quinta-feira, novembro 16, 2006

CONSCIÊNCIA NEGRA ... Para Quando UMA ORGANIZAÇÃO LUSO-AFRO-BRASILEIRA DE SERVIÇO SOCIAL ?

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CONSCIÊNCIA NEGRA
" Ter consciência negra, significa compreender que somos diferentes, pois temos mais melanina na pele, cabelo pixaim, lábios carnudos e nariz achatado, mas que essas diferenças não significam inferioridade.
Ter consciência negra, significa que ser negro não significa defeito, significa apenas pertencer a uma raça que não é pior e nem melhor que outra, e sim, igual.
Ter consciência negra, significa compreender que somos discriminados duas vezes: uma, porque somos negros, outra, porque somos pobres, e, quando mulheres, ainda mais uma vez, por sermos mulheres negras, sujeitas a todas as humilhações da sociedade.
Ter consciência negra, significa compreender que não se trata de passar da posição de explorados a exploradores e sim lutar, junto com os demais oprimidos, para fundar uma sociedade sem explorados nem exploradores. Uma sociedade onde todos tenhamos, na prática, iguais direitos e iguais deveres.
Ter consciência negra, significa sobretudo, sentir a emoção indescritível, que vem do choque, em nosso peito, da tristeza de tanto sofrer, com o desejo férreo de alcançar a igualdade, para que se faça justiça ao nosso Povo, à nossa Raça.
Ter consciência negra, significa compreender que para ter consciência negra não basta ser negro e até se achar bonito, e sim que, além disso, sinta necessidade de lutar contra as discriminações raciais, sociais e sexuais, onde quer que se manifestem. "
(Raimunda Nilma de Melo Bentes, Cedenpa) http://www.carnaxe.com.br/
Assim nasceu Palmares, Reino de Zumbi
Prof. Vicente Oliveira
O Quilombo dos Palmares teve início no século XVI. Alguns autores dão como origem deste núcleo quarenta negros sublevados de um engenho em Porto Calvo (AL).
No início do século XVII, mais precisamente em 1602, o governador-geral Diogo Botelho, ao desembarcar em Pernambuco, organizou a primeira expedição oficial contra os Palmarinos, chefiada por Bartolomeu Bezerra. Daí em diante, foram sessenta e seis expedições do Governo aos Quilombos, contra trinta e um ataques dos negros aos engenhos e forças representativas da Coroa.
O crescimento populacional do Quilombo deu-se a partir de 1630, durante a ocupação holandesa, quando diversos senhores de engenho tiveram que abandonar as suas propriedades.A agricultura era atividade básica, obedecendo a um sistema coletivo de trabalho. Com o surgimento da metalurgia, a sociedade palmarina ficou dividida em camponeses, artesãos, guerreiros e funcionários. Além da fabricação de utensílios para a agricultura e para a guerra, fabricavam também objetos artísticos e utilitários em cerâmica e madeira.
A principal fonte extrativista vinha da palmeira pindoba para o fabrico de óleo; das suas cascas faziam-se cachimbos e cobertura de casas, tecelagem de cestos e cordas. Além disso, usava-se a polpa do fruto como ração ordinária, juntamente com a mandioca.
O Quilombo dos Palmares
Compunham o Quilombo dos Palmares as seguintes cidadelas: Macaco, centro político-administrativo; Subupira, campo de treinamento; Amaro, Andalaquituche, Aqualtune, Acotirene, Tabocas, Zumbi, Osenga, Dambragança e outros.
Ficavam aproximadamente a cem quilômetros da capital Macaco e do campo de treinamento. A descentralização talvez tenha sido determinada a fim de resguardar a integridade da população da "capital".A hierarquia de poder dos Palmares compreendia a Administração, que se incumbia de coletar, na forma de impostos, os excedentes agrícolas e trocá-los nos vilarejos; a Justiça, que aplicava a punição pelos delitos praticados; a Militar, que se subdividia em comandante-em-chefe, general de armas, oficiais e soldados.
A população era majoritariamente negra, predominando o elemento banto. Compunha-se também de índios, mamelucos, mulatos e brancos que geralmente eram soldados desertores, marginalizados e lavradores expulsos das terras.
Calcula-se que essa população tenha sido de 20 a 30 mil pessoas.No Quilombo do Macaco, o maior por ser a capital, havia aproximadamente 1.500 casas.
Para alguns Quilombos foram enviadas expedições patrocinadas pelo Governo, sem, contudo, atingir o objetivo que era a destruição da organização dos palmarinos. A partir de 1676, com a nomeação de Fernão Carrilho para capitão-mor das Guerras dos Palmares, intensificaram-se os combates. Partindo de Porto Calvo, no dia 21 de setembro de 1677, ele atacou o Quilombo de Aqualtune, onde fez muitas mortes e prendeu várias pessoas. Guiado pelos prisioneiros, Carrilho retomou a marcha até Subupira.
No entanto, avisados pelos que conseguiram escapar, Ganga-Zumba, então líder máximo, Ganga-Zona e outros dirigentes queimaram Subupira. Ao mesmo tempo, uma coluna comandada por Gonçalo Pereira da Costa, Matias Fernandes e Estevão Gonçalves atacou o grande Quilombo Macaco, matando muitas pessoas e prendendo os líderes .
Nesse mesmo ano atacaram o Quilombo Amaro, com o aprisionamento de quarenta e sete pessoas, dentre as quais o dirigente Acaiúba e dois filhos de Ganga-Zumba. Após as incursões pelas tropas governamentais, que provocaram a desorganização das forças Palmarinas, Ganga-Zumba recebeu um ultimato do governador -"os Palmarinos entregavam as armas, ou os ataques seriam retomados". Prometia-lhes, entretanto, a segurança de um bom tratamento, a demarcação das terras e a devolução das suas mulheres e filhos.
Em dezembro de 1678, Ganga-Zumba formalizou o Acordo de Paz. Nomeado oficial do exército português, recebeu uma gleba de terras em Cacaú, onde se estabeleceu com 300 a 400 seguidores. Decorrido algum tempo, as pessoas começaram a perceber as diversas formas de constrangimento por que passavam, como por exemplo a restrição da liberdade e as constantes invasões dos militares, que, alegando a existência de negros fugidos, incendiavam as plantações.
Zumbi e a Comunidade Palmarina
Zumbi nasceu nos Palmares no ano de 1655. Capturado com poucos meses de vida, foi entregue ao padre Antônio de Melo, em Recife, que, ao batizá-lo, deu-lhe o nome de Francisco. Criado pelo religioso, recebeu noções de latim e conhecia bem o português. Em 1670, Zumbi fugiu para Palmares e aos 19 anos tornou-se general. Ele não concordava com a postura assumida por seu tio Ganga-Zumba. Refugia-se, então, em Macaco e passa a liderar os guerreiros dissidentes.
Enquanto isso, no Cacaú, os ex- palmarinos insatisfeitos com a situação começaram a articular uma revolta com o intuito de eliminar Ganga-Zumba. Zumbi e seus partidários passaram a reconstruir a comunidade palmarina. Ciente dessa reorganização dos quilombos e da retomada da guerrilha pelos negros, o governador enviou Ganga-Zona ao Macaco, a fim de convencer Zumbi a dispor das armas. Tudo em vão.
À frente de 200 homens, João Freitas da Cunha partiu em expedição aos quilombos. Utilizando a tática de guerrilha, os palmarinos impõem uma formidável derrota às forças constitucionais.Em 1680, partiu outra expedição comandada por Gonçalo Moreira, mas encontrou somente as ruínas. A situação em Cacaú permanecia tensa.
Os negros se dividiram em pró e contra Zumbi. Ganga-Zumba foi envenenado e morreu. Grande parte de seus principais colaboradores foram assassinados. Os favoráveis a Zumbi fugiram para a floresta e começaram a atacar Cacaú.Após três meses de luta e com o auxilio de Ganga-Zona, que passara para o lado das tropas portuguesas, os líderes da rebelião, João Mulato, Gaspar, Amaro e Canhongo, foram degolados. Zumbi e seus guerreiros continuavam a atacar vários pontos do território. Por isso, o governador mandou André Dias organizar uma expedição, com a finalidade de prender e matar o quilombola que resistisse à prisão.
Um mês depois, a expedição retomou sem obter resultado.Intimado a dispor das armas, Zumbi não respondeu. Imediatamente, um corpo de tropas, que se achava na Vila de Alagoas, marchou contra Palmares.
As lutas recomeçaram e violentos combates deixaram mortos e feridos de ambos os lados. Durante o ano de 1681, os palmarinos invadiram a Vila de Alagoas, onde deram combate às forças de Camarão e libertaram escravos. D. João de Souza, governador de Pernambuco, convocou Fernão Carrilho para o comando das tropas. Liderando trezentos homens, Carrilho partiu para o ataque, mas a resistência dos quilombolas fez com que muitos soldados se retirassem. Os ataques palmarinos continuavam provocando mortes na capitania.Bandeirante Paulista tenta negociaçãoA situação era insustentável.
O novo governador, João da Cunha Souto Maior, desembarcou em Recife com o pedido do Rei de Portugal para que se estabelecessem novas negociações. Mas Zumbi estava resoluto, a guerra ia continuar. O governador Souto Maior mandou fazer sucessivas expedições aos PaImares, sem sucesso. Por todos os lugares da província falava-se de uma rebelião geral dos escravos, pois os homens de Zumbi, infiltrados no meio deles, conclamavam-nos à revolta.
O Governo, temeroso da consumação dos fatos, recorreu ao bandeirante paulista, Domingos Jorge Velho, que se encontrava com as suas tropas no sertão do Piauí. Isto foi feito em 1687. Ao assumir o Governo em 1690, o Marquês de Montebelo escreveu a Jorge Velho convidando-o para comandar a campanha de PaImares. Em 1692, o bandeirante estabeleceu um arraial nos PaImares. Ele e sua tropa eram observados atentamente pelos negros, que um dia, tomando de assalto o arraial, obrigaram os paulistas a se retirarem, deixando Jorge Velho isolado em companhia de apenas cinco homens.
Mas Manuel Navarro, outro paulista, partiu em socorro do Capitão, obrigando os palmarinos a se recolherem.Caetano de Mello e Castro, ao assumir o Governo em 1693, estabeleceu como prioridade acabar com o Reino dos Palmares. Para tanto, reuniu todos os setores da classe dominante. Foi a maior expedição bélica do período colonial, uma vez que implicou a mobilização dos quadros militares de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Maranhão, totalizando 8.300 homens. O Comando-Geral ficou a cargo de Domingos Jorge Velho, acantonado, em Porto Calvo, com dois mil homens.
Alguns meses, após violentos combates, sempre levando as forças governamentais a se recuarem, a coluna comandada por Sebastião Dias conseguiu aproximar-se das paliçadas, sem contudo rompê-Ias. Provavelmente no dia 3 de fevereiro de 1692, chegaram as forças esperadas. Os dirigentes palmarinos, prevendo o desastre que viria a acontecer, abandonaram o Quilombo pelos contrafortes da Serra da Barriga, onde existia um abismo. A retirada foi um massacre total. Sob o fogo dos canhões, as muralhas foram rompidas e a maioria dos habitantes de Macaco, mortos.
Fuga e morte de Zumbi
Zumbi, mesmo baleado, conseguiu fugir. O Exército Colonial atacava por todos os flancos. Una, Engana-Culumim, Pedro Capacaça, Quiloange, Catingas e vários outros quilombos caíram gradativamente. Antônio Soares, um tenente de Zumbi, foi aprisionado pelos moradores de Penedo, que o entregaram a André Furtado de Mendonça, auxiliar de Jorge Velho. Após sofrer torturas, acabou por aceitar as normas impostas para delatar Zumbi, como condição para obter a sua própria liberdade.Conduzido até a Serra Dois Irmãos, onde Zumbi havia se acoitado, Furtado de Mendonça estabeleceu o cerco.
Poucas pessoas conheciam Zumbi ou dele se aproximavam. Por isto, era necessário alguém de sua intimidade para poder identificá-lo. De acordo com o combinado, Antônio Soares caminhou em sua direção e, traiçoeiramente, esfaqueou-o, dando o sinal para o ataque. A mando do governador Mello e Castro, Furtado de Mendonça após degolar Zumbi, conduziu a sua cabeça para Recife, onde ficou exposta em praça pública, erguida no alto de uma vara.
Era 20 de novembro de 1695.
Prof. Vicente Oliveira - UEMG
Bibliografia
A Lei e o direito do negro - Secretaria de justiça e Direitos Humanos - Conselho de desenvolvimento da comunidade negra - Salvador - Bahia; 2a edição, volume I, maio - 1995.
Alves, Castro - Os Escravos - LPM Editora - 1997.
Carneiro, Sueli e Santos, Thereza - Mulher negra: Politica Governamental Nobel ;
Concelho Estadual da Codição Feminina, São Paulo, 1985.
Costa, Haroldo - Fala Crioulo; 2a Edição, Editora Record, 1982.
Do Tráfico de Escravos aos Quilombos Contemporâneos. Ministério da Cultura - Fundação Cultural Palmares.
Fernandes, Florestan - A Integração do Negro na Sociedade de classes; Editora Àtica, 1986.
Negros do Brasil - Dados da Realidade. IBASE - Projeto Negro; Coordenadores,
Rosana Henriger, Wania Sant'anna, Sebastião de Oliveira e Sérgio Martins,1989.
Silvia, Petrolina Beatriz Gonçalves da - Amulher Negra nos anos oitenta : Proposta para a Elucidação da presença e diagnóstico dos problemas da mulher Negra nos Estados do Sul ; Núcleo de Estudos da Mulher.
Ventura, Adão - A Cor da Pele; Edição do Autor, MG, 1979.
Links Interessantes
http://oindividuo.com/consneg.htm
Fuente: http://www.cultura.mg.gov.br/sec/comemor/comemor_novembro.htm

