delegados da Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Malta e Portugal na Assembleia Geral da FIAS, Munique, Alemanha, Julho/2006


Serviço Social e Violência Doméstica Lei Maria Da Penha Cumpre Um ano


RIO - No mês em que a Lei Maria da Penha completa um ano, as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar têm um novo endereço para denunciar seus agressores. É no Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro, que funciona dia e noite, após o expediente forense, na Rua Dom Manuel, s/nº, atrás do Fórum Central, no Centro do Rio.
As mulheres agora são acolhidas por outras mulheres, funcionárias do TJ, que passaram a integrar a equipe do Plantão Judiciário, composta basicamente por homens. Todas têm aptidão técnica para lidar com questões relativas à violência doméstica e dar o primeiro atendimento àquelas que chegam ao Judiciário fragilizadas pelo sofrimento e pela dor. O novo serviço já está funcionando.
A iniciativa foi do corregedor-geral da Justiça, desembargador Luiz Zveiter, que, sensibilizado com o tema, disponibilizou serventuárias com formação em Psicologia e Serviço Social para o Plantão Judiciário.
- Entendo que a designação de um servidor do sexo masculino para prestar o primeiro atendimento seria equivocada, na medida em que poderia haver um vinculo negativo em relação à figura masculina. A mulher vitimada, ao ser atendida por um servidor do mesmo sexo e com formação especializada neste tipo de evento, certamente vai receber mais tranqüilidade e conforto num momento tão aflitivo. Por isso, a importância da implementação do serviço com servidoras, acredita o corregedor.
Dependendo do caso, a equipe do Plantão Judiciário, composta por juiz, promotor, defensor e serventuários da Justiça, poderá acionar recursos para que a vítima seja encaminhada para a Casa Abrigo Lar das Mulheres, criada em março deste ano a fim de garantir a integridade das mulheres e também de seus filhos.
Juizados de Violência Doméstica completam um mês
A violência contra a mulher não tem classe social e nem nível de escolaridade. As vítimas, em sua maioria, estão nas comunidades carentes do Rio, mas também nos condomínios fechados da Barra da Tijuca ou em apartamentos luxuosos de Ipanema. Os agressores vão de profissionais com curso superior aos catadores de lixo das ruas do Centro da cidade. A análise é do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, que instalou em junho dois juizados especializados em violência contra a mulher, no Centro e em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, em cumprimento à Lei 11.340/06, mais conhecida como Lei Maria da Penha.
[ 16:55 ] 06/08/2007

quinta-feira, agosto 09, 2007

Encontro Estadual de Assistentes Sociais CRESS 6ª Região

O CRESS 6ª Região convida para participação do ENCONTRO ESTADUAL DE COORDENADORES DE NAS/2007, previsto na Resolução CRESS nº. 2009.2006, no dia 17 de agosto de 2007, de 9h às 18 horas, no auditório do CRESS 6ª Região, à Rua Tupis, 485 sala 504, Centro, Belo Horizonte MG.
O objetivo deste Encontro Estadual é subsidiar os NAS, por meio de seus coordenadores, com aprofundamento de temas relevantes ao exercício profissional buscando a articulação e integração dos assistentes sociais na defesa do projeto ético político do Serviço Social em suas cidades ou micro regiões. As 14h Haverá uma palestra sobre Proficiencia e em sequencia um Debate sobre a aplicação do exame de profissicência para Assistentes Sociais.
Esclarecemos que o CRESS 6ª Região assumirá os custos com passagens, hospedagem além de ajuda de custo no valor de R$ 60,00 (sessenta reais) para um coordenador por Núcleo.
Sua participação será de grande valia para a organização de toda categoria e para isto solicitamos que confirme sua participação até o dia 15/08/2007, pelo e-mail: cress@cress-mg.org.br ou pelo telefone/fax 31-3226.2083 no horário e 13 às 19 horas.
Caso tenha alguma dificuldade de liberação no trabalho, envie-nos nome de sua chefia, bem como contato de e-mail ou fax, para que o CRESS envie Oficio solicitando sua liberação. Aguardamos você. Maria Rosangela Pinheiro Damaso Presidente CRESS 6ª Região Márcia Maria Romero Coordenadora da COMAGO
Contato CRESS (31)3226-2083

Simposio Ensino Superior Brasileiro na Actualidade


SIMPÓSIO


O ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO NA ACTUALIDADE:
velhos desafios, novos caminhos
• DATA: 30 de agosto de 2007 (quinta-feira) • LOCAL: Teatro TUCA - PUC/SP Rua Monte Alegre, 1024 Perdizes05014-001 - São Paulo •
OBJETIVO

Identificar e debater os desafios que o ensino superior brasileiro enfrenta nos dias atuais, explicitando os problemas que marcam, histórica e estruturalmente, a educação universitária brasileira e, à vista dos desafios postos, discutir a necessidade e a relevância da pesquisa, como construção de conhecimento, na pedagogia universitária. Destacar a identidade profissional do professor universitário e a institucionalidade do lugar do trabalho docente nesse nível de ensino levando em conta os condicionamentos macro e micro-estruturais da realidade sócio-cultural brasileira da atualidade.• MESA 1
Problematicidade do ensino superior brasileiro nas condições sócio-culturais da complexa sociedade globalizada de hoje, destacando as questões da profissionalidade do docente universitário. Perspectivas e possibilidades de enfrentamento pedagógico dos desafios que emergem dessa nova situação histórica, ênfase na construção coletiva de projetos político-pedagógicos institucionais que contribuam significativamente para o redirecionamento das finalidades desse nível de ensino, implementando estratégias didáticas, competentes, criativas e críticas, vinculadas à pesquisa e à análise da prática docente.
• MESA 2
Discussão dos problemas pedagógicos presentes no processo de ensino/aprendizagem na formação universitária e debate de propostas para sua superação. Ressignificação do papel da pesquisa como princípio pedagógico, com destaque para a importância e a necessidade de uma postura investigativa, entendida como construção de conhecimento, articulada ao ensino, na formação universitária. A prática da pesquisa como fundamento e sustentação do processo de ensino e de extensão na Universidade. O lugar da pesquisa na didática do professor e na aprendizagem do aluno, no ambiente pedagógico universitário.• PROGRAMAÇÃO
8h30 Credenciamento e Recepção com Café
9h00 Abertura• Marcos Cezar de FreitasProfessor da Universidade Federal de São Paulo e Coordenador do ConselhoEditorial da Área de Educação da Cortez Editora
9h30 Mesa 1• DILEMAS DA DOCÊNCIA UNIVERSITÁRIA NO BRASIL
Palestrantes:- Antônio Joaquim SeverinoFilósofo e Professor Titular de Filosofia da Educação da USP
-Selma Garrido PimentaProfessora Titular da Faculdade de Educação e Pró-Reitorade Graduação da USP
12h00 Intervalo para Almoço
14h00 Mesa 2• A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NA PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA
Palestrantes:- José Carlos LibâneoDoutor em Filosofia e História da Educação pela PUC-SPProfessor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Goiás.
- Mario Sérgio CortellaFilósofo, Professor Titular do Depto. de Teologia e Ciências da Religião e da Pós-Graduação em Educação (Currículo) da PUC-SP
16h30 Encerramento•
INVESTIMENTO
Profissionais: R$ 40,00Estudantes: R$ 20,00 (apresentar carteirinha de estudante no dia)
IMPRIMA AQUI SUA FICHA DE INSCRIÇÃO

segunda-feira, agosto 06, 2007

Serviço Social Hospitalar: A Valorização do Acompanhante Sublinhada POr Celina Bomfim

