sábado, outubro 24, 2009

Comportamentos Desviantes, Cidadania e Responsabilidade Social


Conferência do Professor Jorge Cabral (colaborador do CPIHTS) em Olhão

Bom dia!
Agradeço à Organização deste Seminário o convite formulado. Constitui para mim uma honra, encontrar-me aqui nesta mesa, entre tão ilustres conferencistas. Falar após estas tão brilhantes intervenções consubstancia um Desafio Insuperável para este humilde Jurista, mas não distraído cidadão.
O Tema que me foi distribuído é tão vasto, que daria para um Curso. Devido à minha idade, cheguei a pensar, que me estavam a convidar para uma “Reforma Algarvia”…
Comportamentos desviantes, Cidadania e Responsabilidade Social, diz o Título da minha Comunicação e eu acrescentaria, Futuro, Felicidade e Solidariedade
, diz o Título da minha Comunicação e eu acrescentaria, Futuro, Felicidade e Solidariedade.
Porque qualquer tipo de Intervenção na Problemática em análise pressupõe uma aposta no Futuro não apenas dos jovens em causa, mas também da própria Comunidade, que todos, estou certo, desejamos mais Feliz e Solidária. Para tanto é necessário mergulhar num Presente em constante mutação. Estudar e perceber, quem somos e como vivemos.

Não podemos olhar o hoje com os olhos de ontem, agarrados a conceitos e pré-conceitos, que fizeram o seu papel, iluminaram cartilhas e ditaram políticas. Este nosso Tempo prenhe de paradoxos mobiliza-nos, para a compreensão do outro na sua diferença. Porque vivemos cada vez mais numa Torre de Babel, na qual coexistem diversas formas de estar, ser e de viver.
Se num exercício senil de regressão eu voltar à minha Escola Primária, pensarei que a Máquina do Tempo me conduziu a outra Galáxia, e no entanto só passaram cinquenta anos, o que historicamente é muito pouco.
E se vos disser que dos meus oitenta colegas da 4ªclasse, apenas 7 prosseguiram os estudos, tendo os restantes, ingressado a curto prazo no mercado de Trabalho, talvez alguém se interrogue se todos esses tiveram Adolescência… E certamente alguns cometeram del
Se é verdade que a Sociedade produz em cada momento histórico uma delinquência diferente, não podemos nunca falar desta sem procedermos a uma profunda análise do todo social, propiciador e muitas vezes impulsionador do que catalogamos como ilícito.
Quais os valores que nos Apontam?
Que méritos premiamos?
Que é o sucesso?
A vida será mesmo uma Luta?
Contra quem?
Uniformizar é combater a Desigualdade?
Ou reforçá-la?
Mantemos a capacidade de Sonhar?
Educamos para a Solidariedade?
Incentivamos o Diálogo?
Intervimos nas nossas Comunidades?
Conseguimos passar do Eu ao Nós?

Desculpem todas estas interrogações, mas sem as respostas, é impossível traçar qualquer Política da Menoridade. Porque as Famílias, as escolas, os Bairros, não constituem abstracções. Socialização Primária na Família! Desenvolvimento da Personalidade na Escola! Envolvimento da Comunidade na Prevenção! Não passarão de palavras de ordem, sem a criação das condições mínimas para a sua concretização.

Mais e melhores meios! Sem dúvida.

Mas principalmente a assumpção das nossas responsabilidades sociais perante problemas que não são apenas dos outros, mas Nossos. Necessário é abandonar de vez, uma postura de passividade, esperando o Estado – Milagre e a Lei – Panaceia.
A expressão comportamentos desviantes só por si é demasiado abrangente. Há bons e maus desvios. Patológicos e Saudáveis. Negligentes e Intencionais, por exemplo esta minha comunicação…
Que um Adolescente se comporte como uma criança ou como um adulto, é preocupante. Se a criança tem o direito a ser criança no tempo de ser criança, também o Adolescente deve usufruir em pleno da sua Adolescência, de acordo com o seu tempo e inevitável mas natural serão a rebelião, a desobediência, a subversão, o “esticar a corda até aos limites”, na busca de Afirmação, que não deixa de ser necessária à construção da própria personalidade.
Claro que tais atitudes nos irritam, a nós Pais, a nós Professores, a nós Vizinhos, a nós Polícias… mas nunca por nunca, as devemos tentar criminalizar.
Só há ou deve existir Crime perante a ofensa de bens jurídicos fundamentais. E aí sim teremos a Delinquência. Tudo o resto deve ser encarado no âmbito protectivo. Há quem fale em Pré-Delinquência, e francamente nunca percebi. Antes de delinquir, todos nós somos pré-delinquentes…
Nada alguma vez nos provará que uma desobediência se transformará em roubo, ou o rapaz malcriado vai ser violador.
Tivemos, temos e teremos, crimes cometidos por menores de 16 anos, que o nosso Código Penal, considera inimputáveis. E atenção a este tipo de inimputabilidade.
Quem com 15 anos rouba tem plena capacidade para avaliar a ilicitude do acto, bem como para se determinar em função dessa avaliação. O que está em causa é bem diferente.
Com 15 anos não deve o Estado julgá-lo da mesma forma que julga um adulto… Falar em irresponsabilidade não me parece minimamente correcto. A sujeição à Lei Tutelar Educativa tem precisamente um desiderato responsabilizador. O não ter responsabilidade penal não retira a responsabilidade cívica…
16 Anos? E porque não 14, como advogam alguns? Por mim pelo contrário, iria até aos 18, pois a Lei Educativa, terá que ter também um Objectivo Protector. Educar é também Proteger e quase sempre o Menor Infractor é simultaneamente um Jovem em Perigo.
Quem são e que Crimes cometem os nossos Jovens Delinquentes. Todos sabem, que os crimes contra a Propriedade, Roubo e Furto, ocupam o primeiro lugar, o que não quer dizer que as ofensas físicas contra as pessoas e os atentados sexuais, não entrem já nas estatísticas, sendo os Distritos de Lisboa, de Setúbal e do Porto, os mais afectados, com cerca de metade das ocorrências verificada no País.
A Delinquência Juvenil, é principalmente Grupal e Urbana. O Grupo permanente ou ocasional, irresponsabiliza o individual. O Colectivo abafa a relutância e esconde as fragilidades.
Por outro lado se organizado responde às necessidades do Jovem, Autoridade, Segurança e Afecto. Qualquer de nós conhece o perfil do jovem presente ao Tribunal, e sujeito às Medidas Tutelares Educativas.
Proveniente das classes baixas, com reduzida formação académica, decorrente do insucesso ou do abandono, impulsivo, fruto de famílias carenciadas ou desestruturadas, desesperançado e sem perspectivas, muitas vezes filho de imigrantes, nascido e criado nos bairros suburbanos, onde a violência é quotidiana e qualquer intervenção policial, assume sempre um papel repressivo.
Claro que estes são os que encontramos nos Centros Educativos… o que não quer dizer que jovens pertencentes a outros estratos sociais não pratiquem delitos. Também aqui funciona um mecanismo selectivo, que gradua a gravidade consoante a posição, porque aliás ser pobre é meio caminho andado para ingressar numa Instituição.
Basta correr a noite de Lisboa, para deparar com miúdos e miúdas, cada vez mais novos, embriagados, fazendo desacatos… que quase sempre configuram actos de vandalismo. Um vandalismo lúdico. Nestas idades, o risco, a aventura, transformam o Crime numa espécie de desporto radical.
Aumentou ou diminuiu a Delinquência Juvenil?
Os números publicados não referem uma variação significativa – Creio que as nossas preocupações se devem centrar muito mais, na forma de execução, designadamente no uso da violência física, a qual já não revela diferenças em relação à Criminalidade Adulta.
Por outro lado deve constituir motivo de aturado estudo, o elevadíssimo nível de reincidência (40%).
É imperioso que as medidas tutelares educativas, mesmo as mais leves, responsabilizem o jovem, mas também a família, a escola e a comunidade. A não ser assim a sensação de Impunidade ficará no ar, e mais uma carreira criminal começará…
Qualquer Política da Menoridade só o será verdadeiramente, se integrada e abrangente, abarcar a Família, a Escola, o Bairro e se, se alargar à Formação dos Técnicos, das Polícias, dos Magistrados e Advogados.
Nenhum Curso de Direito em Portugal possui sequer uma Cadeira de Direito de Menores…
Torna-se necessário articular de forma mais satisfatória as duas Leis, da Protecção e Tutelar Educativa. A situação de Perigo deve prevalecer sobre o pequeno delito. Até porque não haverá Protecção sem educação e Educar é também proteger, como atrás se afirmou.
É urgente a promulgação de um Diploma, que substitua o velhinho Dec.-Lei N.º 401/82, aplicável aos Jovens Delinquentes com idade compreendida entre os 16 e os 21 anos.