SERVIÇO SOCIAL: ZUMBIE E A REVOLTA DOS ESCRAVOS DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA CELEBRADA POR ASISTENTES SOCIAIS BRASILEIROS

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Dia da Consciência Negra

Igualdade racial, um desafio para a sociedade brasileira

Em 20 de novembro, comemora-se o Dia da Consciência Negra, data da morte de Zumbi dos Palmares, líder negro que fez história por sua resistência à discriminação racial e à escravidão no Brasil (veja perfil abaixo).
A celebração é importante por possibilitar uma reflexão sobre os desafios na implantação de políticas públicas e em ações afirmativas destinadas à população negra e, principalmente, por constatar que o “abismo” entre negros e brancos – no que se refere ao acesso aos serviços públicos, às oportunidades no mercado de trabalho, à educação etc – ainda é considerável. Segundo dados do IBGE de 2003, 47% da população brasileira é composta de negros ou pardos e 52% de brancos.

“É em prol da garantia de direitos desta significativa parcela da população que o Serviço Social apresenta uma trajetória de luta contra a discriminação e o preconceito. A atuação profissional do assistente social deve resguardar sempre tal diretriz”, aponta Eutália Guimarães Gazzoli, presidente do Cress SP.
O Código de Ética Profissional, em seus princípios fundamentais, prevê que a prática do AS deve estar balizada pela eliminação de todas as “formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças”.
Ainda segundo o documento, o profissional deve optar por um “projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe, etnia e gênero” (clique aqui para a íntegra do Código de Ética Profissional).