HOSPITAIS BRASILEIROS
Cuidador é suporte emocional e afectivo
Os hospitais autorizam a presença dos cuidadores desde que a necessidade deles seja comprovada.
A legislação brasileira assegura aos pacientes menores de 18 anos, idosos acima de 60 anos e portadores de qualquer tipo de deficiência o direito a ter um acompanhante durante a internação hospitalar. Mas o que se verifica é a presença de um acompanhante em quase todos os leitos das unidades públicas da Capital.
A permissão para que o paciente tenha um cuidador da família, mais que um cumprimento legal, é um ação de humanização do sistema de saúde.A presença do cuidador é encarada nas unidades de saúde como parte do tratamento. Como destaca a chefe do Serviço Social do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Celina Bonfim, o acompanhante é uma peça fundamental para a recuperação do doente. “Ele é um cooperador que vai estar sendo positivo no acompanhamento dos pacientes”, avalia a assistente social.
No HGF, para os pacientes que não estão dentro do perfil definido pela lei, a autorização para o acompanhamento de um enfermo é concedida pela equipe multiprofissional. Celina Bonfim explica que médicos, enfermeiros e assistentes sociais são responsáveis por definir a necessidade de um acompanhante para determinado paciente. “Ele precisa ter representação afetiva e estar em condições de dar apoio e segurança”, afirma Celina.No entanto, a presença legitimada do acompanhante não é suficiente. As condições em que eles ficam no hospital não são as melhores. A dona-de-casa Maria Neuza Alves de Lima, de 55 anos, conhece bem essa rotina desconfortável. Ela está há 11 meses no HGF com a irmã Maria de Fátima, de 59 anos. Durante o dia, tem a seu dispor uma cadeira de plástico, e à noite, após as 21 horas, pode armar uma espreguiçadeira para repousar com um pouco mais de conforto.“Durante o dia a gente não arma a espreguiçadeira para não atrapalhar o trabalho dos médicos e enfermeiros”, conta Neuza.
A chefe do Serviço Social do HGF explica que realmente não é possível oferecer mais conforto para os acompanhantes por conta da estrutura física do hospital. Cada quarto da enfermaria tem capacidade para dois leitos, o que significa quatro pessoas internadas, se os dois pacientes estiverem acompanhados.Os cuidadores se acomodam como podem e fazem das enfermarias um pedacinho da casa, com hábitos e objetos. Nas enfermarias femininas, xampus, cremes de cabelo e desodorantes disputam espaço com os aparelhos e medicamentos. “A gente tem vontade de curtir a casa da gente, mas só posso voltar uma vez por mês”, conta Neuza, que mora em Maracanaú e reveza com outra irmã a cada mês a permanência no HGF. Ela confessa que não se sente à vontade vagando pelos corredores da unidade, mas agradece a todos do HGF pelos cuidados com a sua irmã.

segunda-feira, julho 30, 2007

Serviço Social Tribunal do Rio Grande do Sul Recusa Interrupção De Gravidez Por ANENCEFALIA


Justiça do RS nega aborto de feto anencéfalo


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de interrupção de uma gravidez de cinco meses por anencefalia (ausência de cérebro) do feto. Os pais haviam solicitado autorização alegando que "uma gravidez dessa espécie, para a família importa em grande dor psicológica, em virtude de se aguardar uma gestação, por aproximadamente 40 semanas, de uma criança que certamente não sobreviverá".Os pais alegaram também que a mãe possui o dobro de líquido amniótico, o que oferece alto risco para a gestante. Médicos do Hospital de Clínicas tinham se colocado à disposição para realizar o aborto caso houvesse decisão favorável.Há casos de sobrevivência de bebês anencéfalos, como o de Marcela de Jesus Ferreira, na cidade de Patrocínio Paulista (SP). Filha da agricultora Cacilda Ferreira, ela teve a anencefalia diagnosticada no início da gravidez. A mãe decidiu seguir com a gestação e Marcela completou 8 meses de vida na última sexta-feira, pesando cerca de 7 kg. Apesar disso, o bebê anencéfalo vive em estado vegetativo.


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sábado, julho 28, 2007

Serviço Social Escolar no Brasil

Novas Contratações Para Reforçar o Serviço Social Escolar
O Serviço Social Escolar, órgão ligado à Secretaria Municipal da Educação, ampliou desde julho do ano passado o número de assistentes sociais nas unidades do município. Foram mais 10 profissionais contratadas para atender à demanda atual de 18 mil crianças.A média trabalhada pelo órgão é de atender duas crianças para cada mãe, o que totaliza 9 mil famílias que podem recorrer à ajuda assistencial na educação. Com as contratações, o número de profissionais passou para 31, que fazem atendimentos nas unidades e também na sede do prédio, na rua Treze de Maio, 10, ao lado da Torre da Pizza, no Centro.Para exemplificar a ampliação do atendimento, a coordenadora do setor, Paula Bortolan Bocaiuva Forster, informou que, no primeiro semestre de 2006, foram registrados 40 pedidos de atendimento de novas escolas, o que motivou as contratações. Entre janeiro e junho deste ano, o número foi reduzido para 16 pedidos. “A diminuição ocorreu porque o Serviço Social Escolar avaliou a necessidade das escolas e optou por colocar profissionais em várias delas”, disse.Atualmente, há 17 assistentes sociais que trabalham em centros infantis (CIs), 3 nos centros de ensino infantil e de ensino fundamental (Ceiefs) - que atendem crianças de 0 a 10 anos - e outras 10 profissionais distribuídas em 15 escolas municipais de ensino infantil e de ensino fundamental (Emeiefs). As escolas são escolhidas por critérios de necessidade, mas o órgão atende também as unidades que solicitarem diretamente no Serviço Social.
De acordo com a coordenadora, vários fatores explicam a necessidade de se colocar assistentes diretamente nas escolas. Ela avalia que os principais problemas decorrem de um mesmo conceito formado pelos pais, a de que a formação da criança é de responsabilidade dos professores. “A educação vem de berço, e a escola apenas continua”.Desta relação, segundo Paula, provém a falta de limites, da relação entre pai e filho, que caracteriza os casos mais gritantes. “Em muitos casos, é a própria situação da organização familiar, desagregada, que prejudica o desempenho escolar”, disse a coordenadora. Com mais profissionais, a demanda específica de regiões também foi atendida. Na região do Jardim Aeroporto, são mais 1,2 mil estudantes, o que precisou deslocar mais uma assistente social.A atuação do Serviço Social Escolar será apresentada durante o 3º Encontro Estadual do Serviço Social na Educação, que acontece no próximo dia 2 de agosto, das 8h às 17h, no Isca Faculdades.
O encontro reunirá assistentes sociais, gestores da área da educação, pedagogos, estagiários da área, psicólogos e profissionais ligados ao assunto.Segundo Paula, são esperadas de 100 a 200 pessoas - profissionais de outros Estados, como o Rio Grande do Sul, já confirmaram presença. Na parte da manhã, o destaque será a palestra de Ney Luiz Teixeira de Almeida, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Castelo Branco, que falará sobre o trabalho do assistente social na educação.
Na parte da tarde, haverá relatos de experiências de municípios, como Limeira, Franca e Presidente Prudente. O encerramento, às 15h30, será feito por Eutália Gazzoli, presidente do Conselho Regional de Serviço Social da 9ª região.
De acordo com Paula, os municípios participantes vão conhecer o trabalho feito em Limeira, tido como referência no setor. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.servicosocialescolar.com.br ou pelos telefones 3453-1611 e 3453-3099. (RS)