Mas mais importante que atacar os sintomas é debelar a doença.
A cultura do turvo, do efémero, do monólogo, da aparência, do egoísmo, do hedonismo, corrói os alicerces do nosso viver societário. Não podemos permitir que a “ratio-economica”, domine a Ética.

Apostar agora e sempre na Educação! Transformar a Escola no espaço Privilegiado de Aprendizagem da Cidadania.

Banir de vez uma postura de vitimização, do sempre foi assim, do destino.

Transmitir que a vida não é um pronto-a-vestir, mas um fato feito á nossa medida.

Que não somos espectadores mas todos, actores principais.

Que não basta ser solidário em pensamento e palavras, são necessárias acções.
Que não somos nós e os outros, somos Todos Nós.

Construir uma Sociedade Solidária de Cidadãos – Interventores na Civitas, no exercício do seu Direito – Dever de Participação.

Transformar o Mundo, preparando um Futuro Melhor é o Nosso Dever.

Vai ser possível! Eu acredito.
E talvez um dia regresse na Passarola do Padre Bartolomeu, de que fala Saramago, no Memorial do Convento, e encontre um Tempo, onde a Solidariedade Suplante o Egocentrismo, a Cultura do Ser substitua a Patologia do Ter e a Compreensão do Outro passe pelo Conceito de Nós…

Talvez…

Muito Obrigado
Jorge Cabral
Setembro de 2009

Obama em debate Um artigo de Boaventura de Sousa Santos ( Portugal)

23 de Outubro de 2009 - 15h15
Boaventura de Sousa Santos: Obama, o hipnotizador
O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama. A hipnose consiste numa mudança radical de percepção sobre o que se passa no mundo sem que na realidade haja razões para sustentar tal mudança.
Por Boaventura de Sousa Santos
A hipnose é um estado psíquico, induzido artificialmente, em que o hipnotizado, numa condição semelhante à de transe, fica altamente sujeito à influência do hipnotizador. O estado de concentração hipnótica filtra a informação de modo a que ela coincida com as diretivas recebidas. Estas, por sua vez, podem trazer à consciência do hipnotizado memórias por ele suprimidas. A hipnose pode conduzir a atos destrutivos para o próprio ou para outros e, passado o seu efeito, o contacto com a realidade pode ser penoso.
O mundo (não todo, mas uma boa parte) vive hoje em estado de hipnose e o hipnotizador é Barack Obama (BO). A hipnose consiste numa mudança radical de percepção sobre o que se passa no mundo sem que na realidade haja razões para sustentar tal mudança. Em que consiste a mudança e donde provêm os poderes hipnóticos de Obama? O que se passará quando o estado de hipnose desvanecer?A mudança de percepção ocorre em diferentes áreas. A crise financeira global. Mudança: as medidas corajosas de BO para regular o sistema financeiro e assumir o controle de empresas importantes fez com que a crise fosse ultrapassada e a economia retomasse o seu curso. Realidade:
BO injectou montantes astronômicos de dinheiro dos contribuintes nos bancos e empresas à beira do colapso sem assumir o controle da sua gestão; não introduziu até agora nenhuma regulação no sistema financeiro; prova disso é o regresso do capitalismo de casino à Wall Street com o banco Goldman Sachs a registar lucros fabulosos obtidos através dos mesmos processos especulativos que levaram à crise, enquanto o desemprego continua a aumentar e os americanos continuam a perder as suas casas por não poderem pagar as hipotecas.
O regresso do multilateralismo. Mudança: BO cortou com o unilateralismo de Bush e os tratados internacionais voltaram a ser respeitados pelos EUA. Realidade: as recentes negociações de Bangkok, que deveriam levar ao reforço do frágil Protocolo de Kyoto sobre as mudanças climáticas, conduziram, por pressão dos EUA, ao resultado oposto com a agravante de terem atenuado as responsabilidades globais dos países desenvolvidos, os grandes responsáveis pela degradação ambiental;
os EUA, que não assinaram a Declaração de Durban contra o racismo, auspiciada pela ONU em 2001, voltaram a retirar o seu apoio à declaração sobre a revisão da declaração de Durban elaborada na reunião da ONU de Abril passado em Genebra, arrastando consigo vários países europeus;
os EUA desautorizaram o corajoso relatório do Juiz Goldstone sobre os crimes de guerra cometidos por Israel e o Hamas durante a invasão israelense da faixa de Gaza no Inverno de 2008, e, juntamente com Israel, pressionaram a Autoridade Palestiniana a fazer o mesmo.O fim das guerras. Mudança:
BO estendeu a mão da fraternidade e do respeito ao mundo islâmico e vai pôr fim às guerras do Oriente Médio. Realidade: sem dúvida, houve mudança de retórica, mas Guantánamo ainda não encerrou; os generais dizem que a ocupação do Iraque continuará por muitos anos (ainda que os soldados sejam substituídos por mercenários);
os pobres camponeses afegãos continuam a ser mortos “por engano” por bombardeiros covardemente não tripulados e as mortes estendem-se já ao Paquistão com consequências imprevisíveis; a burla da ameaça nuclear iraniana continua a ser propalada como verdade; no passado dia 10 de Setembro, BO renovou o estado de emergência, declarado inicialmente por Bush em 2001, sob o pretexto da continuada ameaça terrorista, atribuindo ao Estado poderes que suprimem direitos democráticos dos cidadãos.
As bases militares na Colômbia. Mudança: sem precedentes, BO criticou o golpe de Estado nas Honduras, o que dá garantias de que as sete bases militares a instalar na Colômbia são exclusivamente destinadas à luta contra a droga.
Realidade: BO criticou o golpe mas não lhe pôs termo nem retirou o seu embaixador; o alcance dos aviões a estacionar na Colômbia revelam que os verdadeiros objetivos das bases são 1) mostrar ao Brasil que, como potencial regional, não pode rivalizar com o EUA, 2) controlar o acesso aos recursos naturais da região, nomeadamente da Amazônia, 3) dissuadir os governos progressistas da região a terem veleidades socialistas mesmo que democráticas.Donde provém o poder hipnótico de BO? Da insidiosa presença do colonialismo na constituição político-cultural do mundo.
O Presidente negro de tão importante país dá aos fautores históricos do racismo no mundo contemporâneo o conforto de poderem espiar sem esforço a sua culpa histórica, e dá às vítimas do racismo a ilusão credível de que o fim das suas humilhações está próximo.E o que passará depois da hipnose?
BO está preparando-se meticulosamente para governar durante oito anos, fará algumas reformas que melhorarão a vida dos americanos, ainda que ficando muito aquém das promessas (como no caso da reforma do sistema de saúde) e sem nunca pôr em causa a vigência do Estado de mercado; evitará a todo custo “mexer” no conflito Israel/Palestina; manterá a América Latina sob apertado controle; agradará em tudo a China, tal o medo que ela deixe de financiar o american way of life; deixará o Irã onde está e, se puder, sairá do Afeganistão; tudo isto num contexto de crescente declínio econômico dos EUA em parte camuflado pelo aumento das despesas militares algumas delas orientadas para o controlo de conflitos internos.
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

quinta-feira, outubro 22, 2009

Amigos da Grande Idade RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO TRABALHO DA ASSOCIAÇÃO