Ademais, durante o 35° Encontro Nacional Cfess/Cress, realizado em Vitória, ES, foram elaboradas diretrizes para o eixo “Ética e Direitos Humanos” visando “fortalecer ações de defesa dos direitos humanos, construindo uma agenda que contemple as temáticas de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual, pessoas com deficiência, dentre outras, divulgando o posicionamento do conjunto CFESS/CRESS publicamente, garantindo articulação e ações conjuntas com os movimentos de direitos humanos, contemplando a transversalidade nas políticas públicas”.

Na área da Saúde, a média de negros que conseguem atendimento médico no SUS é de 69,7%, enquanto que 83,7% de brancos têm acesso ao serviço.
A mortalidade infantil também é maior entre as crianças negras, que têm uma chance 66% maior de morrer durante o primeiro ano de vida.
Com relação à distribuição de riquezas, o mesmo estudo mostra que 65% dos pobres e 70% dos indigentes são negros (Fonte: Atlas Racial Brasileiro/2004. Organização PNUB Brasil e CEDEPLAR/UFMG).

A raça também tem determinado as oportunidades no mercado de trabalho.
Segundo o Dieese, em 2004, na região metropolitana de SP, a população negra tinha um índice de 23,1% de desempregados, enquanto na população não-negra a taxa recuava para 16,8%. Justamente quando o debate sobre adoção da ação afirmativa que reserva vagas ao afro-descentes em vestibulares de universidades públicas cresce, os dados referentes à educação também não são alentadores: em 2003, 16,8% dos negros maiores de 15 anos eram analfabetos, enquanto a taxa para os brancos na mesma faixa etária caia para 7,1% (Fonte: Dieese).

Com o objetivo de melhorar o quadro, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Seppir, criada no início do governo Lula, sob gestão da assistente social Matilde Ribeiro, instituiu de forma pioneira uma Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial. O trabalho tem rendido excelentes frutos, tanto que a ministra é um dos integrantes do primeiro escalão governamental mais bem avaliados. Os principais programas desenvolvidos pela Seppir são os programas de “Fortalecimento Institucional para Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego”, GRPE, e o “Brasil Quilombola”.

Saiba mais!
Inclusão digital : em 2003, nos domicílios chefiados por brancos, 78% não tinham acesso a computadores, 83% à internet e 53,5% a telefone celular. Nos domicílios chefiados por negros, esses valores eram, respectivamente, de 93%, 95% e 71%. (Fonte: IPEA);

Violência: a cada grupo de 10 jovens, entre 15 e 18 anos, assassinados no Brasil, sete são negros (Fonte: "Estudo das Nações Unidas sobre a Violência contra Crianças"/ONU);
Trabalho : enquanto 34,5% dos brancos estão em ocupações com carteira assinada, apenas 25,6% dos negros são registrados. (Fonte: Dieese);

De forma semelhante, 5,9% dos brancos são empregadores e apenas 2,3% dos negros o são. (Fonte: Dieese);

Saúde: enquanto os brancos têm uma esperança de vida de 71 anos ao nascer, o índice cai para 66 no caso dos negros (Fonte: IBGE).

Zumbi: marco da resistência negra

Zumbi (1655/1695) foi o principal líder do quilombo dos Palmares (Alagoas) e da resistência negra no período colonial brasileiro, que apresentava uma economia baseada no latifúndio e na escravidão. Descendente de guerreiros angolanos, nasceu em 1655, no quilombo dos Palmares, sendo aprisionado logo ao nascer, quando foi entregue a um padre e batizado com o nome de Francisco. Fugiu aos 15 anos, retornando a Palmares, onde assumiu o nome de Zumbi. Após anos de resistência, caiu em um desfiladeiro, após ser baleado num combate contra as tropas de Domingo Jorge Velho. Dado como morto, Zumbi reaparece em 1695, ano oficial de sua morte.
Informativo nş 094 Cress/SP 16/11/06

CPIHTS PUBLICA NOVAS TESES DE FINALISTAS de SERVIÇO SOCIAL

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O AGIR DO ASSISTENTE SOCIAL
EM PROJECTOS DE PREVENÇÃO PRIMÁRIA
DE TOXICODEPENDENCIA NA ADOLESCÊNCIA
As novas Dras. Patricia Santos, Carina Luis e Paula Santana nos brindam um trabalho que pode ser de muita utilidade para a intervenção social.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Desde Chile...

Recem Licenciadas do ISSSL Publicam Tese de Licenciatura

















As recem licenciadas do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa, Dras. Diana Gautier, Ana Filipa Ceia, Ana Rita Rosa e Maria Teresa Silva, publicam a sua tese de final de curso subordinada à temática O Lugar da Intervenção no Regresso da Criança à Familia Biológica.
Na continuação do programa de incentivo à produção de conhecimentos em Serviço Social, o Centro Português de Investigação de História e Trabalho Social publicou esta tese na sua página www.cpihts.com.
Esperamos que outros recem licenciados de todas as ecolas de Serviço Social tomem a iniciativa de enviar os seus trabalhos para apreciação e publicação. É uma forma, também de valorizar curricularmente o trabalho de longo fólego dos novos profissionais que se apresentam no mercado de trabalho.
alfredo henríquez

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM DEBATE EM VILA NOVA DE GAIA














VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM DEBATE


A Associação de Proprietários (AP) da Urbanização de Vila de Este tem como principal eixo de intervenção as questões de âmbito social.

Neste sentido, iniciou em conjunto com o Programa PROGRIDE (Medida II), o Projecto “Olhos no Futuro 2”, com o objectivo de prestar à população um apoio de âmbito psicossocial, com diversas valências.

Desta forma, a AP irá realizar uma Palestra denominada “Violência Doméstica em Debate”, no dia 24 de Novembro, pelas 21h30. O objectivo desta palestra passa pela sensibilização e informação relativa à problemática, em celebração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro.

Para além disso, pretende dar a conhecer o novo serviço de apoio e acompanhamento psico-social à população, nomeadamente o apoio a vítimas de violência doméstica.
Assim, convidamo-lo a estar presente no nosso encontro de saberes e experiências, de forma a pudermos enriquecê-lo ainda mais.

A inscrição é gratuita mas obrigatória até ao dia 23 de Novembro.
Poderá fazer a sua inscrição através do contacto: 227842074 ou através do e-mail:
ap_olhosnofuturo2@sapo.pt
Será atribuído um certificado de presença.

Localização da Palestra:
AP- Associação dos Proprietários da Urbanização Vila de Este
Rua Salgueiro Maia, 274-A
Vilar de Andorinho
Vila Nova de Gaia

terça-feira, novembro 14, 2006

Vem aí o Pai Natal e a Caridade Sazonal





















As multinacionais da caridade e da filantropia social, apesar de ainda estarmos en Novembro, preparam uma forte campanha este ano para atacar os corações generosos.
Movimentam biliões de euros, planificam, contratam especialistas em cosmética e mass média, subornam instituições sociais, governos, jornais e televisões para "causas nobres" e quase nunca prestam contas dos seus resultados e das aplicações. Serve para branqueamento de dinheiros e para colmatar seguros na economia de salvação das almas.
A caridade sazonal, previlegia estas datas em que, deste lado do hemisfério os pobres sem abrigo, os excluídos, os desempregados, os que ficaram sem salários, os remediados e os pobres envergonhados se recente do frio do inverno. Geralmente o pobre não recebe o que necessita. Para o dador é o gesto.
Serve para legitimar o poder da riqueza, as instituões os governos e a generosidade dos que exactamente geram os problemas sociais. Nestas alturas constatamos o discurso da "coesão social" e da "paz social".
Será que esta hipocrisia pode resistir ao lamento dos pobres ?
Ou assistiremos a confrontos e teremos um Natal com vigilias de desmpregados revoltados e esfomeados nas ruas ?
Alfredo Henríquez

FEMICÍDIO : machismo mata..... Assistente Social Publica Estudo











FEMICíDIO : ASSASINADAS POR SER MULHERES
Assistente Social Publica Investigação
Femicídio: Um Novo Conceito Para Velhas Atrocidades
A partir das reflexões do género, cientistas sociais de todo o o mundo começam a utilizar e operacionalizam este novo conceito para estudar os crimes cometidos por homens contra as mulheres. Definido como aquele assassinato de mulheres por razões associadas exclussivamente à desigualdad entre mulheres e homens. E as estatisticas indicam uma realidade da profunda violência exercida pelos homens contra as mulheres.