Serviço Social & Direitos Humanos: Onu Denuncia Limpeza Etnica em Darfur

ONU Denuncia Limpeza Etnica em Darfur
Genebra, 27 jul (EFE) - O Comitê de Direitos Humanos da ONU pediu nesta sexta-feira ao governo do Sudão que combata com urgência os crimes cometidos na região de Darfur e que se assegure de que as milícias não recebem apoio do exército do país para realizar uma "limpeza étnica" entre a população. "Preocupa-nos muito a impunidade da qual gozam as milícias responsáveis pela limpeza étnica que ocorre em Darfur e pelas graves e sistemáticas violações dos direitos humanos, como assassinatos, estupros, deslocamentos forçados e ataques contra os civis", disse hoje em Genebra o presidente do comitê, Rafael Rivas-Posada.Darfur é palco de um conflito desde fevereiro de 2003, quando os movimentos de Libertação do Sudão e da Justiça e Igualdade pegaram em armas para protestar contra a pobreza e a marginalização da região.Desde então, a guerra interna deixou mais de 200 mil mortos e 2,5 milhões de deslocados e refugiados, em uma das piores tragédias humanitárias das últimas décadas, segundo a ONU.O Comitê de Direitos Humanos, formado por 18 especialistas independentes, redigiu um relatório sobre o cumprimento, por parte do Sudão, do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, a partir de informações fornecidas pelo governo sudanês e por ONGs que atuam no país.No documento de nove páginas, os especialistas falam de "claras violações dos direitos humanos" e lamentam que as autoridades não tenham investigado as denúncias, principalmente no caso de Darfur.Entre as recomendações ao governo do Sudão, Rivas-Posada destacou a necessidade de que "se assegure que as milícias que cometem uma limpeza étnica não recebam apoio algum, nem financeiro nem material".Questionado sobre se esta é a primeira vez que um organismo da ONU qualifica de "limpeza étnica" o que ocorre em Darfur, o presidente do comitê disse que "estranharia muito"."Toda a informação que nos foi fornecida sobre o assunto é muito clara, e a imprensa e a comunicação internacional já falaram disso", acrescentou.O texto pede também às autoridades de Cartum que protejam as vítimas de abusos e lhes concedam algum tipo de indenização, que descartem qualquer tipo de anistia para os que tenham violado os direitos da população sudanesa, que discutam o problema das crianças-soldado e que eliminem a pena de morte de sua legislação.
Outras recomendações contidas no documento são proteger os direitos da mulher, principalmente em relação à participação na vida pública e ao acesso à educação, disponibilizar os meios para reduzir a violência contra elas, proibir a mutilação genital feminina e combater a tortura.Esta semana, o ministro do Interior sudanês, Al Zubair Bashir Taha, acusou os serviços secretos americanos de traficar armas em Darfur, oferecer ajuda econômica aos líderes dos grupos rebeldes e de ter contribuído para a morte de milhares de sudaneses na região.Leia mais sobre: Darfur

domingo, julho 22, 2007

Serviço Social "O Abuso Sexual a Menores de Idade no È Somente um Problema Católico" expressó o Vaticano

"El abuso sexual a menores de edad no es sólo un problema católico"
expresó el Vaticano
O Blogue Rede Peruano contra a Pornografia ( ONG) tem vindo acompanhar os antecedentes sobre o escandalo que avala a Igreja Católica por causa da problemática da Cidade de Los Angeles.
Reproduzimos neste espaço as noticias
Ciudad del Vaticano.- (Reuters) El principal portavoz del Vaticano, el padre Federico Lombardi, también comentó que el acuerdo récord por 660 millones de dólares entre la arquidiócesis de Los Angeles y las víctimas de abuso sexual es un intento por "cerrar un capítulo doloroso y mirar hacia delante". "Por sobre todo, la Iglesia está claramente dolida por el sufrimiento de las víctimas y sus familias, por las profundas heridas causadas por el comportamiento grave e inexcusable de algunos de sus miembros" dijo Lombardi. "(La Iglesia) ha decidido comprometerse de todas las formas posibles para evitar una repetición de dicha maldad," detalló, agregando que ahora tiene "una política de prevención y creación de una atmósfera aún más segura para niños y jóvenes en todos los aspectos de (sus) programas pastorales".
Lombardi reafirmó una postura tomada en el pasado por otros líderes de la Iglesia Católica, sobre que otras religiones organizadas e instituciones también deberían lidiar con la pedofilia tan públicamente como la Iglesia se vio forzada a hacerlo por varios escándalos. "El problema del abuso de la infancia y su protección adecuada ciertamente no concierne solo a la Iglesia (Católica), sino también a muchas otras instituciones y está bien que éstas también tomen las decisiones necesarias" dijo.
Compromiso de la Iglesia Católica contra la Pornografía Infantil y la pedofilia
Lombardi añadió que la Iglesia era consciente de sus responsabilidades de educación de la juventud y que tiene la intención de ser "una protagonista en la lucha contra la pedofilia" que mencionó está en aumento en todo el mundo.
Un acuerdo de 660 millones de dólares.
La decisión de Los Angeles involucró 508 demandas en casos que datan desde la década de 1940. El arreglo, sin ir a juicio, significa que el cardenal Roger Mahony no tendrá que testificar ante el tribunal. El arreglo al que se llegó el sábado, tras cuatro años y medio de negociaciones, se produjo antes del primer juicio, que debía comenzar el lunes. Los abogados de las víctimas hubieran citado a Mahony para que testifique acerca de la protección de sacerdotes abusadores por parte de la jerarquía de la Iglesia.
El arreglo de Los Angeles hace parecer sin importancia a otras indemnizaciones históricas. La arquidiócesis de Boston, en donde en el 2002 estalló el escándalo de pedofilia estadounidense, llegó en el 2003 a un acuerdo para 550 personas por un valor de 85 millones de dólares.

sábado, julho 21, 2007

Social Work: Impeach George Busch

Thousands of Americans from around the country will join together to demand the impeachment of George W. Bush and Dick Cheney and insist on the immediate end to the war in Iraq. September 15th is the date General David Petraeus is mandated to make a report to Congress on the progress of the so-called surge. The eyes of the national and international media will be focused on Washington DC at that time. In the coming weeks we will be taking out newspaper ads, producing 500,000 leaflets, flyers, and stickers, and setting up outreach committees for the September 15th March in Washington all over the country. Click here for more information.