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL DO TRABALHO DA ASSOCIAÇÃO
AMIGOS DA GRANDE iDADE
Age Concern and Help the Aged (http://www.ageconcern.org.uk/AgeConcern/who_we_are.asp Organização não Governamental do Reino Unido, criada a 1 de Abril de2009, por quatro organizações com preocupação locais ao nível doenvelhecimento da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda doNorte, citam a Associação Amigos da Grande Idade – Inovação eDesenvolvimento (AAGI-ID), no fim de um artigo, que aborda osargumentos e contra-argumentos para a adopção pelas Nações Unidas deuma Convenção sobre os Direitos das Pessoas Idosas.
Este documento pode ser observado em:http://www.ageconcern.org.uk/AgeConcern/Documents/ILC_advocacy_paper_on_convention.pdfA AAGI-ID, entende pronunciar-se que desde há dois anos que luta emPortugal pela Instituição dos Direitos das Pessoas Idosas, pelo que vêagora o seu trabalho reconhecido Internacionalmente. Neste sentido, aAAGI-ID, faz saber que já contactou formalmente esta organizaçãointernacional, tecendo os maiores elogios ao seu trabalho e propondo uma parceria de cariz internacional, nesta área que julgamosprioritária no Nosso País.
PRIMEIRO GRANDE EVENTO ORGANIZADO PELA ASSOCIAÇÃOA Associação vai organizar a 11 de Dezembro de 2009, um encontrosubordinado ao tema "ACREDITAÇÃO DA QUALIDADE, um caminho...".Este evewnto contará com a presença de várias personalidades dereferência na área da Grande Idade e dos SIstemas de Qualidade e terá4 mesas de debate.
O local da realização é o auditório do Instituto Nacional de Reabilitação, na Av. Visconde de Valbom.
O programa e a inscrição que será GRATUITA mas obrigatória pode serfeita no site da Associação:http://www.associacaoamigosdagrandeidade.com/

quarta-feira, outubro 21, 2009

Festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com as bandas

Sexta-feira, dia 30 de Outubro, na Caixa Económica Operária, em Lisboa, às 21h30
Festaconcerto de homenagem a José Carvalho, com as bandas Albert Fish, Ex-Votos, Dalailume, Revolta, Gazua e Peste & Sida.No dia 28 de Outubro de 1989, um bando nazi de cabeças‑rapadas assassinava José Carvalho à porta da sede do PSR, onde decorria um concerto antimilitarista.José Carvalho - o “Zé da Messa”, como era conhecido por todos - fez parte da Comissão de Trabalhadores da Messa, a empresa de máquinas de escrever que em tempos foi o maior empregador no concelho de Sintra, com mais de mil trabalhadores. Em 1985 fechou portas, deixando centenas de pessoas com salários em atraso. Nos anos seguintes, o Zé da Messa foi um dos activistas que continuaram a luta pelos direitos destes trabalhadores.Dirigente do PSR desde o fim dos anos 70, José Carvalho foi um dos impulsionadores do trabalho antimilitarista do partido, após ter participado nos SUV - Soldados Unidos Vencerão, um movimento de militares pela democracia nos quartéis constituído em 1975.
Doze anos mais tarde, foi um dos responsáveis pela organização dos concertos do bar das Palmeiras, que envolveu dezenas de bandas rock contra o serviço militar obrigatório. Foi num destes concertos que viria a ser assassinado pela extrema-direita.Vinte anos depois, a Associação Política Socialista Revolucionária organiza uma festa/concerto de homenagem a José Carvalho, com seis bandas rock e um vídeo evocativo do Zé da Messa.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Novo Ranking Mundial de Universidades : Universidades asiaticas acordam

Hay cinco países asiáticos entre los 10 mejores del informe Pisa de la OCDE en matemáticas y ciencias, y dos en lectura. Si Andreas Schleicher, el director del informe, advertía en un trabajo de 2006 que Europa estaba perdiendo frente a EE UU y Japón la carrera de la economía del conocimiento, que pasa necesariamente por la educación, sin duda hay que sumarle la competencia cada vez mayor de otros países asiáticos emergentes, como China, India, Taiwan, Corea del Sur o Singapur.
Todos ellos tienen alguna universidad entre las 200 mejores del mundo en el recién publicado ranking de este año de la revista británica Times Higher Education, además de Hong Kong, Malaisia y Tailandia. Los expertos opinan que conviene relativizar este tipo de clasificaciones, que nunca reflejan la realidad a gusto de todos, sobre todo de aquellos que preferirían tener más espacio (la única española es la de Barcelona, en el puesto 171) o en mejores lugares, como Oxford (que está en el sexto). Efectivamente, siempre hay fallos e injusticias en este tipo de clasificaciones que comparan centros tan diferentes, pero, basado en 10.000 cuestionarios a expertos y empresarios, además de en datos objetivos como el número de alumnos por profesor, la atracción de estudiantes de otros países o las veces que se les cita en publicaciones especializadas, el ranking del Times Higher Education es uno de los dos más citados en todo el mundo (junto al que elabora la Universidad de Shanghai).
Como cualquier indicador, hay que reconocerle sus bondades para señalar tendencias. En este caso, quizá la más importante es la cifra que da de campus asiáticos, 32, una decena más que en 2004. En ese tiempo, Europa ha perdido tres y EE UU, ocho. Japón tiene 11 centros en la lista de las mejores universidades (seis más que en 2004) y Hong Kong cinco (uno más). Además, en este tiempo también ha crecido en uno el número de centros de excelencia de China, Corea del Sur, Tailandia y Malaisia.
La estadounidense Harvard vuelve a ocupar el primer puesto mientras que la británica Cambridge ha adelantado a Yale. A Oxford le han sobrepasado dos centros londinenses (University College e Imperial College) en una lista copada en sus 10 primeros puestos por EE UU y Reino Unido. Así que probablemente sea mucho decir que la hegemonía anglosajona esté en peligro. Minxin Pei, del think thank de EEUU Carnegie Endowment for International Peace, escribía recientemente en la revista Foreign Policy que "Asia está invirtiendo dinero en la enseñanza superior. Pero a las universidades asiáticas les falta mucho para convertirse en los principales centros de educación e investigación del mundo".
El experto europeo en políticas universitarias Guy Haug, admite que los datos del ranking indican un camino que va hacia la pérdida "de la hegemonía absoluta" de la educación y el conocimiento de Estados Unidos y Europa. "Es evidente que ya no estamos en el mundo de finales del siglo XX. Vamos hacia un nuevo equilibrio multilateral. Y eso es una buena noticia", asegura. Eso sí, pone muchos reparos a los ranking -"Es lógico que uno británico tenga un sesgo anglosajón", dice- y cree que éstos deberían reflejar también otras cuestiones. "Si se compararan sistemas universitarios en vez de universidades concretas, la clasificación sería muy distinta".
El hecho es que se trata de una idea clave para interpretar el repunte asiático, cuyos países están afectados aún por enormes desigualdades. "Es un truco muy fácil, si cojo a los profesores y a los mejores alumnos y los pongo en un sólo sitio", añade Haug. Esto es, si se concentran los recursos en algunos centros dejando empobrecidos a todos los demás, queda muy tocada la cohesión social.


Las 10 mejores
1 Harvard (EE UU)
2 Cambridge (Reino Unido)
3 Yale (EE UU)
4 University College de Londres (Reino Unido)
5 Imperial College de Londres (Reino Unido)
6 Oxford (Reino Unido)
7 University of Chicago (EE UU)
8 Princeton (EE UU)
9 Massachusetts Institute of Technology (EE UU)
10 California Institute of Technology (EE UU)
Primeras de Asia
22 Tokyo (Japón)
24 Hong Kong (Hong Kong)
25 Kyoto (Japón)
30 Universidad Nacional de Singapur (Singapur)
35 Universidad de Ciencia y Tecnología de Hong Kong
43 Osaka (Japón)
46 Universidad China de Hong Kong
47 Seúl (Corea del Sur)
49 Tsinghua (China)
52 Pekín (China)
55 Instituto de Tecnología de Tokio (Japón)
69 Instituto de Ciencia y Tecnología (Corea del Sur)
73 Universidad Tecnológica de Nanyang (Singapur)

Continue a consultar in http://www.timeshighereducation.co.uk/Rankings2009-Top200.html
ou http://www.elpais.com/articulo/educacion/Universidad/asiatica/abre/paso/elpepuedu/20091012elpepiedu_1/Tes

quarta-feira, outubro 07, 2009

Serviço Social:Instituições de Assistência Social e Imigração Judaica

Instituições de assistência social e imigração judaica
Roney Cytrynowicz
Pesquisador do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro (SP)
Rua Pedro Américo, 32/14B, 01045-010
São Paulo – SP Brasil
RESUMO
Entre as décadas de 1910 e 1930, foram fundadas várias instituições assistenciais ligadas à imigração judaica em São Paulo, que definiram, de certa forma, os contornos de uma 'comunidade'. A primeira instituição assistencial foi a Sociedade Beneficente das Damas Israelitas, fundada em 1915, e a ela se seguiram várias outras com diferentes perfis e modelos de atendimento, incluindo dois 'lares' de criança, uma policlínica e um sanatório para tuberculosos. Essas instituições ocuparam um espaço de assistência não preenchido pelo Estado, e sua atuação esteve na linha de frente das discussões e tensões em torno do modelo e da problematização do viver em 'comunidade' (entre a filantropia e o controle social) e de diferentes projetos de inserção social e cultural dos imigrantes no Novo Mundo.
Palavras-chave: história da assistência social, história do serviço social, imigração, imigração judaica, historiografia da imigração, história das entidades assistenciais judaicas.
(...)