Recentemente, Patricia Alvarado, Assistente Social, publicou um livro a partir de um trabalho de pesquisa sobre esta sórdida realidade: "Femicidio": Asesinadas Por Ser Mujeres, e ela explica que se trata de uma primeira aproximação ao tema dos assasinatos por razões de desigualdade.
Explicando melhor, na sua própria lingua, afirma que " ...los femicidios se deben a una manifestación extrema de la violencia basada en la desigualdad entre mujeres y hombres. Cuando hablamos de femicidio estamos considerando que se trata de un problema social y no privado ni casual. Además estamos derribando los juicios equivocados, que tienden a culpar a las víctimas y a representar a los agresores como "locos", como "fuera de control" o a estos casos como "crímenes pasionales".La mayoría de las mujeres que menciona el estudio fueron asesinadas tras una larga historia de violencia, luego de terminar una relación de pareja, o en el proceso de separación, o después de haber sido atacada sexualmente."
Podem consultar os sites e blogues onde se pode encontrar mais informação sobre este assunto.
alfredo henríquez

segunda-feira, novembro 13, 2006

"O Grande António" ... Blogguers Indigentes e Sem Abrigo Denunciam Assistente Social














Um bocado por toda Europa e Estados Unidos, os pobres sem abrigo utilizam a net para avaliar os serviços que frequentam. É comum encontrar pareceres, sugestões e reclamações de pobres sobre a alimentação e dietas alimentares que lhes é fornecida nos refeitórios. Avaliam e opininam sobre as cantinas, os albergues. etc.

Também atraves da criação de blogues estabelecen roteiros de instituições sociais e serviços que lhes auxiliam no seu quotidiano de miséria e criticam as políticas anti-pobreza. Podem encontar bloguers em Espanha, ou em Inglaterra que criam os seus próprios recursos pra dar voz à sua revolta.

Recentemente, na vizinha Espanha foi denunciado por bloguistas indigentes, um assistente social que recusava alimentação e por maus tratos num refeitório para pobres sem abrigo em Madrid.



Podem consultar estas situações e verificar as várias páginas dos pobres sem abrigo na Europa da Pobreza.

http://www.sinhogar.org/2006/09/26/94/

domingo, novembro 12, 2006

Dia do Assistente Social celebrado no Chile

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Consulte como o assistente social chileno comemorou o seu dia

http://cefemartinez.blogspot.com/2006/11/dia-del-trabajo-social.html

sexta-feira, novembro 10, 2006

FORUM SOCIAL DE TRABALHO SOCIAL REUNE 2000 PARTICIPANTES

Forum Social de Trabalho Social:
Un espaço de Encontro Para
O Outro Possível Mundo

quinta-feira, novembro 09, 2006

"Redacción Social" Lança Campanha Contra a Corrupção

Redacción Social Lança Campanha contra a Corrupção

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O site http://apertura-demente.blogspot.com/2006/11/manos-limpias.html

lança campanha Mãos Llimpas contra a corrupção .

TESE DE ASSISTENTE SOCIAL SOBRE ECONOMIA SOLIDÁRIA GALARDOADA PELA CAPES






ECONOMIA SOLIDÁRIA














Mais uma tese de doutoramento sobre economia social, ou solidária defendida por uma Assistente Social foi galardoada. EmPortugal a nossa colega Manuela Coutinho viu premiada a sua tese de Economía Social, publicada pelo CPIHTS,como consta da capa do livro.

Segundo a imprensa brasileira ...

"Economia solidária é tema de tese da PUC-SP premiada pela Capes
O apoio do Governo Federal à economia solidária, a partir do Governo Lula, e mudanças na formação de professores de Matemática do ensino básico estão entre os temas vencedores do Prêmio Tese da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
As duas teses foram defendidas na PUC-SP, que este ano inscreveu sete trabalhos de pós-graduação para concorrer ao prêmio.
Do Pós em Serviço Social da Universidade, a tese premiada foi a de Rosangela Nair de Carvalho Barbosa, intitulada A economia solidária como Política Pública: uma tendência de geração de renda e ressignificação do trabalho no Brasil. A tese examina o papel do Estado no apoio à economia solidária, que passa a ser considerada como política pública federal a partir do governo Lula (2002-2006).
Tal fato, porém, caminha ao lado da descaracterização do assalariamento como mediação do trabalho, diminuindo sua regulação pública e, conseqüentemente, alargando a insegurança social dos trabalhadores - que são deixados à própria sorte nas relações mercantis, ou esquecidos em pequenas receitas privadas de sobrevivência. "A base econômica monetarista inibe o Estado de qualquer atuação que não possibilitada pelas fronteiras do superávit primário, constrangendo políticas pujantes de desenvolvimento e investimento público na proteção social.
O que em conjunto somente amplia o universo de potenciais trabalhadores demandantes para a economia solidária", defende a autora da tese, na conclusão.No estudo, Rosangela analisa alguns temas importantes para entender o papel do trabalho, do emprego e da economia solidária na atual ordenação econômica e política do país e do mundo. Ao longo do texto, a autora examina a cultura do auto-emprego e da informalidade, a sociabilidade do trabalho em economia solidária e a política pública de economia solidária.
A autora é professora do Departamento de Política Social e Pesquisadora do Programa de Estudos de Trabalho e Política da Faculdade de Serviço Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).EDUCAÇÃO MATEMÁTICA -
O outro trabalho da PUC-SP premiado é o de Ruy Cesar Pietropaolo, do Pós em Educação Matemática. Ele venceu o Prêmio Capes com a tese (Re) Significar a demonstração nos currículos da educação básica e da formação de professores de matemática.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Sem comentarios....

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"As Diversas Formas de Amar "Estudantes de Serviço Social em Campanha de Tolerância Contra Homofobia

AS FORMAS DE AMAR
As formas de amar
Rio Branco-AC, 16 de setembro de 2006
Pagina20 on-line

Acadêmicos dão um exemplo em uma iniciativa, mostrando que o exercício de estudante de uma faculdade vai além da sala de aula, pois está inserida na vida do cidadão, por isso, a turma do 3º período do curso de Serviço Social da Uninorte, decidiu fazer um movimento em prol da conscientização sobre as diversas formas de amar, durante a II Parada Gay, que acontece no próximo domingo.

Em um evento que reúne pessoas de todas as tribos, levando às ruas de Rio Branco, crianças, jovens e adultos, com a bandeira colorida que representa o arco íris da diversidade, os estudantes também ajudam a erguer a causa.

Mas isso não é novidade, os mesmo alunos também participaram no ano passado, da programação. Neste ano, eles intensificam com intenção de mobilizar o maior número de pessoas que for possível, e aliam isso como uma das tarefas de angariar recursos para a formatura que se aproxima.

Os estudantes criaram um produto, uma camiseta criativa, que carrega o slongan: “As diversas formas de amar”. Além disso, ela carrega o famoso arco íris, a mão que representa o acolher da causa.