impeachbush.org/site/PageServer

sexta-feira, julho 20, 2007

Serviço Social O Livro de Uma Mulher Islâmica Rebelde



A rebeldia de uma mulher islâmica

Autobiografia da somali Ayaan Hirsi Ali
Ayaan Hirsi Ali nasceu em Mogadíscio, Somália, em 1969 e cresceu sob o jugo de um islamismo medieval que purifica as raparigas «amputando-lhes o clítoris e retalhando-lhes ou nivelando-lhes os lábios do sexo e toda a zona cozida deixando-se apenas um pequeno orifício para a urina sair», e que lapida mulheres.
Já adulta, a sua bússola da liberdade indicou-lhe a fuga para ocidente. Na Holanda, formou-se em Ciências Políticas, foi deputada da Câmara Baixa do Parlamento holandês pelo Partido Liberal, e fez da denúncia uma missão. Escreveu o argumento para o filme Submission do realizador holandês Theo van Gogh, assassinado em 2004 por um muçulmano radical. Com a cabeça a prémio, mas insubmissa, vive actualmente nos Estados Unidos sob vigilância de dois guarda-costas, e desloca-se em carros blindados. Surge agora em Portugal, contada na primeira pessoa, a vida desta mulher que ecoa gritos de muitas outras: Uma Mulher Rebelde – no original Infidel – é a autobiografia de Ayaan Hirsi Ali, um retrato vivencial da condição feminina nos países liderados pelo ditame masculino accionado com o fanatismo islâmico. Um retrato corajoso, com crítica social, política e religiosa, em 353 páginas inquietantes.
Considerada pela Time uma das mulheres mais influentes do mundo, Hirsi Ali regista neste livro um depoimento, obviamente subjectivo, feito com recurso a memórias, sobre a realidade que foi a sua desde a infância até à actualidade. A educação das crianças, a vivência familiar, a escola corânica, as atrocidades do Islamismo, as consequências para quem ousa tentar o destino que não o traçado no livro sagrado. Porque o texto fala por si, transcrevemos, com supressões da nossa responsabilidade, extractos sobre a mutilação genital e a condição da mulher naquela sociedade, afinal nossa contemporânea...
Relato de uma mutilação genital:

«Era a minha vez. A avó aproximou-se de mim e disse: “Vão tirar-vos esse kintir comprido, e então, tu e a tua irmã, ficareis puras.” A julgar pelas palavras e gestos da minha avó, esse vergonhoso kintir entre as minhas pernas, o meu clítoris, cresceria tanto que me balançaria nas pernas a cada passo que desse. Pegou em mim e, com uma mão firme, colocou-me na mesma posição que Mahad. Duas mulheres abriram-me as pernas. O homem, provavelmente um circuncisor itinerante do clã dos ferreiros, pegou numa tesoura. Com a outra mão, pôs-se a apalpar e a puxar o que eu tinha entre as pernas, como a minha avó quando ordenhava uma cabra. “Cá está ele, o kintir, cá está”, disse uma mulher. Vi então as laminas a baixarem entre as minhas pernas e o homem cortou-me os pequenos lábios e o clítoris. Ouvi um som, como o do galope do talhante quando retira a gordura da carne. Senti uma dor fulgurante, indescritível, e desatei a gritar. Tinham ainda de me coser: lembro-me da agulha comprida e embotada com que o homem furava os meus lábios ensanguentados, dos meus gritos de angústia e dor (…). Adormeci e só acordei ao cair da noite. Tinham-me atado as pernas para impedir que eu me mexesse e para facilitar a cicatrização. Sentia a bexiga a pontos de rebentar, mas já tentara urinar e a dor era insuportável. Coberta de sangue e suor, sacudida por calafrios, o meu sofrimento não acabava. (…) a minha convalescença durou cerca de duas semanas. (…) o homem voltou para tirar os pontos. Mais uma vez, magoou-me muito. Começava por soltar os fios com uma pinça de depilação, depois arrancava-os com puxões secos. (…) Depois disto fiquei mesmo com uma grande cicatriz entre as coxas, que me doía se me mexesse muito, mas, pelo menos, não voltaram a atar-me as pernas e não tinha de ficar deitada todo o dia sem me mexer.».
Os mandamentos da mulher baarri:
«uma mulher baarri é uma espécie de escrava devota. Honra a família do marido e alimenta-a sem discutir ou fazer perguntas. Nunca se queixa, nunca exige seja o que for. É forte no trabalho, mas a sua cabeça aceita tudo. Se o marido for cruel, se a violar e zombar dela, se arranjar outra esposa, se lhe bater, ela desvia os olhos e esconde as lágrimas. E trabalha no duro. Não tem o direito de errar. É uma besta de carga bem domesticada, dedicada, acolhedora e dócil. (…)Se a mulher é somali, deve convencer-se a si mesma de que Deus é justo e omnisciente e que Ele a recompensará no outro mundo. Enquanto tal não acontece, os que conhecem a paciência e a resistência da mulher atribuirão este mérito aos pais dela e à excelente educação que lhe deram. Os seus irmãos ficar-lhe-ão agradecidos por ela preservar a honra deles. Gabar-se-ão junto de outras famílias da submissão heróica da mulher. E, se ela tiver sorte, a família do marido apreciará essa obediência. Pode até acontecer que, um dia, o marido a trate como um ser humano.».


Uma Mulher Rebelde, autobiografia de Ayaan Hirsi Ali; Editorial Presença, Lisboa, Junho 2007



18-07-2007
Teresa Sá Couto
Ka


quinta-feira, julho 19, 2007

Blogs de Serviço Social Promovem Concurso de Fotografia sobre Direitos Humanos

Blogs de Serviço Social Promovem Concurso de Fotografia
No âmbito do Serviço Social & Direitos Humanos, sobre o Tema: “As condições sociais dos imigrantes em Portugal”



A iniciativa é levada a cabo pelos responsáveis dos três Blogs de Serviço Social:

Alfredo Henríquez do http://www.servicosocialportugues.blogspot.com/
Cristina Martins do http://www.grinapss.blogspot.com/
Sónia Guadalupe do http://www.insistente-social.blogspot.com/

O Concurso de Fotografia sobre Serviço Social & Direitos Humanos: “As condições sociais dos imigrantes em Portugal” tem como objectivo sensibilizar, pela Arte, os estudantes e profissionais de Serviço Social sobre problemas prementes na nossa sociedade.



Bases do Concurso:

1- O tema do concurso de Fotografia no âmbito do Serviço Social & Direitos Humanos é: “As Condições Sociais dos Imigrantes em Portugal”
2- As Fotos devem ser entregues em ficheiro jpg, com indicação do nome completo do autor e respectivos dados biográficos, bem como o título que o autor atribui à sua foto. As fotos serão validadas com aviso de recepção por correio electrónico para os endereços soniaguadalupe@gmail.com, crisdelmar@hotmail.com e alfredoh@netcabo.pt . Os autores devem ceder direitos e autorizar a sua publicação nos três blogs.
3- Prazo de entrega das Fotos: 15 de Setembro de 2007.
4- O Júri do concurso é constituído pelos três responsáveis dos blogs acima mencionados.
5- O resultado do concurso será divulgado a 1 de Outubro de 2007.
6- Haverá lugar a prémios para os 3 melhores classificados.
1º.-Premio: Cd Segue-me à Capela ( ver actuação do Grupo em caixa ao lado );
2º.- Premio: Economia Social em Portugal - A Emergência do Terceiro Sector na Política Social, de Manuela Coutinho, APSS-CPIHTS.
3º.- Premio: Serviço Social: Unidade na Diversidade,Encontro com a Identidade Profissional, VVAA. APSS