terça-feira, outubro 06, 2009

Praxes e Violência nas Universidades: A Culpa Não Pode Morrer Solteira

A culpa não pode morrer solteira

Luísa Teresa Ribeiro
Diogo Macedo tinha 22 anos e era aluno do 4.ª ano de Arquitectura na Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão. Morreu em 2001 devido a lesões cérebro-medulares, numa noite em que foi ter com a tuna académica, na qual há anos era sujeito a repetidas praxes. Depois de o processo-crime contra elementos da tuna ter sido ser arquivado, o Tribunal Cível de Famalicão responsabilizou agora a universidade por omissão de acção no caso do homicídio do jovem, condenando a Lusíada a pagar à família uma indemnização de 90 mil euros.
Ana Sofia Damião foi forçada a despir-se na rua, a simular relações sexuais com colegas e a insultar os pais, durante a praxe no Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros, em 2002. Denunciou os abusos e acabou por ser repreendida pela instituição de ensino. Na sequência deste caso, teve de mudar de faculdade. Sete anos depois, o Supremo Tribunal de Justiça condenou o estabelecimento a pagar uma indemnização de 38 mil euros.
Ana Francisco Santos foi coberta com excrementos de porco e obrigada a fazer o pino sobre um bacio cheio de bosta de vaca, mergulhando nele a cabeça, na Escola Superior Agrária de Santarém, em 2002. O caso seguiu para a justiça e o Tribunal da Relação de Évora condenou seis membros da comissão de praxe por co-autoria do crime de ofensas à integridade física qualificada e um outro por coacção. As multas variam entre 640 e os 1600 euros.No início de mais um ano lectivo, o ministro do Ensino Superior voltou há dias a avisar as instituições de ensino que não tolerará «práticas de humilhação e de agressão física e psicológica de índole manifestamente fascista e boçal», prometendo remeter para o Ministério Público os casos de que tiver conhecimento. Repetir anualmente estas ameaças não chega. É preciso acções concretas para que a história da praxe não continue a ser feita à custa de muito sofrimento. A praxe passou a ser contemplada no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, pelo que os estabelecimentos não podem assobiar para o ar, como se nada tivessem a ver com o assunto. Os crimes estão tipificados no nosso ordenamento jurídico, pelo que urge fazer com que a justiça funcione. E há casos que merecem condenações que vão muito para além das multinhas simbólicas...
[Publicado no DM de 06.10.2009]

segunda-feira, outubro 05, 2009

NOTICIAS DA ASSOCIAÇÃO AMIGOS DA GRANDE IDADE

NOTÍCIAS DA ASSOCIAÇÃO /OUTUBRO DE 2009

• CURSO GESTÃO DE LARES E CASAS DE REPOUSO Existem ainda disponíveis CINCO VAGAS para o 5º CURSO DE GESTÃO DELARES E CASAS DE REPOUSO que se inicia a 21 de Novembro.
Após o sucesso das 3 primeiras edições deste Curso, a Associação decidiu promover a 4ª edição, cujo número de inscritos ultrapassoutodas as expectativas, obrigando a abrir a 5ª edição do Curso, que poderá ser a ultima neste modelo e com o actual custo.
A 5ª EDIÇÃO DO CURSO INICIA-SE A 21 DE NOVEMBRO, PROLONGANDO-SE ATÉ 19DE DEZEMBRO. AS SESÕES DE FORMAÇÃO REALIZAM-SE AOS SÁBADPOS DAS 9 ÀS18 HORAS E AS INSCRIÇÕES E OUTRAS INFORMAÇÕES ENCONTRAM-SE EM:http://www.associacaoamigosdagrandeidade.com/?page_id=82• NOVA FORMAÇÃO. ÚNICA A NIVEL NACIONALA AAGI – ID vai lançar em Janeiro de 2010 o 1º CURSO DE GESTÃO DEQUALIDADE E BOAS PRÁTICAS EM LARES DE IDOSOS E CASAS DE REPOUSO.Este curso terá uma carga horária de 40 horas e representará oprincipal instrumento para a implementação dos manuais de boaspráticas e qualidade da Segurança Social. O conteúdo programático docurso, incidirá sobre a aplicação dos manuais em qualquer Instituiçãosocial, pública ou privada, demonstrando a evidência dessa aplicaçãoatravés do seu enquadramento em contexto prático.AS PRÉ-INSCRIÇÕES PODERÃO INICIAR-SE ATRAVÉS DO MAIL DA ASSOCIAÇÃO:associacaoamigosdagrandeidade@gmail.com• PROJECTO SETUBAL: CIDADE AMIGA DAS PESSOAS IDOSASPara quem pensava que este projecto tivesse sido apenas uma boaintenção da Associação, poderemos informar que será promovida, embreve, a primeira reunião formal entre os agentes principais para aimplementação deste projecto na Cidade de Setubal. Entretantoapresentamos, pela primeira vez o pré-projecto, podendo consultá-loem:http://www.associacaoamigosdagrandeidade.com/?p=553• 1º ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃOAguardamos a cedência de instalações para a realização do 1º ENCONTRODA ASSOCIAÇÃO, que terá a presença de algumas personalidades dasociedade portuguesa, com trabalho relevante desenvolvido na área doenvelhecimento e Pessoas Idosas. Esta iniciativa deverá contar com acolaboração do INR (Instituto Nacional de Reabilitação)http://www.inr.pt/
• PROTOCOLOS E NOVOS ASSOCIADOSA AAGI – ID fechou um protocolo de entendimento para a área daformação com o Instituto Leopoldo Guimarães. Em breve daremos noticiasmais detalhadas sobre este protocolo, aconselhando desde já a visitar o site do Instituto Leopoldo Guimarães em :http://www.institutolg.com/
Finalmente anunciamos que a Associação recebeu o apoio de uma das maisprestigiadas organizações nacionais de promoção de eventos médicos ede saude. Trata-se da ADMEDIC que se associou à Associação e com aqual iremos, no futuro, desenvolver actividades de interesse comum.Poderá consultar o site da ADMEDIC em:http://www.admedic.pt/www/www/index.htm