O valor de R$ 10, e um dos pontos de venda antecipada é a agência de viagem Nilcestur, mas no local de concentração da caminhada, praça do skate, no Parque da Maternidade, no domingo, também haverá ponto de venda. “Nós, como futuros assistentes sociais, além de não podemos ter preconceito como todo ser humano, devemos ser atuantes na mobilização dessa luta que diz um não à homofobia”, comenta Elizete Melo, representante da turma. Informação: 8402 1585 (falar com Elizete)

"A MENINA DA CARA PRETA"

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LANÇAMENTO DE MOVIMENTO DE CIDADÃS E CIDADÃOS PARA CAMPANHA DO REFERENDO SOBRE O ABORTO

LANÇAMENTO DE MOVIMENTO DE CIDADÃS E CIDADÃOS PARA
CAMPANHA DO REFERENDO SOBRE O ABORTO
Alexandra Dourado; Alexandra Oliveira; Alice Brito; Almerinda Bento; Ana Luisa Amaral; Ana Luzia Reis; Ana Maria Braga da Cruz; Ana Paula Canotilho; Ana Sara Brito; Ana Vicente; Anália Torres; Angélica Lima; António Gonçalves; Branca Pinheiro; Carla Machado, Carolino Monteiro; Célio Melo da Costa; Conceição Nogueira; Constança Paul; Clara Queiroz; Clarisse Canha; Cristina Duarte; Domingos Cardoso; Duarte Vilar; Eduardo Maia Costa; Elisabete Brasil; Elisa Fernandes; Elza Pais; Fátima Grácio; Fernanda Henriques; Fernando Nobre; Gabriela Moita; Graça Abranches; Helena Roseta; Heloísa Perista; Helena Costa Araújo; Henrique Barreto Nunes; Inês Pedrosa; João Oliveira; José Carlos de Paiva e Silva; José Keating; José Manuel Pureza; Fina D’Armada; Júlio Machado Vaz; Laura Fonseca; Leonor Xavier; Lígia Amâncio; Luísa Corvo; Luiza Cortesão; Luisa Saavedra; Madalena Barbosa; Magda Alves; Margarida Portela; Manuel Sarmento; Manuela Barreto Nunes; Manuela Cruzeiro; Manuela Sampaio; Manuela Tavares; Marisa Matias; Milice Ribeiro dos Santos; Maria do Céu Brás Cunha; Maria das Dores Guerreiro; Maria Helena Carvalho dos Santos; Maria Isabel Barreno; Maria João Sande Lemos; Maria José Gamboa; Maria José Magalhães; Maria da Purificação Araújo; Maria Teresa Horta; Mário Brochado Coelho; Miguel Vale de Almeida; Natércia Coimbra; Paula Moura Pinheiro; Pedro Bacelar de Vasconcelos; Pedro Pinto de Oliveira; Rosa Nunes; Sílvia Portugal; Sofia Marques da Silva; Sofia Neves; Teresa Alvarez; Teresa Almeida; Teresa Cunha; Teresa Joaquim; Teresa Pinto; Teresa Salema; Ulisses Garrido; Virgínia Ferreira.


assunto: lançamento de movimento de cidadãs e cidadãos
para a campanha do referendo sobre o aborto

5ª Feira, 9 de Novembro, 11h 30m

Livraria Bulhosa – Campo Grande, 10-B

Contactos: Elisabete Brasil (969373703); Eduardo Maia Costa (966623532); Maria José Magalhães (964107442); Teresa Joaquim (933568722); Duarte Vilar (
917613158)

terça-feira, novembro 07, 2006

SERVIÇO SOCIAL E GÊNERO: DESAFIOS PARA A PROFISSÃO

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CRESS - SP Informa

segunda-feira, 6 de novembro de 2006


Informativo 93 06/11/2006


Diversos estudos e pesquisas têm comprovado a discriminação de gênero no Brasil.
Com o objetivo de debater a evolução e as dificuldades ainda enfrentadas pelos profissionais de Serviço Social referentes a este tema, o Cress SP promoveu, em 21 de outubro, o Seminário "Serviço Social e Gênero: desafios contemporâneos para o exercício profissional", primeiro evento realizado pelo Núcleo de Gênero do Cress SP. “Nosso objetivo foi aprofundar nas questões que envolvem as relações de gênero e suas implicações na sociedade, de modo a avançarmos em uma construção sócio-cultural coletiva e no aprofundamento das identidades de gênero”, comenta Eloísa Gabriel, coordenadora do Núcleo.

A socióloga Heleieth Saffioti definiu, em sua palestra, o conceito de gênero, que segundo ela serve para “denominar a divisão não-hierárquica do trabalho e a criação de imagens que representam o masculino e o feminino, aplicável desde o início da humanidade”.
Focando avanços obtidos nessa luta, Maria Liège Rocha, gerente de projetos da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, abordou o Plano Nacional de Política para as Mulheres, em fase de implementação, que envolve 199 ações distribuídas em cinco eixos – Trabalho, Cidadania e Autonomia; Educação; Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos; Enfrentamento à Violência e Capacitação dos Profissionais e Gestão e Monitoramento do Plano Nacional de Política para as Mulheres.

“Este Plano decorreu da Conferência Nacional de Política para as Mulheres, realizada em 2004, que envolveu cerca de 120 mil mulheres em todo o Brasil”, afirmou Maria Liège, acrescentando que foi pactuado por vários municípios e estados, pois “muitas das ações não são de responsabilidade do governo federal, mas dos governos estaduais e locais”. Considerando o processo “riquíssimo do ponto de vista da mobilização”, garantiu que ele “possibilitou que fizéssemos com que vários conselhos que estavam parados se articulassem, levando ainda à criação de novos conselhos, coordenadorias, secretarias e assessorias para as mulheres”.

Para Maria Liège, apenas o fato de o Estado ter “assumido para si a questão das políticas públicas voltada à mulher e de ter reconhecido a discriminação na sociedade” já representa um grande avanço. Como exemplo de ação eficaz, Maria Liège destacou o serviço de denúncias pelo telefone 180, disponibilizado em todo o país: “O 180 tem sido um serviço fundamental no enfretamento da violência contra a mulher”. Ainda com relação à violência doméstica, foi debatida a promulgação da Lei “Maria da Penha”, nº 11.340, de 7 de agosto de 2006, que amplia para até três anos de prisão a pena para homens que agridem mulheres. Maria da Penha Maia, hoje com 60 anos, tornou-se ícone na luta contra a violência doméstica quando aos 38 anos ficou paraplégica por levar um tiro do marido, enquanto dormia.

Dificuldades da prática

Além das palestras de abertura, o Seminário contou com mesas-redondas compostas por assistentes sociais que atuam com as questões de gênero, caso do Serviço de Aborto Legal do Hospital Artur Ribeiro de Sabóia, cuja representante, Irotilde Gonçalves Pereira, falou sobre uma das principais dificuldades enfrentadas nessa atuação, a quebra do silêncio: “Elas muitas vezes chegam aos hospitais em estados deploráveis, mas não assumem, para os médicos, que sofrem violência doméstica”.

A discriminalização do aborto foi outro ponto levantado. “Além de constituir como um problema de saúde pública no Brasil, o aborto configura com uma grave injustiça social. As mulheres que provocam o aborto e procuram o serviço público vão com insegurança e medo de serem denunciadas, porque, a rigor, pelo Código Penal, a mulher que provoca o aborto tem que ser denunciada”, afirma Irotilde.