CONTAMOS COM A SUA PARTICIPAÇÃO!
Divulga

Serviço Social Na Madeira A Não Aplicação da Interrupção Voluntária da Gravidez Priva Mulheres de Um Direito Constitucional


Região insiste que os custos da IVG ficam para o SNS

Fez-se o referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Criou-se a lei. Só que esta ainda não chegou à Região Autónoma (RAM).
As mulheres madeirenses não têm a quem recorrer. Na ilha são remetidas para os cuidados do Sistema Nacional Saúde (SNS) que, por sua vez, alega nada ter a ver com as situações da Madeira. Tudo por motivos políticos, financeiros e, sobretudo, jurídicos e constitucionais, alegam as autoridades regionais. Entretanto, o Hospital do Funchal continua a praticar a IVG.
Segundo dados de 2006, houve vinte casos resolvidos dentro do enquadramento jurídico anterior. Ou seja, justificados por má formação do feto, violação ou perigo de vida para a mãe."É a prova de como nunca colocámos problemas", justifica ao DN, Francisco Jardim Ramos, Secretário Regional dos Assuntos Sociais. O problema, acrescenta, é que «a nova lei tem outras exigências para as quais não conseguimos responder. Posso não ter um só médico obstetra objector de consciência, mas tenho de criar equipas multiciplinares, com psicólogos e assistentes sociais."
Problemas de que, ironiza, Correia de Campos deve estar a par: "o senhor ministro conhece bem a Madeira, até porque é casado com uma madeirense, sabe da nossa realidade."Ironias à parte, a questão é séria e levanta dúvidas legais. "A Assembleia da República (AR) não cumpriu o dever de audição dos parlamentos regionais, por força da Constituição. Nem aquando da discussão, nem da sua aprovação, os órgãos de região foram ouvidos, o que consideramos uma imposição colonialista", acusa Jardim Ramos. "Daí a Assembleia Legislativa solicitar ao Tribunal Constitucional a verificação da constitucionalidade."A polémica instalada lembra a da lei sobre a descriminalização do consumo de droga.
Em 2000, a poucos dias de aprovar o diploma, a Assembleia da República foi obrigada a auscultar os parlamentos regionais, cujo parecer não é vinculativo, mas obrigatório. Na altura, a "recomendação" partiu de Jorge Sampaio. No caso da Lei da IVG, Cavaco Silva não teve a mesma opinião. "Não faço juízos de valor em relação a outros órgãos de soberania", comenta Jardim Ramos. "Deixo a revisão sucessiva da constitucionalidade para o TC. Pelos motivos apresentados, a lei é inconstitucional. Se for essa a opinião do TC, terá de ser suspensa", conclui.
Responsabilidades do SNS
Mas há outro problema, alerta o governante. Na sequência do diploma, foi elaborada pelo Governo da República uma portaria que o regulamenta, "e para o qual as regiões também não foram ouvidas. E a portaria diz taxativamente que a aplicação da Lei da IVG é da responsabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".Ou seja, "tal como o texto está escrito, e se a lei é nacional, então caberá ao SNS a responsabilidade de aplicá-la a todo o território nacional, o que inclui as regiões autónomas", afirma. Posto isto, "a posição da Madeira é clara. Verificámos que, tal como outras zonas do País, não temos recursos humanos nem financeiros, pois a Lei de Finanças Regionais penaliza-nos muito", argumenta. E deixa mesmo a comparação: "Se na Guarda as mulheres foram referenciadas pelo SNS para os hospitais da Universidade de Coimbra, porque não se fez o mesmo para as mulheres da Madeira? Há portuguesas de primeira e de segunda?"Em síntese, o entendimento do Governo Regional é o de que, "não havendo um hospital de referência para as mulheres madeirenses interromperem a gravidez até às dez semanas, o SNS deveria designar um.
Quanto aos custos, sustenta Jardim Ramos, "eles têm de ser, obviamente, suportados pelo SNS."Segundo o secretário dos Assuntos Sociais, as recentes declarações de Francisco George, director-geral da Saúde, mostrando-se "disponível para propostas de cooperação com o Governo da Madeira foram, até agora, feitas no âmbito da comunicação social". O que é pouco. "Ao meu gabinete não chegou nenhuma proposta", explicou. "Eu sempre disse que nunca fecharíamos uma porta a qualquer entendimento com o Governo da República. Mas preciso de uma proposta concreta."

quarta-feira, julho 18, 2007

Servicio Social Niña Ecuatoriana Sin Papeles Continua Detenida en Belgica

Appel du 21 juillet à un état de droit

Ceci est un Appel à l’aide, adressé à la Belgique par Angelica Loja Cajamarca, fillette de 11 ans, détenue au centre fermé 127 bis avec sa mère et menacée d’expulsion.

Moi, Angelica Loja Cajamarca, de 11 ans, je suis en 5eme année.
Le motif de faire cette carte c’est parce que je veux exprimer le mal que je suis en train de passer mes vacances enfermées.
Je comprends pas pourquoi on me laisse pas sortir dans la rue pour jouer avec mes amis.
Je suis très triste, déjà que le samedi 30 (juin) quand j’allais prendre le bus, le 116 pour Dilbeek, la police nous a demandé des papiers, après ils nous ont contrôlés.
J’avais très peur, j’étais nerveuse parce que la police nous a dit de rentrer dans la voiture, après ils nous avait déclare ( ?), après ils nous ont fait rentrer dans une chambre qui était toute noire et horrible, sans fenêtre, maman elle était très nerveuse. Elle pleurait beaucoup parce que elle voulait sortir, elle avait peur de que la police nous nous ramènent en Equateur et moi j’avais très peur.

Je me sentais mal, je veux voir ma famille parce que en équateur j’ai pas de famille,
Ma famille que j’ai ils sont à Bruxelles
et si je vais en Equateur je dois travailler pour aider maman,
et moi je veux être quelqu’un dans la vie.
Je sais que vous allez me sortir de là avec maman en liberté,
J’ai très peur que on me ramène en Equateur.
Aidez moi s’il vous plait, moi j’ai des amis à l’école,
et mon papa c’est le seul papa que j’ai dans la vie.
Ne me laissez pas sans papa.
Ce matin quand je me suis réveillée, je suis malade, j’ai la fièvre, j’ai mal à la tête, merci de votre compréhension.

Angelica

(Cette lettre a été remise à l’Udep de Bruxelles hier soir. Nous avons respecté la ponctuation et la grammaire d’Angelica et y avons corrigé l’orthographe).

Rassemblement devant le centre fermé
127 bis de Steenokkerzeel
CE SAMEDI 21 JUILLET à 12h
Jozef Goorislaan, 80, Steenokkerzeel
Train gare du Midi 11h33/ Nord 11h42 / direction Leuven – arrêt gare de Nossegem

Depuis ce dimanche 15 juillet, une grève de la faim a été entamée au centre fermé 127 bis. Dimanche les personnes enfermés ( il y avait là plusieurs familles, dont des enfants en bas âge) nous criaient de derrière leur barreaux « nous ne sommes pas des criminels, pourquoi on nous traite comme des criminels ?… ». Les Belges présents leur répondaient ; « Nous savons que vous n’êtes pas des criminels et nous ne comprenons pas non plus pourquoi notre pays vous enferme ! ».