terça-feira, setembro 29, 2009

Espanha Ninguém Quer ser Director do Instituto Relatorio da OCDE

La falta de candidatos para gobernar centros públicos es un problema desde hace décadas - A los profesores no les compensa asumir la responsabilidad; ni ganan más ni tienen autonomía
J. A. AUNIÓN
29/09/2009
in el Pais
Al parecer, se trata de una sencilla ecuación: "Demasiada responsabilidad y escasa valoración social y económica. El ratio responsabilidad/valor es demasiado elevado". Así explica Iñaki Zurutuza, director del instituto Alaitz, de Barañain (Navarra), por qué es tan difícil muchas veces que los profesores quieran asumir la labor de dirección de los centros públicos: el 75% de los directores de colegios y el 50% de los institutos públicos navarros fueron nombrados el año pasado por la Administración por falta de candidatos. En el País Vasco, ese porcentaje fue del 70%. En Baleares es el 60%; en Cataluña, el 58%; en Galicia, el 40%.
Y, aunque en algunas comunidades la tasa baje (en Andalucía, que incluye también los centros de educación infantil, está en torno al 37%, en Madrid del 14% y en Canarias, incluso, del 11%), el presidente de la federación de asociaciones de directivos de centros educativos públicos (Fedadi), José Antonio Martínez, calcula que alrededor de la mitad de directores de toda España son elegidos de la misma manera por ausencia de candidatos.
La cuestión es que no se trata de un problema nuevo, sino que se detectó ya en los años setenta del siglo pasado y persiste, más acentuado en algunas comunidades que en otras, a pesar de que todas las reformas educativas desde mediados de los ochenta lo han tratado de paliar. Se cambió el sistema de elección democrática instaurada en los ochenta por la actual selección basada en los méritos, se les ha dado más capacidad de acción y las comunidades van actualizando -aunque para muchos aún de forma insuficiente- los incentivos por el cargo.
Y, sin embargo, el problema persiste. "Se van dando pasitos, pero pasitos cortos", asegura José Manuel Villegas, director en Talavera de la Reina. "Tenemos muchísima responsabilidad, pero escasísimo poder de decisión", se queja Ginés Pérez Gea, director del colegio público de infantil y primaria El Frabraquer, de Campello (Alicante).
El problema, además, es que no se trata de una cuestión menor, si hacemos caso de los recientes análisis que ha hecho la OCDE sobre la importancia del liderazgo en los centros educativos. "Si no directamente, los directores tienen una enorme influencia indirecta en la mejora de los resultados. Hay muchas evidencias de que los profesores son la pieza principal para esa mejora y, a su vez, los directores son los que pueden crear el clima adecuado para que los docentes sean mejores", asegura Beatriz Pont, coautora del estudio de la OCDE Mejorando el liderazgo en la escuela. Y a pesar de esa importancia, "en muchos países, los hombres y las mujeres que dirigen los planteles escolares están agobiados, mal pagados y próximos a jubilarse. Y hay muy poca gente que quiera ocupar esos puestos", alerta el trabajo de la OCDE que coloca a España, según Pont, como un país que va con retraso -¿cómo no?- en este sentido.
Por ejemplo, empezando por lo de mal pagados, los directores de instituto españoles cobran en torno a un 20% más que el resto de profesores, la sexta menor diferencia de la veintena de países analizados en el estudio. En él se hace una división en la que en el tercio bajo, con una diferencia menor del 20%, junto a España están países como Austria, Portugal, Grecia o Luxemburgo. En el medio, entre el 20% y el 40% de diferencia, están Alemania, Italia, Bélgica o Dinamarca. Y en el superior, con más del 40% de distancia, Finlandia, Suecia o Reino Unido, este último, con diferencias que pueden llegar casi al 180%.
Estas cifras comparativas, en todo caso, están tomadas del curso 2002-2003 y, desde entonces, aunque probablemente no hayan variado mucho las posiciones de la estadística anterior, es cierto que los complementos por ser director se han ido actualizando. Éstos varían según el tamaño del centro, pero teniendo en cuenta que la mayoría son grandes, la comparación más ajustada a la realidad es por arriba, explica Antonio Redero, de FETE-UGT. Así, según los datos recabados por el sindicato, la horquilla va desde los 518 euros en el País Vasco y los 754 en Cantabria para infantil y primaria y entre los 613 en el País Vasco y los 995 en Cataluña para secundaria.
Pero si bien el importe puede explicar algunas diferencias, otras no. Por ejemplo, no explica las que se dan entre Canarias (11% de nombramientos por falta de candidatos) y Navarra (más de la mitad), por mucho que se tenga en cuenta el coste de la vida, ya que en ambas comunidades el complemento está entre 500 y 675 euros. Ni tampoco las cifras de Cataluña, donde los responsables de instituto cobran más que en ninguna otra parte y los de primaria están entre los tres primeros y, sin embargo, se tienen que cubrir más de la mitad de los puestos de director a dedo.
Se puede discutir si el complemento en sí es mucho o poco, pero la verdadera cuestión es si alcanza para compensar todo el esfuerzo. En general, el sueldo de los profesores españoles (unos 29.000 euros de media al empezar) está por encima de la media de la OCDE y de UE, pero los informes internacionales siempre han señalado que hay una escasa progresión, salvo por la acumulación de experiencia. Para muchos, ello crea entre los profesores la sensación de que parece dar igual, a efectos de reconocimiento profesional (y ya no sólo de dinero), hacer bien o hacer mal el trabajo, esforzarse un poco más o salir corriendo cuando suena el timbre, escaquearse siempre que hay ocasión o hacerse cargo de todas las excursiones, ser director o no serlo... En fin, un ambiente en el que todo parece quedar a merced de la buena voluntad y el pundonor profesional de cada uno.
El estatuto docente (promesa pendiente de la anterior legislatura) tenía que llegar para paliar de alguna manera esa situación. Se retrasó por desacuerdos entre el Gobierno y los sindicatos y ahora se retomará en medio de una terrible crisis económica. El tema concreto de la dirección no está sobre la mesa, pero el Gobierno siempre está dispuesto a hablar de todo lo que planteen los sindicatos, asegura un portavoz del Ministerio de Educación.
En general, los directores dicen que no se trata, o no sólo, de una cuestión de incentivos económicos. "Nunca se hace por el dinero", asegura María Jesús Melián, docente canaria de inglés durante los últimos 20 años, de los que ha pasado nueve como directora. Dejó de serlo hace dos, para trasladarse más cerca de su casa y para recuperar algo de tranquilidad. Precisamente, Canarias tiene una tasa muy baja de nombramientos a dedo por falta de candidatos. La Consejería canaria de Educación acaba de aprobar un decreto que regula la función directiva con el que, entre otras cosas, los directores que tengan una evaluación positiva de su paso por el cargo podrán consolidar una parte del complemento. Sin embargo, aparte de que ese decreto todavía no ha podido afectar a esa estadística del 11%, María Jesús Melián cree más bien que se trata de que más gente se anime a tomar la dirección para ganar méritos que le sirvan para ir a otro destino (una isla más grande o la Península) o para dar el salto a la inspección educativa.
José Antonio Martínez, director de institutos desde mediados de los ochenta, insiste en que no se trata sólo de dinero. "Al final, la soledad del despacho es muy dura", dice. Y se queja de que los directores han ido asumiendo cada vez más responsabilidades, pero eso no ha ido acompañado de una capacidad real para llevarlas a cabo. Desde el arreglo de una ventana rota o la reunión con los padres de ese chaval que se porta como un demonio hasta la presunta dirección pedagógica, el director (junto al equipo directivo que completan el jefe de estudios y el secretario, es justo decirlo) se ocupa de casi todo en medio de una maraña de trabajo burocrático que les ahoga. Los datos periódicos de planificación, estadística o inventario, de proyectos, memorias, peticiones... una enorme lista que muchas veces les impide atender sus responsabilidades pedagógicas, o les obliga a hacerlo fuera de su jornada de trabajo. Todo ello, sumado a la complejidad que ha tomado la propia tarea educativa de los centros, sobre todo los de secundaria, por la heterogeneidad de los alumnos, y de la relación con los padres, asegura José Manuel Villegas, director en Talavera de la Reina.
En primaria, por otro lado, también aumenta la burocracia, y las dificultades muchas veces son mayores, ya que en gran parte de las comunidades no existe en los colegios apoyo de un administrativo y hay mayores dificultades para restar horas de clase a los directores para que se dediquen a la gestión: pueden hacerlo, pero muchas veces a costa de cargarle con mucho más trabajo al resto de profesores, porque no hay apoyos, dice Ginés Pérez Gea.
Son muchas horas que se acumulan a lo largo del año - "entre una y media y dos veces más que el resto de profesores", según Villegas-, pero también se trata muchas veces de esa frustración por no poder llevar realmente a la práctica la dirección del centro. "Cuando aceptas el cargo te das cuenta de que nadas entre dos ríos. Por una parte eres Administración y por otra no puedes ni deseas descolgarte del claustro de profesores. Y, realmente, se crea una cierta desconfianza por ambas partes: la Administración desea que no le des problemas, y así se llevará bien contigo, y los compañeros desean que estés de su parte en todo momento. Y ninguna de las dos cosas es posible muchas veces", explica Rocío Fernández, directora hasta hace dos años de un instituto asturiano. Lo dejó al trasladarse de centro: "No sé si volvería hacerlo, ahora puedo disfrutar de mi tiempo libre sin estar pegada al móvil y con la cabeza libre de responsabilidades", añade.
Hace pocos días, el profesor de Sociología de la Educación Rafael Feito, a cuenta de la polémica sobre la autoridad del profesor, escribía que el único que debiera ser autoridad pública es el director. Aseguraba que en los procesos de democratización de los centros, durante muchos años la inspección educativa no ha funcionado y el director "se habría de convertir en el director-compañero que justificaría los retrasos, ausencias y cómodos horarios de algunos de sus colegas". Además, sostenía que muchas veces las asociaciones de padres han "tenido que tratar de realizar las labores -intromisión, según algunos- de inspección, coordinación y dirección que desaparecieron o menguaron". Sea intromisión o no, algunos directores sostienen -privadamente, eso sí- que el excesivo protagonismo de los padres en la toma de decisiones, por ejemplo, en las sanciones disciplinarias, también dificulta la gestión.
La experta de la OCDE Beatriz Pont pone además de relieve lo corto del mandato de los directores que, tras cuatro años, pueden volver al puesto anterior. "Es un periodo muy corto, con lo que si se tiene que tomar una decisión difícil frente al profesorado, no se hace", asegura.
Además, es un periodo muy corto, continúa, como para que a las administraciones les merezca la pena invertir en la formación de los directores. Sin embargo, los directores de Fedadi, aunque defienden la estabilidad de los equipos directivos, no son partidarios de crear un cuerpo profesional de directores, pero sí de que se les reconozca claramente su liderazgo, para gestionar la labor del profesorado (designar a los jefes de departamento, distribuir las clases, etcétera), con una autonomía real de los centros o esa formación específica, aunque no piden, como algunas otras voces, que se recupere el antiguo cuerpo de directores. Un reciente informe de la OCDE señala que los centros españoles tienen muy poca autonomía (valorada según la capacidad de la dirección para elegir profesores, fijar su salario inicial o las subidas de sueldo), sólo por encima de Brasil, México, Turquía, Italia y Malaisia.
Para el profesor de Didáctica y Organización Escolar de la Universidad de Girona Joan Teixidó, precisamente, la cuestión no es si profesionalizar o no la dirección, ya que todo el mundo está de acuerdo en que la tarea, según está concebida ahora mismo, requiere gran preparación, sino hasta dónde dar autonomía a los centros. Y esto supone un dilema, "ya que más autonomía significa menos controles". Se trata de una cuestión de modelos, de inercias y fuerzas dentro del sistema que implicarían para Teixidó grandes cambios legales, incluso, en la propia esencia del funcionariado. Algo, como poco, complicado.
Mientras tanto, hay cambios, esos pequeños pasitos de los que hablaba algún director. Por ejemplo, la recién aprobada Ley de Educación de Cataluña trata de que haya equipos directivos con más poder, precisamente uno de los temas que primero se desarrollarán, junto a la autonomía de centro. El tiempo dirá si será tan infructífero como intentos anteriores o si por fin funcionará.