Graziela Pavez, coordenadora do Centro de Referência de Combate à Violência Contra a Mulher/Casa Eliane de Grammont, ampliou a dificuldade da quebra do silêncio para além do lar: “Quando a violência envolve as relações com vizinhos, com a família ampliada ou relações com o trabalho a mulher se cala e não declara o problema, pensando estar fora do seu direito”.
Ivanilda Josefa da Silva, da Sociedade Santos Mártires/Casa Sofia, que atende na região do extremo sul da Capital paulista, destacou a falta de apoio da rede pública com os assistentes sociais. “Não adianta nós, assistentes sociais, darmos o caminho por onde a mulher deve seguir se não temos o apoio da rede pública de serviço. Ela acaba desistindo, porque é maltratada na Delegacia da Mulher, porque não consegue ser atendida no judiciário e porque a família não a apóia. Nossa ação é, muitas vezes, barradas por outras ações que vêm na direção contrária”, diz Ivanilda.

A falta de continuidade do atendimento público foi também abordada por Vanessa Orsoli, da Casa Abrigo Regional do ABC: “Quando as redes públicas, parcial ou totalmente, não funcionam, causam grandes problemas para as mulheres, principalmente para as que estão se desligando da Casa abrigo”, ela afirmou. Eloísa Gabriel, da ONG Serviço à Mulher Marginalizada, apontou ainda a questão do tráfico para exploração sexual de mulheres, que não pode ser combatido sem políticas sociais. “O tráfico de pessoas não é um crime a ser combatido apenas com polícia. Exige um acompanhamento mais abrangente, para o que as políticas sociais são extremamente importantes. O problema é que elas quase não existem nessa área”.

A luta contra a discriminação a gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros foi o tema de Marcos Valdir Silva, do Fórum Paulista GLBTT: “ Essa comunidade não pode ser vista apenas pela Parada do Orgulho Gay, na Avenida Paulista. Precisa ser vista e pensada em todos os dias do cotidiano e no momento da elaboração das políticas públicas de nosso Estado e de nosso país ”. Participaram ainda do Seminário Greice Oliveira, da ONG Pró-Mulher, Família e Cidadania, que “tem como objetivo a defesa da mulher por oferecimento de ações judiciais”; Leandro Mazzo, da Casa de Acolhida de Santo André e Centro Social Eliodor Hess, que trabalha especificamente com o universo masculino e tem como alvo principal “erradicar a violência a partir dos próprios sujeitos que a comentem”, e representantes do Centro de Apoio à Mulher em Situação de Violência da Pref. Municipal de Santo André e da Coordenadoria de Assistência Social da USP.

No decorrer do Seminário, foram tirados indicativos de encaminhamentos, tais como:
1) Solicitação pelo Conjunto Cfess/Cress de uma audiência com a ministra Nilcéa Freire, na qual seria debatida a relação da Lei “Maria da Penha” com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS);
2) Divulgação aos profissionais de SS sobre a possibilidade de apresentarem projetos a serem financiados e articulados pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres;
3) Atuação do Núcleo de Gênero do Cress SP junto ao grupo virtual articulado por colegas do Paraná;
4) Continuidade do Seminário ou montagem de curso para as onze Seccionais do Cress SP, sobre o tema.
* o cartaz não corresponde ao informativo, mas é belo e exemplifica a preocupação sobre o tema

quinta-feira, novembro 02, 2006

quarta-feira, novembro 01, 2006

IN MEMORIAM DO MITELO (2) PADRE ABEL VARZIM PROFESSOR DO ISSSL

Prece

Que fazes tu aí, oh! Cristo antigo,

Pregado nessa Cruz, eternamente?

Liberta a tua mão omnipotente,


Desprega esses teus pés... e vem comigo!

Não sabes que, sem Ti, nada consigo?

Não vês que fazes falta a tanta gente?

Oh! vem de novo como antigamente,

Viver connosco e nós contigo!

Não vens?

Não queres ouvir a humilde prece

Num Mundo que, sem Ti, desaparece,

Vencido pela morte e pela dor?

Não vens?

Não pode a Cruz ficar sozinha?

Pois bem:

Permite, então, que seja minha!

Eu fico nela...

e desce Tu,

Senhor!

Domingos Rodrigues,
Abel Varzim -Apostolo Português da Justiça Social
Rei dos Livros ,1990




Do seu Diario de Vida
16 de Dezembro de 1948



"Que pena não ter rompido

com algumas coisas para escrever.

Tinha tanto que dizer.

E como o não escrevi,

nunca mais se saberá;

nem eu sequer.

[ ... ]

Escreverei as minhas impressões,

pouco a pouco.

Por agora,

apenas quero registar,

no dia de hoje o facto:

- Querem que eu saia da Acção Católica!

Porquê?

Por ter defendido a doutrina social da Igreja.

Porquê?

Por ter procurado servir a Igreja

e reagir contra a sua submissão a Salazar.

Por que mais?

Por ser incómoda a minha presença

e inabalável a minha intransigência.

O senhor Cardeal disse-me, há dias,

que tinha dois caminhos a seguir:

cobrir-me e sofrer as consequências

de uma má vontade do Estado;

ou então guardar-me como uma reserva da Igreja.

Porque,

acrescentou,

esta situação política não pode durar muito;

nós não temos ninguém,

a não ser o pe. Varzim -

com prestígio suficiente

para desfraldar depois da queda disto

uma bandeira.

Inclina-se para me manter

como uma "reserva da Igreja".

Compreendi tudo!!!"







POLÉMICA DO ISSSL E ISSSB CHEGA AO PARLAMENTO


Polémica do ISSSL e ISSSB chega ao Parlamento

A transferência de títularidade do Instituto Superior de Servi­ço Social de Lisboa (ISSSL), para a Universidade Lusíada levou uma delegação de cooperadores, que se opõem a este processo, a deslocar-se à co­missão parlamentar do Traba­lho e Solidariedade Social.

No final da audiência, os depu­tados do PS, PCP e BE foram unânimes em reconhecer a existência de uma violação do Código do Trabalho, comprometèndo-se a informar o Mi­nistro do Trabalho, Vieira da Silva, alegando um problema levantado pelo despacho de Ministro Mariano Gago (que autorizou a transferência de titularidade). A delegação ouvi­da pela comissão parlamentar alega que "um processo de transferência de titularidade implica a manutenção dos contratos de trabalho, o que neste caso significa que os do­centes não teriam de assinar novos contratos, como está a ser exigido pela Fundação Mi­nerva, entidade instituidora da Universidade Lusíada".
Os docentes reivindicam me­ses de salários em atraso, ante­riores à integração. Alfredo Henriquez, um dos docentes presentes na audiência, diz não entender este atraso, uma vez que "a Fundação Minerva terá feito uma transferência para a comissão liquidatária do ISSS". Joaquim Caeiro, dirigente do instituto, e responsável pela comissão liquidatária da CES-DET, entidade instituidora do ISSS antes da transferência, re­vela: "A Lusíada disponibili-zou-se a transferir 600 mil eu-ros ao longo de 3 anos".
No entanto, esse acordo previa a passagem de 600 alunos, para a Lusíada Só 400 alunos efectuaram essa transferência e Joaquim Caeiro refere que o valor fixado ronda "os 350 mil euros, dos quais já foi disponi-bilizada uma primeira tran­che".

Quanto aos salários em atraso, o responsável pela comissão li­quidatária confirma que "ain­da não foram pagos. Estamos a negociar com todos os traba­lhadores, apresentando as nos­sas propostas". Assim, "os que aceitarem o acordo, assinam, para os que não concordarem,os tribunais são sempre o re­curso último para estas situa­ções", concluiu.
João Redondo, vice-presiden-te da Fundação Minerva, ar­gumentou ao DE que a enti­dade a que preside "não com­prou o activo, nem o passivo", da referida instituição. João Redondo sublinha que a Mi­nerva apenas "garante o fun­cionamento a partir de ago­ra". O responsável confirma 28 docentes assinaram "con­trato sem termo, uns a ganhar mais outros menos". Por definir está ainda a situa­ção do pólo de Beja, do ISSS, que deveria fazer parte da transferência.
A Lusíada alega estar à espera de uma res­posta por parte do ministé­rio, "para concretizar a inte­gração desta unidade". En­quanto esperam, os professo­res de Beja já apresentaram uma queixa na Inspecção-Geral do Trabalho.»