Les grévistes réclament seulement l’application légitime de leurs droits (droit à un traitement digne, droit à une défense valable,…). Nous vous appelons à nous rejoindre devant le centre fermé 127 bis de Steenokkerzeel pour soutenir Angelica et les personnes en grève de la faim, ce samedi 21 juillet à midi, jour de fête nationale en Belgique pour demander que notre Belgique soit un état de droit et que disparaisse de notre pays ces zones de non-droit que sont les centres fermés.

Notre serons ce 21 juillet, les témoins de l’indignation face au traitement inhumain et dégradant réservé aux migrants en Belgique, en disant simplement à Angelica et à ses compagnons de détention :
« je ne comprends pas pourquoi mon pays enferme et traite de la sorte des personnes qui n’ont commis aucun crime ».

Nous demandons la mise en place d’un moratoire sur l’enfermement et les expulsions des personnes sans papiers, jusqu’à la mise en place dans le futur gouvernement, d’une procédure de régularisation juste, avec des critères clairs et permanents, qui permettent de sortir de l’arbitraire actuel et de l’inhumanité avec laquelle sont traités les migrants en Belgique.

Nous vous invitons à manifester votre appui en adressant cette demande à Monsieur Yves Leterme nommé formateur.
Y. Leterme - Fax: 057/20 08 14 E-mail: yves@cdenv.be, info@cdenv.be


Signataires :
- L’UDEP Bruxelles ( Union pour la défense des personnes sans papiers)
- Maître Selma Benkhelifa avocate.
- Alexis Deswaef, avocat au Cabinet d'Avocats du Quartier des Libertés
- Kinderen Zonder Papieren ( collectif de soutien aux enfants sans papiers, Flandre)
- L'Assemblée des Voisins et Voisines.

- Frères de Sans (collectif de fraternité avec les personnes sans papiers).
- Ligue des droits de l’enfant.



NB ; - L’original de la lettre d’Angelica a été remise à son avocat, MaîtreValentin Henkinbrant. (02/215 26 26)

- Angelica Loja Cajamarca et sa mère se trouvent depuis 4 ans en Belgique et vivent à Saint-Jos où Angelica va à l’école. Son petit frère et sa grande sœur se trouvent en Belgique.

Faltam Assistentes Sociais nos Consulados Portugueses Denunciam Sindicatos

O Sindicato dos Trabalhadores Consulares denunciou ontem na Assembleia da República que há pessoas a trabalhar em consulados com mais de 70 anos, porque nunca foram inscritos na Segurança Social e não têm outros meios de subsistência.Ainda segundo o sindicato falta formação profissional dos trabalhadores consulares, faltam técnicos de serviço social, existem 230 trabalhadores com contrato a prazo e os 75 trabalhadores dos centros culturais do Instituto Camões estão todos "numa situação de vínculo verbal".

Segundo a agência Lusa, Jorge Veludo, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) afirmou na Comissão Parlamentar dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, na Assembleia da República: "Temos um trabalhador com 80 anos ao serviço em Joanesburgo, África do Sul, onde é contínuo e onde apenas faltou uma vez na vida por doença".
Jorge Veludo disse que os casos de não inscrição na segurança social se verifica nos continentes africano e asiático, havendo casos de outros trabalhadores com 70 anos a trabalhar em consulados.
Nas embaixadas e consulados há 230 pessoas a trabalhar com contrato a prazo e três embaixadas (Adis Abeba, Jacarta e Dili) "não têm funcionários mas sim prestadores de serviços".
O sindicalista disse ainda que falta formação profissional, a qual não está prevista na nova lei orgânica do MNE, e salientou que há necessidade de abertura de concursos para cargos de chefia intermédia, sublinhando que um terço dos 1 700 lugares nos consulados estão vagos.
Jorge Veludo denunciou ainda a falta de técnicos de serviço social: "fora da Europa há dois (Rio de Janeiro e Toronto) e na Europa não há nenhum"

Denunciado em ANGOLA Mais de um milhão de pessoas são vendidas anualmente como escravas

Mais de um milhão de pessoas são vendidas anualmente como escravas
Luanda, 12/07 - O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, João Lourenço, revelou hoje, em Luanda, que entre um a dois milhões de pessoas, particularmente crianças e mulheres, são vendidas anualmente como escravos no mundo, para a prática da prostituição e trabalhos forçados.
João Lourenço falava na abertura da terceira Conferência da Associação dos Procuradores de África (APA), no Palácio 10 de Dezembro, em Luanda, em representação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos. Com base nos dados das Nações Unidas, o responsável informou estarem a viver em condições de escravos prostitutas forçadas e crianças sujeitas a trabalhos cerca de 15 milhões de pessoas. Na sua óptica, os países de África, Ásia, América Latina e Europa do Leste são os que se situam nas chamadas zonas de origem, onde as "redes criminosas" recrutam ou raptam as vítimas e encaminham, na sua maioria, para países industrializados da Europa, América do Norte e para as monarquias do Médio Oriente.
Perante o quadro, apelou aos participantes para a necessidade de nos seus respectivos países encararem o problema como uma séria ameaça à segurança e estabilidade dos estados e um atentado aos mais elementares direito dos cidadãos. "Estamos perante o crime organizado que trafica seres humanos como se de mercadoria se tratasse, que retira das nossas filhas e filhos o direito à liberdade, educação e ensino, à livre escolha de viver no seu país ou noutro, a opção de uma profissão, enfim o direito à vida plena em sociedade", frisou. Assim, disse, os estados devem actuar de forma coordenada, começando por tipificar o tráfico de seres humanos como um dos mais hediondos crimes, punível e condenável por Lei e, posteriormente, se organizar uma base de dados para a partilha entre os países do continente, e não só, com a Interpool e as instituições internacionais competentes na matéria. "A nível interno dos nossos países devemos mobilizar e atrair para esta luta toda a sociedade, as polícias, os órgãos de justiça, igrejas, ong, universidades, a comunicação social e todos aqueles interessados em contribuir para se pôr fim à maior vergonha do século", salientou.
Na sua intervenção, apelou ainda para a necessidade de o encontro abordar a problemática da violência no lar, onde, coincidentemente, na maioria dos casos, a principal vítima é também a mulher e a criança. Referiu que a violência doméstica não se resume apenas na violência física, mas também moral e psicológica, na mutilação genital feminina, na negação do direito da mulher permanecer no lar em companhia de seus filhos em caso de morte do cônjuge. Na sua óptica, a sociedade que não for capaz de reduzir ou acabar com a violência doméstica estará menos preparada, motivada e capaz de contribuir para o esforço internacional de luta contra o tráfico de seres humanos, da prostituição forçada, da pedofilia e do trabalho infantil. O evento decorre até ao dia 14 do corrente mês sob o lema "A acção dos Procuradores Africanos na Luta contra o Tráfico de Seres Humanos, Violência Doméstica e Abusos à Criança" com a participação de representantes de dezoito países do continente.
A Associação dos Procuradores Africanos (APA) foi criada em Agosto de 2004, em Maputo (Moçambique), sob o lema "África Unida Contra o Crime". A África do Sul ocupa a presidência da organização, estando o seu secretariado geral a cargo de Moçambique. Angola é membro do comité executivo, órgão que materializa as decisões da organização.