sábado, setembro 26, 2009

Serviço Social e Reforma da Saúde nos Estados Unidos OBAMACARE

Universidade Lusíada Condenada por Praxe Criminosa

O caso do estudante morto em 2001 numa praxe da tuna da Univ. Lusíada de Famalicão foi arquivado e os agressores nunca foram condenados. Mas agora o tribunal veio condenar a Universidade a pagar 90 mil euros à família da vítima, responsabilizando-a por não ter proibido aquelas práticas.


"Se tivesse controlado as práticas de agressividade física e psicológica, tinha contribuído para que a morte não tivesse ocorrido.", diz a sentença revelada pelo jornal I. O juiz considera que a Lusíada "tinha o dever de controlar as actividades de praxe e os estudantes", apesar da universidade alegar em sua defesa a "autonomia da tuna".

O juíz entendeu que a universidade devia ter proibido "esse tipo de comportamentos de pseudo-praxe, mais próprio de instrução militar", e classificou de "caricata a desvalorização dos comportamentos que violam a integridade moral e física dos seus alunos". Ainda assim, a indemnização de 90 mil euros fica aquém dos 210 mil pedidos pela família da vítima nesta acção cível.

Diogo Macedo tinha já 22 anos e estudava no 4º ano, mas na tuna era tratado como um caloiro. Os contornos da morte durante o ensaio da tuna nunca foram esclarecidos, tendo os seus membros reunido logo após o crime para acertarem versões no sentido dum acidente. Bruno acabou por morrer no hospital de S. João do Porto, mas o processo crime foi arquivado por falta de provas. Ouvidos em tribunal, todos os membros da tuna presentes no ensaio revelaram absoluta falta de memória sobre o que ocorreu na noite do crime.

Dois anos depois, a Universidade Lusíada ainda insistia em apontar o derrame cerebral como causa da morte, embora a autópsia tenha identificado várias lesões crânio-encefálicas e cervicais que "nunca poderiam resultar de uma só queda", segundo a médica legista que fez o relatório de autópsia e o defendeu no tribunal.

O funeral de Diogo Macedo ficou marcado não apenas pela actuação da tuna praxista, mas também pela entrada de um oficial de justiça acompanhado por um médico do hospital de São João que apresentou queixa ao Ministério Público por suspeitar de homicídio decorrente da praxe. O médico garantiu que não iria desistir de provar a verdade, mas poucas semanas depois suicidou-se.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Centro de Pesquisas realiza encontro de Serviço Social sobre Oncologia

Encontro reúne profissionais responsáveis
pelo acolhimento ao paciente com câncer

24 de Setembro de 2009



O Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) realiza, a partir desta sexta-feira (25), o 1º Encontro sobre Serviço Social em Oncologia. A intenção é socializar informações sobre o assunto com profissionais que recebem o paciente com câncer na rede de saúde. O evento será realizado das 8 às 17 horas, no auditório da Epagri, no Itacorubi, em Florianópolis.


O assistente social é considerado o profissional que proporciona o elo entre o paciente e a instituição onde é feito o tratamento. Ele dispõe de informações capazes de facilitar o cotidiano do paciente e seus familiares no que se refere à rotina da unidade, direitos previdenciários e trabalhistas, acesso a recursos financeiros, entre outros. "Como o paciente oncológico necessita de cuidados especiais, decidimos criar o encontro para aperfeiçoar o atendimento prestado à população através do Sistema Único de Saúde (SUS)", explica a coordenadora do serviço social do Cepon, Fabíola Coral Rodrigues Naschenweng.


Inicialmente, o evento era destinado apenas a assistentes sociais da área hospitalar. Mas devido à grande procura, o encontro foi ampliado para outros profissionais, como de enfermagem e nutrição, que atuam desde o serviço básico municipal até o atendimento hospitalar. Os demais encontros serão realizados nos dias 2, 9 e 16 de outubro, no auditório da Fahece (Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon), no Centro da Capital.


Referência estadual no tratamento oncológico, o Cepon presta atendimento através do SUS, oferecendo de consultas ambulatoriais até serviços de alta complexidade. Atualmente, Santa Catarina conta com uma estrutura descentralizada de atendimento aos pacientes com câncer, o que evita que eles precisem se deslocar em busca de tratamento. O estado possui um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), em Joinville, e nove Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon). Os Cacon garantem os serviços mais especializados, como oncologia clínica (quimioterapia), cirurgia oncológica, hematologia e radioterapia. Na Capital, a população tem acesso ainda à braquiterapia, teleterapia e radiocirurgia.


Os Unacon oferecem consultas ambulatoriais, exames diagnósticos, oncologia clínica (quimioterapia) e cirurgia oncológica em Joaçaba, Porto União, Tubarão, Jaraguá do Sul e Itajaí. Já a radioterapia está disponível em quatro cidades: Florianópolis (Cepon e Hospital de Caridade), Criciúma, Blumenau e Chapecó. Além disso, na Capital, há atendimento exclusivamente pediátrico no Hospital Infantil Joana de Gusmão, referência estadual nos serviços às crianças com câncer. A hematologia pediátrica, por sua vez, é oferecida no Joana de Gusmão, em Chapecó, Joinville e Criciúma.

Serviço Social O Ano Da Virada Em Novo Ciclo de Seminários em Coimbra


Faleceu Irene Aleixo, Assistente Social e Antiga Governadora civil de Setúbal

Irene Aleixo faleceu há uma semana, aos 88 anos de idade, na sua casa em Lisboa. Foi presidente do Centro Regional de Segurança Social, comissária regional da Luta Contra a Pobreza e governadora civil de Setúbal, cargo este desempenhado entre os anos de 1985 e 1990. “Pombinha” é a eterna alcunha de Irene Aleixo.

Teodoro João
red.teodoro@osetubalense.pt

Solteira e sem descendentes directos, Irene do Carmo Aleixo Rosa, vivia desde há muito tempo em sua casa, em Lisboa, na companhia de uma sobrinha. Faleceu de repente há uma semana, no seu lar, aos 88 anos de idade e foi a sepultar em Lisboa.

Um grupo de amigos e colaboradores que com Irene Aleixo trabalhou nos diversos cargos da administração pública desempenhados nesta cidade, decidiu promover, amanhã, a celebração de uma eucaristia de 7.º dia, na Igreja de S. Paulo, ao bairro do Liceu.

Irene Aleixo, militante do PSD, assumiu o cargo de governadora civil de Setúbal em dois mandatos: de finais de 1985 ao início de 1988 e, depois, do início de 1988 a meio de 1990. A certa altura, os setubalenses atribuiram-lhe a alcunha de “Pombinha” quando Irene Aleixo mandou antecipar significativamente os horários de encerramento dos estabelecimentos de diversão nocturna. O seu mandato interligou-se com a implementação do Fundo de Emergência para o Distrito e ajudou a criar as condições para a concretização da Operação Integrada de Desenvolvimento da Península de Setúbal (OID-PS).

Diga-se em jeito de curiosidade que, depois de Irene Aleixo, desempenharam o cargo de governador civil do distrito de Setúbal as seguintes personalidades: Luís Graça, Almeida Lima, Alberto Antunes, Carlos Eduardo Rebelo, Maria das Mercês Borges, Teresa Almeida, Euridice Pereira e, desde há semanas, Mário Cristovão.

O presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal e Nacional privou com Irene Aleixo, concretamente aquando da sua passagem pelo cargo de comissária regional do Sul da Luta Contra a Pobreza.

Eugénio da Fonseca lembra, em caixa anexa a esta peça, o antigo desejo da governadora civil em ficar sepultada em Setúbal, e acredita que esta senhora merece que “alguns dos nossos autarcas não deixarão de tomar qualquer iniciativa que perpetue a presença desta lutadora, no nosso distrito.” O presidente da Cáritas diz mesmo que se tal não suceder, “será mais uma dívida desta Região com Irene Aleixo.”