CRONOLOGIA DE UMA POLÉMICA
Lusíada anuncia integração do ISSS

* 11 Em Maio deste ano, em entrevista ao DE, o responsável da Universidade Lusíada, João Redondo anuncia o processo de transferência do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa (ISSSL) e do seu pólo em Beja, para a Lusíada. A proposta de integração foi aprovada na Assembleia de Cooperativa (CESDET), entidade instituidora do ISSS. A proposta é justificada pela direcção com as "graves dificuldades financeiras".
Grupo de professo­res opõe-se

*Desde o início um grupo de cooperadores tomou uma posição contra o processo de integração. Avançaram por isso com medidas legais para exigir a suspensão do protocolo. Além da providência cautelar, o grupo de professores fez chegar ao ministro Mariano Gago uma petição. Estes docentes esperam gue se o Tribunal lhes der razão a transferência seja inviabilizada. Foram também pedidas audiências parlamentares.
Governo deu luz verde à integração
Pouco antes do início do ano lectivo, Mariano Gago dá luz verde à integração do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa (ISSSL) na Fundação Minerva, entidade instituidora da Universidade Lusíada. No despacho ministerial pode ler-se gue o ministério aprova a "transmissão da titularidade do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa para a Fundação Minerva". Por clarificar ficou a situação da escola de Beja.•
Começo do ano letivo
* O ano lectivo começou, e as actividades do Instituto decorrerem já nas instalações na Lusíada, em Lisboa. No entanto, as guestões laborais estão ainda por resolver. Cerca de 28 docentes assinaram novos contratos, outros recusaram-se a fazê-lo, alegando gue o contrato com a CESDET ainda é válido. Os salários em atraso, ainda não foram totalmente pagos. A situação deverá ser "resolvida nos tribunais.
*Diário Económico 30/10/2006,p.45
Susana Represas

terça-feira, outubro 31, 2006

INSTITUTO SUPERIOR DE SERVIÇO SOCIAL DO PORTO COMEMORA 50 ANOS DE VIDA

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O Instituto Superior de Serviço Social do Porto Faz 50 anos (1956-2006)

Esta inauguração concluía um processo preparatório que envolveu a Sociedade das Filhas do Coração de Maria (inqui­linas do prédio da Avenida Rodrigues de Freitas, onde linham a funcionar um iar de raparigas e um curso de economia familiar), a quem D. Amónio Ferreira Gomes desafiou a cola­borar com a Diocese e Movimentos da Acção Católica na abertura de um Instituto de Serviço Social, em diálogo com a sociedade portuense (Universidade, Misericórdia, Organis­mos de Saúde, eetc.) Vir-se-ia a constituir a Associação de Cultura e Serviço Social do Porto, a quem o Governo aprovou os estatutos e concedeu alvará pára a abertura do Instituto de Serviço Social do Porto.


Este iniciou as aulas em 5 de Novembro de 1956, conforme a notícia atrás referida.A 15 de Dezembro desse ano, realizou-se no Salão Nobre da Faculdade de Engenharia uma sessão solene presidida por D. Amónio Ferreira Gomes, contando com a presença de autori­dades civis, militares e académicas.Era o terceiro Instituto de Serviço Social criado em Portu­gal, depois dos de Lisboa (1935) e Coimbra (1937), ainda num contexto nacional de corporativismo autoritário, mas já com sinais de respirar o novo contexto europeu do pós-guerra, que veio a multiplicar o ensino do serviço social em ordem a responder às enormes necessidades da reconstrução europeia.

As pioneiras na área do serviço social, deste Instituto foram: D. Margarida ds Sacadura Brites (Educadora familiar que conhecia Institutos similares no Rio de Janeiro e em Paris); D.Maria Helena Murta Caldeira, D. Julieta Marques Cardoso e D. Maria Helena Cabral Silva (Assistentes Sociais pelo Instituto de Lisboa), O instituto teve colaboração, muitas vezes graci­osa, de professores de várias faculdades da Universidade do Porto, do Seminário do Porto, e de variadas instituições da cidade, nas áreas de Filosofia e Humanidades, Direito, Econo­mia, Sociologia, Psicologia e Higiene Mental, e Medicina Social.

O ISSSP, actualmente, é uma Cooperativa de Ensino Supe­rior, com novas instalações na Senhora da Hora (Matosinhos) e concede os graus de licenciatura em Serviço Social desde 1989 e de Mestrado em Serviço Social e Política Social desde 1995.
Nos seus 50 anos de existência, o ISSSP acumulou experiência de intervenção em áreas particularmente vulnerá­veis à emergência de problemas sociais. Tal experiência permi­te conferir à formação dos Assistentes Sociais bases científi­cas cada vez mais sólidas e condições pedagógicas adequa­das ao papel de agente de desenvolvimento social.

Atento às evoluções da sociedade portuguesa, o ISSSP investe numa contínua adequação dos conteúdos da formação aos impera­tivos da realidade social envolvente, através das actividades de investigação aplicada.
O ISSSP orienta a sua política científica e pedagógica por princípios de solidariedade e democracia. Promove uma formação crítica e aberta à produção de mudanças sociais orientadas para a consolidação dos direitos cívicos, sociais e culturais, em especial dos cidadãos mate vulneráveis socialmente. A gestão do ISSSP é participada por pessoal docente, não docente e alunos.
(da imprensa)
No próximo dia 8 de Novembro, pelas 18 horas, realiza-se no Auditório do ISSSP (novas instalações),à Av. Dr. Manuel Teixeira Ruela, 370 – 4460-362 Senhora da Hora (Matosinhos),
uma reunião abertaaos antigos alunos e professores, em ordem a …

a) Constituir a AAA ISSSP (Associação dos Antigos Alunos do ISSSP).

Deliberar sobre a Proposta de Estatutos e Ficha de sócio (em Anexo) e constituir uma
Comissão Instaladora da Associação. Solicita-se a sua presença e colaboração na divulgação
junto dos colegas de várias gerações.

b) Programa do cinquentenário

Colher sugestões para as realizações a levar a cabo ao longo do ano lectivo 2006-2007

segunda-feira, outubro 30, 2006

IN MEMORIAM DO MITELO (1) PRESIDENTE SAMPAIO NO ISSSL

Posted by Picasa Sampaio Defende mais Integração

O Presidente relembra que é preciso acolher e reconhecer diferentes culturas na sociedade portuguesa.

O Presidente da República, Jorge Sampaio, defendeu ontem, Dia Mundial da Tolerância, uma maior integração social dos imigrantes em Portugal.“A população imigrante coloca hoje à sociedade portuguesa e aos responsáveis políticos desafios de integração com grande delicadeza e complexidade”, afirmou Jorge Sampaio, na cerimónia de comemoração dos 70 anos do Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa (ISSSL).

As dificuldades de alojamento, de acesso ao emprego, de afirmação cultural e identitária, de relacionamento com a escola e a escolarização são alguns dos problemas que se colocam à população imigrante destacados pelo chefe de Estado.“Não é fácil lidar com problemas que radicam na dificuldade de as populações autóctones verem território que consideram seu partilhado por cidadãos que não conseguem deixar de encarar como estranhos, mas se quisermos viver em sociedades abertas, livres e democráticas não há alternativa relativamente a uma integração plena dos imigrantes”, disse o Presidente da República.