Toponimia nos Açores

Nome de rua

A história de um povo também pode ser contada através dos nomes das ruas das suas cidades, aldeias e vilas.
Os endereços, que escrevemos em documentos, formulários, remetentes e destinatários de correspondência, retractam características de um território, sinalizam acontecimentos marcantes e, em muitos casos, são nomes de pessoas, cujas histórias de vida a grande maioria dos cidadãos desconhece.
A toponímia representou, durante séculos, uma forma de registar o conhecimento empírico sobre as características dos lugares, como revelam designações do tipo: “a Pedreira”, “o Barreiro”, “as Areias”. Muitos outros topónimos nasceram da vida económica e das profissões dos moradores ou da localização estratégica dos arruamentos: a rua da igreja, do cemitério ou da escola, designam um local e um ponto de referência, o que facilita o sentido de orientação para quem não é da terra.
Hoje os nomes das ruas são cada vez menos o reflexo deste conhecimento do espaço ou mesmo da vida social, cultural e económica que nele ocorre. A atribuição de um topónimo é, sobretudo, entendida como uma forma de homenagear post mortem, aqueles que se destacaram em vida.
Homens de negócios, escritores, reis, padres e políticos dão nome a muitas ruas, avenidas e canadas; algumas, rebaptizadas com topónimos que reflectem a sucessão de regimes políticos ou de sensibilidades. Veja-se o exemplo da ponte de Salazar, hoje ponte 25 de Abril.
Noutros locais, a designação popular é substituída por um topónimo de homenagem, como acontece com a Rua da Louça que foi rebaptizada Rua Manuel da Ponte ou a Rua do Valverde que, na realidade, se denomina, Rua Manuel Inácio de Melo.
Entre os muitos nomes de ruas, que evocam pessoas ilustres, poucas mulheres. A história, infelizmente, ainda se escreve pouco no feminino. Não se reconhece qualquer mérito extraordinário a quem levou a vida inteira cuidando dos seus ou educando os filhos dos outros; profissões desde há muito desempenhadas por mulheres na área da saúde, do ensino ou do serviço social, não são reconhecidas publicamente como de relevante mérito. Ao invés, a produção económica ou literária, os cargos políticos ou o desempenho do sacerdócio são domínios de actividade, sobretudo masculina, que com muita frequência constituem topónimos.
Nome de rua! Uma placa, um endereço ou uma homenagem que os vivos prestam a quem fez história.
Nos arruamentos do Parque Industrial foram atribuídos, recentemente, vários topónimos, homenageando um conjunto de empresários e homens empreendedores da “revolução industrial” açoriana da primeira metade do séc. XX, como referiu o Dr. Augusto d’Athayde.
Entre eles consta o nome do meu avô, Rolando Sousa Lima, um homem que viveu na empresa fundada por seu pai a sua própria vida pessoal. Entre a casa e o escritório, uma passagem, uma porta; entre a família e os negócios, o mesmo nome e uma dedicação exclusiva.
Por sua vontade, não quis ser enterrado em jazigo e o seu nome não consta nas placas do cemitério, mas a partir de agora é “nome de rua”.
(publicado no Açoriano Oriental

terça-feira, julho 17, 2007

Serviço Social SICSW Society For International Cooperation in Social Works


SICSW - Society for international Cooperation in Social Work

The main aim of the Society for International Cooperation in Social Work is to promote the internationalization of social work as a discipline and a profession by means of concrete projects.
We believe that a forum is needed to support an intensive exchange of experiences, opinions, solutions and even problems on the subject of social work. The Society for International Cooperation in Social Work wishes to provide such a forum.
Social work has always been a discipline and profession that crosses national borders, and it can look back at a long and impressive history of international networking. Many of international journals, conferences and organizations strive to promote the exchange needed between social workers and academics conducting research in this area. Hence, we see the SICSW not as competition but as a valuable addition to these activities. We intend to provide instruments that facilitate the networking in international cooperation of interested individuals.
The SICSW currently offers four projects to support exchange on the subject of social work:
IRN - The International Research Network for Social Work: brings together researchers who are interested in international cooperation. On this website, scholars from 40 countries introduce themselves, thus providing an easy way to find cooperation partners for international research projects. Learn more about the network -->

The SICSW Mailing List for International Social Work: A communication tool for the international exchange of research in social work. Learn more -->
The information platform "www.socialwork.de - Socialwork in Germany": provides an opportunity for non-German speaking social workers and scholars to get an overview of different aspects of social work in Germany. Learn more about the project -->

New SICSW Publication 2007 - International Social Work. Social Problems, Cultural Issues and Social Work Education: The idea of this book has been developed in a process of discussions within the SICSW - Society for International Cooperation in Social Work. Learn more -->

Deputado José Soeiro Pede Explicações Sobre Instituto Superior de Lisboa-Beja

Requerimento nº /Xª
(4-04-07)


Assunto: Situação dos estudantes do Instituto Superior de Serviço Social de Beja após a transmissão deste para a Fundação Minerva – Cultura – Ensino e Investigação Científica/Universidade Lusíada

Apresentado por: Deputado José Soeiro (PCP)



Exmo. Senhor
Presidente da Assembleia da República

Com a transmissão do Instituto Superior de Serviço Social de Beja para a Fundação Minerva/Universidade Lusíada conforme Protocolo de 8 de Maio de 2006 (anexo 1) e acordo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (anexo 2) ficaram os alunos do Instituto Superior de Serviço Social de Beja numa situação que exige cabal e urgente esclarecimento.
Na verdade e conforme informações que chegaram ao Grupo Parlamentar do PCP a motivação que levou muitos alunos a optar pelo Instituto Superior de Serviço Social de Beja em detrimento de outras instituições de ensino foi o facto de poderem conciliar a sua vida familiar e a sua condição de trabalhadores a tempo parcial com o acompanhamento dos respectivos estudos.
Acontece que, na sequência da transmissão do Instituto Superior de Serviço Social de Beja para a Fundação Minerva (Universidade Lusíada), foram os estudantes confrontados com uma proposta de transferência para a Universidade Lusíada em Lisboa a qual não podiam aceitar pois constituía a negação das motivações que tinham estado subjacentes à sua opção pelo Instituto Superior de Serviço Social de Beja acarretando-lhes prejuízos incomportáveis.
Ter-lhes-á sido então apresentada uma nova proposta no sentido de passar as aulas para uma periodicidade de 8 em 8 dias alternando as disciplinas de 15 em 15 dias o que, na ausência de outras soluções, se viram constrangidos a aceitar.
Constitui no entanto motivo de séria preocupação para os alunos em questão o facto de, como consta no Protocolo já referido (anexo 1), se afirmar que a Fundação Minerva/Universidade Lusíada apenas se comprometer a manter em funcionamento o Instituto Superior de Serviço Social de Beja por um período de 2 anos o que, a ser assim, poderá não permitir a conclusão do curso a alguns dos alunos em questão o que seria de todo inaceitável.
Consideram ainda estranho, os alunos em questão, o facto de continuarem a pagar propinas ao Instituto Superior de Serviço Social de Beja ao contrário do que estará a suceder com os alunos do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa que estarão a pagar as suas propinas à Universidade Lusíada.
Face ao exposto, ao abrigo do disposto na alínea d) e e) do Artigo 156º da Constituição da República Portuguesa e da alínea l) do nº 1 do Artigo 5º do Regimento da Assembleia da República requeiro ao Governo, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com carácter de muita urgência, os seguintes esclarecimentos:
Conhece o Governo a situação descrita?
Que medidas pensa o Governo tomar no sentido de acautelar os direitos dos estudantes em questão, garantir o funcionamento dos respectivos cursos até à sua conclusão bem como o respectivo reconhecimento?