O antigo governador civil de Setúbal e presidente da Câmara Municipal, Mata Cáceres, foi informado por «O Setubalense» do falecimento de Irene Aleixo, precisamente a senhora que o sucedeu no Governo Civil.

“Lamento a sua morte. Nós, enquanto dirigentes de instituições/entidades, sempre mantivemos uma cordial estima e consideração. Perdi uma grande amiga, o PSD perdeu uma grande militante e o País perdeu uma cidadã de corpo e alma”, começou por considerar Manuel da Mata Cáceres ao nosso jornal.

O antigo político socialista trocou em 1986 o cargo de governador civil pelo de presidente de Câmara, tendo trabalhado, durante quatro anos e paralelamente com Irene Aleixo como representante do Governo no Distrito. “Apesar das nossas diferentes cores partidárias, fez-se muita coisa”, conclui, exemplificando com o Plano de Emergência para a Região.

“Recordo com saudade essa época. Se hoje vivemos tempos difíceis, na altura também havia uma situação algo semelhante, e ultrapassaram-se muitas dificuldades,” recorda Mata Cáceres. Falar de Irene Aleixo é recordar a sua alcunha de “Pombinha”.

O antigo autarca rotula esse um termo de ‘carinhoso’, mas reconhece ter sido uma medida “muito exagerada” - a drástica antecipação do horário de encerramento de bares, discotecas e boites - atribuindo essa situação ao facto da senhora já possuir na época uma certa idade, e por lhe ser reconhecida a sua veia religiosa.
http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=377&id=13006&idSeccao=2958&Action=noticia

terça-feira, setembro 22, 2009

A Fome na Argentina: Trabalhadores Sociais Denunciam Diminuição de Recursos

El hambre rebrota en Argentina
Los trabajadores sociales se quejan de que las ayudas han disminuido
La presidenta Fernández reconoce que el 23% de la población vive en la pobreza - Las autoridades toman medidas de urgencia contra la desnutrición

"Acá la ayuda nunca llega", se resigna Juanita, una mujer delgada que malvive en una casa precaria de madera al lado de una laguna cubierta de pajonales y basura en Villa Itatí, un barrio de chabolas del sur del Gran Buenos Aires con 50.000 habitantes. Su casa está inundada por el olor del vertedero, donde los cartoneros acumulan lo que recolectan, pero cuando llueve también se llena del agua de la laguna. A pocos metros, un vecino cría cerdos, que se alimentan de los desperdicios.

En las últimas semanas, el hambre y la pobreza han vuelto a la primera plana de la agenda en Argentina. Siete años después de que las imágenes de desnutrición en la norteña provincia de Tucumán recorrieran el mundo en plena crisis de este país productor y exportador de alimentos, la oposición, la Iglesia católica, las organizaciones sociales, los sindicatos, los medios y hasta la aristocracia rural han encendido el debate. La presidenta Cristina Fernández de Kirchner ha respondido con un plan de 272 millones de euros para crear cooperativas que empleen a 100.000 personas. El alcalde de Buenos Aires, el conservador Mauricio Macri, ha inaugurado un refugio para 140 personas sin techo, mientras afronta acusaciones del Consejo de los Derechos de Niños por gastar poco en programas para chavales pobres y las denuncias del cardenal primado de Argentina, Jorge Bergoglio, por la exclusión en la capital. Mientras, en Itatí y otras villas miseria los pobladores aseguran que siguen tan pobres como siempre y que nunca se notó una mejoría, pese al fuerte crecimiento de la economía entre 2003 y 2008.

En la crisis argentina de 2002 la pobreza llegó a afectar al 57% de la población. Durante el mandato de Néstor Kirchner (2003- 2007), el indicador retrocedió hasta el 26,9%, el nivel de 1998, cuando comenzó aquella crisis. Desde 2007, la inflación y la debacle internacional quebraron la tendencia, según las estadísticas privadas. La Universidad Católica Argentina calcula que hasta el 39% de la población vive en la pobreza. En cambio, el Instituto Nacional de Estadística ha informado de que el índice de pobreza disminuyó en 2007 y 2008, hasta el 15%. Sin embargo, Kirchner ha reconocido que subió al 23%.

La campaña de las legislativas del 28 de junio, en las que triunfó una oposición fragmentada, no se centró en la pobreza. Pocos días después, un hospital de Salta (noroeste del país) reveló que uno de cada tres niños está desnutrido.

A mediados de agosto, la Iglesia católica argentina difundió un mensaje del Papa Benedicto XVI, que denunciaba el "escándalo" de la pobreza. Un día después, la Central de Trabajadores Argentinos (CTA) se movilizó en Buenos Aires y otras ciudades ante la crisis. "No basta con los discursos, hay que demostrar que se puede distribuir la riqueza", sostuvo su secretario general, Hugo Yasky. Finalmente, la presidenta argentina reforzó el plan de cooperativas, que se suma al de ayuda alimenticia y a un subsidio de hasta 55 euros mensuales para las familias con seis niños o más. Pero ni la tarea del Estado ni la de las organizaciones sociales alcanza.

"El hambre nunca disminuyó en estos años", se queja Fátima Núñez, coordinadora del centro infantil de la Fundación Che Pibe, en Villa Fiorito, el barrio bonaerense de chabolas donde vivía Diego Maradona y donde permanecen 42.000 personas.

En las aulas del centro están pegados los carteles de la campaña que desde 2004 viene denunciando que "El hambre es un crimen". Este fin de semana la campaña recibió el respaldo de 200 cineastas, artistas plásticos, escritores y deportistas ante las agresiones que han sufrido sus organizadores. "Hay más necesidades desde el año pasado. Además, en estos años apareció el paco (pasta base de la cocaína)", lamenta Fátima. En un paseo por Villa Fiorito, entre casas de madera, chapa, cartón o ladrillo, algunas con banderas del Boca Juniors, y entre los brazos del Riachuelo que, con su color negro de contaminación, limita el sur de Buenos Aires, Fátima se topa con dos padres jóvenes que deambulan con su bebé de rostro sucio. "Están consumidos por el paco", comenta.

"Hay desnutrición", relata Fátima. "Está todo caro: la carne, la leche, las frutas", enumera, en un país que sufre estanflación (recesión e inflación), según analistas privados. "¿Por qué no fuiste a la escuela?", le grita Fátima, entre ladridos, cacareos y cumbia, a un adolescente que construye su casa de ladrillos. Tiene mejor suerte que su hermano, que fue tiroteado por piratas del asfalto.

"Hay más miseria", se queja Julia Ferraro, de 56 años, 12 hijos y 15 nietos. Hasta hace cinco años, Julia repartía en su barrio la comida que distribuía la provincia de Buenos Aires. "Al principio dábamos leche, harina, aceite, fideos. Al final, sólo leche y desde el año pasado la provincia da tarjetas con 80 pesos mensuales (14,50 euros) para los que tienen un hijo y de 100 (18,10 euros) para los que tienen dos o más", plantea.

Migration Press conference with Billström, Barrot and Antonio Guterres

Good discussions on EU migration policy at ministerial Council meeting in Brussels
The meeting of the Justice and Home Affairs Council took place in Brussels on 21 September. The issue of migration was discussed at the Council meeting
“It was a successful meeting and I am pleased that we were given the opportunity proceed with issues such as resettlement and unaccompanied minors", says Minister for Migration and Asylum Policy Tobias Billström, who chaired the Council meeting.


sexta-feira, setembro 18, 2009

Revista Análise Social Institui Prémio 2009

Prémio Análise Social

O Conselho de Redacção da Análise Social instituiu o PRÉMIO ANÁLISE SOCIAL, no valor de 2.500 euros, destinado a galardoar o melhor artigo/estudo publicado nas páginas da Revista no ano anterior ao da atribuição do Prémio.

Instituiu também o PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI, no valor de 750 euros, destinado a galardoar o melhor artigo/estudo de um ou mais jovens investigadores e igualmente publicado nas páginas da Revista no ano anterior ao da atribuição do Prémio.

O Júri do Prémio de 2009, relativo aos artigos/estudos publicados em 2008, é composto por:

•Jaime Reis, ICS, Universidade de Lisboa (Presidente)
•Jorge Flores, Universidade de Brown, EUA
•Peter Fry, Universidade Federal do Rio de Janeiro
•Philippe Schmitter, Instituto Universitário Europeu, Florença

Serviço Social Chilenos Comemoram Implantação da República

Chilenos Comemoram Implantação da Republica de 1810

segunda-feira, setembro 14, 2009

A Falsa Solidariedade nos Estados Unidos Os Desafios Historicos


¿Cuánto tiene de excepcional Estados Unidos?