Jorge Sampaio referiu também a importância de existirem “escolas multiculturais que saibam valorizar as diferentes culturas, ensinar a compreender o mundo em que vivemos, a dialogar e aceitar diferenças e a apoiar os seus alunos”.“Espero sinceramente que este Instituto possa dar uma parte das respostas a estes enormes desafios”, sublinhou o Chefe de Estado.

O Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa foi a primeira escola superior de ensino particular em Portugal e a primeira na formação de assistentes sociais, tendo formado até hoje quase quatro mil profissionais.

No seu discurso, o Presidente da República referiu-se ainda aos problemas que existem no ensino superior e defendeu um aumento do número dos licenciados em Portugal. “Ao contrário do que muitos dizem e pensam, nós não temos excesso de licenciados. Precisamos até de crescer mais nesse domínio, mas de forma mais consequente”, sublinhou.Jorge Sampaio considera que a “pressão sobre o acesso ao ensino superior deu origem a um crescimento injustificado de cursos, que coloca novos problemas, designadamente ao nível da qualidade das formações e ao nível do emprego dos diplomados”.

Durante a sessão solene evocativa dos 70 anos do ISSSL, o presidente do Conselho Científico , Francisco Branco, apelou à criação de uma Ordem dos Assistentes Sociais.“Gostaria que a sociedade portuguesa acolha e reconheça a legitimidade do pedido que os assistentes sociais vêm fazendo da consagração de uma Ordem dos Assistentes Sociais”, afirmou o responsável.

Francisco Branco explicou que essa Ordem iria funcionar “como instrumento de auto-regulação ética”. O responsável dirigiu ainda um apelo aos responsáveis políticos desta área para que “adoptem uma orientação política clara e coerente de tutela do ensino superior no domínio do Serviço Social”.“Não se pretende proteccionismo, mas apenas regulação”, sublinhou.

Fonte: Açoriano Oriental

CIENTISTAS NAS LONAS MANIFESTAÇÃO NA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA

CIENTISTAS NAS LONAS
Caro ColegaVimos relembrar que terá lugar HOJE, 2ª feira, dia 30 de Outubro, uma concentração de bolseiros em frente à Assembleia da República, às 17H - "CIENTISTAS NAS LONAS".Esta iniciativa visa dar EXPRESSÃO PÚBLICA E VISIBILIDADE AO DESCONTENTAMENTO QUE EXISTE ENTRE OS BOLSEIROS de investigação, pelo que a A PARTICIPAÇÃO DE TODOS É FUNDAMENTAL PARA O SUCESSO DA INICIATIVA!
Para mais informação sobre esta iniciativa vejam:
Agradecemos divulgação ampla desta mensagem.
A Direcção da ABIC
É bem conhecida a situação que hoje enfrentam os bolseiros de investigação. Ao longo dos últimos anos cresceu, e muito, o número daqueles que exercem uma actividade de investigação ou conexa, estejam ou não em formação, com o estatuto de bolseiro de investigação. Ao mesmo tempo, decresceram em termos relativos, se não mesmo absolutos, as oportunidades de emprego científico.
As carreiras técnicas, de investigação e docente estão praticamente bloqueadas e o sector empresarial continua a não absorver em número suficiente trabalhadores científicos qualificados. Desta forma, os bolseiros – sejam BICs, BIs, BTIs, de Mestrado, de Doutoramento, Pós-Doutoramento ou de Gestão de C&T – asseguram, com níveis diversos de responsabilidade, não apenas uma parte fundamental da investigação que hoje se faz em Portugal, mas também uma série de actividades conexas que, no seu conjunto, sustentam o funcionamento do Sistema Científico e Tecnológico Nacional.
Não obstante a sua importância, hoje unanimemente reconhecida, persistem, e nalguns casos agravam-se, os problemas e dificuldades que os bolseiros de investigação enfrentam: A falta de perspectivas de inserção profissional uma vez terminadas as bolsas; a ausência de protecção social digna, com a manutenção à margem do regime geral de segurança social; uma deficiente assistência na doença e a falta de qualquer assistência na eventualidade de desemprego; a não actualização dos montantes das bolsas - o mesmo é dizer, a diminuição consecutiva do seu valor real ao longo dos últimos quatro anos; incumprimentos vários do Estatuto do Bolseiro de Investigação, nomeadamente nas situações de doença, maternidade e quanto ao pagamento pontual das bolsas; falta de regulamentação de outros pontos do Estatuto, nomeadamente a protecção na doença; um regime de dedicação exclusiva aplicado de forma injusta e pouco racional.
O investimento que se faz em Ciência mede-se, em boa medida, pelo investimento que é feito naqueles que nela trabalham, pelas condições de vida e de trabalho que se lhes proporcionam. A situação hoje vivida pelos bolseiros de investigação científica é assim, infelizmente, o mais cabal desmentido das sucessivas declarações de aposta na Ciência no nosso país.
Numa altura em que – em sede de discussão do Orçamento do Estado para 2007 – se anuncia novamente o crescimento sem precedentes do orçamento para a Ciência, cabe perguntar com clareza: quanto desse dinheiro que vem a mais para a Ciência vai ser usado para melhorar a situação daqueles que trabalham em Ciência? Impõe-se uma resposta clara. Todavia, as perspectivas já anunciadas não são famosas: a contratação a termo (por um período de 5 anos) de 500 investigadores é notoriamente insuficiente face às actuais necessidades do conjunto das instituições de I&D e aos milhares de doutorados e pós-doutorados em condições de ingressar já hoje numa carreira (para já não falar nos milhares que concluirão o seu doutoramento nos próximos anos).
Acresce que não há qualquer garantia de prosseguimento da carreira terminado o período de 5 anos, independentemente do mérito do desempenho do investigador. Por outro lado, ignora-se a necessidade de contratação, não apenas de investigadores, mas também de técnicos e técnicos superiores, absorvendo os milhares de bolseiros BICs, BIs e BTIs que hoje asseguram necessidades desta índole. Continuam a ignorar-se as recomendações da Comissão Europeia constantes da Carta Europeia do Investigador, que apontam, entre outras coisas, para condições de trabalho justas e atractivas e para a não discriminação dos jovens investigadores em início de carreira – mesmo dos que se encontram em formação (caso dos doutorandos), por exemplo no acesso à segurança social e regimes de protecção social. Por tudo isto, entendemos ser este o momento indicado para dar expressão e visibilidade públicas ao descontentamento e insatisfação que percorrem os milhares de bolseiros de investigação.
Para dizer, de forma firme e clara, que algum do dinheiro que a Ciência vai receber em 2007 terá de ser usado na melhoria das condições de vida e de trabalho dos que trabalham em ciência. Para isto é fundamental que comecemos a demonstrar a força e a união dos bolseiros de investigação científica em torno deste objectivo. A ABIC marcou para o próximo dia 30 de Outubro, segunda-feira, pelas 17H, uma concentração de bolseiros em Lisboa, em frente à Assembleia da República, onde decorrerá a iniciativa "Cientistas nas Lonas", cujo objectivo é dar a conhecer a contradição existente entre as declarações de aposta e investimento na ciência e a situação hoje vivida pelos bolseiros de investigação.
É fundamental a presença de todos! Os colegas de fora de Lisboa deverão contactar a ABIC ( abic@bolseiros.org; 939402726 ou 963302561) para organizarmos transporte colectivo para todos os interessados. Entretanto, agradece-se a divulgação o mais ampla possível desta iniciativa. Para o efeito, poderá descarregar um cartaz ( http://bolseiros.org/pdfs/cartaz_lonas.pdf) cuja afixação em todos os locais de trabalho agradecemos.
A Direcção da ABIC