O Deputado

(José Soeiro)




Anexos: 1 – protocolo de 8 de Maio
2 - despacho de Setembro de 2006 do Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior

domingo, julho 15, 2007

Serviço Social :Igreja Católica Americana e Vítimas de Abusos Sexuais

O prestigiado Semanário Expresso divulga este fim de semana :

A Igreja católica americana chegou a um acordo com as cerca de 500 pessoas que desde 2002 colocaram em tribunal a diocese de Los Angeles, alegando que foram vítimas de abusos sexuais por parte dos padres dessa paróquia.
Embora o acordo entre a igreja e os queixosos ainda tenha de ser assinado por um juiz, tudo indica que esta vai ser a maior indemnização paga pela igreja católica, desde que o escândalo rebentou, há cinco anos atrás.
A própria diocese da cidade californiana está a equacionar a venda de património e terrenos pertencentes à igreja, para assim fazer frente às avultadas despesas que se avizinham.
Ray Boucher advogado de alguns dos queixosos confirmou ainda que vai ser levantado o sigilo que continuava a proteger alguns dos padres agressores: “A transparência é vital nestas negociações”.
Quatro mil padres debaixo de fogo
Uma das vitimas da violência da perversão sexual dos clérigos afirma-se aliviada e ao mesmo tempo desapontada com este resultado histórico: “Eu estava pronto para pôr em tribunal a arquidiocese em menos de 48 horas, mas fico feliz por todas as vítimas terem sido compensadas”.
A "compensação" a que Steven Sanchez se refere ronda o milhão de euros por pessoa, uma quantia nunca paga de uma só vez pela igreja católica.
David Clohessy, director da Rede de Pessoas Abusadas por Padres, afirmou que apesar desta ser a maior indemnização paga pela igreja, “o dinheiro nunca foi um objectivo das vítimas”.
A diocese ainda não fez qualquer comentário, mas adiantou que amanhã estarão representantes seus presentes em tribunal, ao que tudo indica para confirmar que aceitam o pagamento da indemnização.
Desde 2002 e unicamente na Califórnia são perto de mil as pessoas que apresentaram queixas contra a igreja católica, alegando terem sido vítimas de abusos sexuais por parte de clérigos de algumas dioceses desse estado.
Os números ganharam contornos ainda mais sinistros quando uma investigação realizada em 2004 deu a conhecer que nos últimos 50 anos nos EUA foram mais de quatro mil os padres acusados do crime de abusos sexuais.

No total a igreja católica já dispendeu quase dois biliões de euros em indemnizações desde 1950.

http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=406054

Lei do Aborto Entra em Vigor em Portugal

Director-geral da saúde garante que haverá "rede muito vasta" de unidades para IVG
14.07.2007 - 12h59 Lusa
O director-geral da Saúde, Francisco George, garantiu hoje à Lusa que vai haver uma "rede muito vasta" de unidades no país para a realização de interrupções voluntárias da gravidez (IVG), ao abrigo da nova lei.

Questionado pela Lusa sobre a incapacidade de pelo menos nove hospitais públicos de realizar abortos, Francisco George garantiu que "haverá uma rede muito vasta" de unidades, que será apresentada na segunda-feira em conferência de imprensa, remetendo quaisquer outras informações para esse momento. "Estamos a trabalhar na rede para ser apresentada segunda-feira. É uma rede muito vasta que cobre todo o país, sendo constituída por dezenas de serviços públicos e, em termos de complementaridade, apenas por duas unidades privadas", disse Francisco George. Segundo um levantamento realizado pela Lusa, pelo menos nove hospitais públicos de todo o país vão ter de reencaminhar para outras unidades as mulheres que queiram realizar abortos ao abrigo da nova lei, cuja regulamentação entra amanhã em vigor, devido ao elevado número de objectores de consciência. Algarve mais preparadoO Algarve é a única região do País onde não há hospitais sem capacidade de realizar interrupções voluntárias da gravidez, apesar de apesar de cerca de metade dos 25 obstetras da unidade da capital algarvia terem declarado objecção de consciência. No extremo oposto está a região autónoma dos Açores, onde apenas um dos três hospitais terá médicos suficientes para realizar a intervenção. Na região Norte, três dos 14 hospitais não estão preparados para realizar IVG, enquanto os restantes nove estabelecimentos de saúde oficialmente reconhecidos já estão a dar resposta aos pedidos desde segunda-feira. O elevado número de médicos objectores de consciência inviabiliza a realização de abortos nos hospitais distritais da Guarda e Leiria, que deverão reencaminhar as mulheres para outros hospitais da região. Évora sem obstetras, Madeira quer decisão do Tribunal ConstitucionalNo Alentejo, o hospital de Évora vê-se impedido de realizar IVG depois de todos os obstetras terem invocado o estatuto de objector de consciência, uma situação que irá obrigar a unidade a encaminhar as mulheres do distrito para Beja e Portalegre.
A Madeira é a única região do país onde a lei não será para já aplicada, não por falta de médicos disponíveis, mas por decisão do Governo regional, que suspendeu a aplicação do diploma enquanto o Tribunal Constituicional não se pronunciar sobre ele. Os hospitais de S.Francisco Xavier e Torres Vedras são as duas unidades da região de Lisboa e Vale do Tejo impossibilitadas de realizar abortos devido ao número de objectores de consciência. A ausência de médicos para realizar a IVG obriga, de acordo com a lei, a unidade hospitalar a contratualizar o serviço com outro hospital, mediante pagamento.
A Ordem dos Médicos já anunciou que abrirá processos disciplinares a todos os médicos que apesar de se terem declarado objectores de consciência no sector público realizem IVG no privado. A regulamentação da lei da IVG, publicada a 21 de Junho em Diário da República, prevê que a consulta prévia obrigatória seja marcada no período máximo de cinco dias. Durante o período de reflexão da mulher (que não deve ser inferior a três dias a contar da data da primeira consulta), deve ser disponibilizado o acompanhamento por psicólogo ou assistente social, caso a grávida o solicite. Obrigatória é a marcação de uma consulta de saúde reprodutiva ou planeamento familiar no prazo máximo de 15 dias após a IVG.
A partir de domingo, para saberem a que instituição da sua área de residência se devem dirigir, as mulheres podem ligar para a linha telefónica Saúde24, através do 808 24 24 24 , um número que funciona 24 horas por dia e que tem o custo de uma chamada local. A actual lei, cuja regulamentação entra em vigor domingo e que permite o aborto a pedido da mulher até às 10 semanas de gravidez, resulta da vitória do "sim" à despenalização da IVG no referendo do passado dia 11 de Fevereiro, apesar de a consulta não ter sido vinculativa.