Si las naciones son comunidades de recuerdos compartidos, como decía Renan, Estados Unidos quizá no sea una nación. Constantes oleadas de inmigración, grandes diferencias internas de experiencias históricas interpretadas de maneras opuestas en función de la clase, la etnia, la raza y la región, y el eterno debate sobre la naturaleza del país y su historia, sumergen nuestra política en un clima de lucha civil permanente. Los belicosos hombres blancos que ahora se congregan en las apariciones públicas del presidente con sus armas para marcar su oposición son evidentemente estúpidos además de feos, pero representan una veta violenta de larga tradición.


Durante mucho tiempo, nuestros apologistas nacionales han vuelto del revés este razonamiento. El carácter nuevo y abierto de EE UU, dicen, es lo que nos confiere nuestra especial genialidad. Los conservadores y los progresistas de nuestro país están en desacuerdo sobre muchas cosas, pero coinciden al hablar sobre nuestro excepcionalismo: consiste en ser libres de las cadenas de la tradición que atan a los europeos. A algunos estadounidenses no les importaría sentirse atados por excelentes sistemas de educación pública, cobertura sanitaria generalizada, mercados estrictamente regulados, infraestructuras públicas constantemente renovadas y un amplio abanico de prestaciones y servicios sociales. Envidian la inmunidad posimperial de los europeos al aventurerismo militar y las instituciones y prácticas posnacionales de la UE. En nuestras clases dirigentes hay más personas de las que parece que lo piensan aunque no se atrevan a decirlo. Los que se atreven corren el riesgo de que les acusen de carecer de lealtad nacional y conocimientos históricos. Hay una mayoría de nuestros ciudadanos que, cuando se le dice que viven en "la nación más grande de la tierra", a lo mejor se lo cree.

¿Cuánto tiene de excepcional Estados Unidos, en comparación con Europa? Los godos y los romanos están ya muy atrás en la memoria de los europeos, pero nuestros recuerdos de cómo arrebatamos el continente a los indios y los mexicanos son recientes, aunque se hayan pasado por un tamiz para dulcificarlos. Los europeos renunciaron al imperio (con la ayuda de los movimientos de liberación nacional que los expulsaron de África y Asia). EE UU mantiene tropas en 130 países, conserva clientes en todas partes e interviene en todo el mundo para defender sus intereses económicos, estrategias geopolíticas y obsesiones ideológicas, aunque, en apariencia, lo haga para ayudar a otros. A veces, lo que justifica esas intrusiones es la idea de impulsar la "modernización", si bien resulta difícil aplicarla a nuestra alianza con Arabia Saudí.

Pero nada contribuye tanto a liberarnos de las restricciones como nuestra buena conciencia nacional. Permite combinar la idea protestante original de EE UU como "un nuevo Israel" con el pluralismo religioso. El país se ha transformado en una iglesia, y la pertenencia a ella se consigue adhiriéndose a la fe en una virtud americana indestructible. Es verdad que la asimilación de los inmigrantes y el avance hacia la resolución de los conflictos raciales que asolaron a la República durante gran parte de su historia hacen que EE UU tenga mucho de lo que estar orgulloso.

Sin embargo, donde no relucimos con tanto brillo es en el ámbito de la solidaridad social. La imagen de EE UU como un páramo social absoluto es falsa. La seguridad social, el seguro médico para los ancianos, cierto grado de ayuda a los pobres y un abanico de prestaciones sociales constituyen un Estado de bienestar a la americana, aunque es incompleto y difícil de ampliar, como demuestra el debate sobre la reforma de la sanidad. El mercado gobierna EE UU tal como evocaba Marx en el primer capítulo de El capital, como un Dios arbitrario que reparte condenas y salvaciones a voluntad. Los grupos que defienden la solidaridad fueron más fuertes en periodos anteriores de nuestra historia, pero sus esfuerzos actuales alimentan la esperanza de un posible regreso a un New Deal.

Padecemos una conciencia limitada. El ciudadano estadounidense, que vive en un Estado de bienestar incompleto, un imperio que niega serlo, una sociedad militarizada en la que los más vociferantes propulsores de la guerra no luchan personalmente, y una cultura individualizada que se rige por ilusiones comunes, tiene una capacidad muy limitada de imaginar otras posibilidades. Sin embargo, tenemos historiadores de implacable lucidez, cineastas y dramaturgos, novelistas de un realismo descarnado, visionarios sociales y teológicos. Y no se convierten en símbolos nacionales (Harvard ha otorgado un doctorado a Almodóvar pero no a Oliver Stone, y nunca honró a su gran hijo literario, Norman Mailer).

EE UU necesita un Dickens, o un Tolstoi, o un Grass, o un Mauriac que despierte su alma; o una Harriet Beecher Stowe, la enemiga decimonónica de la esclavitud (La cabaña del tío Tom). Si mañana apareciera alguno, quizá le leerían poco. Pero las despiadadas críticas que hacen a nuestro presidente -por su falta de celo reformista y su adhesión a la diplomacia imperial- bastantes de sus antiguos partidarios, son obra de un verdadero partido del futuro americano. EE UU también es excepcional en su forma de producir sorpresas históricas. No hay que descartar la posibilidad de que haya algunas nuevas.


Norman Birnbaum es catedrático emérito en la Facultad de Derecho de la Universidad de Georgetown. Traducción de Mª Luisa Rodríguez Tapia.

sexta-feira, setembro 04, 2009

O Poder Dos Assistentes Sociais Sublinhado pela Dra. Leonor Beleza

Leonor Beleza (Oporto, 1948) es una mujer poderosa en Portugal, sin ocupar cargo alguno en la política ni en el mundo de la empresa. Administra el presupuesto millonario de la fundación creada por António Champalimaud, el que era el hombre más rico del país. Al fallecer en 2004, los herederos abrieron el testamento y la sorpresa fue mayúscula. El multimillonario había escrito su voluntad de crear una fundación de investigación en el área de la biomedicina, para la que donó 500 millones de euros. Había instruido que estaría presidida por Leonor Beleza, mujer con larga trayectoria política.
Hoy, la Fundación Dona Ana Sommer Champalimaud y Carlos Montez Champalimaud (en honor a los padres del fundador) construye un centro de investigación biomédica de alto nivel en Lisboa y tiene acuerdos de cooperación con universidades y centros de investigación de prestigio mundial. Asimismo, otorga cada dos años el Premio Visão (Visión), dotado con un millón de euros, el mismo importe que el Premio Nobel de Medicina, para investigaciones sobre prevención y combate de enfermedades de la vista.

Estamos citados en un restaurante junto al Tajo, un lugar tranquilo que suelen frecuentar políticos y empresarios. "Veo a los ministros y no siento ni envidia ni nostalgia. Es un tiempo pasado". Casada, madre de dos hijos, y con dos nietos, Leonor Beleza ha sido ministra de Salud, vicepresidenta del Parlamento, diputada y presidenta del Partido Social Demócrata (PSD), conservador. La conversación se interrumpe para ordenar la comida. Pide la sugerencia del día, rodaballo a la plancha. Me apunto a la misma opción. "Antes quiero una sopa de espinacas y menta". Alimentación equilibrada y ni una gota de alcohol. "No me gusta. Ni el vino, ni el porto, ni el champaña".

Acaba de firmar dos convenios con las universidades de Harvard y Princeton. Los primeros tiempos de la fundación, se los pasaba en un avión. Se estrenó en EE UU. Señores, tengo una fundación nueva, tengo dinero, y tengo que tomar decisiones. Necesito su ayuda, vino a decir a sus interlocutores. "Visité muchas universidades, fundaciones, laboratorios, hablé con científicos. Las cosas empezaron a funcionar. Luego, la empatía hizo el resto. Americanos, europeos, indios...". Hasta construir una red global de científicos en una gran variedad de campos.

Tanto viaje dio sus frutos. En el jurado del Premio Visão hay nombres como Amartya Sen, premio Nobel de Economía 1998; Jacques Delors, ex presidente de la Comisión Europea, y António Guterres, ex primer ministro de Portugal.

Reconoce que presidir una fundación como la Champalimaud da poder -"un poder más profundo que permite tomar decisiones que considero importantes para la vida de las personas"-. Con una precisión: "No me gusta la lucha por conseguir este poder, porque muchas veces no es una lucha limpia". "Me interesa más el poder de una asistente social que trabaja con una pareja a la que va a entregar un niño en adopción. Esta persona tiene un poder monumental porque hay un niño en juego".
(Sublinhado meu)